quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dilma promete cinco pastas ao PMDB para reagir à crise



<p>A nova configuração deve ser anunciada ainda esta semana.</p>© Fornecido por Notícias ao…
A presidente Dilma Rousseff prometeu entregar cinco ministérios ao PMDB, entre eles o da Saúde, para garantir o apoio da sigla a seu governo e evitar que dissidentes apoiem a abertura de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados. A medida será tomada para tentar estancar a atual crise política.
O Palácio do Planalto também precisa do partido, que tem 67 deputados, para garantir a aprovação dos projetos do pacote fiscal e evitar a votação de propostas que gerem impacto financeiro.
Segundo a Folha de S. Paulo, Dilma havia prometido anunciar a nova configuração da Esplanada dos Ministérios nesta quarta (23).
Mas a dificuldade em contemplar todos os aliados pode levar a petista a adiar para a semana que vem a definição de sua equipe. O atraso tende a ampliar a instabilidade dos mercados financeiros, que têm expressado desconfiança sobre a capacidade da presidente de reagir à crise.
Até agora, por exemplo, o governo ainda não enviou ao Congresso todos os projetos de corte de despesa e aumento de receita prometidos pela petista.
Hoje o PMDB controla seis pastas, mas elas têm menos peso político e orçamentário do que as novas que estão sendo negociadas.

Entenda o passo a passo do impeachment definido por Cunha



O PASSO A PASSO DO IMPEACHMENT

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), definiu prazos e regras para a admissão de processos de impeachment. A manifestação é uma resposta à questão de ordem apresentada na semana passada na Câmara por partidos de oposição que querem afastar a presidente Dilma Rousseff.
Veja quais são as etapas estipuladas por Cunha para que a Câmara decida se há fundamento para abertura de processo de impeachment:

1. QUESTÕES FORMAIS

Documento com firma reconhecida, apresentação de provas e indicação de testemunhas.

2. RECURSO CONTRA INDEFERIMENTO

Caso o presidente da Câmara rejeite o pedido de impeachment, um parlamentar pode apresentar recurso contra a decisão.

3. COMISSÃO

Se o plenário da Câmara acolher o pedido de abertura de processo de impeachment, é formada uma comissão especial para emitir parecer. O presidente da República tem dez sessões para se manifestar. Após a resposta, a comissão tem cinco sessões para proferir o parecer.

4. O PARECER

O parecer é submetido à votação dos deputados. Não haverá questões de ordem (questionamentos sobre o andamento da sessão) nem pronunciamento de líderes para orientar suas bancadas. Para que o pedido de impeachment seja admitido, são necessários votos de 2/3 dos integrantes da Casa, ou seja, 342 votos. O processo, então, segue para apreciação do Senado
.
5. NEGATIVA DO PARECER

Se a comissão especial negar a abertura do processo, o pedido para processar a presidente da República pode ser retomado se for aprovado por mais de 342 deputados.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PRESENTE DA PRIMAVERA








Schumacher está pesando menos de 45 kg, revela jornal

Um ano e nove meses após acidente de esqui, Schumacher está pesando menos de 45 kg, revela jornal



Michael Schumacher (Foto: Getty Images)) 
© Fornecido por Grande Prêmio Michael Schumacher (Foto: Getty Images))
Após meses de total silêncio acerca do estado de saúde de Michael Schumacher acabou nesta quarta-feira (23). Em sua versão impressa, o jornal inglês ‘Daily Express’ afirmou que uma fonte próxima da família do heptacampeão confirmou que Schumacher está pesando menos do que 45 kg quase dois anos após o acidente de esqui que sofreu nos Alpes Franceses em dezembro de 2013.
É bom lembrar que Schumacher tem 1,74 m de altura. Fernando Alonso, que tem 1,71 m, pesa 68 kg, lembra o jornal. Segundo a fonte citada pela publicação, ninguém espera "milagres no horizonte" e o maior campeão e vencedor de corridas da história da F1 é "incapaz de falar ou andar e tem noção muito limitada sobre o ambiente que o cerca". 
Cada notícia sobre Schumacher tem sido um parto para a imprensa. A família do piloto tem cercado e intimidado os jornalistas e as empresas. No começo de julho, a Corte de Munique deu ganho de causa a Corinna Schumacher, mulher de Michael, que entrou com uma ação contra três revistas alemãs — ‘Bunte’, ‘Freizeit-Revue’ e ‘Freizeit-Spass’ — por invasão de privacidade.
Michael Schumacher, F1© Grande Prêmio Michael Schumacher, F1
 
A recuperação de Schumacher

Depois de quase seis meses internado no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, Michael foi transferido em meados de junho para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu longo processo de recuperação.
No início de setembro de 2014, Schumacher deixou a clínica suíça e foi levado para a casa. Na nota enviada à imprensa pela assessoria de Michael na época, a transferência não indicava uma melhora significativa em seu quadro. Segundo a imprensa alemã, o maior vencedor da F1 vem sendo tratado por uma equipe especializada de 15 pessoas.

Eduardo Cunha dava a palavra final na diretoria Internacional, diz ex-gerente da Petrobrás



O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobrás e novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, afirmou à Força Tarefa da operação ter ouvido que "quem dava a palavra final" em relação às indicações para a Diretoria Internacional da Petrobrás era o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Segundo o delator, foi o próprio João Augusto Henriques, apontado como lobista do PMDB no esquema e preso nesta segunda-feira, 21, na 19ª fase da Lava Jato, que lhe revelou como eram as indicações políticas na Diretoria. "Que João Augusto Henriques disse ao declarante que conseguiu emplacar Jorge Luiz Zelada para diretor internacional da Petrobrás com o apoio do PMDB de Minas Gerais, mas quem dava a palavra final era o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB-RJ", relatou.
Com isso, já são dois delatores da operação relacionando o presidente da Câmara à Diretoria Internacional da Petrobrás, apontada como ‘cota’ do PMDB no esquema de loteamento político e pagamento de propinas para abastecer o caixa de partidos. O executivo e outro delator da Lava Jato, Júlio Camargo, revelou ter sofrido pressão do parlamentar para pagar a ele propina de US$ 5 milhões referentes a dois contratos de navio-sonda da Petrobrás com uma empresa representada por Camargo. O caso deu origem uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar por corrupção e lavagem de dinheiro perante o Supremo Tribunal Federal.
Zelada substituiu Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás em 2008. Os dois ex-diretores são réus na Lava Jato e já foram presos pela operação.
Eduardo Musa atuou na estatal até 2009 e é réu na mesma ação em que Zelada também foi denunciado. Os dois e João Augusto Henriques são acusados de dividir a propina US$ 31 milhões da empresa chinesa TMT para beneficiar a sociedade americana Vantage Drilling ne afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela Petrobrás.
Em sua delação, o ex-gerente da estatal afirmou que tomou conhecimento diretamente das propinas na Petrobrás em 2006 e confirmou que João Augusto Henriques “era um lobista ligado ao PMDB que mantinha influência na área internacional e de engenharia da Petrobrás, e possivelmente também na área de Exploração e Produção.”
Ainda segundo Musa, o lobista mantinha influência não apenas no diretor da área Internacional, mas em outros executivos da Diretoria como Sócrates José, assistente de Zelada e até o gerente da área Internacional para a América Latina, José Carlos Amigo.
Os novos depoimentos reforçam as suspeitas do investigadores contra o operador do PMDB no esquema, preso nesta semana pela Lava Jato e cuja empresa Tren Empreendimentos recebeu pelo menos R$ 20,2 milhões de empresas do cartel que fatiava obras na Petrobrás, pagando propinas a agentes públicos, partidos e políticos.
João Henriques é o segundo lobista do PMDB preso na Lava Jato. Em novembro de 2014, na Juízo Final, 7º desdobramento da operação, Fernando “Baiano” Soares foi detido preventivamente. Ele também decidiu colaborar com as investigações.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vem negando veementemente o envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. A reportagem tentou contato por telefone com o parlamentar e com seu advogado, mas nenhum dos dois atendeu.
COM A PALAVRA, O PMDB:
A assessoria de imprensa do partido vem negando todas as acusações e diz que a sigla nunca autorizou quem quer que seja a ser intermediário do partido para arrecadar recursos.

Aécio usou aviões do estado para viajar 124 vezes ao Rio



São Paulo – Enquanto governador de Minas Gerais (2003-2010), o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, usou aviões do estado para fazer 124 viagens ao Rio de Janeiro, segundo informa a Folha de S. Paulo. Em 2007, ano com mais viagens, o então governador foi ao Rio 23 vezes, quase duas por mês.
© Valter Campanato/Agência Brasil
Nascido em Belo Horizonte, Aécio cresceu e mantém casa no Rio de Janeiro. Há ainda registros de deslocamentos para municípios como Búzios e Angra dos Reis.
Outras seis passagens entre 2008 e 2009 estão registradas para Florianópolis, capital de Santa Catarina e onde morava Letícia Weber, então namorada e atual esposa de Aécio. Boa parte dos deslocamentos foi entre quinta e domingo.
Em comparação, o sucessor de Aécio, Antonio Anastasia (PSDB) realizou, em quatro anos de mandato, 29 deslocamentos para o Rio com aviões oficiais. O atual governador, Fernando Pimentel (PT), que assumiu em janeiro, realizou uma viagem.
O governo Pimentel é o autor do relatório, assinado pelo secretário da Casa Civil de Minas, Marco Antonio de Rezende Teixeira. Segundo a Folha, a pesquisa não encontrou justificativa para a realização das viagens.
Em nota ao jornal, a assessoria aponta erros nos registros, considera "regular" o uso de aviões e afirma que a política se assemelha a de outros estados e presidência da República.
"As viagens realizadas pelo governador ocorreram com registros oficiais e em conformidade com o estabelecido pelas normas", diz a assessoria. A legislação que regula o uso de aviões oficiais em Minas é de autoria do próprio Aécio e diz que o uso dos aviões é legítimo “em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança”.

empresa de Eike em esquema de propinas na Petrobrás

Novo delator envolve empresa de Eike em esquema de propinas na Petrobrás



Por Mateus Coutinho e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobrás e novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, afirmou à Força-Tarefa que a empresa OSX, braço do grupo EBX, de Eike Batista, que atua no setor naval, participou do esquema de pagamentos de propinas na Petrobrás para disputar licitações na diretoria Internacional da estatal petrolífera. O delator, contudo, disse não ter conhecimento se Eike sabia do esquema.
Segundo Musa, em 2012, quando já havia deixado a estatal e trabalhava como diretor de construção naval da OSX, a licitação para as contratações de dois navios-plataforma, P-67 e P-70 foram fraudadas pelo consórcio Integra, formado pela Mendes Jr e pela OSX. O consórcio acabou vencendo a licitação de mais de US$ 900 milhões na época.Os pagamentos teriam sido feitos a João Augusto Henriques, apontado como lobista do PMDB no esquema de corrupção na estatal, em troca de informações privilegiadas sobre a licitação e foram negociados em reuniões entre representantes das duas empresas do consórcio. De acordo com o delator, o CEO da OSX Luiz Eduardo Carneiro chegou a participar de um dos encontros e tinha conhecimento do esquema. O delator também afirmou que Luiz Eduardo Carneiro mantinha contato com Eike, mas disse aos investigadores que não poderia confirmar se o dono do grupo EBX tinha conhecimento do esquema na Petrobrás.
Em um destes encontros, relata, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mendes Jr, Luiz Cláudio Machado Ribeiro "trouxe a informação que o consórcio teria que pagar propina para o lobista João Augusto Henrique que, em troca, forneceria informações privilegiadas de dentro da Petrobrás para orientar a formação da proposta técnica", disse aos investigadores da Lava Jato.
De acordo com Eduardo Musa, o valor acertado no encontro foi de R$ 5 milhões. O delator não soube explicar como foram feitos os pagamentos, mas admitiu que João Henriques tinha relação com o PMDB e influenciava na Diretoria Internacional, tendo atuado para indicar o ex-diretor Jorge Luiz Zelada, que ficou no cargo de 2008 a 2012, e outros executivos da área.Outro encontro entre os representantes da empresa que sabiam do esquema teria ocorrido na sede da OSX, no Rio de Janeiro, e, segundo o delator, as informações privilegiadas "eram trazidas por Luiz Cláudio (da Mendes Jr), de forma verbal e consistiram em saber: 1) Quem eram os concorrentes mais importantes, que eram Jurong Kepel Fells, Engevix e outro consórcio que o declarante não se lembra o nome; 2) informação sobre estimativa de preços que deveria ser apresentada pelo consórcio; 3) viabilidade do canteiro de obras (tinha que ser um lugar que a Petrobrás aprovasse); 4) estratégia da comissão de licitação, que consistia saber o que eles iriam pedir, como por exemplo as informações complementares que seriam solicitadas pela comissão, possíveis alterações no cronograma, dentre outras coisas".
Ainda segundo Musa, o executivo da Mendes Jr se encontrou pessoalmente com João Henriques durante "todo o ano de 2012" para obter as informações privilegiadas. Eduardo Musa disse ainda que depois de deixar a OSX, em maio de 2012, foi informado por Luiz Cláudio que "João Augusto Henriques estaria insatisfeito com o não recebimento de propinas e que ele estaria fazendo cobranças". O delator, contudo, não soube dizer quanto efetivamente foi pago de propina ao lobista do PMDB.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Eike Batisa, mas o advogado estava em um compromisso forense e não pode retornar os contatos até o fechamento deste texto.A OSX e ainda não retornou os contatos da reportagem.

COM A PALAVRA, A MENDES JR:

"A empresa não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento".