quarta-feira, 8 de junho de 2016

'Japonês da Federal' é preso pela PF em Curitiba



O agente Newton Ishii, da Polícia Federal, foi preso nesta terça-feira, 7, em Curitiba. Foi cumprido mandado expedido pela 4ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.

Newton Ishii ficou conhecido como "japonês da federal" ao escoltar presos e investigados da Operação Lava Jato. 

Atualmente no cargo de chefe substituto de Operações Especiais da Polícia Federal em Curitiba, ele fica lotado na sede da PF na capital paranaense e é responsável pela logística e escolta de presos.
Ele estava trabalhando ontem quando foi notificado da decisão e se entregou espontaneamente.
Diferente dos presos da Lava Jato que ele ajudou a conduzir para a PF em Curitiba ao longo das 30 fases da emblemática operação de combate à corrupção, Ishii está em uma de sala separada na sede da Polícia Federal e não na carceragem.

Ishii foi condenado em 2009 pela Justiça Federal no Paraná por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. A condenação foi mantida pelo STJ em março deste ano, que determinou  pena de quatro anos e dois meses de prisão o que, na prática, permite que ele cumpra sua condenação já no regime semiaberto. 

O cumprimento da pena, contudo, ainda precisa ser definido pelo juiz de Foz do Iguaçu.
O agente foi um dos 23 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR).

Ishii responde a três processos, derivados da Operação Sucuri, sendo um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa.Figura sempre presente nas prisões da Operação Lava Jato, Newton Ishii ganhou marchinha de carnaval, boneco de Olinda e máscara.A reportagem entrou em contato com o advogado de Newton Ishii, que não estava no escritório. O espaço está aberto para manifestação.

6 cenários para as eleições de 2018; Temer perderia todos



São Paulo — Se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, Michel Temer (PMDB) não venceria. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria, certamente, uma vaga no 2° turno, mas só venceria o pleito caso o disputasse diretamente contra o presidente interino.
As conclusões aparecem na pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta quarta-feira (08).
Foram montados seis possíveis cenários para o 2° turno das eleições com os nomes de Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (Rede), Michel Temer (PMDB) e Lula (PT). Das seis possibilidades, Aécio Neves venceria em três, Marina Silva em dois e Lula em um. Veja os resultados:
Michel Temer: em nenhum dos seis cenários, peemedebista levaria a melhor © Adriano Machado/Reuters Michel Temer: em nenhum dos seis cenários, peemedebista levaria a melhor 
  Cenário 1: Aécio Neves X Lula

Aécio 34,3%
Lula 29,9%
Branco/Nulo 28,8%
Indecisos 7%

Cenário 2: Aécio Neves X Michel Temer

Aécio 32,3%
Temer 15,8%
Branco/Nulo 42,2%
Indecisos: 9,7%

Cenário 3: Aécio Neves X Marina Silva

Aécio 29,7%
Marina 28,0%
Branco/Nulo 34,6%
Indecisos: 7,7%

Cenário 4: Lula X Michel Temer

Lula 31,7%
Temer 27,3%
Branco/Nulo 33,4%
Indecisos 7,6%

Cenário 5: Marina Silva X Michel Temer

Marina 33,7%
Temer 20,9%
Branco/Nulo 37%
Indecisos 8,4%

Cenário 6: Marina Silva X Lula

Marina 35%
Lula 28,9%
Branco/Nulo 30%
Indecisos 6,1%

Primeiro turno

Lula é o político que teve o melhor desempenho na pesquisa para o 1° turno em três cenários. Veja os números abaixo:

Cenário 1 - intenção de voto espontânea

Lula 8,6%
Aécio Neves 5,7%
Marina Silva 3,8%
Dilma Rousseff 2,3%
Michel Temer 2,1%
Jair Bolsonaro 2,1%
Ciro Gomes 1,2%
Geraldo Alckmin 0,6%
Joaquim Barbosa 0,6%
José Serra 0,3%
Outros 1,7%
Branco/Nulo 16,7%
Indecisos 54,1%

Cenário 2 - intenção de voto estimulada

Lula 22,0%
Aécio Neves 15,9%
Marina Silva 14,8%
Ciro Gomes 6,0%
Jair Bolsonaro 5,8%
Michel Temer 5,4%
Branco/Nulo: 21,2%
Indecisos: 8,9%

Cenário 3 - intenção de voto estimulada

Lula 22,3%
Marina Silva 16,6%
Geraldo Alckmin 9,6%
Ciro Gomes 6,3%
Michel Temer 6,2%
Jair Bolsonaro 6,2%
Branco/Nulo 24,0%
Indecisos 8,8%

terça-feira, 7 de junho de 2016

Renan diz que pedido de prisão é ‘abusivo e desproporcional’


Agência O Globo

BRASÍLIA — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira, por meio de nota, que confia na "autoridade e dignidade do Supremo" e que se mantém "sereno". Renan negou que tenha cometido atos que possam ser compreendidos como obstrução à Justiça.

"Por essas razões, o presidente considera tal iniciativa, com o devido respeito, desarrazoada, desproporcional e abusiva. Todas as instituições estão sujeitas ao sistema de freios e contrapesos e, portanto, ao controle de legalidade. O Senado Federal tem se comportado com a isenção que a crise exige e atento à estabilidade institucional do País", diz a nota divulgada pela assessoria.

Leia a íntegra da nota:

“Apesar de não ter tido acesso aos fundamentos que embasaram os pedidos, o presidente do Congresso Nacional reitera seu respeito à dignidade e autoridade do Supremo Tribunal Federal e a todas às instituições democráticas do País. O presidente do Senado está sereno e seguro de que a Nação pode seguir confiando nos Poderes da República.

O presidente reafirma que não praticou nenhum ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça, já que nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei. O senador relembra que já prestou os esclarecimentos que lhe foram demandados e continua com a postura colaborativa para quaisquer novas informações.

Por essas razões, o presidente considera tal iniciativa, com o devido respeito, desarrazoada, desproporcional e abusiva. Todas as instituições estão sujeitas ao sistema de freios e contrapesos e, portanto, ao controle de legalidade. O Senado Federal tem se comportado com a isenção que a crise exige e atento à estabilidade institucional do País.

A Nação passa por um período delicado de sua história, que impõe a todos, especialmente aos homens públicos, serenidade, equilíbrio, bom-senso, responsabilidade e, sobretudo, respeito à Constituição Federal.
As instituições devem guardar seus limites. Valores absolutos e sagrados do Estado Democrático de Direito, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, a liberdade de expressão e a presunção da inocência, conquistados tão dolorosamente, mais do que nunca, precisam ser reiterados”.

Sarney diz que está ‘revoltado’ e afirma que merecia respeito de Janot


O ex-presidente e ex-senador José Sarney afirmou nesta terça-feira estar "perplexo, indignado e revoltado" com a decisão do procurador-geral da República Rodrigo Janot de pedir que ele seja monitorado com tornozeleira eletrônica por haver suspeitas de que atue para obstruir as investigações da Operação Lava Jato. A ofensiva contra Sarney soma-se a pedidos de prisão contra o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e contra o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR).

Em um diálogo gravado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR), Sarney diz ao ex-dirigente da subsidiária da Petrobras que poderia ajudá-lo a evitar que as investigações contra ele na Operação Lava Jato fossem remetidas à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde despacha o juiz federal Sergio Moro.

"O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá [Curitiba]", afirmou o ex-presidente a Sérgio Machado. Assim como Sarney, o presidente do Senado Renan Calheiros e o senador Romero Jucá tiveram conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, que as entregou à procuradoria-geral da República. Flagrado tramando um "pacto" para "estancar a sangria" provocada pela Lava Jato, Jucá foi derrubado do Ministério do Planejamento após doze dias no cargo.

Diante de relatos de Machado de que havia "insinuações", provavelmente do Ministério Público Federal, por uma delação premiada, José Sarney se mostrou preocupado com a possibilidade e disse a ele que "nós temos é que conseguir isso [o pleito de Machado]. Sem meter advogado no meio".

Em nota, Sarney protestou contra o pedido do Ministério Público para que use tornozeleira eletrônica. "Dediquei sessenta anos da minha vida pública ao país e à defesa do Estado de Direito. Julguei que tivesse o respeito de autoridades do porte do procurador-geral da República. Jamais agi para obstruir a justiça. Sempre a prestigiei e fortaleci. Prestei serviços ao país, o maior deles, conduzir a transição para a democracia e a elaboração da Constituição da República", disse.

"Filho de magistrado e de membro do Ministério Público, mesmo antes da nova Constituição promovi e sancionei leis que o beneficiam, inclusive a criação da Ação Civil Pública e as mudanças que o fortalecem, sob a liderança do Ministro Sepúlveda Pertence, meu procurador-geral e patrono do Ministério Público", afirmou.

Janot diz que não confirma pedidos de prisão de Renan, Jucá, Sarney e Cunha



Rodrigo Janot, procurador-geral da República  
© Fornecido por Estadão Rodrigo Janot, procurador-geral da República 
  BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não quis comentar o envio ao Supremo Tribunal Federal de pedidos de prisão de integrantes da cúpula do PMDB por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

"Não confirmo nada", disse Janot ao deixar a reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal nesta terça-feira, 7.

À tarde, há uma nova sessão do conselho, mas, segundo a assessoria de imprensa da PGR, ele não participará e ficará despachando de seu gabinete.

Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba estão desde segunda-feira em Brasília e se reuniram nesta terça a portas fechadas no prédio da PGR. Não há confirmação se a reunião tem a ver com os pedidos recentes.

Além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Janot também pediu a prisão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), e do presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No caso de Sarney, a prisão seria domiciliar e foi determinado o uso de uma tornozeleira eletrônica. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas pelo Estado com fontes da investigação.
Sarney, Renan e Jucá foram flagrados tramando contra a Lava Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. No caso de Cunha, o pedido foi feito por ele continuar interferindo no andamento dos trabalhos da Casa.

Os pedidos de prisão já estariam com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana. Não há prazo para que o relator da Lava Jato tome uma decisão.

Vazamento de pedido de prisão é 'brincadeira' com STF, diz Mendes



© Fornecido por Notícias ao Minuto
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou nesta terça-feira (7) de "brincadeira" com o tribunal o vazamento dos pedidos de prisão de integrantes da cúpula do PMDB por tentativa de obstrução da Lava Jato.

Segundo o ministro, essa prática é grave e os responsáveis precisam ser chamados às falas. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao STF a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do deputado afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os processos tramitam no mais alto grau de sigilo, a classificação oculta que deixou de existir no tribunal, e foram protocolados há três semanas. Os casos aguardam decisão do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

"Na verdade, o tem ocorrido, vamos dizer claramente, e aconteceu inclusive em processo de minha relatoria. Processos ocultos, que vêm como ocultos, e que vocês já sabem, divulgam no jornal antes de chegar ao meu gabinete. Isso tem ocorrido e precisa ter cuidado, porque isso é abuso de autoridade claro", afirmou Mendes.

"É preciso ter muito cuidado com isso e os responsáveis tem que ser chamados às falas. Não se pode brincar com esse tipo de coisa. Ah, é processo oculto, pede-se sigilo, mas divulga-se para a imprensa que tem o processo aqui ou o inquérito. Isso é algo grave, não se pode cometer esse tipo de... Isso é uma brincadeira com o Supremo. É preciso repudiar isso de maneira muito clara", completou.

Questionado se as críticas se referiam à Procuradoria-Geral da República, Mendes disse que a declaração era destinada a qualquer envolvido com esse tipo de vazamento.

"Quem estiver fazendo isto está cometendo crime", disse.

Após a fala com jornalistas e ao chegar para o início da sessão da segunda turma, Gilmar se reuniu com os colegas e foi possível ouvir a reclamação do ministro sobre vazamento do lado de fora da sala. Estavam presentes Teori, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Outro ministro ouvido sob a condição de anonimato disse que o vazamento tem um fator de pressão sobre o STF, uma vez que os pedidos de prisão já estão no tribunal há algumas semanas.

Essa é a primeira vez que a PGR pede a prisão de um presidente do Congresso e de um ex-presidente da República.

COMPETÊNCIA

No caso de Renan e Cunha, uma eventual decisão de Teori precisaria ser discutida pelo plenário do Supremo, que é responsável por questões sobre os presidente do Senado e da Câmara. A situação de Jucá e Sarney seria de competência da segunda turma do Supremo, que trata os casos da Lava Jato, mas a expectativa é de que todos os casos sejam analisados em conjunto.

No caso de Renan, Sarney e Jucá, a base para os pedidos de prisão tem relação com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado envolvendo os peemedebistas. As conversas sugerem uma trama para atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

No diálogo gravado por Machado, Jucá chegou a falar em um pacto que seria para barrar a Lava Jato. Doze dias após a posse dele no Ministério do Planejamento, a Folha de S.Paulo revelou a gravação, e Jucá deixou o cargo voltando ao Senado.

Outro diálogo revelou que Renan chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de mau caráter e disse que trabalhou para evitar a recondução dele para o comando do Ministério Público, mas ficou isolado.

Em sua delação premiada, o ex-presidente da Transpetro afirmou que pagou ao menos R$ 70 milhões desviados de contratos da subsidiária da Petrobras para líderes do PMDB no Senado.
Já o pedido de prisão de Cunha foi revelado pela TV Globo na manhã desta terça (7).

Segundo a reportagem apurou, a Procuradoria avalia que a determinação de suspender o peemedebista do mandato e da Presidência da Câmara não surtiram efeito, sendo que ele continuaria tentando atrapalhar as investigações contra ele na Justiça e no Conselho de Ética da Câmara, que discute sua cassação.
Há ainda relato de um integrante do conselho à Procuradoria de que estaria sendo ameaçado pelo grupo de Cunha.

Cunha foi suspenso do mandato no dia 5 de maio, por decisão unânime do Supremo. Ele já é réu na Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de ser alvo de uma denúncia por conta secreta na Suíça, além de outros quatro procedimentos que apuram o uso do mandato para beneficiar aliados e ainda suposto desvios na obra do Porto Maravilha. Um outro pedido de abertura de inquérito segue em sigilo.

Sem ligação com os desvios na Petrobras, o STF também abriu um inquérito para apurar se o peemedebista foi beneficiado por esquema de corrupção em Furnas. Com informações da Folhapress.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Medalha de ouro para corrupção': 'Imunidade parlamentar é injustificável', diz 'NY Times'

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Jornal questiona firmeza do compromisso de Temer com combate à corrupção Presidente interino, Michel Temer: Jornal questiona firmeza do compromisso de Temer com combate à corrupção © Fornecido por BBC Jornal questiona firmeza do compromisso de Temer com combate à corrupção 
  Um editorial publicado pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira questiona a firmeza do compromisso do presidente interino, Michel Temer, com o combate à corrupção.

No texto, intitulado "A Medalha de Ouro do Brasil para Corrupção" (em tradução livre), o jornal pede ainda que o novo chefe do governo se posicione contra o fim da imunidade parlamentar para ministros e congressistas acusados de corrupção.

O artigo começa fazendo referência à ficha suja de ministros do governo - entre os quais, sete são investigados por corrupção.

"As nomeações reforçaram as suspeitas de que o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção: afastar a investigação (de corrupção)", escreve o jornal.

Depois, o texto lembra as renúncias do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, e posteriormente do ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que indicaram em conversa telefônica estar tramando para atravancar o avanço da Operação Lava Jato.

"Isto forçou Temer a prometer, na semana passada, que o Executivo não interferirá nas investigações na Petrobras, nas quais estão envolvidos mais de 40 políticos. Considerando os homens de quem Temer se cercou, a promessa soa oca", julga o editorial.

A única forma de "ganhar a confiança dos brasileiros" é "tomar medidas concretas" contra a corrupção, argumenta o NYT. Uma delas, afirma, é abolir a imunidade parlamentar para políticos acusados de atos de corrupção.

"Esta proteção injustificável claramente permitiu uma cultura de corrupção e impunidade institucionalizadas", diz o editorial.

"Não está claro quanto Temer pretende avançar no combate à corrupção. Se estiver realmente comprometido, e quiser enterrar as suspeitas sobre a motivação para remover (Dilma) Rousseff, faria bem em defender o fim da imunidade parlamentar para congressistas e ministros em casos de corrupção."