domingo, 31 de dezembro de 2017

POTIRAGUÁ - ACIDENTE NA BA-680



Acidente na BA-680 que liga Potiraguá X BR 101, aconteceu hoje 6:30h. 31.12.2017 na ladeira do Roçadão, segundo o motorista do caminhão tanque (virado), quando ele chegou na curva deparou com um caminhão fazendo ultrapassagem por outro caminhão, tentou ir para o acostamento como a rodovia esta em reforma a terra solta cedeu.




   

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Congresso Nacional é reprovado por 60% da população, diz Datafolha



Agência O Globo

© Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
 
A rejeição ao trabalho de deputados e senadores do Congresso Nacional atingiu o recorde histórico de 60%, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira. Esse é o índice dos que consideram ruim ou péssimo o trabalho dos parlamentares em Brasília, aponta o levantamento realizado entre os dias 29 e 30 de novembro.

A aprovação dos 513 deputados e 81 senadores caiu para 5%, o menor índice também, desde que a série de pesquisas sobre o desempenho dos congressistas passou a ser realizada, em 1993, ano do escândalo que ficou conhecido como "Anões do Orçamento", esquema formado por políticos que desviavam recursos públicos. Naquele ano, a rejeição da população aos congressistas bateu nos 56%.

Os números de agora oscilaram negativamente em relação aos dois últimos levantamentos, em dezembro de 2016 e abril de 2017, quando a rejeição aos políticos foi de 58% e a aprovação ficou em 7%.

Nos últimos 25 anos, período em que avaliação foi feita, apenas no final do primeiro ano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2003, o Datafolha constatou que a satisfação do eleitorado com o Congresso superou a avaliação negativa.

O levantamento, que ouviu 2.765 entrevistados, indica que a reprovação ao trabalho de deputados e senadores alcança números ainda maiores em segmentos específicos. Entre eles os mais ricos (74%), os com ensino superior (75%), eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro (68%) e os que reprovam a gestão de Michel Temer (69%).

A avaliação melhora um pouco quando observada entre aqueles com ensino fundamental (52%), os de religião evangélica pentecostal (51%), os que têm o PMDB como partido de preferência (42%) e os que avaliam positivamente o governo Temer (37%).

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Tomar água é a pior coisa que você pode fazer ao ter cólica renal: entenda o porquê




problemas nos rins 0816 400x800 © phugunfire/shutterstock problemas nos rins 0816 400x800 
 
Diante de uma crise de cólica renal, um dos primeiros impulsos é tomar um pouco de água. Apesar de comum, a prática, na verdade, é a pior coisa que você pode fazer, já que agrava ainda mais o problema.

Cólica renal: beber água piora a condição

orgao rins 0617 400x800 © crystal light/Shutterstock orgao rins 0617 400x800 
 
As cólicas renais normalmente acontecem quando a(s) pedra(s) dos rins obstrui as vias urinárias. Muita gente ainda segue o antigo conselho de beber bastante água quando experimenta uma crise, pois, em teoria, o processo faria com que o rim forçaria o líquido a empurrar o cálculo para baixo.

Já se sabe hoje, no entanto, que durante essa obstrução, o rim filtra a urina e não tem como eliminar o líquido, causando então a dilatação e o inchaço que provocam as dores.
copa agua 310 400x800 © Alliance/shutterstock copa agua 310 400x800 
 
Alimentação inadequada, mau funcionamento do sistema urinário e predisposição genética são alguns dos fatores mais comuns da formação de pedras nos rins e, consequentemente, das cólicas.

Manter o corpo sempre hidratado e, portanto, ingerir bastante líquido, é essencial para evitar o problema, já que quem bebe pouca água produz urina mais concentrada, o que facilita a formação de cristais que vão formar as pedras. No entanto, durante uma crise, a recomendação é evitar o consumo excessivo até que o problema tenha sido resolvido - via tratamento medicamentoso ou intervenção cirúrgica.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Veja as principais mudanças na reforma da Previdência



Reforma da Previdência Social/INSS: Agência da Previdência Social © Agência Brasil Agência da Previdência Social

O governo negocia com os parlamentares mudanças no texto da reforma da Previdência aprovado em comissão especial da Câmara, em maio deste ano. Uma outra versão do texto foi apresentada na quarta-feira, durante jantar no Palácio do Planalto. O objetivo é diminuir a resistência às mudanças nas regras das aposentadorias e pensões, para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja votada ainda neste ano.

A versão “desidratada” da reforma se baseia em três pontos principais que afetam os trabalhadores: estabelecimento de idades mínimas para aposentadoria de homens (65 anos) e mulheres (62 anos), unificação das regras entre servidores e trabalhadores do setor privado e a regra dos cálculos do benefício. A ideia é de que a economia seja de cerca de 60% da reforma originalmente proposta – que previa 800 bilhões de reais em 10 anos.

Dentre os recuos, estão o tempo mínimo de contribuição, a reversão nas mudanças na aposentadoria rural e no Benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência (BPC). Veja as principais mudanças:

Principais mudanças na aposentadoria
SituaçãoAtualmenteTexto aprovado na comissãoNova proposta
Idade MínimaNão há65 anos (homens) e 62 anos (mulheres)Mantém o aprovado
Tempo mínimo contribuição (inciativa privada)15 anos (na modalidade "por tempo de contribuição")25 anos; não há aposentadoria por idade15 anos (extinção da modalidade "por contribuição")
Servidores públicosPossuem regras própriasMínimo de 25 anos de contribuição, idade mínima igual aos trabalhadores do setor privadoMantém o aprovado
Trabalhadores ruraisIdade mínima de 60 anos (homens) e 55 (mulheres); 15 anos de contribuição, sobre um porcentual da produçãoIdade mínima de 60 anos (homens) e 57 (mulheres); 15 anos de contribuição mínimaVolta à regra atual
Transição-30% do tempo restanteMantém o aprovado
Tempo para atingir 100%30 anos (na aposentadoria por idade)40 anos de contribuiçãoMantém o aprovado
ProfessoresLimite máximo de 55 anos e 30 de contribuição (homens); 50 anos e 25 de contribuição (mulheres)60 anos de idade e 25 de contribuiçãoMantém o aprovado
Policiais30 anos de contribuição, 20 anos de serviço (homem); 25 anos de contribuição, 15 anos de serviço (mulheres)55 anos de idadeMantém o aprovado
Benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência (BPC)Vinculado ao salário mínimo, idade mínima de 65 anosVinculado ao salário mínimo, idade mínima subindo de 65 anos a 68 anos, até 2020Volta à regra atual
PensõesÉ permitido acumular pensão e aposentadoriaLimite de acumulo de pensão e aposentadoria até 2 salários mínimosMantém o aprovado

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Relatório final de CPI diz que não existe déficit na Previdência




BRASÍLIA - O senador Hélio José (PROS-DF) apresentou nesta segunda-feira, 23, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, que investigou as contas do seguro social no País. O texto de 253 páginas conclui que "é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social" no Brasil.

Na visão do relator da CPI, os dados e argumentos utilizados pelo governo para propor a reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional, apresenta "falhas graves" e inconsistências".

"São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo governo federal sobre a contabilidade da Previdência Social, cujo o objetivo é aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287, de 2016", afirmou o relator da CPI.
Reforma da Previdência: O texto de 253 páginas conclui que "é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social" no Brasil © Wilton Junior|Estadão O texto de 253 páginas conclui que "é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social" no Brasil 
 
"O grande argumento do governo em sua empreitada de mudança da previdência se relaciona à questão da existência de um déficit previdenciário perene e explosivo. Trata-se de uma afirmativa que, apesar de repisada pelo governo, não é respaldada por grande parte dos estudiosos", complementou Hélio José.

No relatório, o senador fez uma análise histórica sobre o sistema da seguridade social no Brasil. Na visão do relator, o orçamento da Previdência começou a ser deturpado de forma relevante ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que editou uma Medida Provisória sobre o tema em 2001.

O texto afirma que a MP do governo tucano "atingiu de morte" a "visão sistêmica e integrada" da seguridade social, retirando a possibilidade de "compensação financeira" entre os seus três pilares principais: a saúde a previdência e a assistência social.

"Houve a efetiva desintegração das três áreas. Saúde, Previdência e Assistência Social ganharam uma perversa autonomia tanto financeira quanto de gestão. Entendemos perversa porquanto tal autonomia provocou o desmembramento das áreas, em detrimento de uma ação coordenada e sistêmica", explicou no relatório.

"O chamado Orçamento da Seguridade Social, previsto na Carta Maior, passou a ser apenas numa peça demonstrativa sem qualquer utilidade estratégica", argumentou.

Hélio José dedicou algumas páginas de seu relatório para lembrar da dívida ativa de empresas brasileiras de grande porte, que deixaram de contribuir com a Previdência Social, mas continuam sendo beneficiadas com políticas governamentais.

No texto, ele cita como exemplo o débito da JBS, que tem, segundo a CPI, uma dívida de R$ 2,4 bilhões com o sistema de Seguridade Social. "Está faltando cobrar dos devedores e não querer prejudicar trabalhadores e aposentados, mais uma vez", disse o senador.

Outro argumento utilizado no texto tem como base a criação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), em 1994, ainda na gestão FHC. "Uma parcela significativa dos recursos originalmente destinados ao financiamento da Previdência foi redirecionada.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), somente entre 2005 e 2014, um montante da ordem de R$ 500 bilhões foi retirado da Previdência via DRU", criticou o senador em seu texto.
O relatório final será colocado em votação nas próximas semanas, quando os senadores que compõem a CPI vão analisar a proposta e poder propor emendas à versão do senador Hélio José.

O presidente da CPI da Previdência, senador Paulo Paim (PT-RS), acusou a TV Senado de cortar a transmissão da sessão, durante a leitura do relatório. Isso porque a emissora de televisão do Senado cortou o sinal da CPI e passou a retransmitir audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Paim prometeu cobrar explicações do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

TCU bloqueia bens de Dilma, Palocci e Gabrielli por compra de Pasadena



Agência O Globo

© AP Images BRASÍLIA — O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o bloqueio de bens por um ano da ex-presidente Dilma Rousseff em razão dos prejuízos na compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Dilma, na ocasião do negócio, efetivado em 2006, era ministra da Casa Civil do primeiro governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. O bloqueio de bens se estende aos demais integrantes do conselho naquele momento: Antônio Palocci, preso em Curitiba na Lava-Jato; Claudio Luis Haddad; Fabio Colletti Barbosa; Gleuber Vieira; e José Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal.

É a primeira vez que uma decisão de um órgão de fiscalização responsabiliza diretamente Dilma e demais conselheiros pelos prejuízos na compra de Pasadena. O assunto veio à tona em 2014 e pautou as discussões na campanha em que a petista foi reeleita presidente. Dilma sempre negou qualquer responsabilidade no negócio mal feito, atribuindo a um "parecer falho", elaborado pelo então diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o aval dado pelo Conselho de Administração à compra da refinaria.

Conforme a decisão do TCU, os ex-conselheiros devem ser responsabilizados solidariamente com os diretores e gestores da Petrobras, entre eles Cerveró, ex-diretor da Área Internacional; Luís Carlos Moreira da Silva, ex-gerente da Área Internacional; e integrantes da equipe de negociadores da estatal. Todos eles devem apresentar suas defesas ou recolher aos cofres da Petrobras uma quantia original de US$ 580,4 milhões, valor compreendido como prejuízo no negócio. O valor deve ter atualização monetária e acréscimo de juros.

Dilma e demais conselheiros "não cumpriram sua obrigação de acompanhar a gestão da Diretoria Executiva, por meio da análise devida das bases do negócio que seria realizado", segundo a decisão aprovada pelo plenário do TCU na manhã desta quarta-feira. Os integrantes do colegiado também não pediram "esclarecimentos mais detalhados sobre a operação antes de sua autorização, violando assim o 'dever de diligência' para com a companhia, o que causou prejuízo ao patrimônio da Petrobras", conforme o acórdão aprovado em plenário.

Um laudo de uma empresa de consultoria especializada apontava um valor de US$ 186 milhões. A compra de metade da refinaria, em negócio feito com a Astra, e o compromisso de comprar a outra metade envolveu gastos de US$ 766,4 milhões, "resultando daí injustificado dano aos cofres da empresa", sustenta o TCU.

O bloqueio dos bens é necessário para garantir o ressarcimento do débito apurado, conforme o tribunal. Ficam fora da medida recursos necessários à subsistência, o que inclui tratamento de saúde dos ex-conselheiros e de seus familiares. Dilma e demais investigados poderão designar quais bens entendem como necessário que não sejam tornados indisponíveis.

Os ex-conselheiros têm 15 dias para justificar por que foram assinados contratos com "cláusulas prejudiciais" à Petrobras. A decisão desta quarta será enviada à força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba e ao juiz Sergio Moro, além do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU).

Em decisão anterior, de 30 de agosto, o TCU condenou Gabrielli e Cerveró a ressarcirem os cofres da Petrobras em US$ 79,89 milhões e a pagarem multa de R$ 10 milhões em razão de prejuízos na compra de Pasadena. Este é o primeiro resultado de uma das tomadas de contas especiais abertas no tribunal para tentar reaver o dinheiro perdido no negócio. Ao todo, foram instauradas três tomadas de contas – a que resultou na condenação de Gabrielli e Cerveró diz respeito à aquisição da segunda metade da refinaria.

O ressarcimento dos US$ 79,89 milhões é solidário, a ser compartilhado entre Gabrielli e Cerveró. Os dois têm 15 dias, contados a partir da notificação, para comprovar o depósito do dinheiro à estatal. Cerveró, segundo a conclusão do TCU, comandou as negociações da aquisição da segunda metade da refinaria e elaborou uma carta de intenções sem "delegação do colegiado diretor nem do conselho de administração". Gabrielli, por sua vez, autorizou as tratativas comandadas pelo então diretor da Área Internacional, conforme o TCU.

Já a multa de R$ 10 milhões é individual e deve ser recolhida ao Tesouro Nacional, também num prazo de 15 dias. As irregularidades foram consideradas graves e, por essa razão, os dois foram condenados pelo tribunal a ficar inabilitados para cargos públicos por um período de oito anos. O TCU também pediu que Advocacia Geral da União (AGU) e presidência da Petrobras adotem "medidas necessárias ao arresto dos bens dos responsáveis, tanto quanto bastem para o pagamento do débito".

Outros investigados, que teriam concordado com o negócio, devem se explicar em audiência no tribunal. Entre eles está a ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster.

Nesta tomada de contas especial, o TCU eximiu de responsabilidade os conselheiros de administração da Petrobras, uma vez que o colegiado não deu aval ao negócio, conforme o tribunal. A ex-presidente Dilma Rousseff presidiu o conselho entre 2003 e 2010. Uma segunda tomada de contas trata especificamente da compra da primeira metade da refinaria, em 2006. Foi neste processo que o TCU decidiu bloquear os bens e responsabilizar Dilma e demais conselheiros.

O TCU chegou a determinou o bloqueio de bens de dez ex-gestores da Petrobras apontados como responsáveis por um prejuízo de US$ 792 milhões na compra da refinaria de Pasadena. Entre eles, estavam Gabrielli, Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque – estes três últimos investigados na Operação Lava-Jato.