terça-feira, 22 de novembro de 2016

Presidente da Câmara sai em defesa de permanência de Geddel no ministério


Agência O Globo

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), saiu nesta terça-feira em defesa da permanência do ministro Geddel Vieira Lima na Secretaria de Governo. Segundo Maia, Geddel exerceu papel fundamental na aprovação da emenda constitucional que limitou o teto de gastos do governo na Câmara e será muito importante na votação da Reforma da Previdência. Maia minimizou a acusação, feita pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de tentativa de tráfico de influência por parte de Geddel.

— Geddel tem o apoio do Parlamento, tem a confiança, tem exercido papel fundamental para o governo na articulação política. Nós precisamos que o ministro Geddel permaneça no governo, o papel dele foi vital na vitória da PEC do teto e será fundamental da vitória da reforma da Previdência. É o que tenho ouvido dos deputados — disse Maia, na saída de um evento em São Paulo. 

Segundo o presidente, o episódio envolvendo Calero e Geddel tem a posição de dois colaboradores do governo, mas ele ficou convencido das explicações dadas por Geddel:

— Esse é um episódio que aconteceu, tem duas posições, não é bom, mas pela entrevista que Geddel deu fiquei muito convencido que tem apoio do Temer e tem nosso apoio. Vamos virar essa página, o episódio aconteceu, vamos separar as coisas. Claro que tráfico de influência não é bom, sei que não aconteceu, o parecer indeferido não foi refeito. O governo precisa de tranquilidade e precisa continuar contando com Geddel 

Maia voltou a dizer que, assim que for votado na comissão especial, o projeto que trata das dez medidas de combate a corrupção será levado para a votação no plenário. Maia disse que o plenário e os líderes partidários decidem como votar o projeto, se de forma simbólica, caso haja consenso no texto votado na comissão, ou nominal. O presidente disse ainda que a criminalização do caixa dois veio no texto do projeto encaminhado pelo Ministério Público à Câmara.

— Se votar de forma simbólica é porque saiu um bom texto da comissão e tem consenso. Casa Cada partido, cada líder que assuma a responsabilidade pelo texto. Todas as mudanças têm que ser debatidas, ninguém tem texto perfeito. O Legislativo tem direito de mudar o que quiser, a sociedade pode encaminhar projeto de lei, mas a responsabilidade de votar é da Câmara — disse Maia, acrescentando:

— A criminalização do caixa 2 vem nas propostas. Vem o debate: tipificando para frente está anistiando para trás. Muitos dizem que sim, só vale para frente, outros que não. Depois que sair da comissão vamos votar no plenário, a votação será feita de forma clara.

Moro se irrita com advogados de Lula e grita em audiência




O juiz federal Sérgio Moro © image/jpeg O juiz federal Sérgio Moro 
 
O depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral como testemunha no processo contra o ex-presidente Lula, nesta segunda-feira, entrou para a história da Operação Lava Jato como a primeira vez em que o juiz federal Sergio Moro gritou em uma audiência. Depois de dois anos e meio de rotineiras oitivas na 13ª Vara Federal de Curitiba, o magistrado se irritou com as sucessivas questões de ordem pedidas pela defesa de Lula enquanto o Ministério Público Federal e ele próprio questionavam Delcídio.

Após as perguntas da defesa de Lula e o início dos “esclarecimentos do juízo”, como diz Moro, os advogados do petista passaram a reclamar que as questões do juiz e as respostas de Delcídio do Amaral abordariam pontos fora do processo e, assim, demandariam novas perguntas pela defesa.

Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, Jair Cirino dos Santos, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos representaram Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia diante de Sergio Moro.

Quando o magistrado questionou o ex-senador sobre a mudança na lógica de indicações à diretoria da Petrobras a partir do enfraquecimento do governo Lula no mensalão, um dos advogados do ex-presidente o interrompeu e, então, travou-se o seguinte diálogo:

Advogado de Lula: Eu sou obrigado a pedir de novo uma questão de ordem. A questão é muito simples, Vossa Excelência está violando o princípio da ampla defesa, está perguntando à testemunha sobre fatos que não foram objeto da inquirição de hoje e está daí criando a necessidade de novas perguntas por parte da defesa, se vossa excelência permitir, senão fica um desequilíbrio no processo.

Sergio Moro: Tem uma ordem legal, doutor, de oitiva, primeiro Ministério Público, depois defesa e esclarecimentos do juízo.

Advogado de Lula: Mas o juízo só pergunta sobre questões que forem objeto da inquirição e pontos não esclarecidos

Sergio Moro: [levantando a voz] Essa é a posição do juízo, doutor. Neste caso, é o que estou fazendo.

Advogado de Lula: Mas não é a posição do código de processo, é uma coisa que o senhor não pode fazer
Sergio Moro: Como eu presido essa audiência, então eu entendo que eu posso fazer na minha interpretação.

Advogado de Lula: Então fica o protesto da defesa contra o comportamento de Vossa Excelência, que viola o código de processo penal.

Sergio Moro: Na sua interpretação, doutor. Na interpretação correta do código, o juiz pode fazer…

Advogado de Lula: Na interpretação de todos que trabalham com processo penal. Somos professores de processo penal.

Sergio Moro: Tá ótimo então, eu vou seguir com minhas indagações aqui, se a defesa permitir, evidentemente…

Cabral diz à PF que governou pelo 'crescimento econômico' do Rio





O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) afirmou à Polícia Federal que 'sua política foi voltada para o crescimento econômico do Estado'. O peemedebista foi preso na Operação Lava Jato na quinta-feira, 17.


Cabral é suspeito de comandar um esquema de R$ 224 milhões em propinas. Os valores, segundo investigação do Ministério Público Federal, saíram de obras de empreiteiras contratadas pelo governo do Estado. O Ministério Público Federal aponta que o ex-governador recebeu 5% sobre os valores dos contratos durante seus dois mandatos, entre 2007 e 2014.

"Indagado se alguma vez foi beneficiado com contratos, pagamentos de propina e realização de contratos de auditorias e ou outros pelas empresas que receberam incentivos fiscais, o depoente esclarece que não e que toda a sua política foi voltada para o crescimento do econômico do Estado; que consigna ainda que no seu período o Estado passou de uma arrecadação de ICMS de R$ 26 bilhões para cerca de R$ 75 bilhões", afirmou Sérgio Cabral.

O Rio vive uma de suas piores crises econômicas da história, e o rombo nas contas públicas é estimado em R$ 17,5 bilhões. O governador Luiz Fernando Pezão, sucessor e aliado de Sérgio Cabral, tenta passar um polêmico pacote de medidas de austeridade na Assembleia Legislativa do Rio.

Entre as propostas está o adiamento de aumentos salariais aprovados em 2014 que entrariam em vigor em 2017 ou 2018 e a extinção de programas sociais como o Renda Melhor. A análise do pacote, pelos deputados estaduais, tem sido acompanhada por manifestantes que protestam a cada sessão do Legislativo.A investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal, no Paraná, apura pagamento de vantagens indevidas a Cabral, em decorrência do contrato celebrado entre a Andrade Gutierrez e a Petrobrás, sobre as obras de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

A força-tarefa da Lava Jato, no Rio, investiga corrupção na contratação de diversas obras conduzidas no governo do peemedebista, entre elas, a reforma do Maracanã para receber a Copa do Mundo de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano, financiadas ou custeadas com recursos federais.

Contra o ex-governador, foram expedidas duas ordens de prisão, uma do juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, e outra do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio. Na decisão em que autorizou a prisão do peemedebista, Bretas ligou 'custo-corrupção' ao rombo orçamentário no Rio.

Ao comparar os crimes de corrupção aos praticados com violência ou ameaça à pessoa, o magistrado salientou que os casos que 'envolvem corrupção, de igual forma, têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas' uma vez que os recursos públicos que são desviados por práticas corruptas 'deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança pública'.

"Com a corrosão dos orçamentos públicos, depreciados pelo "custo-corrupção", toda a sociedade vem a ser chamada a cobrir seguidos "rombos orçamentários". Aliás, exatamente essa é a razão que levou o governador do Estado do Rio de Janeiro em exercício a decretar, no dia 17 de junho deste ano, o estado de calamidade pública devido à crise financeira. E esta situação não se dá apenas neste Estado, mas em praticamente todos os entes desta Federação. A própria União, há poucos meses, revelou ao país que a previsão para o resultado orçamentário deste ano de 2016 é de um prejuízo da ordem de mais de 170 bilhões de reais", afirmou Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio de Janeiro.

domingo, 20 de novembro de 2016

POTIRAGUA: BELÍSSIMOS TRABALHOS ARTESANATO.


Não percam a oportunidade de conhecer os trabalhos de HILDEMARA S. SANTOS (MARA) em Gurupá-Mirim, município de Potiraguá-Ba. localizado na Ba. 670, Potiraguá / Br 101. Além das obras de artes você ainda toma um cafezinho com bolo de diversos sabores, mingau de milho ou tapioca.













Prisão de Lula não me traria alegria, diz Aécio




© Fornecido por New adVentures, Lda.
 
Numa semana conturbada para a política do país, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou sobre o andamento da Operação Lava Jato e planos do partido para as eleições de 2018.

O presidente nacional do PSDB disse ver com cautela a prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. "Não conheço o caso. Mas temos de ter cuidado para que a prisão não seja a primeira etapa de um processo", disse, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

Aécio também encara com ressalvas uma possível prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não torço pela prisão do Lula, mas para que a Justiça seja feita. A prisão dele não me traria alegria, mas eu não preocuparia com as consequências", afirmou.

O senador admite, inclusive, um possível abuso na condução coercitiva de Lula. "Talvez pudessem ter obtido o mesmo resultado de outra forma", disse. Aécio nega, porém, que a Operação Lava Jato esteja em risco.

"Não vejo a Lava Jato com essa fragilidade. Não se pode considerar uma afronta ao Ministério Público as medidas para que a legislação seja cumprida", defendeu.

A respeito dos planos do partido para 2018, Aécio foi diplomático e admitiu que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, possa tomar a frente da disputa após a vitória de João Doria na prefeitura de SP.

‘Deixem a cela arrumada que vem mais um hóspede’, disse Cavendish


Dono da construtora Delta, o empresário Fernando Cavendish ganhou notoriedade por duas razões. A primeira, sua fantástica capacidade de angariar contratos públicos. Entre 2007 e 2012 foram quase 11 bilhões, que representaram mais de 96% do faturamento de sua empresa no período. A outra, pelo estreito relacionamento com o então governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral. Passeios de helicóptero, jantares caros em restaurantes da Europa, festas com guardanapos na cabeça e presentes milionários marcaram essa promíscua simbiose entre o público e o privado. Mas acabou-se o que era doce. Em julho passado, o empreiteiro foi preso pela Polícia Federal na Operação Saqueador. Seu destino: Bangu 8.

Enquanto os Jogos Olímpicos incendiavam a cidade, Cavendish ocupou a cela na galeria C da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro. Passava os dias pensativo e, entre uma conversa e outra com parentes e advogados nos dias de visita, bateu o martelo de que aceitaria o acordo de delação premiada. Na tarde de 17 de agosto, ao empacotar suas coisas e deixar a cela C6, virou-se para um dos agentes penitenciários e avisou: “Deixem a cela arrumada que vem mais um hóspede grande”.

Não era um blefe. O bilionário empreiteiro que havia acabado de conquistar na Justiça o direito à prisão domiciliar estava decidido a não apodrecer na cadeia de Bangu. Até então, as provas reunidas pelos procuradores do Ministério Público Federal contra ele indicavam uma lavagem de dinheiro de cerca de 370 milhões através de 18 empresas de fachada criadas para praticar crimes. Cavendish precisaria, então, acenar com algo muito maior. E Sergio Cabral se tornaria um alvo natural.

No acordo que vem negociando, Cavendish apresentou algumas provas contundentes. E uma delas constrangeu o ex-governador fluminense de tal maneira que ele não se viu na condição de negar a versão do ex-amigo. A história foi revelada pelo jornal O Globo, no mês passado. Em uma das nababescas viagens em parceria que fizeram à Europa, em 2009, Cabral levou Cavendish para um passeio certa manhã. Na porta de uma das joalherias mais caras do mundo, a Van Cleef & Arpels, entrou para buscar o anel de aniversário que havia encomendado para a mulher, Adriana Ancelmo. E deu a conta para o empreiteiro pagar: 220 000 euros (mais de 800 000 reais).

Como o empreiteiro disponibilizou a fatura do cartão aos investigadores, não havia como Cabral negar. Em nota, ele disse apenas que se tratava de um presente do amigo e que jamais tomou conhecimento do valor. A entrega do anel aconteceu no restaurante Le Louis XV, do chef Alan Ducasse, no Hotel de France, em Mônaco, na noite de 17 de julho de 2009. “Posteriormente, quando foram divulgadas as denúncias contra Cavendish envolvendo Carlos Cachoeira, o Estado acompanhou o Governo Federal na decretação da inidoneidade da Delta, motivo pelo qual o casal praticou o gesto de devolver o presente”, dizia o ex-governador no texto divulgado por sua assessoria.

A devolução do anel foi feita por um amigo em comum dos casais, o empresário Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, um assessor especial de Cabral que, agora, na Operação Calicute, também foi preso e mandado para Bangu 8, onde divide a cela C6 com o governador. Dono de pelo menos dez empresas, era Paulo Fernando Magalhães Pinto quem pagava o aluguel da sede no Leblon da empresa Objetiva, criada por Cabral em 2014 para dar consultoria e por onde, segundo os investigadores, o dinheiro acumulado de propinas vinha sendo lavado.

O anel, no entanto, não foi a única prova que Cavendish entregou contra Cabral até aqui. Ele contou ainda na proposta de delação ter dado uma picape Ford Ranger 2007 (placa KXG 0628), de presente ao ex-governador. O veículo foi registrado em nome de…Paulo Fernando Magalhães Pinto, o mesmo que tinha em seu nome um helicóptero e uma lancha de 5 milhões que os procuradores acreditam ser de Cabral.

Cavendish prometeu entregar mais gente. Na edição desta semana que chega às bancas, VEJA revela que a lâmina do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro é uma das obras da Delta que o dono da empresa vai detalhar. Houve propina ainda nas reformas do Rio Turvo e do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, contrato feito sem licitação. Além de Cabral, estão na mira de Cavendish outros políticos do PMDB e do PSDB no Rio, São Paulo e Goiás.

Dia 17 de novembro de 2016, exatos três meses depois de o profético Cavendish deixar a cela C6, o ex-amigo Cabral entrou sem saber ao certo quanto tempo passará lá dentro. Vai depender muito do que O empreiteiro vai contar à Justiça.

Arquivado em:Brasil

Cabral tinha banco paralelo para movimentar dinheiro sujo




© Fornecido por New adVentures, Lda.
 
O grau de sofisticação do esquema de corrupção encabeçado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB), preso na operação Calicute, incluía até uma espécie de banco paralelo para tocar o dinheiro oriundo dos esquemas de corrupção.

De acordo com o jornal O Globo, para investigadores, a transportadora Trans-Expert Vigilância e Transporte de Valores, que tinha um cofre no bairro de Santo Cristo, no Rio, usado para guardar e distribuir o dinheiro do grupo, mas de forma irregular e livre do sistema público de controle das atividades bancárias.

Os investigadores desconfiam que o “banco paralelo” funcionava desde o primeiro governo Cabral, recolhendo propina e a distribuindo aos favorecidos, a maioria políticos do PMDB fluminense. O achado surpreendeu até os já escaldados agentes da Delegacia de Repressão à Corrupção e a Crimes Financeiros (Delecor).

"Para desvendá-lo, a PF criou uma operação específica, a Farejador, que encontrou pelo menos três indícios que vinculam a transportadora a Cabral: um total de R$ 25 milhões em repasses da Trans-Expert para uma empresa ligada a Cabral; a apreensão de declarações de renda da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo na empresa; e uma possível guarda de dinheiro para o ex-secretário de Obras Hudson Braga, um dos nove presos ao lado de Cabral.

Antes mesmo de ser investigada por movimentar dinheiro para o ex-governador, a Trans-Expert já estava na mira da Polícia Federal. A denúncia de que a empresa havia desaparecido com um total de R$ 35 milhões do Banco do Brasil, dinheiro recolhido das agências bancárias que não chegava ao destino final, somada a um misterioso incêndio ano passado, que teria transformado em pó milhões de reais (R$ 28 milhões só da Caixa Econômica Federal) supostamente guardados em seu cofre-forte, fizeram a PF suspender recentemente a autorização de funcionamento da transportadora.