quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ex-presidente da Andrade Gutierrez volta para a prisão



© Fornecido por Notícias ao Minuto
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou nesta quarta-feira (10) a prisão preventiva do ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otavio Marques de Azevedo.
Segundo informações divulgados pelo G1, o executivo foi preso por volta das 17h, na casa dele, em São Paulo, e encaminhado para a carceragem da PF na capital paulista.
A publicação explica que, desde a última sexta-feira (5), Azevedo estava em prisão domiciliar devido ao acordo de delação premiada firmado no âmbito da Operação Lava Jato. O acordo definiu que o executivo poderia passar a cumprir pena em casa assim que a delação fosse formalizada. Os depoimentos da delação ainda não foram prestados.
O advogado Juliano Breda afirmou que a defesa entrará nesta quinta (11) com pedido de revogação da prisão preventiva.
O G1 esclarece que Otávio Marques de Azevedo retornou à prisão pois havia um segundo mandado de prisão contra ele. A Justiça Federal no Rio de Janeiro entendeu então que a decisão do juiz Sérgio Moro – sobre o acordo de delação – não valia para as investigações da Lava Jato que estão no Rio. Segundo a publicação, essas investigações são relacionadas as fraudes em obras da estatal Eletronuclear.
Azevedo tinha sido liberado na sexta-feira juntamente com outro executivo da Andrade Gutierrez, Elton Negrão.
Ambos assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral do República (PGR), mas os termos ainda não foram homologados pela Justiça.
Ainda de acordo com a reportagem, Azevedo e Negrão são acusados dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tinham sido presos na 14ª fase da Lava Jato.

Japonês da Federal é destaque na imprensa francesa



O jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (9) traz uma crônica o carnaval desse ano no Brasil, assinada pela correspondente do vespertino em São Paulo. A jornalista explica que, apesar da crise e da epidemia de zika, que quase estragaram a festa, o folião brasileiro não abre mão do bom humor, como mostra o sucesso do “Japonês da Federal”, que virou personagem dos blocos de rua.
Com o título “O carnaval das ilusões perdidas”, a correspondente Claire Gatinois conta aos franceses como, em poucos meses, Newton Ishii deixou de ser um simples policial e se tornou “uma estrela no Brasil”. A jornalista conta que desde que ele foi visto nos telejornais acompanhando os suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras, as pessoas “querem fazer selfies com Ishii, que virou um ídolo nas redes sociais”. A tal ponto que o “mascote da justiça”, como diz o vespertino, se tornou tema de máscaras de Carnaval.
O sucesso do “Japonês da Federal” é usado pela jornalista para falar das particularidades dos festejos de momo este ano no Brasil, descrito como “o carnaval da recessão” pelo jornal espanhol El País, ou “a festa à beira do precipício”, pelo semanário britânico The Economist, citados nas páginas do Le Monde.
© Fournis par RFI
“O gigante da América Latina não está em clima de celebração. Desde o início de 2015, mais de 1,5 milhão de pessoas perderam seus empregos, o real despenca, a inflação derrapa, a operação Lava Jato enoja os cidadãos e a presidente Dilma Rousseff é ameaçada de destituição”, resume o vespertino francês. Além disso, continua a jornal, a epidemia do vírus zika terminou de colocar o Brasil em “uma ladeira escorregadia que parece ter começado, simbolicamente, quando a derrota humilhante contra os alemães na Copa do Mundo de 2014”.
Nesse contexto, o carnaval brasileiro, que com o passar dos anos se tornou cada vez mais dependente do dinheiro público e dos patrocinadores foi afetado e várias cidades, “por decência ou obrigação” decidiram anular os festejos para fazer economias. “Como criticar um prefeito que preferiu investir em uma ambulância do que em um carro alegórico?”, questiona Le Monde.
No entanto, esse clima de crise não impede os brasileiros de celebrar e até ironizar, principalmente nos blocos de rua, os problemas enfrentados pelo país, comenta o jornal. O texto lembra que as máscaras de carnaval representando os rostos de Dilma, Lula ou Eduardo Cunha nunca fizeram tanto sucesso. Mas eles perdem, de longe, para a fantasia do “samurai”, a “coqueluche” do carnaval 2016 no Brasil, ironiza a correspondente.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Dilma tenta evitar que TSE admita dados da Lava Jato como prova


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A presidente Dilma Rousseff quer evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceite como prova dados da Operação Lava Jato, em um dos pedidos de cassação contra ela no tribunal apresentado pelo PSDB. Dilma é investigada no esquema de corrupção na Petrobras.
Encaminhado ao tribunal pelo juiz Sergio Moro, um dos documentos revela um um relatório da Polícia Federal sobre diálogos do dono da UTC, Ricardo Pessoa, e de um executivo da empreiteira, além de denúncias e sentenças ligadas às investigações.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Pessoa disse, em sua delação premiada, que foi persuadido pelo ministro Edinho Silva (Comunicação), então tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma, a aumentar as doações. Ele disse que foram acertados R$ 10 milhões, mas foram pagos R$ 7,5 milhões porque ele acabou preso na Lava Jato.
De acordo com a publicação, a defesa da presidente argumentou que "os requisitos necessários para admissão de tais elementos como prova [...] não estão presentes". Flávio Caetano, coordenador jurídico da defesa da campanha do PT, disse que as delações premiadas não podem ser utilizadas porque "não têm pertinência" com o que se discute na ação eleitoral, já que não se referem ao período da campanha.

Empresa de filho de Lula pode ser processada por plágio



 
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Os trabalhos elaborados pela LFT, empresa de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão sendo alvo de investigação por plágio.
A reportagem do jornal O Globo recorda que a empresa elaborou relatórios, nos quais cita informações extraídas de outros locais, como um blog sobre marcas publicitárias, um artigo acadêmico, a Wikipedia e reportagens de jornal. A cópia dos textos não foi referenciada e, por isso, o dono do blog “Mundo das Marcas”, afirma que pretende tomar providências jurídicas contra Luis Cláudio e a LFT.
O Globo explica que os trabalhos foram encomendados pela Marcondes & Mautoni, empresa de lobby investigada na Operação Zelotes. Os quatro contratos foram assinados entre junho e novembro de 2014, totalizando R$ 2,4 milhões. Um deles, “Impacto da Copa do Mundo no desempenho das empresas patrocinadoras”, traz informações sobre a história e os negócios de empresas associadas à Fifa e ao Mundial de 2014, disputado no Brasil. O documento fala sobre 13 marcas (Adidas, Budweiser, Castrol, Centauro, Coca-Cola, Continental, Emirates, Garoto, Hyundai, Johnson&Johnson, McDonald's, Sony e Visa). As informações usadas escritas pela LFT possui trechos copiados do “Mundo das Marcas”. Na maioria das vezes, foram feitas pequenas alterações na redação.
A LFT cita frases praticamente iguais as que constam no blog do publicitário Kadu Dias, dono do “Mundo das Marcas”. Segundo Kadu, ele nunca teve relação com Luís Cláudio ou a LFT. “O MDM (Mundo das Marcas) é referência neste assunto na web e demorei muito para conquistar credibilidade, com meus textos sendo utilizados por professores, alunos, profissionais de comunicação e grandes veículos de mídia especializada. O blog é aberto ao público e toda informação pode ser utilizada por terceiros, desde que cite a fonte. Esse é meu lema: levar informação de qualidade gratuitamente a quem precise. Se você tiver mais informações sobre este caso, peço a gentileza que me envie para que eu possa tomar providências jurídicas contra este senhor e sua empresa”, escreveu o publicitário ao Globo.
A reportagem refere ainda que a LFT chegou a utilizar textos da Wikipedia. O trabalho copia também trecho de reportagem de novembro de 2013 do jornal “Brasil Econômico”. Além disso, há cópias de um artigo acadêmico, publicado em 2006 na “Revista Brasileira de Educação Física e Esporte”, da Universidade de São Paulo (USP).
O Globo destaca que, em alguns casos, as fontes recebem crédito. Pesquisas do Sebrae e da consultoria GlobalWebindex sobre impactos econômicos da Copa são citadas nos trabalhados da LFT.
Cliente e defesa
A defesa de Luís Cláudio, o advogado Cristiano Zanin Martins, disse ao jornal O Globo que a Marcondes & Mautoni não reclamou dos trechos copiados. “Essa parte dos trabalhos contratados não foi contestada em nenhum momento pela única pessoa que teria legitimidade para isso: a empresa contratante. Além disso, há uma evidente distorção por parte das autoridades, que após mais de oito meses de investigação não conseguiram apontar uma única conduta de Luis Cláudio que pudesse configurar indício de uma prática ilegal e justificar a existência desse procedimento investigatório”, afirmou.

Sérgio Moro autoriza investigação exclusiva para sítio de Atibaia (SP)



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O juiz responsável pela Operação Lavao Jato, Sérgio Moro, autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito exclusivo para investigar as obras do sítio de Atibaia, que era frequentado pelo ex-presidente Lula e sua família.
De acordo com informações do G1, a polícia está apurando se as reformas foram pagas por empreiteiras investigadas na Lava Jato.
As reformas já estavam sendo investigadas pela PF em um inquérito ligado à empreiteira OAS, mas os agentes pediram ao juiz que autorizasse uma nova investigação, exclusiva, isso porque as provas envolvendo outras empresas e pessoas físicas passaram a ser analisadas. O documento não cita quem são os novos investigados.
Segundo a publicação, o documento que autoriza a abertura do novo inquérito é sigiloso e foi assinado por Moro no dia 4 de fevereiro, mas entrou no sistema da Justiça Federal do Paraná apenas nesta terça-feira (9). O G1 destaca que o novo inquérito deve tramitar sob sigilo.
“Este Juízo não tem óbices à efetivação do desmembramento requerido pela PF”, declarou Sérgio Moro ao autorizar a nova investigação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Seu filho é inseguro? A culpa pode ser sua


Na ânsia de proteger as crianças, estamos criando para o futuro adultos dependentes, sem iniciativa e incapazes de lidar com frustrações
Criança insegura
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Embora seu filho já tenha condições de colocar os brinquedos no lugar, é você que sempre recolhe a bagunça pela casa. Toda vez que sua filha se recusa a jantar, você espera que ela tenha fome e prepara um lanche. A criança esquece de levar o caderno para a escola, e você se desdobra para fazer o material chegar lá. O pequeno fica doente e precisa tomar uma injeção, você compra um presentinho fora de hora para compensar o desconforto. Se alguma das afirmações acima é verdadeira para você, um alerta: essa postura pode estar deseducando sua prole. “Pais que direcionam e facilitam demais a vida dos filhos não dão oportunidade para que eles tentem resolver os próprios problemas, impedindo seu desenvolvimento”, diz a educadora mineira Flávia Vivaldi, que pesquisa a construção da autonomia infantojuvenil há cinco anos.
Nos últimos 15 anos, um número crescente de estudos passou a investigar a superproteção parental e suas consequências. Os mais recentes, divulgados ao longo de 2015 no Journal of Children and Family Studies, publicação que reúne artigos científicos de universidades do mundo todo, apontam: pais que resolvem problemas pelos filhos e se intrometem demais em suas atividades sinalizam aos pequenos que o mundo é ameaçador, aumentando seus níveis de ansiedade e alterando o bem-estar emocional e a percepção que eles têm de si próprios e de suas capacidades. “Essas crianças se tornam impulsivas, egoístas e se transformam em jovens imaturos, que não assumem responsabilidades. Têm pouca confiança em si mesmas, quase nenhum autocontrole e muita dificuldade em ser gratas”, avisa Adriana Ramos, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das principais referências dessa temática no país.
Esse jeito de educar rendeu até um nome: são os pais helicópteros, que estão sempre sobrevoando os filhos para evitar que sofram e se frustrem. Ao menor sinal de perigo, aterrissam e prestam socorro a eles. Com a melhor das intenções e expectativas muitas vezes bem altas, esse grupo acaba assumindo responsabilidades pelas crianças, que geralmente são matriculadas em uma série de atividades, e interferindo nas escolhas delas. Autora do recém-lançado livro How to Raise an Adult, (em tradução livre, “Como criar um adulto”), Julie Lythcott-Haims, ex-reitora da Universidade de Stanford, observou em uma década no cargo que, a cada ano, os calouros eram mais brilhantes, mas menos capazes de cuidar deles próprios. Seus responsáveis, por sua vez, foram se tornando mais e mais intrometidos. “Dar liberdade aos filhos significa tolerar um pouco de incerteza em troca de ensinar as habilidades de que eles precisam para ser competentes e confiantes”, afirma ela, que teve a ideia para o livro quando, depois de um dia atendendo pais ansiosos e jovens sem iniciativa, se surpreendeu cortando o bife para o próprio filho, então com 10 anos – que, claro, já tinha condições de fazê-lo sozinho.
De helicóptero a submarino
No livro Fun-Filled Parenting: A Guide to Laughing More and Yelling Less (em tradução livre, “Maternagem divertida: um guia para dar mais risada e gritar menos”), a americana Silvana Clark usa uma metáfora para definir o perfil de adulto a que os pais devem dar preferência, o submarino, que está por perto, mas não é onipresente – ele não abandona ninguém nem deixa de entrar em contato, mas só emerge quando necessário.
O segredo (e a grande dificuldade) é encontrar o ponto certo entre negligência e superproteção. “As famílias atuam como um pêndulo, oscilando entre a permissividade e a autoridade”, diz a pesquisadora Adriana Ramos, que também coordena a Escola para Pais, projeto de orientação de colégios municipais de Campinas (SP). Segundo ela, as famílias devem dialogar e ouvir as crianças sem fazer todas as vontades delas; incentivar sua participação para que reflitam sobre as normas e as consequências de suas atitudes; e apresentar os limites de forma clara.
Veterinária de formação, Vanessa Nassif, de Taubaté (SP), teve contato há quatro anos com o programa. Mãe de dois meninos, com 5 e 15 anos, ela sofreu para encontrar o equilíbrio. “Nós, pais, ficamos perdidos, pois, em geral, somos fruto de uma educação muito autoritária. Eu acabava sendo condescendente demais”, conta. Os encontros a ajudaram a entender as fases de desenvolvimento dos pequenos e pensar em intervenções mais construtivas. “Não se trata de seguir um manual ou fórmula mágica, e sim de escolher uma educação mais consciente, de escuta da criança.” Hoje, escaldada, ela prefere acordar alguns minutos mais cedo para respeitar o tempo do filho menor para se arrumar a realizar a tarefa por ele. O diálogo, o estímulo à nomeação de sentimentos e os combinados foram incorporados pela família, mas também foram estabelecidas regras inegociáveis, como tomar banho todo dia, escovar os dentes, tratar os outros com educação. Quando conflitos ocorrem, são abordados de forma sensata, e não superprotetora. No lugar de comprar correndo um brinquedo para substituir um perdido, por exemplo, recomenda-se que os pais falem algo como: “É uma pena, mas você vai ter que lidar com isso”.
Para a advogada Ana Carolina Marcari, de Poços de Caldas (MG), uma gravidez difícil e a própria educação, cercada de cuidados, foram determinantes para o excesso de zelo com o filho, Otávio, hoje com 10 anos. Ela conta que não deixava o menino andar de bicicleta nem brincar no escorregador. Só percebeu que estava exagerando quando foi chamada na escolinha: a professora comentou que o pequeno, de tão apreensivo, não aproveitava o momento do parquinho, importante para o desenvolvimento da coordenação motora. “A escola me ajudou a abdicar de alguns medos, mas ainda preciso melhorar”, afirma ela, depois de assumir que, no meio da tarde de nossa entrevista, já tinha ligado sete vezes para o filho.
É comum essa mania de superproteção das crianças invadir a escola. Segundo Flávia Vivaldi, com frequência os pais se envolvem em conflitos, justificando atrasos de adolescentes e até solicitando alteração do calendário escolar por uma questão da família. “Hoje, há uma preocupação em evitar traumas e não abalar a autoestima, algo que não existia 20 anos atrás. Além disso, muitas vezes há uma grande culpa por passar boa parte do tempo trabalhando. Isso não é bom. A criança deve saber que você trabalha para garantir a educação, saúde e bem-estar dela”, explica Zélia Maria Moreira, diretora da escola de Otávio, onde são organizadas reuniões para os pais. Quem tem filho único (como Ana Carolina) recebe atenção especial nesses encontros. “Se a criança está acostumada a ser o centro das atenções, é natural que tenha problemas para lidar com colegas na escola, emprestar brinquedos etc.”, aponta.
Pequenas frustrações, um pouco de solidão e até de tensão para resolver um novo desafio – como o simples manejo dos talheres pela primeira vez – ajudam a formar indivíduos independentes, dispostos a enfrentar o mundo e, na hora certa, aptos a arriscar. Por isso, quando o desejo de proteger o filhote e a angústia de expô-lo a uma potencial decepção apertarem, respire fundo. Nesses momentos, Ana Carolina se lembra do conselho de uma amiga: “Carol, deixa o menino ralar o joelho!”

Por que perdemos a paixão pelo outro e como resgatá-la?


casal apaixonado © Getty Images casal apaixonado A ideia de se apaixonar por alguém, muitas vezes, é confundida com a impressão de que isso significa permanecer assim por todo o relacionamento. Mas, é claro, isso nem sempre acontece. Confira algumas razões e caminhos para resolução:

Os seres humanos possuem dois instintos opostos: o desejo da união e a necessidade de se conservar a individualidade

É uma delícia manter um vínculo intenso com a pessoa amada. Mas, assim como desejamos essa proximidade, também precisamos de um respiro para que a singularidade seja resgatada. A partir dele, podemos voltar a nos encantar pelo parceiro - afinal, o excesso de convivência e a frustração por se deixar de lado podem minar o relacionamento.

Nem todo momento parece uma cena de filme (e precisamos lidar com isso)

Nem sempre todas as cenas do cotidiano serão como um filme romântico - eventualmente o bebê estará doente ou a resistência do chuveiro vai queimar. Mas é imprescindível que o estresse inerente ao cotidiano não seja capaz de penetrar na cumplicidade do casal. Parece um grande desafio, mas o único caminho para manter essa parceria é o diálogo.

Mágoas novas e antigas

Guardar mágoas também é um péssimo hábito. Elas funcionam como uma leve poeira que descansa sobre o amor e vai ofuscando, pouco a pouco, tudo de bom que há nesse sentimento. Por isso, se policie: quando algo te chatear, converse imediatamente e não saia com pendências.