quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PF deflagra 22ª fase da Lava Jato, a Triplo X


A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 27, a 22ª fase da Operação Lava Jato, denominada Triplo X. Cerca de 80 policiais federais cumprem 15 mandados de busca e apreensão, 6 mandados de prisão temporária e 2 mandados de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e liberado – nas cidades de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Joaçaba (Santa Catarina).
São alvos da operação, a Bancoop, a OAS e a Mossac Fonseca, empresa que teria montado offshores. Foi presa em São Paulo Neuci Waquer, que consta como proprietária do Triplex 163, B, no Condomínio Solaris, da OAS, no Guarujá. O apartamento que seria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o tríplex 164 Alfa, na torre vizinha.
Segundo a PF, este desdobramento da Lava Jato apura “a existência de estrutura destinada a proporcionar a investigados na operação policial a abertura de empresas off-shores e contas no exterior para ocultar ou dissimular o produto dos crimes de corrupção, notadamente recursos oriundos de delitos praticados no âmbito da Petrobrás”.
A PF informou que a investigação apura a ocultação de patrimônio por meio de um empreendimento imobiliário, “havendo fundadas suspeitas de que uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato teria se utilizado do negócio para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobrás”.
Nesta fase são apurados os crimes de corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, base da Lava Jato.

Lula move 15 ações contra jornalistas e personalidades



© Fornecido por Notícias ao Minuto
Nesta semana, o número de ações cíveis e criminais movidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra jornalistas e personalidades por afirmações que considera injuriosas ou ofensivas chegará a 15. Os processos tramitam em tribunais de SP, do Rio e de Brasília.
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Lula anunciou, na sexta-feira, a recente iniciativa: ele interpelará João Doria Jr., pré-candidato tucano a prefeito de São Paulo.
No entanto, Doria destacou que não irá recuar das afirmações que fez em um debate em que disse que o ex-presidente é "um sem-vergonha, um cara de pau" e que pediria ao juiz Sergio Moro para "adiar" eventual prisão do petista.
A colunista refere que Lula disse recentemente que vai "processar todo mundo". O advogado do ex-presidente, Cristiano Martins, ressaltou que a decisão foi tomada há um ano. "Observamos que havia relação entre informações falsas que eram publicadas e a abertura de investigações contra o ex-presidente. Decidimos impugnar as próprias reportagens, além de buscar reparação à honra de Lula",

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pastor Edmar é preso; ele foi localizado na região de Dário Meira


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Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 26 jan 2016


Da Redação
EdmarSete dias depois do crime que chocou o interior da Bahia, é preso o pastor Edmar Santos Brito. Segundo informações preliminares, o acusado de assassinar a pedradas  a pastora Marcilene Oliveira Sampaio e sua prima, Ana Cristina Sampaio, foi localizado na região de Dário Meira na tarde desta terça-feira (26).
A polícia teria chegado até o pastor depois de receber a informação que o suspeito estaria na região de Floresta Azul, onde ele recebeu guarida de outros “pastores”. De lá, Edimar seguiu até uma fazenda entre os municípios de Dário Meira e Ibicuí. Quando a polícia se aproximava do esconderijo do “pastor”, o advogado entrou em contato e iniciou a negociação para prisão de Edmar.
O pastor Edmar já está sendo recambiado para Vitória da Conquista. A expectativa é que ele seja apresentado à imprensa na manhã desta quarta-feira (27). A Polícia Civil já tinha marcado uma entrevista coletiva, para às 8 horas, com o objetivo de passar mais detalhes sobre o caso.

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Brasil deve ser preparar para zika endêmica, dizem cientistas


Agentes de saúde aplicam inseticidas contra o mosquito transmissor do zika no Sambódromo, no Rio de Janeiro. © Foto: AP Agentes de saúde aplicam inseticidas contra o mosquito transmissor do zika no Sambódromo, no Rio de Janeiro. O Brasil deve se preparar para que o zika vírus se torne uma doença endêmica tanto em território nacional como em outros países de América Latina, em um cenário semelhante ao que ocorre com a dengue - que desde os anos 1990 teve o número de casos multiplicados na região.
O aviso vem de cientistas ouvidos pela BBC Brasil para analisar os possíveis desdobramentos no surto que já atingiu mais de 20 Estados brasileiros e pelo menos duas dezenas de países no continente. Entre eles o entomologista e médico Andrew Haddow, neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que em 1947 isolaram pela primeira vez o zika.
A projeção é de um cenário preocupante diante da possível relação do zika com os 4 quatro mil casos sendo investigados de possível microcefalia no Brasil.
Para os especialistas, o país apresenta condições ideais para um proliferação ainda maior do vírus do que a registrada até agora.
O principal fator é a resistência do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença, e que voltou a infestar centros urbanos no Brasil depois de duas vezes erradicado nas últimas décadas.
Dados do Ministério da Saúde mostram o avanço dengue no país. Foram 40 mil casos registrados em 1990. No ano 2000, o total saltou a mais de 135 mil casos, e superou 1 milhão em 2010. Em 2015, foram mais de 1,5 milhão de casos.
A segunda questão é o fato de que a população brasileira não tem o organismo "preparado" para um vírus que, até o atual surto, não tinha sido registrado fora de países de África, Ásia e Oceania.

'População inocente'

"A velocidade transmissão do zika no Brasil não é surpresa porque o vírus tem o Aedes aegypti como o principal vetor de transmissão, e o país tem o que se pode chamar de 'população inocente', que não não foi anteriormente exposta. Parece-me bastante improvável que o Brasil e outros país da América Latina afetados livrem-se do zika, que tende a se tornar endêmico na região", afirmou Haddow, em entrevista por telefone, à BBC Brasil.
Uma endemia se refere a uma doença típica e frequente em uma determinada região, por vezes em algumas épocas do ano.
Haddow, que trabalha como pesquisador da Divisão de Virologia do Departamento de Defesa dos EUA, classificou o surtro brasileiro como um "grande alerta" para necessidade de mais estudos sobre o zika, em especial por causa da possível correlação do vírus com a má-formação em bebês.
Em 2012, o cientista fez uma apresentação em uma conferência virologistas nos EUA em que argumentou que o vírus estaria prestes a se espalhar.
"Estava claro que havia a possibilidade de uma distribuição geográfica ainda maior do que apenas a África e a Ásia, mas acredito que muitos casos de zika, inclusive no Brasil, tenham sido diagnosticados erroneamente como dengue por causa dos sintomas semelhantes entre as duas doenças. Os casos de microcefalia no Brasil, ainda que não tenham sido definitivamente provados como consequência do zika, mudarão esse cenário", completou o americano.

'Endêmica e epidêmica'

A epidemologista Jane Messina, da Universidade de Oxford, coautora de um estudo de 2013 sobre o risco de contração de dengue no Brasil durante os meses da Copa do Mundo, também projeta um quadro de expansão do zika em território brasileiro. "Não vejo razão que para que o surto seja diferente do que aconteceu com a dengue no Brasil, ainda que conheçamos pouco sobre o vírus e seja um pouco cedo para se especular".
Foto: Getty: Soldado do Exército inspeciona caixa d'água no Recife. Ação das autoridades foi elogiada por especialista americano 
  © Copyright British Broadcasting Corporation 2016 Soldado do Exército inspeciona caixa d'água no Recife. Ação das autoridades foi elogiada por especialista americano
Messina também adota essa cautela para discutir as possíveis implicações para mulheres brasileiras e latino-americanas grávidas ou que pensem em engravidar. "Não há solução simples. Além da diminuição da população de mosquitos, tudo o que se pode fazer é seguir as orientações das autoridades nacionais e internacionais de saúde. E avaliar os riscos", completou a epidemologista.
O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Precioso, também prevê um cenário de zika endêmico.
"O vírus é muito recente. A maior parte da população não está imune, ou seja, é suscetível ao zika. Vivemos hoje com o mosquito disseminado por todo o país e, mais, pelas Américas. O número de casos vai aumentar progressivamente. Há uma situação ideal para a doença ser endêmica e epidêmica", alerta.

Desconhecimento

O que piora a situação é o desconhecimento dos cientistas a respeito do vírus. Não se sabe, por exemplo, se uma pessoa que contraia o zika ficará imune. Também não se pode prever se o virus sofrerá mutações.
"Evolução vale para todos os organismos", alerta Precioso. "Basta ver o influenza (vírus da gripe), que demanda uma vacina diferente todo ano".
O pesquisador do Butantan lembra que nem sequer é possível estabelecer com certeza uma relação direta entre o zika e os casos de microcefalia.
"A hipótese é forte, mas ainda não há uma comprovação (científica). Assim como ainda não se sabe se há tranmissão por contato sexual", diz.
O americano Haddow elogiou os esforços do Brasil em intensificar as campanhas de combate ao Aedes aegypti, incluindo a mobilização de milhares de homens das Forças Armadas.

Olimpíada

"Na minha opinião, as autoridades brasileiras até reagiram rápido, pois o zika nas últimas décadas tinha sido ignorado pelas principais autoridades. O que se pode fazer agora é tentar reduzir as chances de contágio".
O americano, no entanto, não acredita que a Olimpíada deva ser simplesmente classificada como "de risco".
"As pessoas viajam para outros lugares do mundo onde há doenças graves transmitidas por mosquitos, como a malária. Há vírus em outros lugares do mundo que não o Brasil. O surto de zika serve para mostrar como a globalização e as mudanças climáticas estão criando condições para a propagação de doenças ao redor do mundo", finalizou Haddow.

Infestação de escorpião deve aumentar 70% em dois anos


Durante o verão, é comum ouvir casos de pessoas que se depararam com escorpiões amarelos no jardim, na janela ou na pia da lavanderia.
Escorpião amarelo: 74,5 mil pessoas foram picadas em 2015 © Valéria Bretas/Exame.com Escorpião amarelo: 74,5 mil pessoas foram picadas em 2015
No entanto, o pequeno animal (que cabe até na palma da mão de uma criança) tem se reproduzido em uma proporção fora do que é considerado normal.
Segundo Randy Baldresca, biólogo e pesquisador, o número de bichinhos andando pelas ruas deve aumentar até 70% nos próximos dois anos.
“Se o acúmulo de lixo permanecer nas ruas, a população continuar mal informada em como lidar com o animal e o número de edificações for ampliado, a situação vai se agravar”, diz Baldresca. 
E a população já começa a sentir esse efeito. Na cidade de São Paulo, por exemplo, moradores de um bairro nobre relataram que em apenas uma semana, cerca de cem escorpiões foram capturados. 
No fim do ano passado, o Tityus serrulatus (seu nome científico), também foi responsável por desclassificar uma estudante de Campinas (SP) no vestibular da Fuvest, prova que dá acesso à Universidade de São Paulo (USP). Pouco antes de iniciar o exame, ela passou mal e teve que deixar o local. 
Casos como estes figuram numa série de relatos notificados desde o início deste ano. Consultada por EXAME.com, uma empresa especializada no controle de pragas informou que só nas duas primeiras semanas de 2016, mais de 60 infestações de escorpiões foram controladas pelos biólogos da equipe da Grande São Paulo. 
Só para se ter ideia da gravidade, a empresa registra cerca de 80 casos de infestação no período de um ano. 
O Ministério da Saúde estimou a quantidade de acidentes por escorpiões em 2015. E o número assusta: aproximadamente 74,5 mil pessoas picadas em todo o Brasil – um aumento superior a 24% no período de quatro anos. 
Vale ressaltar que a picada do escorpião amarelo pode matar. O governo do Estado de São Paulo informou que, no ano passado, cinco óbitos foram notificados.

Adaptabilidade e reprodução

“Esse animal é completamente adaptável ao ambiente urbano. Ele consegue se instalar em uma residência por até um ano sem precisar se alimentar”, diz Baldresca. “E os inseticidas usados para combater insetos não funcionam para controlar escorpiões”. 
O biólogo explica que o escorpião amarelo se reproduz até duas vezes ao ano. Porém, quando esse animal sofre um stress (como quando jogamos veneno ou o cutucamos), ele entra em um processo de reprodução assexuada. 
“Ou seja, quando provocado, ele se autoreproduz fora de época e libera de 20 a 30 filhotes no ambiente”, explica.

Prevenção

Se tratando da terceira espécie de escorpião mais perigosa do mundo, é preciso saber como se prevenir. As principais vítimas, e as que correm o maior risco, são as crianças de até 12 anos e os idosos.
Sendo assim, o biólogo recomenda que os jovens utilizem calçados nos jardins e que o ambiente de casa esteja sempre limpo e livre de sujeira.
“Evite deixar louça na pia da cozinha, retire o lixo do banheiro antes que ele acumule e tampe todos os ralos e pias”, diz. “Assim, você diminui a presença de baratas, que é a principal fonte de alimentação dos escorpiões e grande responsável por seu aparecimento nas  residências”.

Como reagir

É importante lembrar que quanto mais próximo um local for de um cemitério, terreno baldio, trem ou riacho, maior é o risco de presença desse aracnídeo. 
Como o veneno não ajuda e não mata o bicho, o recomendado é que ao se deparar com um, seja feita uma ação mecânica que mate o animal. Na prática, a pessoa deve usar uma faca ou algum objeto que esmague ou corte o escorpião ao meio. 

OMS contesta declarações de ministro da Saúde sobre 'Aedes'


"Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha para o mosquito. Ano passado foi o (ano) que teve o maior número de casos de dengue no Brasil em toda a história", disse Castro.
Marcelo Castro: O ministro da Saúde, Marcelo Castro © Fornecido por Estadão O ministro da Saúde, Marcelo Castro
Com cuidado político, a OMS mandou uma mensagem diferente sobre como avalia a situação. "Acho que é algo fatalista", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, na manhã desta terça-feira, 26, em Genebra, na Suíça, ao responder a uma pergunta do Estado sobre a declaração do ministro. "Se esse fosse o caso, poderíamos abandonar tudo. Não é o caso", disse.
"Podemos esperar ver a doença em mais lugares. Estamos trabalhando e é difícil eliminar o mosquito", declarou o porta-voz.
A OMS também insistiu em não comentar o fato de o Brasil ter tido um recorde no número de casos de dengue. "Não é uma luta só brasileira. Ainda vemos o problema nas regiões tropicais. Não posso comentar a situação brasileiro. O que, sim, vemos é que há muito esforço em medidas preventivas", disse.
O zika vírus, transmitido por mosquitos e suspeito de provocar más-formações fetais, deve atingir todo o continente americano, com exceção do Canadá e Chile. A informação é da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Emergência

Na quinta-feira, 21, a pedido da direção da OMS, uma reunião especial será realizada em Genebra para lidar com a crise do zika. Durante o encontro, a Organização Pan-Americana de Saúde fará anúncios sobre como tem lidado com a doença e países também apresentarão suas medidas.
A OMS assumiu a coordenação do combate à doença apenas na semana passada, depois que o vírus havia sido registrado em 21 países.
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Advogado diz que Dirceu "quer falar" em depoimento a Sérgio Moro



<p>Será a primeira vez que Dirceu será interrogado na Operação Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro.</p> © Fornecido por Notícias ao Minuto
Na próxima sexta-feira (29), o ex-ministro José Dirceu deve abrir mão do silêncio e revelar a sua versão sobre as acusações de que recebeu propina via recursos desviados da Petrobras.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, será a primeira vez que Dirceu será interrogado na Operação Lava Jato pelo juiz federal Sério Moro.
O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, preso em agosto do ano passado, foi acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
De acordo com os procuradores da Lava Jato, Dirceu teria recebido direta ou indiretamente um total de R$ 11,9 milhões de forma ilícita, em forma de pagamentos de empreiteiras que prestaram serviços à Petrobras por consultorias que Dirceu nunca teria feito.
"Zé Dirceu deve falar, ele quer falar", confirmou um de seus advogados, o criminalista Odel Mikael Jean Antun, nesta segunda-feira (25), em Curitiba