terça-feira, 29 de setembro de 2015

dólar cai 1,23% sobre o real

Em dia volátil, dólar cai 1,23% sobre o real, com fiscal e especulações sobre BC


Reuters

Por Bruno Federowski
O dólar recuou mais de 1 por cento sobre o real nesta terça-feira, dia marcado por forte volatilidade, oscilando ao sabor de especulações sobre a possibilidade de o Banco Central atuar no mercado à vista e reagindo com alívio aos números melhores que o esperado sobre as contas públicas brasileiras.
O dólar recuou 1,23 por cento, a 4,0591 reais na venda. Na mínima deste pregão, o dólar chegou a cair 2,37 por cento, a 4,0123 reais, e na máxima, subiu 1,11 por cento, a 4,1551 reais.
"O debate sobre o uso de reservas (internacionais pelo BC) está intenso nas mesas", disse o gestor de um banco internacional.
O BC reforçou sua intervenção nos últimos dias com leilões de novos swaps cambiais e de venda de dólares com compromisso de recompra, mas não atuou até agora no mercado à vista.
Operadores acreditam que o BC não quer mexer nas reservas internacionais para evitar mais rebaixamentos da nota de crédito do Brasil, apesar da volatilidade recente e da alta do dólar, que tende a pressionar a inflação ao encarecer importados.
Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que "todos os instrumentos estão à disposição do BC". Segundo operadores, parte do mercado tentava pressionar a autoridade monetária a usar as reservas para favorecer suas posições, em busca de ganhos financeiros, o que corroborou a volatilidade desta sessão.
"Parece que o mercado de câmbio brasileiro não está aceitando mais do mesmo em relação aos leilões do BC (de swap e linha) e testa para algo mais vigoroso", escreveu o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik em nota a clientes.
O BC vendeu nesta manhã a oferta total de até 20 mil novos swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares e realizou leilão de venda de até 2 bilhões de dólares com compromisso de recompra.
Também vendeu parcialmente a oferta de swaps para rolagem dos contratos que vencem em outubro, mas anunciou outro leilão para o dia seguinte com os contratos remanescentes. Se vender a oferta de até 3,55 mil swaps, rolará quase integralmente o lote do mês que vem, equivalente a 9,458 bilhões de dólares, como fez com o lote anterior.
Também contribuiu para a queda do dólar nesta sessão o déficit primário de 5,081 bilhões de reais registrado pelo governo central em agosto, que surpreendeu positivamente os agentes do mercado.
O reequilíbrio das contas públicas é a principal meta do governo em sua missão de evitar que o Brasil perca seu selo de bom pagador com outras agências além da Standard & Poor's.
"O resultado fiscal de agosto superou as expectativas. A notícia, no entanto, não altera nossas perspectivas de não cumprimento da meta de superávit para o governo central neste ano", escreveram economistas do banco Fator, que projetavam déficit de 10,945 bilhões de reais em agosto, em relatório.

Dilma demite Chioro por telefone



Brasília - O ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi demitido nesta terça-feira, 29, por telefone, pela presidente Dilma Rousseff. A conversa , que ocorreu pela manhã, fo telegráfica. A presidente apenas informou ao ministro que precisava do cargo.Em entrevista dada ao Estado na segunda, Chioro havia afirmado que, qualquer pessoa que ficar à frente da pasta enfrentará, no próximo ano, uma situação difícil caso a proposta de Orçamento seja aprovada no Congresso da maneira que foi enviada. De acordo com ele, os recursos reservados para a área de média e alta complexidade pagam as despesas somente até setembro. O cargo de Chioro deverá ser ocupado por um integrante do PMDB.  A mudança é um arranjo para  o governo obter maior apoio no Congresso.  
Brasil pode ter surto de chikungunya, diz Chioro: O ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro© Fornecido por Estadão O ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro
Menos de 12 horas depois de desembarcar em Brasília, Dilma já teve um primeiro encontro com seu vice, Michel Temer, na manhã desta terça-feira, 29. Os dois tiveram uma rápida reunião no Palácio do Planalto para conversar sobre a reforma ministerial. 
Para superar o impasse com o PMDB, a presidente sinalizou que estaria disposta a dar sete ministérios à sigla. Até agora, ela trabalhava com o número de seis pastas. Assim, ficaria mais fácil atender à demanda dos deputados peemedebistas, que exigem comandar dois ministérios, além da bancada do partido no Senado e do grupo do vice.
No encontro, Dilma garantiu a Temer que quer prestigiar todas as alas do PMDB na reforma e disse que foi aconselhada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros aliados a ampliar o espaço da legenda no governo.
Segundo auxiliares de Temer, ele saiu convencido de que a presidente está disposta a resolver o problema com o PMDB e a contemplar todo o partido na reforma ministerial.

Lula fez lobby para a Odebrecht, diz ministro em e-mail

Agência O Globo

SÃO PAULO - E-mails apreendidos pela Polícia Federal (PF) nas buscas realizadas na sede da Odebrecht em junho deste ano, em São Paulo, mostram uma relação de influência e intimidade da empresa junto ao Palácio do Planalto, durante os governos Dilma e Lula. Nas mensagens, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, tenta influenciar diretamente o que o será dito pelos presidentes a chefes de estados de outros países em agendas oficiais, sugerindo a postura presidencial nos encontros. A pressão surte efeito. Em mensagem para executivos da construtora, o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, escreveu que Lula fez lobby pela empresa em um dos encontros com líderes estrangeiros, em 2007.
Nos e-mails, a Odebrecht atua para evitar a escolha de um secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia que ele considerava prejudicial à Odebrecht. Os documentos mostram, pela primeira vez, que o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, era um dos elos entre a empreiteira e o presidente, de acordo com a interpretação da PF. Carvalho nega. Para os investigadores, o ex-chefe de gabinete é o "seminarista" a quem Marcelo se refere em mensagens. No governo Dilma o papel do “seminarista” passou a ser cumprido por Giles Azevedo, chefe de gabinete da presidente, e Anderson Dorneles, assistente pessoal de Dilma. Os dois recebiam mensagens enviadas diretamente por Marcelo Odebrecht, em nome dos interesses da empresa.
Em 5 de junho de 2012, quatro dias antes do encontro de Dilma com o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, Marcelo encaminhou para Giles e Anderson uma nota com sugestões para a pauta da reunião. No documento, ele diz "ser importante" Dilma "reforçar" dois pontos na conversa: "a confiança que tem na Organização Odebrecht em cumprir os compromissos assumidos" e "a disposição de, através do BNDES, continuar apoiando as exportações de bens e serviços do Brasil, dando continuidade aos projetos de infraestrutura prioritários para o país".
O GLOBO verificou que o encontro com Medina consta da agenda oficial da presidente. Em entrevista para jornalistas depois do encontro, o presidente da República Dominicana disse ter recebido aceno do governo brasileiro para obter financiamento para construção de duas usinas no país. O projeto seria contemplado dois anos depois, ao custo de US$ 656 milhões. De US$ 2,5 bilhões emprestados pelo BNDES a empresas brasileiras entre 2003 e 2015 para contratos na República Dominicana, US$ 2 bilhões foram desembolsados em favor da Odebrecht.

"MEIO CAMINHO ANDADO"

As mensagens de Marcelo para Lula eram enviadas por meio de Alexandrino Alencar, diretor da empresa mais próximo ao petista, preso na operação Lava-Jato. As recomendações eram dadas por meio de documentos que tinham o mesmo título, "ajuda memória". Na véspera de uma visita do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, ao Brasil, em 2 de maio de 2005, Marcelo Odebrecht pediu a Lula que reconhecesse o papel de Santos como "pacificador e líder regional", e fizesse menção às ações realizadas por empresas brasileiras em Angola, com destaque para a Odebrecht.
"Dr. Alex, aqui está o documento. Dr. Marcelo pede-lhe a gentileza de encaminhar ao seminarista", escreveu Darci Luz, secretária de Marcelo, a Alexandrino Alencar. No dia seguinte, Lula receberia Santos com discurso mencionado a forma como ele "soube liderar Angola na conquista da paz" , e saudando-o por sua "perseverança e visão de futuro". No discurso, o então presidente citou o projeto da hidrelétrica de Capanda, mencionado no mesmo e-mail de Marcelo Odebrecht como um exemplo da cooperação entre os dois países:
"Reforçamos, assim, um mecanismo financeiro que tem sido o grande motor da expansão dos investimentos brasileiros em Angola. A hidrelétrica de Capanda, símbolo maior da presença econômica brasileira em Angola, não teria sido possível sem a linha de crédito (do BNDES)", discursou Lula.​
Ao ser convidado pelo presidente petista para almoço com o presidente da Namíbia, em Brasília, em fevereiro de 2009, Marcelo respondeu com cópia para seus diretores: "Pode ser uma boa oportunidade em função de nossa hidrelétrica (Capanda). Seria importante enviar uma nota memória antes via Alexandrino com eventualmente algum pedido que Lula deve fazer por nós".
Horas antes do almoço, o executivo da Odebrecht Marcos Wilson escreveu ao então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, pedindo que manifestasse ao presidente Lula "sua confiança na capacidade da Odebrecht" assumir o projeto de uma hidrelétrica binacional (Namíbia e Angola) na África. Miguel Jorge respondeu:
"Estive e o PR (presidente) fez o lobby. Aliás, o PR (presidente) da Namíbia é quem começou - disse que será licitação, mas que torce muito para que os brasileiros ganhem, o que é meio caminho andado".

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dilma diz na ONU que Brasil não possui problemas estruturais

Dilma diz na ONU que Brasil não possui problemas estruturais e tem como superar dificuldades


Reuters

Dilma dedicou parte de sua fala à política de ajuste fiscal adotada pelo governo para equilibrar as contas públicas.© Foto: Carlo Allegri/Reuters Dilma dedicou parte de sua fala à política de ajuste fiscal adotada pelo governo para equilibrar as contas públicas.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, que o Brasil atravessa problemas conjunturais, e não estruturais, e tem condições de superar as dificuldades, pois a economia é mais forte do que há alguns anos.
Primeira chefe de Estado a discursar na 70ª Assembleia-Geral, Dilma dedicou parte de sua fala à política de ajuste fiscal adotada pelo governo para equilibrar as contas públicas, que, segunda ela, vai garantir a retomada do crescimento.
"Propusemos cortes drásticos de despesas e redefinimos nossas receitas. Todas essas iniciativas visam reorganizar o quadro fiscal, reduzir a inflação, para consolidar a estabilidade macroeconômica, aumentar a confiança na economia e garantir a retomada do crescimento com distribuição de renda", disse na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Em meio a um quadro de recessão econômica e crise política, Dilma disse que o país tem condições de superar as dificuldades atuais, pois conta com uma economia "mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos". Segundo a presidente, o Brasil não tem problemas estruturais graves, mas sim conjunturais.
Dilma, no entanto, afirmou que a política econômica que vinha sendo adotada no país se esgotou por fatores internos e externos.
"Por seis anos, adotamos um amplo conjunto de medidas reduzindo impostos, ampliando o crédito, reforçando o investimento e o consumo das famílias. Esse esforço chegou a um limite tanto por razões fiscais internas como por aquelas relacionadas ao quadro externo", disse
Dilma também fez menção em seu pronunciamento ao combate à corrupção, dizendo que não é tolerada pelo governo nem a sociedade, e defendeu as conquistas democráticas no país.
"Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições, sem ceder a excessos. Em que os juízes julguem com liberdade e imparcialidade, sem pressões de qualquer natureza e desligados de paixões político-partidárias, jamais transigindo com a presunção da inocência de quaisquer cidadãos", afirmou.

REFORMA DA ONU E REFUGIADOS

No discurso, Dilma também reiterou apelo feito anteriormente em defesa de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU para promover a inclusão de novos países membros, permanentes e não permanentes -uma antiga demanda do governo brasileiro-, e fez menção à crise de refugiados no mundo.
"Em um mundo onde circulam, livremente, mercadorias, capitais, informações e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas", disse a presidente, em referência à atual crise de refugiados sírios e de outros países em guerra no Oriente Médio e norte da África.
(Texto de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

Dólar ganha força no fim do pregão e dispara mais de 3%, para R$ 4,11


InfoMoney

InfoMoney (Shutterstock) 
© Shutterstock InfoMoney
SÃO PAULO - Após abrir em alta e chegar a amenizar os ganhos, o dólar comercial dispara mais uma vez nesta segunda-feira (28) recuperando do pequeno alívio nos dois últimos pregões. Acima dos R$ 4,00 durante praticamente toda a sessão, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 4,1075 na compra e R$ 4,1095 na venda, com alta de 3,37%, na máxima do dia.
A disparada no fim do pregão coincidiu com a fala do diretor-executivo da Fitch, Rafael Guedes, que afirmou que uma mudança de rating do Brasil pode ocorrer a qualquer momento. No entanto, ele disse que a agência não costuma cortar a nota de risco de um País em mais de um degrau de cada vez. Lembrando que ao contrário de Moody's e S&P, a Fitch ainda mantém o Brasil dois níveis acima do grau de investimento.
"O cenário atual não é suficiente para manter o rating do Brasil", disse. Segundo ele, o governo não sabe como conseguir cooperação do Congresso, já que na sua avaliação, as medidas anunciadas no recente "pacotão" do ajuste fiscal não são difíceis de passar, mas o Congresso dificulta.
Investidores seguem cautelosos após a forte volatilidade dos últimos dias e diante de uma agenda recheada nesta semana, incluindo os dados de relatório de emprego nos Estados Unidos na sexta-feira (2). Apesar da nova alta, o Banco Central não anunciou nenhuma atuação adicional no mercado, depois de ter atuado por meio de leilões extras de swap cambial e de linha de dólar com compromisso de recompra nos últimos três pregões.
Enquanto isso, os juros futuros também tinham forte alta, com os investidores recompondo os prêmios de riscos frente às incertezas em relação ao ajuste fiscal e no ambiente político. Hoje, no leilão de compra e venda de NTN-F, o Tesouro não aceitou nenhuma proposta. O DI para janeiro de 2016 subia de 14,63% para 14,8%, enquanto o contrato de janeiro de 2017 avançava de 15,59% para 15,97% e o de janeiro de 2021 subia de 15,73% para 16,03%.
Mais cedo, o Tesouro informou que a Dívida Pública Federal registrou uma alta de 3,16% de julho para agosto, somando R$ 2,686 trilhões. Pelas metas do Plano Anual de Financiamento, alteradas no mês passado, o endividamento deve oscilar entre R$ 2,65 trilhões e R$ 2,8 trilhões em 2015. Já a Dívida Pública Mobiliária Interna, o estoque foi ampliado em 3,1%, para R$ 2,551 trilhões em agosto, enquanto a Dívida Federal Externa passou para R$ 134,32 bilhões, o que representa um aumento de 4,35% na comparação com julho.

Nasa vê fortes indícios de água corrente em Marte



Imagem inédita de Marte | Foto: Reuters: Agência espacial americana afirma ter encontrado água corrente em Marte, o que pode possibilitar existência de vida 
© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Agência espacial americana afirma ter encontrado água corrente em Marte, o que pode possibilitar existência de vida "Marte não é o planeta seco que pensávamos. Em certas circunstâncias, existe água líquida no planeta", anunciaram pesquisadores da Nasa nesta segunda-feira.
Em uma entrevista coletiva, cientistas da agência espacial americana afirmam que manchas escuras observadas na superfície de Marte podem estar ligadas à existência de água corrente durante o verão no planeta.
"Essas manchas se formam no fim da primavera, aumentam no verão e somem no outono. Por 40 anos, não pudemos explicar por que elas existiam", disse Jim Green, o diretor de ciência planetária da Nasa, durante a apresentação.
"Marte sofreu uma enorme mudança climática e perdeu sua água. Mas há muito mais umidade no ar do que jamais havíamos imaginado."
Dados do satélite Mars Reconnaissance Orbiter mostram que as linhas escuras, que aparecem em declives marcianos, estão associadas a depósitos de sal, que podem alterar os pontos de congelamento e evaporação da água, fazendo com que ela fique líquida por tempo suficiente para se mover. Sem isso, a água congelaria nas baixas temperaturas do planeta.
A aparente existência de água líquida e corrente aumenta a possibilidade de que micróbios também possam existir hoje – ou ter existido – no planeta vermelho, segundo os cientistas.
A descoberta também tem implicações para os planos de enviar astronautas a Marte, já que a identificação de córregos perto da superfície poderia facilitar o estabelecimento de colônias.
Minutos antes do anúncio, o estudo da pesquisadora da Nasa Lujendra Ojha foi divulgado na publicação científica Nature Geoscience.
"Nossas descobertas apoiam fortemente a hipótese de que as linhas recorrentes em declives se formam como resultado de atividade contemporânea de água em Marte", afirma o estudo, esclarecendo que "a origem da água que forma as atuais linhas em declives ainda não foi compreendida".
"A água é essencial para a vida como a conhecemos. A presença de água líquida em Marte hoje tem implicações astrobiológicas, geológicas e hidrológicas que podem afetar a futura exploração humana."
Entenda como pode haver água em estado líquido em Marte:
'Como a Terra'
 
De acordo com John Grunsfeld, chefe da equipe científica da Nasa, Marte já foi um planeta "muito parecido com a Terra, com mares salgados e mornos e lagos de água fresca".
"Mas algo aconteceu com Marte, que perdeu sua água. Será que já houve vida no planeta e podemos descobrir isso?"
Pesquisadores já haviam encontrado provas de que o planeta tinha água congelada em seus polos, em sua fina atmosfera e, mais recentemente, em pequenas poças que pareciam se formar à noite na superfície.
Em março, a Nasa revelou ter descoberto que um vasto oceano pode ter ocupado quase metade do hemisfério norte do planeta.
De acordo com os pesquisadores, o oceano teria existido por cerca de 1,5 bilhão de anos, mas, com o tempo, a atmosfera do país ficou mais fina, e a queda na pressão do ar fez com que mais água fosse perdida para o oceano.
O planeta também teria perdido a maior parte de seu isolamento térmico e, sem calor suficiente para manter a água líquida, o oceano diminuiu e acabou congelando. Hoje, apenas cerca de 13% da água permaneceria, congelada nos polos marcianos.
Em abril, a agência espacial divulgou que o veículo Curiosity encontrou informações que mostravam a existência de água bem salgada – uma espécie de salmoura – no solo marciano.
Foto: SPL: Em março, Nasa afirmou ter provas de que o Planeta Vermelho chegou a ter um vasto oceano 
© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Em março, Nasa afirmou ter provas de que o Planeta Vermelho chegou a ter um vasto oceano

Oito truques para acordar mais cedo e ser mais produtivo



© Fornecido por Notícias ao Minuto
De acordo com vários estudos, acordar cedo é uma das melhores formas para conseguir ser mais produtivo. Mas acordar cedo não é para todos.
Se não é de todo uma pessoa madrugadora, mas até gostava de acordar cedo para investir na sua produtividade, siga estes truques reunidos pelo Huffington Post.

1. Acorde apenas um minuto mais cedo todos os dias. O corpo precisa de tempo para se habituar ao seu ‘novo horário’, por isso vá programando o alarme para um minuto mais cedo a cada dia.

2. Motive-se ao conquistar pequenas vitórias. Em vez de estabelecer a meta de acordar duas horas mais cedo, tente acordar meia hora mais cedo. Quando alcançar esse objetivo terá gerado uma pequena ‘vitória’ que lhe dará ânimo para progredir até à sua meta final que era acordar duas horas mais cedo.

3. Use a pressão para acordar a horas. Marque uma reunião logo de manhã com outras pessoas madrugadoras. Como não os quer deixar ‘pendurados’ à sua espera vai fazer um esforço extra para acordar cedo e chegar a horas.

4. Manipule o seu ambiente para que acordar seja mais fácil. É mais fácil manter um hábito se o seu ambiente estiver ‘desenhado’ para ele. Comece por colocar o alarme no lado oposto do quarto para que tenha de se levantar da cama para o desligar. Por exemplo, deixe o seu café da manhã à mão.

5. Planeje a sua rotina matinal. Analise o que já tentou para acordar cedo e porque falhou. Antecipe os erros que cometeu no passado e planeje a sua rotina matinal para que não falhe nada.

6. Arranje uma razão irresistível para acordar cedo. Associe o hábito de acordar cedo a alguma atividade que lhe dê prazer. Planeje fazer algo que adora logo de manhã para que assim não lhe custe nada acordar cedo.

7. Controle o seu progresso. Aponte em um calendário um símbolo para saber há quantos dias é que tem conseguido acordar cedo. Quando começar a ver um padrão isso vai motivá-lo a continuar nessa rotina.

8. Faça uma ‘lavagem cerebral’ a si próprio com o mantra de uma pessoa madrugadora. A sua dificuldade em acordar cedo tem muito a ver com o fato de acreditar ou não na sua capacidade para acordar cedo. Mudar a sua perspetiva de ‘eu não sou uma pessoa madrugadora’ para ‘eu sou o tipo de pessoa que acorda cedo’ consegue mudar sutilmente o seu comportamento uma vez que, aos poucos, vai fazendo com que acredite mais em si.