quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Conversas de empreiteiro revelam agendamento de viagens para Lula



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As mensagens encontradas no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro mencionam mais de 20 políticos, de acordo com a Folha de S. Paulo. Interceptadas pela Polícia Federal, elas ainda revelam que foi agendado viagens para Lula e citam o ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner (PT).
Lula aparece nas mensagens pelo codinome de "Brahma". De acordo com a PF, Léo Pinheiro conversa com funcionários para decidir detalhes de idas do petista ao exterior e também cita a ajuda dele em obras. Em um dos textos, está escrito que "o Brahma quer fazer a palestra" entre os dias 24 e 26 de novembro de 2013 em Santiago. "Leo, colocamos o avião à disposição de Lula para sair amanhã ao meio-dia. Seria bom você checar com Paulo Okamotto [presidente do Instituto Lula] se é conveniente irmos no mesmo avião", diz outra mensagem.
Depois, Léo Pinheiro fala com um funcionário que o ex-presidente está "procurando saber" de obras que a OAS tocava no Chile, mas não revela o motivo.
A assessoria do Instituto Lula afirmou não ter tido acesso ao relatório da Polícia Federal que fala das mensagens. Por isso, não vai se manifestar sobre vazamento seletivo e ilegal de informações.

Lama de barragem alcança sul da Bahia



BRASÍLIA - A mancha de lama que vinha se espalhando ao longo do litoral do Espírito Santo, no sentido Sul, agora se dispersou também para o Norte, alcançando as proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. A Samarco, responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro, já foi notificada a iniciar imediatamente a coleta de amostras na região.
Embora de forma pouco concentrada, os sedimentos somam uma área de 6.197 km². A mancha foi detectada durante sobrevoos realizados por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O "desvio de rota" foi possivelmente ocasionado por um intenso vento sul que se observou na região na última semana. A previsão de um ciclone para os próximos dias tem sido motivo de preocupação, pois não é sabido o impacto do fenômeno sobre o padrão de “evolução” da lama, informou o presidente do ICMBio, Cláudio Maretti.
O rompimento da barragem da Samarco em Mariana é a maior fatalidade da história brasileira, mas não é a primeira. Relembre outros casos.
Os testes para confirmar a origem do material devem ficar prontos em 10 dias, mas a presidente do Ibama, Marilene Ramos, afirmou que os técnicos, por suas experiências de campo, "têm praticamente certeza de que se trata da lama da Samarco". Há mínima chance, porém, de que o acúmulo de sedimentos tenha decorrido de áreas erodidas da costa.
Os rejeitos podem impactar a atividade de fitoplâncton, algas calcárias e corais de Abrolhos - um dos principais patrimônios ambientais do Brasil e uma das áreas de maior biodiversidade do Oceano Atlântico. "Ter essa lama no mar é como colocar uma camada de fumaça em cima da Mata Atlântica ou da Floresta Amazônica, tapando o sol e, consequentemente, impedindo a fotossíntese", comparou Maretti.
O órgão informou que o parque não será interditado, pois o monitoramento tem indicado que não há metais pesados ou substâncias tóxicas na água. Porém, não está afastada a possibilidade de haver extinção de espécies de corais - já vulneráveis às mudanças climáticas em geral, que têm tornado as águas mais ácidas e, consequentemente, os corais menos coloridos.
Maretti afirmou que as consequências da tragédia de Mariana ainda estão sendo quantificadas, mas que “a autuação (à Samarco) virá”. Disse, ainda, que ainda que mesmo que a bacia do Rio Doce seja recuperada, “não é factível” que volte a ser como era antes do rompimento da barragem.
A presidente do Ibama criticou a conduta da empresa, julgando-a lenta e pouco proativa. Segundo ela, a mineradora recorreu das multas aplicadas (cinco de R$ 50 milhões cada) e não quis propor acordo em relação à ação civil pública, movida pela União e pelos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, que pedia o pagamento de R$ 20 bilhões para um fundo de recuperação da bacia do Rio Doce. A Justiça já determinou, em primeira instância, o pagamento da primeira parcela, de R$ 2 bilhões.
“A empresa se preocupa apenas com as questões emergenciais, mas é míope em relação ao todo. Independentemente da admissão ou não de culpa, foi a atividade dela que, voluntária ou involuntariamente, causou o maior desastre ambiental do País”, disse. A Samarco não havia respondido à reportagem até as 20h40 desta quinta-feira, 7.
Espírito Santo. Três praias de Linhares, na região norte do Espírito Santo, foram interditadas pela prefeitura da cidade, nesta quarta-feira, 6. De acordo com o órgão, as praias de Pontal do Ipiranga, Degredo e Barra Seca estão impróprias para banho. Toda região foi afetada pela lama de rejeitos da mineradora Samarco.

Cunha rebate Dilma e diz que crise ocorre por falta de apoio


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Depois da fala de Dilma Rousseff, onde defendeu o retorno da CPMF e fez críticas a aprovação de pautas-bomba pelo Congresso, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reiterou a opinião contrária ao imposto. Segundo a Folha de S. Paulo, o o presidente da Câmara ainda afirmou que o governo "continua sem maioria, apesar da farta distribuição de cargos".
Ele analisou que o cenário político é ainda muito delicado para o governo. Na opinião de Cunha isso se deve pelo fato de haver uma "falta de base sólida" no Congresso e, de maneira especial, na Câmara.
O presidente da Câmara também reafirmou que considera ser "pequeníssima a chance de aprovar" A CPMF. Para ele, não haveria consenso na Casa para que a medida passe.

Brasil terá que 'encarar' reforma da Previdência, diz Dilma



A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (07/01) que o Brasil vai ter que "encarar" a reforma da Previdência Social. A população brasileira está envelhecendo, e a expectativa de vida do brasileiro aumentou em torno de 4,6 anos nos últimos anos, disse. Além disso, Dilma admitiu a jornalistas no Palácio do Planalto que o maior erro do governo foi não perceber a tempo o tamanho da desaceleração da economia.
"Vamos ter que encarar a reforma da Previdência. Não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja 55 anos. Para a mulher, um pouco menos. Não é possível por uma questão quantitativa. Vai ter menos gente trabalhando no futuro para sustentar mais gente sem trabalhar: os mais velhos que vão ter uma longevidade maior e os mais novos, que estão nascendo", afirmou.
Segundo a presidente, há várias formas de lidar com a questão da Previdência. "Os países desenvolvidos buscaram aumentar a idade mínima de acesso à aposentadoria. Tem outro caminho que é o 85/95 móvel, progressivo, que resultará na mesma convergência. Em todos os dois casos, uma coisa vai ter de ser considerada: não se pode achar que se afetam direitos adquiridos", disse, destacando que a estabilidade e a segurança jurídica preveem que os direitos já adquiridos devem ser preservados.
As novas regras para o cálculo da aposentadoria, sancionadas em novembro, levam em consideração a soma da idade e o tempo de contribuição do segurado, a chamada regra 85/95 progressiva. Alcançados os pontos necessários, o trabalhador receberá o benefício integral, e não haverá a aplicação do fator previdenciário.
A fórmula 85/95 significa que o trabalhador pode se aposentar com 100% do benefício quando a soma da idade e tempo de contribuição for 85, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens. A partir de 31 de dezembro de 2018, essa fórmula sofrerá o acréscimo de um ponto a cada dois anos.
A lei limita esse escalonamento até 31 de dezembro de 2026, quando a soma para as mulheres passará a ser de 90 pontos, e para os homens, de 100 pontos. O tempo mínimo de contribuição permanece de 30 anos para as mulheres e de 35 anos para os homens.

Crise econômica e CPMF

Outro tema delicado, a economia, também foi abordado pela presidente no Palácio do Planalto. Numa rara admissão de culpa, Dilma afirmou que o maior erro do governo foi subestimar o tamanho da desaceleração da economia, em 2014, e de, consequentemente, não ter reagido com a rapidez necessária.
"O maior erro do governo, estou falando de 2014, e que teve repercussão em 2015: nós, como muitos, não percebemos o tamanho da desaceleração que ocorreria em decorrência de efeitos externos e internos", admitiu.
Ela garantiu também que o governo fará "de tudo" para reajustar a inflação e cumprir o superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). "Nosso objetivo é que a inflação volte o mais rapidamente ao centro da meta. O Banco Central está falando que nós olharemos isso num horizonte de até 2017, a respeito dos 4,5%. Eu estou dizendo que nós queremos nos aproximar da banda de cima da meta o mais rápido possível este ano", disse, referindo-se ao teto da meta, de 6,5%.
© Fornecido por Deutsche Welle
Por fim, a presidente defendeu a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Não é questão só de reequilíbrio fiscal, mas também é questão de saúde pública. Aprovar a CPMF pode ajudar a resolver o problema da saúde pública no país", afirmou.
PV/abr/ots

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CES 2016: LG anuncia nova TV 'enrolável'



rollable tv 
© Fornecido por Webedia SAS rollable tv A LG planeja lançar um novo tipo de TV OLED, que pode "ser enrolada como um jornal". A companhia pretende demonstrar a novidade durante a CES 2016, feira de tecnologia que ocorre em Las Vegas, Estados Unidos, de 6 a 9 de janeiro.
De acordo com um press release divulgado nesta terça-feira (5), a TV enrolável possui tela de 18 polegadas e é apenas um dos novos produtos OLED da companhia, mas talvez o mais notável.
Outros aparelhos incluem uma TV de 55 polegadas, descrita pela LG como "fina como papel", além outros aparelhos com designs côncavos e convexos, de 65 polegadas. Esses produtos são certamente relacionados aos US$ 8,7 bilhões que a companhia investiu em fabricação OLED no ano passado.
Teremos mais informações quando a CES 2016 realmente começar. Continue ligado no IGN Brasil.
Steven Strom é redator freelancer. Você pode segui-lo no Twitter.

Novo delator confirma R$ 10 milhões a ex-presidente do PSDB para abafar CPI



O novo delator da Operação Lava Jato Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, confirmou à Procuradoria-Geral da República o pagamento de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB senador Sérgio Guerra (PE) – morto em 2014 – para “abafar” a CPI da Petrobrás de 2009, às vésperas do ano das eleições presidenciais em que Dilma Rousseff (PT) chegou ao Palácio do Planalto.
A revelação sobre o repasse milionário ao então número 1 do PSDB foi inicialmente revelada em agosto de 2014 pelo primeiro delator da Operação Lava Jato, engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás. Segundo Costa, o dinheiro foi providenciado pela empreiteira Queiroz Galvão. O doleiro Alberto Youssef, que também fez delação, já havia confirmado o pagamento ao PSDB.
O partido nega ter recebido valores ilícitos. A empreiteira reiteradamente tem negado o repasse.
Ceará fez dezenove depoimentos à Procuradoria-Geral da República, entre 29 de junho e 2 de julho de 2015.
No trecho em que fala dos R$ 10 milhões para o PSDB, ele apontou o ex-deputado José Janene (PP/PR), morto em 2010 e apontado como mentor do esquema de propinas na Petrobrás. “José Janene falou claramente o seguinte: ‘A CPI terminou em pizza’”.
Segundo Ceará, o ex-deputado do PP era um dos cabeças do esquema de corrupção instalado na Petrobrás.


Foi Ceará quem apontou em sua delação a entrega de R$ 300 mil ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) por um executivo da empreiteira UTC – uma das líderes do cartel que atuou na Petrobrás entre 2004 e 2014, corrompendo e superfaturando preços em contratos bilionários, em conluio com políticos e executivos da estatal petrolífera.
“Em 2009, Alberto Youssef disse que, para ‘abafar’ a CPI da Petrobrás, teria que entregar R$ 10 milhões para o líder do PSDB no Congresso Nacional, além de outros valores para outros políticos”, registra a Procuradoria-Geral da República. “Parte desse dinheiro deveria ser retirado do ‘caixa’ do Partido Progressista, formado com propina oriunda de contratos de empreiteiras com a Petrobrás.”
O PSDB nacional foi procurado e não respondeu aos questionamentos. Em outra ocasião, divulgou nota defendendo que o caso seja investigado. “O PSDB defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupam.”
A Petrobrás informou por meio de nota que não iria se manifestar “uma vez que o assunto está sendo investigado pelas autoridades competentes.”

Lula quer que PT e Planalto evitem trocar farpas em público



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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e, entre os assuntos discutidos, ele pediu que sejam evitadas as rusgas entre o governo e o PT e, além disso, que deixem de lado os enfrentamentos públicos, para que isso não inflame ainda mais a crise que contamina o Brasil.
Segundo a Folha de S. Paulo, o petista desembarcou em Brasília nesta terça-feira (5) e se encontrou com Dilma, com o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) e, ainda, com o presidente do PT, Rui Falcão.
Aliados contam que Lula estimula que o PT cobre o governo no que diz respeito as mudanças na política econômica. No entanto, o ex-presidente não acha "construtivo" que membros do governo e do partido troquem farpas públicas.