segunda-feira, 11 de julho de 2016

As (poucas) cartas de Dilma: negociar um plebiscito e forçar julgamento durante Jogos





Dilma em entrevista no dia 29 de junho. © Roberto Stuckert Filho/PR Dilma em entrevista no dia 29 de junho. Enquanto o processo de impeachment de Dilma Rousseff avança no Senado rumo à votação final, a presidenta afastada tem poucas cartas na manga para tentar um último sprint para detê-lo. Rousseff poderia ela mesma comparecer na última quarta-feira na comissão especial do Senado que a investiga, mas mesmo fortalecida por uma perícia da Casa que diluiu ainda mais as acusações de que ela cometeu crime fiscal, ela decidiu não comparecer. 

Seu advogado, José Eduardo Cardozo, lerá seu documento de defesa tendo como pano de fundo as intensas negociações de seus apoiadores para conseguir votos para salvá-la em troca do compromisso de que ela lutaria para abrir caminho a novas eleições caso reassuma. A estratégia para angariar apoio também inclui tentar encurtar prazos para que o julgamento final pelos senadores aconteça durante os Jogos Olímpicos, atraindo o máximo de escrutínio internacional.

Em linhas gerais, a defesa dirá que a presidenta não cometeu crimes de responsabilidade e que o processo não foi promovido para punir qualquer situação ilícita. “Foi feito para afastar a presidenta eleita por razões políticas, e algumas bastante sinistras”, diz Cardozo insistentemente. Cardozo ostentará como trunfo o resultado da perícia feita por técnicos do Senado de que a presidenta não foi a responsável por manobras fiscais para maquiar rombos nas contas públicas e apresentará a tese de que os decretos que estouravam o orçamento não foram irregulares cometidas diretamente por ela.

Inicialmente, Rousseff era esperada para fazer sua própria defesa, mas o cálculo da defesa mudou. “Essa comissão é de cartas marcadas. A presidenta vir aqui seria um desgaste desnecessário. Não vamos reverter o jogo na comissão, a nossa principal luta é no plenário”, disse um dos membros da tropa de choque da petista, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A comissão especial do impeachment escuta há semanas defesa e acusação para só então ter um relatório final que será levado ao conjunto dos senadores que decidirão se ela deve perder definitivamente o mandato do qual está afastada desde 12 de maio. Para se salvar do impeachment, a petista precisa dos votos de 28 dos 81 senadores.

Enquanto seu advogado Cardozo preparava a peça que será apresentada à comissão, um grupo de senadores aliados da petista tenta convencer ao menos seis colegas a votarem contra o impeachment no processo que ocorrerá, pelo cronograma atual, na segunda quinzena de agosto. Uma das estratégias é a própria presidenta afastada declarar oficialmente que, caso retome o cargo, encamparia a ideia de que o país precisa de uma nova eleição e eleger um presidente-tampão até 2018. A reportagem apurou que os alvos preferenciais do assédio dilmista nesse momento são os seguintes parlamentares: Cristóvam Buarque (PPS-DF), José Reguffe (Sem partido-DF), Dario Berger (PMDB-SC), Acir Gurgacz (PDT-RO), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Ivo Casol (PP-RO).

“A população não quer a Dilma, mas também não quer o presidente interino [Michel] Temer. Basta ver as pesquisas para saber isso. Se ela se comprometer com uma nova eleição, cresce nossas chances de conseguirmos apoio dos senadores”, disse o senador Telmário Mota (PDT-RR), um dos 22 senadores que já declararam apoio à continuidade do mandato de Rousseff.

O caminho não é fácil, já que novas eleições só estão previstas legalmente em caso de renúncia ou queda dupla, tanto de Rousseff quanto do presidente interino Michel Temer. A ideia mais forte é que, uma vez de volta à Presidência, Dilma convoque uma consulta sobre novas eleições e, animada por um eventual triunfo popular da proposta, envie à mudança ao mesmo Congresso hostil que a afastou.

Mesmo entre seus apoiadores há dúvidas. Alguns dos movimentos sociais discutem se encampam ou não essa proposta. A principal tríade de apoio à petista, formada pela Centra Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) discute internamente essa questão. A resistência ocorre porque algumas dessas lideranças sociais entendem que a mobilização em torno da presidenta afastada poderia diminuir, caso ela concordasse em convocar novas eleições. “Como iríamos mobilizar nossa gente para, primeiro defender a Dilma e, quando ela assume o Governo de novo, defender uma nova eleição. A situação é estranha”, disse uma dessas lideranças sob a condição de não ter seu nome divulgado. Lindbergh Farias, por outro lado, diz que essa proposta ainda não está fechada. “Não é tão simples quanto parece”, ponderou o petista.

Uma outra estratégia dos aliados de Rousseff será a de tentar antecipar o julgamento dela em uma semana. Previsto para ocorrer após o dia 22 de agosto, os dilmistas querem antecipá-lo para o dia 15. O motivo é que gostariam de aproveitar uma repercussão internacional que o tema teria pois entre os dias 3 e 21 de agosto cerca de 25.000 jornalistas do mundo inteiro estarão no Brasil para a cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. “Eles [os adversários] querem deixar para depois das Olimpíadas para que não haja uma denúncia internacional, se anteciparmos, podemos ter esse destaque fora do país ampliada”, analisou Lindbergh.

Vaquinha e entrevistas

Muitos senadores evitam declarar voto e a batalha da presidenta afastada não pode ser dada como perdida, mas, nas últimas duas semanas, seu inimigo no Planalto, Michel Temer, conseguiu algo de oxigênio. Não houve novos desdobramentos do escândalos de corrupção diretamente ligados a sua equipe - ele perdeu três ministros em dois meses - e Temer costurou acordos políticos importantes, como com os governadores. Mesmo com a mão aberta para gastos públicos, segue até agora com a simpatia do mercado financeiro.

É contra essa brisa frágil de estabilidade e normalidade que Rousseff luta como pode para manter viva a esperança de que pode voltar ao poder. Incomum para uma política outsider e bastante fechada fora de campanhas eleitorais: ela tem concedido várias entrevistas e viajado por todo o país para encontros com seus apoiadores. Nos 54 dias em que está afastada, ela já deu ao menos 17 entrevistas (foram desde rádios locais, como a Panorâmica da Paraíba, até a jornais e emissoras internacionais, como este EL PAÍS e a Al Jazeera), e esteve em ao menos 12 cidades para participar de atos em defesa de seu mandato. Na próxima sexta-feira, participará de atos no Estado de São Paulo.

As viagens chegaram a ficar ameaçadas com a decisão do Governo Temer de passar a cobrar para que ela usasse a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Duas amigas da presidenta, que ficaram presas com ela durante a ditadura militar, iniciaram uma campanha de arrecadação de recursos na internet, uma espécie de vaquinha virtual, para pagar essas viagens. A expectativa inicial era de arrecadar 500.000 reais em 20 dias. O valor foi superado em menos de três. Até as 20h30 desta terça-feira, o sexto dia campanha, foram doados 663.104 reais por 10.082 apoiadores da presidenta.

As viagens de Rousseff e de parte de sua equipe de segurança a assessores ocorre em táxis-aéreos particulares. Até o julgamento do impeachment, a expectativa dela é que outras dezenas de deslocamentos e entrevistas ocorram. Um deles pode ser para o Rio, no dia 5 de agosto, quando ocorrerá a abertura das Olimpíadas. A decisão ainda não foi tomada, mas, se acontecer, haverá o constrangimento público, já que Temer também deverá estar na solenidade.

Cunha poderá fazer delação se Cláudia Cruz ficar solta



© Fornecido por Notícias ao Minuto A equipe do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma que o peemedebista acredita que o Ministério Público Federal iria resistir a uma delação feita por ele.

No entanto, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, destaca que a equipe de Cunha avalia que os procuradores podem aceitar um acordo em que ele ficasse preso, mas por menos tempo. Já a sua esposa, Claudia Cruz, e uma de suas filhas, teriam de ser poupadas.

A defesa de Claudia Cruz entregou nesta semana a defesa dela no processo em que é acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A publicação ainda cita que os advogados devem argumentar que o controle das finanças do casal era de Eduardo Cunha e que Claudia nunca interferiu na vida parlamentar nem tinha conhecimento sobre eventuais acordos feitos por ele.

domingo, 10 de julho de 2016

Implantes: perda total ou parcial do dente influencia no método utilizado



Diagnóstico do dentista define qual o melhor implante para cada paciente. © Fornecido por Cartola Diagnóstico do dentista define qual o melhor implante para cada paciente. Independente do que causou a perda de algum dente, sejam cáries, traumas ou doenças periodontais, o paciente recebe a indicação de um dentista para a colocação de implante. Com um diagnóstico preciso, o profissional decide qual o melhor modelo para a pessoa dentro das opções oferecidas pela marca com a qual trabalha. Apesar de simples, o procedimento cirúrgico precisa ser bem planejado para que o implante, que substitui a raiz do dente perdido, fique na mesma posição do original.

O procedimento começa no diagnóstico, que exige uma tomografia. O exame define a altura e a largura do osso, o que ajuda o profissional a definir que tipo de implante será utilizado. Se o indivíduo não tem massa óssea o suficiente para dar suporte ao implante, ele passa por um tratamento prévio para aumentar o volume do osso. A professora associada do departamento de prótese e cirurgia bucofacial da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Renata Cimões (CROPE: 5980) afirma que a regeneração óssea pode ser feita com o osso do próprio paciente ou com um substituto industrializado, que na maior parte das vezes tem origem bovina. “Colocamos no local do dente faltante para aumentar o volume ósseo e, dessa forma, conseguir inserir o implante.”

O processo dura de cinco a trinta minutos e é feito no próprio consultório odontológico. Nos casos em que houve perda total do dente, o tecido gengival cicatriza, fechando o buraco da raiz. O dentista, então, separa a gengiva do osso, faz a perfuração para colocar o implante e, por fim, insere-o na cavidade. “O último passo é colocar a gengiva de volta no lugar”, completa Renata.

A diferença em relação aos casos em que ainda há parte do dente é que nestes o dentista não precisa abrir a gengiva. “A concavidade já está aberta e é possível inserir o implante diretamente”, informa Mário Groisman (CRORJ: 11548), especialista em implantodontia.

Segundo Groisman, o pino que substituí a raiz do dente é de titânio. “Como o implante tem o tamanho para caber na cavidade, ocorre uma espécie de travamento, que é quando o osso fica aderido ao pino. Nós chamamos isso de estabilidade primária”, explica. Se ela não acontece, o passo seguinte, que seria a colocação da coroa dentária (prótese), é adiado. “Deixamos cicatrizar alguns meses para o osso crescer ao redor”, conta o especialista. Esse período é também chamado de osseointegração, tempo em que o organismo vai remodelar a estrutura óssea, deixando-a completamente aderida ao implante. “Pedimos que o paciente venha às consultas periódicas para uma manutenção de forma sistematizada. No primeiro ano, de três em três meses e, depois, de seis em seis meses”, acrescenta o dentista.

De acordo com Renata, 99% dos procedimentos são realizados em consultório com anestesia local. “Só é feito em hospital se o paciente tiver alguma limitação sistêmica”, declara. O objetivo da odontologia é trabalhar de forma minimamente invasiva. “Pessoas com alterações cardíacas severa e maxila muito atrofiada são levadas ao hospital para anestesia geral”, complementa Groisman. Para aqueles com medo de dentista, uma alternativa é a sedação. “Às vezes, é um método necessário para conseguirmos realizarmos a cirurgia”, diz a professora.

Atuando no Brasil, hoje, são mais de 50 marcas de implantes, com diferentes tamanhos e brocas para perfuração. “Cada empresa tem sua particularidade, algumas têm produtos que integram mais rápido ao osso do que outros”, pondera Renata. Referência pela qualidade na odontologia, implantes suíços estão entre os mais procurados pelos profissionais e pacientes. “Eles dão uma segurança maior para trabalhar”, avalia a professora.

Os cuidados após a colocação do implante devem ser os mesmos de antes. “Escovação, escovas interproximais, fio dental, tudo isso para justamente não haver necessidade de uso de medicamentos”, ressalta Groisman. Após o procedimento, o paciente deve tomar anti-inflamatórios e antibióticos. “Se o indivíduo tem alguma doença, como diabetes, ou tem imunidade baixa, ele pode começar a medicação 24 horas antes”, acrescenta Renata. O período do tratamento farmacológico fica entre cinco a dez dias.

O sucesso dos implantes, atualmente, gira em torno de 98%. “Do total de 100 casos, apenas dois são perdidos em um período de acompanhamento de cinco anos”, certifica a professora. Os motivos do processo não ter dado certo são inúmeros, os mais comuns são: esforço excessivo sobre o implante antes do período de osseointegração ou condições que dificultam, como diabetes, imunidade baixa ou até mesmo a periodontite.

Reparação e estética: saiba mais sobre os adesivos odontológicos



Colagem de brackets é uma das aplicações dos adesivos © Fornecido por Cartola Colagem de brackets é uma das aplicações dos adesivos Os sistemas adesivos, atualmente indispensáveis na odontologia, surgiram em 1955, quando um cirurgião dentista chamado Buonocore viu navios limpados com ácido para depois receberem tinta. A substância fazia com que a superfície metálica ficasse porosa, de modo que a tinta penetrava melhor e o resultado era mais duradouro. Inspirado, o dentista começou a trabalhar com a mesma lógica. Estudou e publicou sobre condicionamento ácido do esmalte dental, que proporciona maior adesão a materiais como a resina, amplamente usada em restaurações. De lá para cá, pesquisadores e indústria não pararam de desenvolver tecnologias para aprimorar essa aderência, tanto ao esmalte, parte exterior e mais mineralizada do dente, quanto à dentina, parte interna.

Segundo Mauro Piragibe Jr. (CRORJ 31826), diretor da Associação Brasileira de Odontologia, Seção Rio de Janeiro, os chamados adesivos são agentes de união. “Esses sistemas funcionam como se fossem dois braços, um se liga ao dente, e o outro ao material que está sendo aplicado. É utilizado um ácido, que abre as porosidades do dentes, e os materiais adesivos penetram nesses poros e se ligam à peça que está sendo colocada”, explica o profissional.  As técnicas adesivas, quando bem executadas e seguindo todos os protocolos clínicos indicados, deixam os dentes mais resistentes, com menos desgaste, e garantem uma maior durabilidade das restaurações.

Para o presidente da Academia Brasileira de Odontologia Estética, Carlos Loureiro Neto (CROSP 29722), os chamados adesivos dentinários são a essência da odontologia reabilitadora. “Essa técnica é utilizada em tudo o que se refere a procedimentos restauradores e ortodônticos, desde a colagem dos brackets dos aparelhos até procedimentos preventivos, como selamento de fissuras dentais em crianças”, afirma o dentista.

Carlos Loureiro explica que, quando não existiam os sistemas adesivos, as cavidades dentais precisavam ser mais desgastadas para realizar restaurações, de modo que os materiais pudessem ficar dentro dessas estruturas sem que se soltassem. No caso dos aparelhos ortodônticos, usavam-se cintas de aço inoxidável ou inox, que se “abraçavam” aos dentes e depois eram cimentadas sobre a estrutura dental. Em muitos casos, esses procedimentos favoreciam infiltrações e até cáries, podendo gerar problemas durante e após a sua utilização.

Conforme Piragibe, antes da criação das técnicas adesivas, o uso de estruturas de metais, como ouro, eram mais comuns. As peças eram cimentadas com fosfato de zinco, sem muita preocupação com a estética.
Com o desenvolvimento do sistema adesivo, os resultados dos procedimentos passaram a ser mais belos e naturais.

Cunha pode devolver R$ 300 milhões por envolvimento em corrupção




 
  © Getty Images A Procuradoria Geral da República requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) devolva quase R$ 300 milhões por seu envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

Esse valor vai representar a soma de todo o ressarcimento que Cunha deve pelas três denúncias oferecidas contra o deputado no STF. Segundo a Folha, a Procurador ainda não sabe o valor real do qual o deputado teria tirado vantagem dos esquemas em que estaria envolvido.

Em duas das denúncias, Cunha já é réu, respondendo a crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações apuram o pagamento de pelo menos R$ 21,5 milhões em propina para o político. N denúncia mais recente, ainda em sigilo, o procurado Rodrigo Janot cobra uma devolução de R$ 13,7 milhões por danos morais e materiais.

A Folha revela que a maior reparação pedida pela Procuradoria será pela propina que Cunha receberia dos contratos de navios-sonda da Petrobras, somando R$ 5 milhões.

O ex-presidente da Câmara disse, por meio da assessoria, que está habituado a "ouvir os esdrúxulos pedidos" do Ministério Público Federal (MPF) contra ele. Cunha refere-se ao pedido do MPF para que ele seja condenado a reparar os cofres públicos em R$ 298,8 milhões. Ele deixou a função de presidente da Casa na semana passada.

Grand Hotel Dolder, Zurique (Suíça)

Valor pago pela estadia por Cunha e família: US$ 1.043,40

Temer estuda privatizar aeroportos em São Paulo e Rio





Michel Temer: Embora a ideia não tenha recebido apoio durante o governo de Dilma, Temer ressaltou que não vê, agora, resistência na área econômica. © Adriano Machado / Reuters Michel Temer: Embora a ideia não tenha recebido apoio durante o governo de Dilma, Temer ressaltou que não vê, agora, resistência na área econômica.
 
O governo estuda privatizar os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), de acordo com o presidente em exercício Michel Temer (PMSD), em entrevista publicada neste domingo (10) pela Folha.
Embora a ideia não tenha recebido apoio durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Temer ressaltou que não vê, agora, resistência na área econômica. "Também não há de minha parte", disse.
A privatização dos aeroportos - que têm a rota mais movimentada do país - seria uma alternativa do governo para diminuir o rombo nas contas públicas, que chegará a R$ 139 bilhões em 2017. "O meu desejo é que não aumente (impostos), mas, se houver absoluta necessidade, não tem o que fazer", disse Temer à Folha.

A reportagem destaca ainda que há dois modelos em discussão sobre o futuro de Congonhas e Santos Dumont - a venda de controle, o que coloca a Infraero como sócia minoritária; e uma gestão privada dos aeroportos, mas com controle nas mãos da estatal. Nesse último caso, a Infraero teria 51% do capital, mas seriam abertas empresas para gerir os aeroportos.

José Serra é citado em acordos de delações da Odebrecht e OAS



© Fornecido por Notícias ao Minuto
 
O atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, é mais um dos políticos citados em delações premiadas da Operação Lava Jato. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Serra é mencionado nas delações que estão sendo negociadas com as empreiteiras Odebrecht e OAS.

Segundo a publicação, as empreiteiras devem revelar casos de propinas em obras públicas nos tempos em que Serra era governador de São Paulo, entre 2007 e 2010.

A empreiteira OAS pode relatar o caso de uma propina negociada (e paga) diretamente entre Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da empreiteira, e uma pessoa muito próxima de Serra, que dizia falar em nome do então governador.

Já em relação a Odebrecht, a obra é a do Rodoanel, a maior obra viária de São Paulo.

Ainda de acordo com a coluna, a Odebrecht estaria comprometida em detalhar a propina paga a Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da empresa que administrava a construção de rodovias no estado.

Em resposta as possíveis delações, José Serra afirma: "Não cometi nenhuma irregularidade, tampouco autorizei terceiros a falar em meu nome".