segunda-feira, 20 de junho de 2016

10 sintomas que os homens jamais devem ignorar



© image/jpeg Os homens relutam muito para ir ao médico e só vão mesmo quando precisam. Em comparação com as mulheres, eles vão muito menos, mas isso não quer dizer que tenham mais saúde, pode apenas espelhar a tendência em fugir a sete pés do consultório.
Contudo, não dá para escapar a determinados sintomas que, quando intensos e/ou recorrentes, devem ser alvo de análise médica e especializada, sob a pena de ser tarde de mais.
De acordo com o Mirror, existem alguns sintomas que os homens jamais devem ignorar. São eles:

Estresse

Os homens são responsáveis por quatro em cada cinco suicídios, defendem os responsáveis do Men’s Health Forum, que alertam para o fato do sexo masculino tender a ignorar o estresse e as suas consequências.

Problemas debaixo dos lençóis

Seja no antes, no durante e no depois do ato, se há algum problema, o homem deve procurar a ajuda de um médico. Mesmo que não exista qualquer causa a física, a má performance pode ser altamente nociva para a saúde mental e emocional do homem.

Caroço nos testículos

Este é outro sintoma que os homens jamais devem ignorar. Só no Reino Unido, por exemplo, o câncer testicular afeta 2.300 homens todos os anos, sendo mais comum a partir dos 45 anos.

Problemas urinários

Seja a cor, odor, frequência ou presença de sangue, quando um homem tem problemas de urina, estes devem ser reportados o quanto antes a um médico, uma vez que existe o risco de próstata inflamada ou até mesmo de câncer.

Constipação contínua

Este é outro sintoma que os homens não devem ignorar, pois as gripes que não passam podem esconder problemas pulmonares, como a bronquite.

Mudanças na evacuação

Dor de barriga, diarreia, obstipação ou outra condição fora da rotina intestinal do homem devem ser avaliada por um médico. A síndrome do intestino irritável ou uma alimentação pobre podem ser as causas.

Roncar

A semana dedicada à saúde masculina coloca ainda o ronco constante como um dos sintomas que os homens devem ter especial atenção. Apneia do sono, problemas respiratórios ou algum tipo de deficiência cardiovascular podem ser as causas para o ronco masculino.

Sangue nas gengivas

Se ir ao médico já é uma dor de cabeça, ir ao dentista pode ser um verdadeiro desafio para os homens, que acabam por ignorar erradamente problemas bocais como as gengivas inflamadas.

Mudanças ou nascimento de sinais

Tal como acontece com as mulheres, também os homens devem olhar para a própria pele com atenção, avaliando os sinais que existem e os novos que surgem.

Deformação do pênis

Quando o pênis fica deformado no seu estado ereto ou a própria ereção é um momento penoso para o homem, é preciso visitar um médico. Embora a doença de Peyronie seja rara, pode ser grave e bastante dolorosa.

Collor xinga Janot e oferece solidariedade' a Heráclito em festa junina



A delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado esquentou a temporada de festas juninas políticas de Brasília. Na fria noite deste sábado, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos acusados de pedir propina por Machado, recebeu cerca de quatrocentas pessoas na casa da filha no Lago Sul, em uma festa de proporções maiúsculas. O presidente da República interino, Michel Temer (PMDB), esperado no arraial, desmarcou de última hora e ficou em São Paulo com o filho Michelzinho. O centro das atenções, então, virou o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), alvo da Operação Lava Jato.

Vestido com uma camisa xadrez, ora escondida por um pulover azul claro, jeans Levis e tênis preto, Collor papeou, trocou sorrisos e cumprimentos com os convidados e ficou na festa até a madrugada com a atual mulher, a arquiteta Caroline Medeiros, e as filhas gêmeas. Passou horas de pé enfileirando charutos cubanos Montecristo e contou que, logo depois de sofrer o impeachment, viajou para duas semanas na ilha caribenha do comunista Fidel Castro, a convite do ditador.

Ao se despedir de Heráclito, Collor voltou a ofender o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com o mesmo palavrão que já havia disparado da tribuna do Senado e afirmou que gostaria sair em defesa do parlamentar. "Deixe-me fazer sua defesa, você tem minha absoluta solidariedade, toda solidariedade, contra esse filho da p#%@ do Janot", disse abraçado ao anfitrião para surpresa de jornalistas, deputados e convidados. "Filho da p#%@ porque a mãe dele é uma p#%@. Falo isso aqui porque já falei no Senado", justificou.

Deputados debatiam o cenário da política - os temas mais recorrentes da noite eram as ameaças da Operação Lava Jato ao governo interino e o desempenho de Temer e os sinais da economia e os próximos passos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara, que podem precipitar uma eleição. Estavam na festa os ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e o da Defesa, Raul Jungmann (PPS), além dos deputados Antonio Imbassahy (BA), líder do PSDB, Rogério Rosso (DF), líder do PSD, Benito Gama (PTB-BA), Danilo Forte (PSB-CE), Nilson Leitão (PSDB-MT) e Hugo Leal (PSB-RJ), entre outros. Do Palácio do Planalto, foram apenas assessores diretos dos ministros peemedebitas da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. "Fiquei catorze anos sem pisar lá, mas fui essa semana conversar com Michel depois da delação", disse Heráclito. Ele defendeu o presidente interino, também acusado por Machado de pedir 1,5 milhão de reais propina como doação eleitoral a um aliado, em 2012. "Essa conversa não faz o estilo dele."

Heráclito estava vestido de camisa social e um colete verde xadrez, para entrar no clima da festa, mas logo colocou um casaco bege por cima, para aplacar o frio. As rodas de conversa eram regadas a goles do vinho português Confidencial, regional de Lisboa, chope artesanal Colorado servido em um food truck, quentão e whisky Red Label. Três grupos se revezaram num palco ao som de ritmos nordestinos, como forró e axé, e do sertanejo, uma das preferências nas baladas da capital federal. Para comer, não faltou opção: espetinhos de carne, frango, queijos coalho ou provolone e salsichão, arroz de capote ou carreteiro, paçoca nordestina, cachorro quente, pastel e batata frita, doces de milho, como pamonha e cural, churros de doce de leite ou chocolate, canjica, diversos bolos de chocolate, bolo de rolo e docinhos feitos com paçoca - parte deles encomendados do Piauí e de Pernambuco.

O Arraiá dos Fortes só não teve quadrilha, mas Heráclito montou um parque de diversões para os dois netinhos. A criançada circulava pelo gramado em pôneis, em charretes, descia num escorrega gigante inflável, brincava de pescaria, chute a gol e tiro ao alvo, e ainda podia levar para casa, além de brinquedos e bichos de pelúcia, animais de verdade como patinhos, coelhos e peixes, expostos ao lado de cabritos e passarinhos numa mini fazenda montada no jardim da mansão. Inconformado com as denúncias de Machado, a quem chamou de "irresponsável", Heráclito ironizou: "Isso tudo eu paguei com o que sobrou da propina do Sérgio Machado". Ele desafiou o delator a provar que tenha cobrado propina quando era da Comissão de Infraestrutura do Senado, entre 2006 e 2007, para aprovar o limite de endividamenteo da Transpetro. Machado diz que ele teria entregado 500.000 reais ao parlamentar e que na campanha de 2014, Heráclito fez vários telefonemas cobrando mais 500.0000 reias como doação eleitoral. "Ele nunca esteve na comissão. A Dilma foi, quando ainda era ministra. Quero que ele prove uma só ligação que eu tenha feito. Vou abrir meu sigilo telefônico."

Waldir Maranhão retira da CCJ consulta que poderia beneficiar Cunha




BRASÍLIA - O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), retirou nesta segunda-feira, 20, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a consulta que poderia ajudar o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a reverter em plenário seu pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética na semana passada. A intenção do parlamentar maranhense de retirar a consulta foi adiantada pelo Broadcast Político na última sexta-feira, 17. 

Em sua decisão, o parlamentar maranhense determinou o arquivamento da consulta. A consulta arquivada se baseava em quatro perguntas: se deve ser votado em plenário um projeto de resolução (sujeito a receber emendas e assim sofrer alteração no plenário) ou parecer (do relator no Conselho de Ética, sem possibilidade de mudanças); se é possível fazer emendas em plenário (alterando o que veio do conselho); se essas emendas podem prejudicar o representado; e se, no caso de rejeição pelo plenário do projeto de resolução, é preciso deliberar sobre a proposta original da representação ou se ela é considerada prejudicada.

Em sua decisão desta segunda-feira, Maranhão justificou a retirada sob o argumento de que a CCJ já tinha se pronunciado sobre o mérito da consulta em pelo menos duas ocasiões, sobretudo, segundo ele, em relação ao que deve ser submetido à deliberação do plenário: se o parecer ou projeto de Resolução. Com base nessa jurisprudência, o presidente interino decidiu que o que deverá ser submetido ao plenário da Câmara será o parecer, e não o projeto de Resolução e que, por esse motivo, "não há de se cogitar da possibilidade de admissão de emendas".
O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) © Fornecido por Estadão O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) Como mostrou o Broadcast Político na última sexta-feira, 17, Maranhão também decidiu retirar a consulta por motivos políticos. Ele disse a deputados adversários de Cunha que perdeu a confiança até nos interlocutores de seu partido e no chamado "Centrão" - grupo de 13 partidos liderados por PP, PSD, PR e PTB -, que quer voltar a ser um vice-presidente da Casa e ficar longe dos holofotes. As conversas se intensificaram após a aprovação do pedido de cassação no Conselho de Ética e seu indicado para presidir a CPI do DPVAT, Luís Tibet (PTdoB-MG), perder a vaga para o deputado Marcos Vicente (PP-ES), patrocinado pelos aliados de Cunha.

A consulta que pode livrar Cunha da perda do mandato estava na pauta desta segunda-feira, 20, das discussões da CCJ. O deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado de Cunha, tinha produzido um parecer por meio do qual sugeria que fosse votado em plenário um projeto de Resolução, sujeito a emendas (desde que elas não prejudiquem o representado). O parecer do relator previa ainda que, caso a pena prevista no projeto votado fosse rejeitada pelo plenário, o deputado seria absolvido, não podendo ser votada a representação inicial. No caso de Cunha, a representação do PSOL e Rede pede a perda do mandato. / COLABOROU DAIENE CARDOSO.

Jader ofereceu banco para gerir propinas




BRASÍLIA - No acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contou que o pagamento de propinas ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) envolveu, além de doações oficiais de campanha, repasses em espécie feitos por um empresário que pretendia fechar contrato com a subsidiária da Petrobras e até a oferta de apoio "logístico" de um banco.

Nos depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR), o delator disse que o peemedebista o "pressionava muito" por recursos ilícitos. Machado revelou ter dado, entre 2004 e 2007, R$ 4,25 milhões para Jader, sendo R$ 1,25 milhão em contribuições eleitorais e outros R$ 3 milhões em espécie. As entregas, segundo ele, eram feitas por um funcionário da empresa de seu filho, Daniel.
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) © Fornecido por Estadão O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) Parte do dinheiro referia-se a uma dívida de US$ 100 mil (R$ 348,9 mil, ao câmbio desta quinta-feira) de Jader com um advogado. Conforme a versão do delator, a quantia foi rateada e paga pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA), também citados como beneficiários do esquema na Transpetro.

Machado afirmou que, como havia muita pressão, também cobrou suborno do empresário Miguel Iskin, que estaria tentando direcionar uma licitação na subsidiária da Petrobrás para obter contrato de tratamento de resíduos sólidos. O pagamento, cujo valor não foi informado, teria sido feito. Apesar disso, Machado disse que Iskin não fechou o negócio, que beneficiaria uma empresa francesa. "Miguel reclamou muito."

Desgaste. O delator contou ainda ter tido mais um problema depois disso, quando Barbalho pediu que o executivo pagasse uma dívida sua com o Banco BVA ou seu presidente, José Augusto Ferreira do Santos. Ele contou que Santos o procurou "diversas vezes" para cobrar o valor (não detalhado), mas que não fez repasse de propina para "essa finalidade". O presidente do banco teria ainda oferecido, sem sucesso, "apoio logístico" para o pagamento de propinas a Barbalho e a outros políticos.

Machado relatou que, como o pleito de Barbalho não foi atendido, houve um "desgaste" e, a partir daí, Renan passou a solicitar pagamentos para Jader na forma de doações eleitorais, feitas por empreiteiras.
Santos também foi citado em outro esquema investigado pela Lava Jato. Em sua delação, o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse que, entre 2009 e 2010, houve uma ordem de Edison Lobão, então ministro de Minas e Energia, para que o BVA fosse atendido na Petrobras. Lobão teria feito pressão para que o Petros, fundo de pensões da estatal, investisse na instituição financeira.

O BVA faliu em 2014, o que gerou perdas para o fundo. A defesa de Lobão alega que ele "não se lembra" de conhecer Santos. A Petros investiu em títulos estruturados pelo banco e recorreu à Justiça para recuperar parte dos recursos investidos.

Jader reiterou que não recebeu favores de Machado. "Machado é um canalha e roubou a Transpetro de todas as formas." Iskin disse que as afirmações de Machado "não são verdadeiras". Santos não foi localizado. Os administradores da massa falida do BVA não se manifestaram.

Lava Jato: Segundo delator, Odebrecht comprou um banco só para propinas



lava jato 
  © Fornecido por Abril Comunicações S.A. lava jato Um dos executivos apontados como operadores de offshores do chamado "departamento de propina" da Odebrecht disse em depoimento à força-tarefa da Lava Jato que a empreiteira controlou 42 contas offshores no exterior, sendo que a maior parte delas foi criada após aquisição da filial de um banco, o Meinl Bank Antigua, no fim de 2010.
© Getty Images Vinícius Veiga Borin citou em delação premiada transferências "suspeitas" das contas associadas à Odebrecht que somam ao menos US$ 132 milhões. O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.

Borin trabalhou em São Paulo na área comercial do Antigua Overseas Bank (AOB), entre 2006 e 2010. Ele e outros ex-executivos do AOB se associaram a Fernando Migliaccio e Luiz Eduardo Soares, então executivos do Departamento de Operações Estruturadas - nome oficial da central de propinas da empreiteira, segundo a Lava Jato - da Odebrecht para adquirir a filial desativada do Meinl Bank, de Viena, em Antígua, um paraíso fiscal no Caribe.

A aquisição envolveu ainda Olívio Rodrigues Júnior, responsável por intermediar a abertura das contas para a empreiteira no AOB. A participação de 51% da filial da instituição financeira em Antígua foi adquirida, segundo o relato, por US$ 3 milhões mais quatro parcelas anuais de US$ 246 mil. Ao final da negociação, o grupo passou a ter 67% do Meinl Bank Antígua. 

A 'conta' João Santana só cresce

o marqueteiro das campanhas presidenciais de Dilma Rousseff (2010 e 2014) e Luiz Inácio Lula da Silva (2006), teria recebido US$ 16,6 milhões de três offshores usadas pelo "departamento de propinas" da Odebrecht. 

O valor é quase o triplo do já rastreado no exterior pela Lava Jato na conta do marqueteiro com apoio de autoridades suíças - US$ 6,4 milhões. Além disso, a operação identificou que João Santana e sua mulher e sócia Monica Moura teriam recebido no Brasil outros R$ 23,5 milhões.

'Chinês da 25 de Março'

Ao revelar detalhes sobre as transações financeiras em offshores do "departamento de propinas" da Odebrecht no exterior, o executivo e delator da Lava Jato Vinícius Veiga Borin afirmou que dentre os responsáveis por fazer as entregas de dinheiro em espécie da empreiteira no Brasil estava um chinês apelidado de "dragão" que atuava nas lojas da 25 de março - tradicional centro comercial da capital paulista, e dois irmãos Adir e Samir apelidados de "kibe" e "esfirra".

As expressões "operação dragão" e "operação kibe" são algumas das encontradas nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira em Salvador durante as operações Acarajé e Xepa, 23ª e 26ª fases da Lava Jato, respectivamente. 

A utilização de codinomes e siglas para se referir aos destinatários e até operadores de contas e responsáveis pela entrega de dinheiro era uma das práticas do "departamento de propinas" da Odebrecht que os investigadores estão se dedicando a desvendar.

Representante

Borin afirmou que o banco AOB começou a operar contas para a Odebrecht a partir de um pedido de Olívio Rodrigues, que se disse representante da empreiteira e interessado em abrir contas no banco para movimentar recursos referentes a obras no exterior.

Ele afirmou ainda que acredita que os recursos movimentados em grande parte pelas contras associadas à Odebrecht "eram ilícitos" ou não se referiam a pagamentos de fornecedores ou "relativos a obras da companhia".

Conforme o delator, com a aquisição do banco, seu grupo e o dos executivos da Odebrecht passaram a dividir uma comissão de 2% sobre cada entrada de valor nas contas das offshores controladas por Olívio. Da porcentagem, 0,5% ia para os três ex-executivos do AOB, 0,5% para a sede do banco em Viena e 1% para Olívio, Soares e Migliaccio.

A aquisição, segundo Borin, inicialmente envolveu também Vanuê Faria, sobrinho do controlador do Grupo Petrópolis Valter Faria, que, de acordo com o delator, teve cerca de US$ 50 milhões nas contas que mantinha no AOB bloqueados com a liquidação do banco. Entre o fim de 2011 e 2012, Vanuê vendeu sua participação.

No depoimento, o delator disse que nunca teve contatos com Marcelo Odebrecht ou outros executivos do grupo além dos citados. Borin afirmou que Migliacio e Felipe Montoro, outro representante da Odebrecht, sugeriram no ano passado que ele e os outros sócios no Meinl Bank deixassem o Brasil em razão do avanço da Lava Jato. Segundo o delator, citaram Antígua, Portugal e República Dominicana e chegaram a pedir um plano de gastos com a mudança.

"Que Felipe Montoro e Migliacio tinham uma grande preocupação com os documentos do Meinl Bank, tendo aventado a possibilidade de comprarem o banco e o encerrarem em seguida para ‘sumirem’ com a documentação", diz trecho do depoimento.

Olívio está preso e é réu na Lava Jato. Luiz Eduardo Soares também cumpre prisão preventiva no Paraná. Ambos respondem por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na Lava Jato por pagamentos da empreiteira no exterior e em espécie no Brasil para Santana e sua mulher. Migliaccio está preso na Suíça e responde a processo no país europeu.

Defesas

Procurada pela reportagem, a Odebrecht informou, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre o depoimento. O advogado Fabio Tofic, que defende Santana, informou que só vai se manifestar sobre o caso perante a Justiça. As defesas de Olívio Rodrigues, de Valter Faria e Vanuê Faria não foram localizadas.
Com informações Estadão Conteúdo

Dono da Engevix que citou propina a Temer desiste de delação





São Paulo – O sócio da Engevix José Antunes Sobrinho, preso em setembro do ano passado pela operação Lava Jato, teria desistido das negociações para fechar um acordo de delação premiada com a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. As informações são do jornal O Globo.
Obras de Angra 3, no Rio de Janeiro: empresário teria delatado propina a Temer decorrente de contrato com a Eletronuclear © INFO Obras de Angra 3, no Rio de Janeiro: empresário teria delatado propina a Temer decorrente de contrato com a Eletronuclear Segundo advogados do executivo disseram à publicação, a mudança na estratégia teria sido motivada pela absolvição de Antunes em uma das ações da Lava Jato por falta de provas. No entanto, de acordo com jornal, os investigadores “desconfiam” da decisão.

Durante as negociações para fechar a delação, o sócio da Engevix teria prometido provar que entregou 1 milhão de reais a um interlocutor do presidente em exercício, Michel Temer. Segundo ele, o pagamento seria um agradecimento pela participação em um contrato de 162 milhões de reais relacionado com as obras da usina de Angra 3. 

O interlocutor de Temer, segundo o executivo, seria o coronel João Baptista Lima Filho, sócio da empresa Argeplan, cujos contratos com o governo federal cresceram após a chegada de Temer à vice-presidência, de acordo com levantamento de O Globo. 

Antunes teria relatado duas reuniões no escritório de Michel Temer em São Paulo para falar sobre contratos com a Eletronuclear, responsável pela construção da usina – que está há 31 anos em obras.

Na época em que as acusações vieram à tona, Temer admitiu que se reuniu com os dois empresários, mas negou que o encontro tivesse relação com contratos da Eletronuclear. A Argeplan também negou que Lima tenha recebido 1 milhão de reais de Antunes. Desde maio, o sócio da Engevix cumpre prisão domiciliar.

domingo, 19 de junho de 2016

Marcos Valério vai entregar '20 nomes', avisa defesa




Marcos Valério cumpre pena de 37 anos de prisão. 
  © Foto: Celso Junior/AE Marcos Valério cumpre pena de 37 anos de prisão. Em mais uma tentativa de fechar um acordo de delação premiada, o operador do mensalão Marcos Valério entregou na semana passada ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais uma proposta de colaboração para revelar novos detalhes sobre os escândalos do mensalão do PSDB e do PT.

O advogado Jean Robert Kobayashi Júnior, escalado para negociar a proposta, afirma que Valério deve entregar cerca de 20 nomes, incluindo parlamentares com foro privilegiado de diversos partidos, e nomes envolvidos nos escândalos investigados na Lava Jato, a quem a defesa de Valério encaminhou uma proposta de colaboração no ano passado.

Há três anos preso na região metropolitana de Belo Horizonte, Valério pegou a maior pena entre os condenados no histórico julgamento do STF e cumpre 37 anos de prisão por corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A interlocutores, ele tem dito que "cansou de apanhar" e que "agora vai começar a bater". Valério está na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde trabalha  para descontar dias de sua pena.

A expectativa dele era de conseguir ir para o regime semiaberto em um ano e meio, mas ele ainda está prestes a ser julgado por envolvimento no mensalão mineiro, pela Justiça estadual, e também já foi alvo de uma denúncia da Lava Jato perante o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o que pode, na prática, impedir que ele deixe o regime fechado. Seu interrogatório na ação penal que responde no mensalão mineiro está marcado para o dia 1 de julho.

Diante disso, no ano passado, a defesa de Valério, sob responsabilidade do criminalista Marcelo Leonardo, encaminhou uma proposta de delação à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que avalia os termos. Agora, com um advogado somente para a negociar a colaboração, o operador do mensalão promete contar mais detalhes também sobre o esquema operado por ele que financiou o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998 e que pode também ter envolvido outras pessoas e políticos na década de 1990. Como o mensalão mineiro é investigado pela Justiça Estadual, essa nova proposta foi encaminhada ao Ministério Público do Estado.

A lei que define as organizações criminosas (12.850, de 2013) estabelece que a colaboração com a Justiça pode ser feita a qualquer tempo e independe de uma condenação anterior, desde que a colaboração resulte em resultados como a identificação de coautores e partícipes da organização criminosa e dos crimes; revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização, entre outros.

Marcelo Leonardo continua a defender Marcos Valério nas ações penais e informou que não iria comentar sobre as eventuais tratativas de delação de seu cliente. O Ministério Público de Minas Gerais confirmou que recebeu proposta de delação, e avalia se o operador do mensalão pode trazer fatos novos para as investigações.