segunda-feira, 7 de março de 2016

Cercada pela Lava Jato, Dilma reforça ataques a conduta de Sérgio Moro


A presidenta Dilma Rousseff. © I. Amorim A presidenta Dilma Rousseff.
A presidenta Dilma Rousseff não é oficialmente investigada ainda pela Lava Jato, que não encontrou nenhum indício contra ela nestes últimos dois anos de investigação. Mas se do ponto de vista legal a petista ainda não respira por aparelhos, a situação política do Governo, que atravessa grave crise política, é a cada dia mais delicada. Além de um Congresso arredio, cada nova fase da operação que investiga a corrupção na Petrobras tem sido um tiro a mais em direção ao Planalto. Nas últimas semanas foram ao menos três duros golpes contra a petista desferidos pelas canetas do juiz federal Sérgio Moro e de sua força-tarefa. Primeiro com a prisão preventiva do marqueteiro da mandatária, João Santana. Depois o vazamento da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral, que implicaria Dilma e ameaça sacudir o Governo. Mas foi a última etapa da investigação, realizada em 4 de março, a mais dolorosa para Dilma, com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor.

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Com cacife político cada vez mais reduzido, a presidenta tem investido na defesa do seu Governo e do ex-presidente Lula e começa a questionar abertamente as ações do juiz Sergio Moro. Nesta segunda-feira, ela voltou a defender o ex-presidente, coisa que ela já havia feito na sexta-feira e no sábado. A presidenta disse que não faz sentido "conduzir [Lula] sob vara, se ele jamais se recusou a ir", referindo-se à condução coercitiva que levou Lula a depor na Polícia Federal. “Nunca o presidente Lula, justiça seja feita, nunca se julgou melhor do que ninguém (...) sempre aceitou, convidado para prestar esclarecimento, sempre foi”, afirmou a mandatária durante evento de entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. A petista também aproveitou a ocasião para criticar a oposição, que segundo ela ainda está inconformada com a derrota no pleito de 2014: “O Brasil está passando por um momento de dificuldades. Uma parte desse momento de dificuldades é devido também à sistemática crise política que [a oposição] provoca no país”.
A expectativa de que a oposição volte com carga total na defesa do afastamento da mandatária, e a possibilidade de que novos delatores citem irregularidades na campanha da presidenta em 2014, limitam ainda mais o oxigênio que mantém o Governo de pé. No campo jurídico, ela enfrenta processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral, e Moro tem trabalhado com a corte repassando informações sobre propinas pagas para a campanha da presidenta. Em despacho para o TSE, o magistrado disse que está “comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas”. Ao menos quatro pedidos de cassação protocolados pelo PSDB tramitam no tribunal.
Nesta segunda o Supremo Tribunal Federal publicou um acórdão com o rito a ser seguido para o impeachment de Dilma na Câmara, o que, ao menos em teoria, coloca seu mandato nas mãos de seu maior inimigo, Eduardo Cunha, que é réu no STF por seu envolvimento na Lava Jato.
Por ironia do destino, embora o ambiente político esteja cada dia mais tóxico para ela, legalmente não há nenhum indício contra Dilma investigado pela força-tarefa. Em entrevista coletiva logo após a deflagração da nova etapa da operação na sexta-feira passada, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que “não há nenhum dado ou indício de participação da Dilma [no esquema de corrupção da Petrobras] sendo investigado pela Lava Jato em Curitiba”. De acordo com ele, “se aparecer algo aqui, como ela tem foro [privilegiado] será remetido ao procurador-geral da Republica Rodrigo Janot”.
No ano passado Janot já havia anunciado que as citações à presidenta feitas por ao menos quatro delatores do esquema de corrupção não seriam investigadas, tendo em vista que são referentes a eventuais irregularidades cometidas no mandato anterior. É o caso do depoimento de 11 executivos da Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, que afirmaram no início da semana passada que a construtora pagou despesas da campanha eleitoral de Dilma em 2010. Estes pagamentos ilícitos que somariam mais de 5 milhões de reais foram feitos com a utilização de contratos fictícios de prestação de serviço envolvendo uma agência de comunicação, a Pepper.
Mas existem rumores de que executivos da Andrade Gutierrez cogitem falar sobre pagamentos irregulares feitos para a reeleição da presidenta em 2014, o que, caso seja provado, poderia ser desastroso para a mandatária. E existe a possibilidade de que Marcelo Odebrecht, preso desde junho do ano passado, também escolha contar o que sabe. Apesar de ter criticado delatores, a nova resolução do Supremo Tribunal Federal que obriga condenados em segunda instância a começar a cumprir pena antes do último recurso, coloca o empreiteiro sob pressão: até o momento Moro condenou 75% dos réus da Lava Jato.
Também não se sabe em que medida a suposta delação de Delcídio do Amaral pode desequilibrar a balança contra o Governo, e colocar a presidenta na mira da Lava Jato: até o momento o parlamentar e seus advogados negaram conhecer o conteúdo apresentado pela revista IstoÉ. Mas essa tem sido uma prática comum quando o conteúdo dos depoimentos de colaboradores da Justiça vaza. Para garantir os benefícios do acordo, até que as autoridades homologuem o conteúdo do acerto os investigados evitam comentar os fatos apresentados.\A agência de risco Eurasia, geralmente comedida em suas análises do cenário político brasileiro – na sexta-feira elevou para 50% a chance de Dilma não terminar o mandato.
Outro ponto que pode dificultar ainda mais a vida de Dilma são os protestos pró-impeachment convocados para o dia 13 deste mês. Na avaliação do Planalto, caso os atos atraiam multidões para as ruas, como ocorreu em uma série de atos em março de 2015 que contaram com a participação de centenas de milhares de pessoas, a tendência é que o afastamento da presidenta volte com toda a força à pauta do Congresso.
Mas não é apenas a direita que promete ir às ruas contra o Governo. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto divulgou nesta segunda um manifesto no qual promete "intensificar suas ações nos próximos meses (...) em todo o país e de grandes mobilizações contra os ataques aos direitos sociais promovidos pelo Governo Dilma". O Movimento critica "iniciativas como a reforma da Previdência, a reforma fiscal, o acordo com o PSDB em relação ao pré-sal e a lei antiterrorismo", e afirma que o atual Governo "parece não ter mais limites na entrega de direitos sociais". O calvário de Dilma continua em 2016.

domingo, 6 de março de 2016

13 de março: Movimento organiza manifestações em todo o país


© Fornecido por Notícias ao Minuto
Após a repercussão midiática da 24ª fase da Operação Lava Jato ter como alvo principal o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensificaram-se as organizações para as manifestações que devem ocorrer em todo o país no próximo domingo, 13 de março.
Nas redes sociais, diversos eventos foram criados para convidar a população em geral para os protestos pelas ruas do Brasil.
O movimento Vem Pra Rua Brasil está organizando uma "Mega Manifestação", na qual 134 mil pessoas já confiraram presença por meio do Facebook.
A descrição do evento convida:  "O Juíz Sérgio Moro necessita do nosso apoio para poder continuar colocando os corruptos na cadeia. Dilma, Lula, Cunha e Renan são todos farinhas do mesmo saco e vão fazer de tudo para escapar. Não podemos permitir!Por isso, domingo, dia 13 de março, em todo o Brasil, teremos novamente uma manifestação pacífica e organizada, mas que vai botar muito medo nos corruptos! VAMOS DEFENDER A LAVA JATO DOS CORRUPTOS QUE QUEREM DESTRUIR O BRASIL!VEM PRA RUA!", é possível ler na página do movimento.
Os protestos estão marcados para acontecer nos 26 estados e no Distrito Federal e devem se estender durante o dia todo. O horário de início das manifestações estão agendadas de acordo com cada cidade e estão disponíveis aqui.

Policial que entregou dossiê da Lava Jato ao governo pode ser investigado, diz jornal


O presidente do Sindicato dos Policias Federais no DF, Flávio Werneck, que levou um dossiê para o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, contendo informações contra o juiz Sérgio Moro e investigadores da Operação Lava Jato é ligado ao PDT, partido aliado ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em 2014, Werneck disputou mandato de deputado federal pela legenda, sem sucesso. A Coordenação de Assuntos Internos da Corregedoria da PF deverá instaurar investigação para apurar sua conduta nesse episódio do dossiê, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Werneck já ocupou na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) o cargo de chefe da diretoria de assuntos estratégicos da corregedoria de saúde. O petista deixou o governo em 2014 em meio a vários escândalos de corrupção, inclusive na área da saúde.
Delegados da PF já identificaram no seu quadro pessoas com a intenção de produzir dossiês contra investigadores que atuam na Lava Jato, mas não tinham conhecimento do episódio envolvendo Werneck que também é vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, que representa os agentes da PF. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) irá divulgar nota nesta segunda-feira, dando apoio aos trabalhos dos delegados que atuam na Lava Jato e cobrando explicações de Werneck. "A entidade que ele dirige não representa os delegados", diz a nota.
Werneck justificou que apresentou o caso ao Planalto por se tratar de uma denúncia grave. "Temos um problema de anacronismo na investigação que já tem dois anos e vem pegando pontos-chave de empresas e do governo. Isso afeta diretamente a economia", disse ele a VEJA. No dossiê, a acusação é de que Moro e os outros envolvidos na Lava Jato estão a serviço de um grande plano do PSDB para implodir o PT e o governo. O ministro Jaques Wagner teria dito que encaminharia o dossiê para um promotor baiano de sua confiança dar sequência ao assunto.
(Com Estadão Conteúdo)
Sabotagem: O juiz Sergio Moro é apontado como membro de uma conspiração armada por adversários do PT

Okamotto viabilizou lavagem de R$ 1,2 mi do dinheiro da OAS a Lula, diz Lava Jato


A Procuradoria da República afirmou em relatório ao juiz federal Sérgio Moro que o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, 'viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula'. O valor é referente ao pagamento, durante cinco anos, do aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato.
"Não pairam dúvidas sobre a atuação ilícita de Paulo Tarciso Okamotto na viabilização do custeio pela OAS do armazenamento de bens pessoais de Lula junto à Granero Transportes", sustenta o documento de 89 páginas, subscrito por onze procuradores da força-tarefa da Lava Jato."
A investigação colheu evidências de que a OAS também repassava vantagens indevidas a Lula por meio de pagamento de contrato de armazenagem de bens pessoais junto à Granero Transportes, com adoção de medidas de ocultação de origem e propriedade dos bens para fins de conferir aparência lícita ao repasse de valores provenientes de infrações penais praticadas no âmbito da Petrobrás", afirmam os procuradores.


A força-tarefa da Lava Jato aponta que em 22 de dezembro de 2010, após solicitação de Okamotto, a Granero emitiu um orçamento de "serviços de armazenagem de bens pertencentes" a Lula. Em 27 de dezembro de 2010, Okamotto teria subscrito termo de aceite para que a Granero prestasse os serviços."
Após três dias do termo de aceite, vale dizer, em 1 de janeiro de 2011, a Construtora OAS celebra contrato de armazenagem com a Granero, no valor mensal de R$ 21.536,84,,em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todavia, para ocultar a origem e natureza da vantagem indevida repassada ao representado Lula, a OAS indicou que o contrato tinha por objeto a "armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda", destaca a força-tarefa.
A empreiteira desembolsou o valor entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016. O contrato com a OAS foi um dos motivos que levaram a Justiça a autorizar a condução coercitiva - quando o investigado é levado para depor e liberado - de Lula na sexta-feira, 4, durante a Operação Aletheia. O petista prestou depoimento de mais de 3 horas em uma sala no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Após a rescisão do contrato de armazenagem, entre 18 e 19 de janeiro de 2016, afirmam os procuradores, a 'Granero fez a entrega dos bens para as pessoas indicadas por Paulo
Tarcisio Okamotto, notadamente Alexandro Antonio da Silva, Luiz Antonio Pazine e Paulo Marcelino Mello Coelho', diz o Ministério Público Federal. A mudança foi levada de Brasília para São Paulo pela Três Poderes, de propriedade da Granero."
Paulo Tarciso Okamotto foi quem viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula. Esse foi o montante que foi repassado pela Construtora OAS à Granero, em benefício de Lula e com o concurso de Paulo Tarciso Okamotto, sob a falsa premissa de quitação de contrato de 'armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda'.
Os objetos foram retirados por caminhões do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do PT e do lulismo. Foi na presidência do Sindicato que Lula comandou a emblematica era de greves da categoria que desafiou os generais da ditadura no final dos anos 1970 e inicio dos anos 1980. Notório orador, carismático, ele fundou o PT e chegou ao Palácio do Planalto.
Paulo Okamotto, quadro histórico do partido, também foi levado coercitivamente para depor na Operação Aletheia."A última atuação ilícita de Paulo Tarciso Okamotto nessa fraude ocorreu no mês passado, em 12 de janeiro de 2016, quando ele indicou agentes para retirar os bens pessoais de Lula armazenados pela Granero. Até o presente momento não se sabe exatamente quais eram tais itens, tampouco para onde foram, sendo Paulo Tarciso Okamotto um personagem central para esclarecê-lo", afirmam os procuradores.
Investigação. Na sexta-feira, ainda foram conduzidos coercitivamente Alexandre Antônio da Silva, Luiz Antônio Pazine e Paulo Marcelino Melo Coelho. Ele são investigados por, segundo o Ministério Público Federal, teream atuado na mudança de Lula. A Procuradoria quer saber dos três quais foram os bens retirados da transportadora, o responsável pelo pagamento do transporte e o destino dos bens transportados.
A força-tarefa afirma que Alexandre Antônio da Silva, do Sindicato dos Metalúrgicas do ABC, foi a pessoa autorizada, em 12 de janeiro de 2016, por Paulo Okamotto, 'a representá-lo em relação ao contrato de armazenagem' firmado com a Granero, 'podendo acompanhar a retirada dos bens armazenados no depósito da transportadora'.A OAS não comentou.

COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

Em nota divulgada na noite de sexta, o Instituto Lula afirmou que a mudança foi providenciada pela Presidência da República. "A maior parte foi levada para uma empresa de guarda-móveis, parte para o apartamento de Lula e São Bernardo e parte para o Sítio Santa Bárbara, com anuência dos proprietários", informou a entidade, que citou a Lei 8.394/91 e o Decreto 4.344/2002. "Determina que os ex-presidentes são responsáveis pela guarda e preservação do acervo que acumularam no exercício do cargo."
"Ao final de seu governo, a Presidência da República providenciou triagem e entrega do acervo documental privado do ex-presidente Lula, da mesma forma como procedeu com seus antecessores, nos termos da lei 8.394/91 e do decreto 4.344/2002. Parte deste acervo está em processo de catalogação e tratamento para cumprir a legislação, em projetos coordenados pelo Instituto Lula, a exemplo do que é feito com o acervo privado de outros ex-presidentes brasileiros."

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DO INSTITUTO:

"Respostas às suposições levantadas na coletiva de imprensa da Operação Lava Jato, na manhã de hoje (4).
1) O financiamento do Instituto Lula é semelhante ao de instituições ligadas a outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, exceto por jamais recebido doações de empresas públicas, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com a Fundação FHC.
2) Pessoas físicas e empresas fizeram doações legais e declaradas às autoridades desde que o Instituto Lula foi criado, em agosto de 2011, e não antes, como ocorreu, por exemplo, com a instituição vinculada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recolheu fundos em plena vigência de seu mandato, conforme reportagem da revista Época:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53647-6009,00.htm
3) Os fundos do Instituto Lula são aplicados em suas finalidades - como projetos e ações de incentivo à integração latino-americana, à cooperação com países africanos e o combate à fome no mundo, além da promoção de debates, conferências, seminários, pesquisas e documentação sobre a democracia e as conquistas sociais no Brasil, e da preservação do acervo do ex-presidente Lula, conforme determina a Lei.
4) Lula é o presidente de honra e nada recebe por sua participação nas atividades do Instituto (mais informações no relatório de atividades: http://www.institutolula.org/historia)
5) Pessoas físicas e empresas as mais diversas prestaram ou prestam serviços ao Instituto Lula, regularmente contratadas. A empresa G4, citada pelos procuradores da Operação Lava Jato, é responsável pela manutenção do site do Instituto Lula e trabalhou nos projetos Brasil da Mudança e Memorial da Democracia, presta serviços ao instituto desde 2011, ou seja ao longo de 5 anos, e o faz rigorosamente dentro de sua capacitação técnica. Não há transferência indevida de recursos. Há, sim, ilações irresponsavelmente divulgadas pelo Ministério Público antes de qualquer procedimento investigatório sério.
6) A empresa LILS Palestras e Eventos LTDA. foi criada em 2011, tendo como sócios o ex-presidente Lula e Paulo Okamotto, para gerenciar, dentro da lei, as atividades do ex-presidente Lula como palestrante. Mais uma vez, trata-se de algo em tudo semelhante ao que fazem outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, bem como personalidades de reconhecimento público: artistas, cientistas, desportistas, escritores, jornalistas etc.
7) Desde que deixou o governo, Lula fez 72 palestras para 40 empresas do Brasil e do exterior, dos mais diversos setores, como a Microsoft, Bank of America, Nestlé, Iberdrola, INFOGLOBO (que edita os jornais da Família Marinho) e grandes empresas brasileiras, algumas delas investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. Leia a lista completa:http://www.institutolula.org/as-palestras-de-lula-a-violacao-de-sigilo-bancario-do-ex-presidente-foi-um-ato-criminoso
8) Algumas das empresas investigadas contratam palestras de outros ex-presidentes da República no Brasil. Todas elas são grandes anunciantes dos meios de comunicação e financiam cursos de formação de jornalistas. Mais uma vez, houve a divulgação irresponsável de ilações em referência ao ex-presidente Lula, antes de qualquer investigação séria. Da mesma forma não seria correto supor, apenas a partir disso, que outros ex-presidentes ou os grandes meios de comunicação brasileiros tenham recebido, por esta via, dinheiro roubado da Petrobrás.
9) A informação de que palestras contratadas por estas empresas e doações feitas ao Instituto Lula têm os valores apresentados pela Lava Jato, é sensacionalista, porém, velha. Os números exibidos hoje correspondem rigorosamente aos divulgados no ano passado pela revista Veja, no que constituiu quebra e vazamento ilegal de sigilo bancário. Exceto pelo vazamento ilegal, não há crime algum nesses valores. Todos os valores foram recebidos com o devido registro e impostos pagos.
10) É de pleno conhecimento, não só dos investigadores da Lava Jato, mas da imprensa e da sociedade brasileira, que nem o apartamento do Condomínio Solaris nem o Sítio Santa Bárbara em Atibaia pertencem ou pertenceram, direta ou veladamente, ao ex-presidente Lula. A persistência nessa tese, desmontada pelos documentos e pelos fatos, é um atestado da parcialidade que orienta a investigação, claramente voltada para "encaixar" o nome do ex-presidente nas teses dos procuradores, mesmo que seja na marra. http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa
11) É absolutamente falsa a notícia, atribuída pela GloboNews à Polícia Federal do Paraná, de que a mudança do ex-presidente Lula de Brasília para São Paulo teria sido paga por uma empresa, e que parte dos objetos teria sido levada para o apartamento do Guarujá que não pertence e nunca pertenceu ao ex-presidente Lula. A mudança, como ocorre com todos os ex-presidentes, foi providenciada pela Presidência da República. A maior parte foi levada para uma empresa de guarda-móveis, parte para o apartamento de Lula eM São Bernardo e parte para o Sítio Santa Bárbara, com anuência dos proprietários.
A legislação brasileira (Lei 8.394/91 e Decreto 4.344/2002) determina que os ex-presidentes são responsáveis pela guarda e preservação do acervo que acumularam no exercício do cargo. O artigo 3o. do Decreto 4.344/02 define: "Os acervos documentais privados dos presidentes da República são os conjuntos de documentos, em qualquer suporte, de natureza arquivística, bibliográfica e museológica, produzidos sob as formas textual (manuscrita, datilografada ou impressa), eletromagnética, fotográfica, filmográfica, videográfica, cartográfica, sonora, iconográfica, de livros e periódicos, de obras de arte e de objetos tridimensionais."
Ao final de seu governo, a Presidência da República providenciou triagem e entrega do acervo documental privado do ex-presidente Lula, da mesma forma como procedeu com seus antecessores, nos termos da lei 8.394/91 e do decreto 4.344/2002. Parte deste acervo está em processo de catalogação e tratamento para cumprir a legislação, em projetos coordenados pelo Instituto Lula, a exemplo do que é feito com o acervo privado de outros ex-presidentes brasileiros."
COM A PALAVRA, ROBERTO TEIXEIRA
05/03/2016Nota
A condução coercitiva do ex-Presidente Lula, de diretores e funcionários do Instituto Lula sem prévia intimação e busca e apreensões não foram as únicas ilegalidades cometidas na data de ontem (04/03/2016) pelo Juiz Sérgio Moro e pela "Força Tarefa Lava Jato".
A leitura do pedido apresentado pela "Força Tarefa Lava Jato" ao Juiz Sérgio Moro indica a intenção do Ministério Público Federal de envolver a minha atuação profissional nas investigações. Moro, ao autorizar as medidas invasivas contra Lula afirmou que "O advogado Roberto Teixeira, pessoa notoriamente próxima a Luis (sic) Inacio Lula da Silva, representou Jonas e Fernando na aquisição, inclusive minutando as escrituras e recolhendo as assinaturas no escritório de advocacia dele".
O que esses fatos demonstram? Apenas o exercício da advocacia. À época, prestei assessoria jurídica a Fernando Bittar e a Jonas Suassuna na aquisição do "Sítio Santa Barbara", assim como já representei centenas de outros clientes em assuntos envolvendo Direito Imobiliário. Não há qualquer justificativa para que tal fato seja indicado no pedido do MPF e na fundamentação da decisão judicial que autorizou, dentre outras coisas, medidas invasivas em relação ao ex-Presidente Lula, de cuja defesa também participo.
A situação demonstra a clara tentativa das autoridades de intimidar um dos advogados do ex-Presidente Lula, violando suas prerrogativas profissionais e, por isso mesmo, será levada ao conhecimento da OAB e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Roberto Teixeira

COM A PALAVRA, A GRANERO

GRANERO TRANSPORTES LTDA. vem à público informar o que segue:
Em dezembro de 2010, a unidade franqueada da GRANERO - TRÊS PODERES - foi vencedora da concorrência pública n. 111/2010 para o serviço de transporte de parte da mudança do ex-presidente LULA, no percurso Brasília - São Paulo, pelo valor de R$ 22.722,00, envolvendo quatro caminhões.No dia 06.01.11, os itens de vestuário do ex-presidente LULA foram entregues na Avenida Prestes Maia, 1501, apto. 100, em São Bernardo do Campo/SP. Em relação à adega e ao acervo audiovisual, foi assinado contrato com o INSTITUTO LULA, no valor mensal de R$ 4.726,21, para que ficassem armazenados na GRANERO.No dia 13.06.12, a adega do ex-presidente foi entregue em um sítio localizado na região de Atibaia/SP. O acervo audiovisual permanece armazenado com a GRANERO.Em janeiro de 2011, o acervo museológico do ex-presidente, correspondente a dez contêineres, foi entregue por outra transportadora à GRANERO para armazenagem.O Sr. Paulo Okamotto informou que a armazenagem do acervo museológico seria feita por um curto período de tempo e contratada pela apoiadora do INSTITUTO LULA, a empresa OAS.
Para isso, foi firmado contrato com a OAS, no valor de R$ 21.536,84 mensais, que perdurou por cinco anos. Nos dias 18 e 19.01.16, o acervo museológico do ex-presidente foi retirado do armazém da GRANERO por transportadora contratada pelo Sr. Paulo Okamotto.A GRANERO, há quase 50 anos, atua em todo o Brasil, de forma ética e transparente, atendendo cerca de 20 mil famílias por ano. Além disso, a empresa tem colaborado com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades. Att, Roberto Granero - Presidente

Diretório do PT amanhece pichado


O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) amanheceu pichado no domingo, 6, dois dias após o ex-presidente Lula prestar depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato. Na porta do local, que fica no centro de São Paulo, foram escritas as mensagens "basta de corrupção" e "País da impunidade".
Pichação: Diretório do Partido dos Trabalhadores, no centro de São Paulo, amanhece com pichações © Fornecido por Estadão Diretório do Partido dos Trabalhadores, no centro de São Paulo, amanhece com pichações No sábado, 5, a porta da garagem do Instituto Lula, na zona sul da capital paulista, também amanheceu pichada com frases contra Lula. Nelas, lia-se "Luladrão", "basta de corrupção" e "sua hora chegou corrupto". Durante a tarde do mesmo dia, o grafiteiro Tody One cobriu as mensagens com um desenho, nas quais se destacavam os dizeres "Luta de 'Povo'", "Força Luta Negro Luta", "Xenofobia não passará. Somos Nordeste. Somos fortes... Somos Luta!".
As pichações ocorreram após a condução coercitiva do ex-presidente – quando o investigado é levado para depor e liberado – na sexta-feira, 4, durante a Operação Aletheia, ápice da Lava Jato. O Instituto Lula foi um dos locais vasculhados pela PF. Os investigadores sustentam que a entidade teria recebido repasses de empreiteiras que formaram cartel no esquema de corrupção na Petrobrás "a título de supostas doações e palestras". Lula falou por mais de três horas em uma sala da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Em coletiva após o depoimento, o petista disse ter se sentido ultrajado com a operação. "Eu me senti ultrajado, como se fosse prisioneiro, apesar do tratamento cortês do delegado da Polícia Federal", disse. No final da coletiva, Lula mandou um recado. "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca tá viva, como sempre esteve."
Na noite de sexta-feira, 4, centenas de pessoas protestaram na Avenida Paulista contra o ex-presidente. E, na manhã de sábado, 5, dezenas de apoiadores se reuniram em frente ao prédio onde ele mora em São Bernardo do Campo, São Paulo. Vestidos de vermelho e empunhando faixas e cartazes em defesa da democracia e em apoio ao petista, os manifestantes permaneceram no local para receber a presidente Dilma Rousseff, que visitou o ex-presidente.

Seis coisas que não se deve fazer antes dos 40 para depois não chorar


© Fornecido por El País

Se você está prestes a iniciar a quinta década de vida, já percebeu que seu corpo não reage mais como antes: as ressacas, que antes duravam algumas horas, agora se prolongam; você talvez esteja ganhando peso sem nem perceber, e as pessoas recomendam com frequência cada vez maior que você vá ao médico. “A partir dos 40 ou 50 anos, um check-up anual ou semestral não é má ideia. É como passar pela inspeção veicular. Muitas vezes, por motivos de trabalho ou família, nos esquecemos de nos cuidar. O exame permite avaliar nossa saúde física e mental para tentar melhorar alguns hábitos no futuro”, diz Christian Shin, chefe da Unidade de Check-Ups Médicos do Hospital Universitário Quirón, de Madri. Mas isso não significa que seja a hora de peregrinar de médico em médico, apenas que alguns hábitos da juventude desenfreada precisam ser deixados para trás.
Coisas que acabaram:

1. Faltar na academia sempre que aparecer algo melhor para fazer.

Pode ser que até agora você achasse que correr é coisa de covardes. Não era preciso programar uma corrida diária nem se matar na academia para manter o corpinho de sempre, mas tudo o que é bom acaba. “A quantidade de gordura corporal aumenta de maneira constante após os 30 anos. As pessoas mais velhas podem ter quase um terço a mais de gordura do que quando eram jovens”, esclarece a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Além disso, com a idade a massa muscular diminui, razão pela qual se limitar a passar diariamente da cadeira de escritório para o sofá já não é uma ideia tão boa. “Nessa idade, diminui o tecido magro. Os músculos, o fígado, os rins e outros órgãos podem perder algumas de suas células", observa Raquel Blasco, especialista em clínica geral no Centro Regional de Medicina Esportiva da Junta da Castilla y León (Espanha). Os excessos de uma dieta inadequada não afetam por igual todos os organismos, pois dependem da sua composição: “Podem ser armazenados como gordura ou como massa muscular. Com um estilo de vida ativo você adestra o corpo. Com uma vida ativa, o sanduíche de omelete vai engordar menos para uma pessoa que tiver 49% de massa muscular do que para quem tiver 30%.”
A quantidade de gordura corporal aumenta de maneira constante após os 30 anos, segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA
Mas sem exageros: o exercício físico repentino acarreta riscos. A especialista desaconselha tentar imitar os colegas de treino mais veteranos. Segundo Blasco, a atividade física, como um remédio, tem dose recomendada, indicações, contraindicações e inclusive efeitos colaterais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda para os adultos e idosos um mínimo de 150 minutos semanais de atividades físicas aeróbicas moderadas ou 75 minutos de atividades vigorosas, ou uma combinação de ambas, distribuídas em sessões de mais de 10 minutos. Para aumentar os benefícios para a saúde, a OMS duplica esses tempos, ou seja, recomenda 300 minutos semanais de exercícios aeróbicos moderados ou 150 minutos de atividade vigorosa (podendo haver uma combinação entre os dois tipos). O truque está em introduzir a atividade na vida cotidiana: andar de bicicleta pela cidade, trocar alguns chopes por um passeio ou ir a pé fazer compras. Mesmo a nova crise dos 40 poderia passar pela compra de uma bicicleta. Nada de correr só aos sábados para descarregar a culpa por uma semana divertida. “Recuperar no fim de semana tudo o que foi perdido no meio da semana só serve para aumentar o risco de lesões graves”, destaca Blasco. Do mesmo modo, massacrar-se em corridas de 30 minutos por dia e passar o resto da jornada sentado no escritório, no carro ou em casa está muito longe de ser uma vida saudável. Para a médica, nada disso importa se no resto do tempo você se limita a ir da cadeira para o carro e vice-versa. Já ouviu falar de treino invisível? Aos 40, cada degrau conta.

2. Fumar um cigarro de vez em quando

É comum pensar que depois de muitos anos de hábito, é tarde demais para abandoná-lo. Pois bem, a ciência diz que não há um ponto sem volta (mas quanto antes parar, melhor). Segundo um estudo publicado pela revista The Lancet, quando alguém apaga seu último cigarro antes de assoprar as 40 velinhas no bolo, a probabilidade de morte prematura cai 90%. A pesquisa afirma que parar de fumar traz benefícios e aumenta a expectativa de vida em qualquer idade.
Parar de fumar antes dos 40 reduz o risco de morte prematura em 90%
“O tabagismo geralmente começa na juventude, gerando um mecanismo de dependência que faz com que seja cada vez mais difícil deixá-lo, a não ser que haja um claro convencimento de sua inutilidade e prejuízo”, afirma o clínico geral espanhol Vicente Baos. Cada cigarro contém cerca de 4.000 produtos químicos, entre eles o metanol, um componente da gasolina; o amoníaco, presente em produtos de limpeza; e o alcatrão, material usado no asfalto de ruas. Além deles, a nicotina provoca a necessidade de fumar.

3. Beber álcool sem pensar no dia seguinte

O consumo de álcool não é, a princípio, uma recomendação médica sensata. Mas às vezes nos esquecemos disso. E passamos de uma taça a outra, com os indesejados efeitos da ressaca chegando no dia seguinte. Quando somos jovens, isso não importa: essa liberação de toxinas costuma ser compatível com qualquer tarefa que tenhamos pela frente. Mas, aos 40, convém entender que um dia de ressaca será um dia perdido. Náuseas, arrepios, dor de cabeça, vômitos, mal-estar, enjoos... O motivo principal para que a sensação seja cada vez pior está na desidratação. “O álcool é distribuído com a água, e no organismo das pessoas mais velhas há menos quantidade, assim como ocorre no corpo das mulheres”, diz Francisco Camarelles, clínico geral e membro do programa de atividades preventivas e de promoção de saúde da Sociedade Espanhola de Medicina de Família e Comunitária. Como, com a idade, há mais gordura no corpo e menos água, o álcool se concentra com força e não se distribui pelo organismo. Por isso, um quarentão sempre vai precisar de mais água que uma pessoa de 20 e poucos. Trata-se de algo sério, porque a cada aniversário também diminui a sensibilidade à sede, como destaca o Instituto Europeu de Hidratação. A desidratação ajuda a evitar que a ressaca se torne um inferno. Mas se a água não é o seu forte, substitutos como uma sopa de legumes fria ou quente, ou o chá verde, têm um alto conteúdo de água e nutrientes.

4. Não ler o rótulo dos alimentos que compra

Uma pesquisa realizada na Espanha indicou que 19% dos consumidores do país não leem os rótulos dos alimentos que consome. Apesar de ser um mau hábito independentemente da idade, trata-se de algo que tem que acabar quando se chega aos 40. Afinal, um dos objetivos dessa iniciativa é regular a ingestão de açúcar e de sal, substâncias que nos mostram suas garras à medida que vamos envelhecendo. O risco de diabetes aumenta. E trata-se de uma doença traiçoeira, como recorda a clínica geral espanhola Rosa Iribarnegaray. “Em geral, sobretudo quando nos aproximamos dos 40, ela não causa praticamente nenhum sintoma. Mas o excesso de açúcar circulando no sangue de forma continuada prejudica tudo: o coração, os rins, a visão e a microcirculação”, afirma. A pressão arterial também se eleva com a idade, o que pode produzir hipertensão. O sal é um dos desencadeantes (a OMS recomenda não passar de 5 gramas por dia). E todas essas quantidades estão descritas nos rótulos.

5. Passar o fim de semana inteiro fechado em casa por pura preguiça

É possível que você nunca tenha se preocupado com a saúde de seus ossos, mas já está chegando a hora. A densidade e a qualidade óssea diminuem com a idade, de acordo com a Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER). Com o tempo, a perda de minerais como o cálcio pode enfraquecer os ossos e criar osteoporose, a culpada pelas fraturas nos idosos. Além disso, para as mulheres, a menopausa não está tão longe (aproximadamente em torno dos 50 anos), o que agrava a diminuição da massa óssea.
A SER adverte que, apesar de a descalcificação atingir principalmente o sexo feminino, ninguém está isento de risco. A boa notícia é que os 40 continuam sendo uma idade ótima para apostar na prevenção. Que tal tentar a vitamina D? Um aporte regular desse micronutriente pode ser um grande aliado, segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. E aqui também se encaixa aquela ideia de sair para a rua, essa frase que os pais frequentemente repetem a seus filhos adolescentes, mas que seria mais conveniente se fosse o contrário. Isso porque a principal forma de obter vitamina D (ou seja, de apostar em ossos saudáveis) é através da exposição ao sol. Não pule o passeio diário (melhor ainda se for de manhã). E proteja-se. “Os diferentes tipos de radiação ultravioleta aumentam o risco de desenvolver câncer de pele”, recorda a dermatologista Rosa Taberner, do Hospital Son Llàtzer, de Palma de Mallorca. Não importa a idade.
Se você é mulher e está grávida, saiba que na maturidade será necessário cumprir as três escovações diárias, além daquela posterior a qualquer comida ou bebida extra

6. Ir para a cama sem escovar os dentes

Ao beirarmos os 40, existe mais risco de sofrermos da doença periodontal, um grave dano nos tecidos moles e nos ossos que sustentam os dentes. Para Bruno Baracco, dentista da Clínica Rosales de Estética Dental, na Espanha, o mais importante para preveni-la é “manter uma higiene rigorosa e não fumar, principalmente se na família há alguém que tenha sofrido dessa patologia, que tem um forte componente genético”. Ele acrescenta que o risco de sofrer dela é maior quando a pessoa sofre de diabetes.
Se, além disso, você é mulher e está grávida, saiba que na maturidade terá sempre que cumprir com as três escovações diárias, além daquela posterior a qualquer comida ou bebida extra. “Até nesses casos se eleva o risco de sofrer gengivite, a inflamação dos tecidos que suportam os dentes”, explica Baracco. Segundo ele, normalmente, esse risco diminui após o parto, “mas pode persistir em alguns casos”.
Os dentes se movem durante toda a vida e, segundo o dentista, eles tendem a se acavalar por volta dos 50 anos. “Os dentes têm um crescimento residual. Apesar de o acavalamento leve ser um problema puramente estético, a mudança do contato entre os dentes pode fazer com que se acumulem restos entre eles, provocando cáries”, diz Baracco. “Visitar o dentista regularmente – pelo menos uma vez por ano – permite que ao especialista detectar o início das doenças bucais (cáries incipientes, inflamação das gengivas) e evitar seu avanço. Além disso, é recomendável retirar o tártaro que se acumula com o tempo”, explica Rocío Barrios, dentista e professora de Odontologia Preventiva e Comunitária na Universidade de Granada (Espanha). A especialista recorda que a escovação é o mais importante, e que os enxaguantes antissépticos não devem ser usados rotineiramente. “Seu uso prolongado pode gerar efeitos colaterais, como o tingimento dos dentes e a perda do paladar”.

E não vamos falar de sexo?

Pode respirar aliviado. Apesar de algumas coisas acabarem, o melhor está para chegar: a década dourada do sexo. Os motivos são muitos, como expõe a psicóloga Nuria Jorba: “Desfrutar de uma boa saúde física, ter uma situação socioeconômica estável e favorável, a diminuição de obrigações familiares, uma comunicação positiva com o parceiro, a aceitação das mudanças físicas, uma vida social ativa... Tudo isso se soma”. Principalmente para quem cumprir as recomendações anteriores. Um estudo da Universidade de Harvard (Estados Unidos) aponta que atletas homens diminuem seu risco de disfunção erétil em 41% apenas com 30 minutos de caminhada diária. E aí começamos novamente.

PF vai apurar se houve vazamento de informação sobre fase da Lava Jato


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A Polícia Federal vai investigar o suposto vazamento de informações sobre a deflagração da 24ª fase da Lava Jato para pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares, que teriam agido para dificultar o cumprimento dos mandados da operação.
Já foi apurado que pessoas ligadas ao ex-presidente agiram para mobilizar pessoas que pudessem tentar prejudicar o cumprimento de mandados. Este foi um dos motivos, conforme a polícia, para que Lula fosse ouvido no aeroporto de Congonhas, e não na Superintendência da PF em São Paulo.
Ao G1, o procurador da República Carlos Fernando de Lima também comentou os vazamentos, e disse que foi detectado que muitos dos fatos sob apuração das autoridades já eram de conhecimento das pessoas alvos das investigações.
“Esses vazamentos prejudicam, provas são destruídas e todos aqueles que tiverem atividade de obstrução à Justiça serão presos e processados”, disse o procurador. “Eles [os vazamentos] facilitam a destruição de provas, e o objetivo de toda investigação é conseguir provas”, afirmou Carlos Fernando ao portal de notícias.
Segundo as investigações, há indícios de que tenha havido uma “limpa de documentos” antes do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, especialmente na sede do Instituto Lula, com computadores e materiais tenham sido retirados antes da operação ser realizada.