quinta-feira, 26 de novembro de 2015

André Esteves, o banqueiro bem sucedido preso pela Lava Jato



O banqueiro e presidente da BTG Pactual, André Esteves. 
© Alessandro Shinoda O banqueiro e presidente da BTG Pactual, André Esteves.
O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, preso na manhã desta quarta-feira, em mais uma fase da Operação Lava Jato, é considerado uma das personalidades mais influentes do mercado financeiro. Por isso a sua prisão surpreendeu o Brasil, que não tem costume de ver pessoas nessa posição envolvidos em operações policiais com tamanha publicidade como a investigação comandada pelo juiz Sérgio Moro. Segundo a PF, Esteves estava destruindo provas das investigações em curso, assim como o senador petista Delcídio do Amaral (PT-MS) que também foi detido na operação nesta manhã.

A relação do banco BTG Pactual com o escândalo da Petrobras veio à tona com a delação premiada do doleiro Alberto Youssef no início do ano. O doleiro disse em depoimento ao Ministério Público Federal que recebeu a informação de que empresa ligada ao BTG Pactual participou de negócio da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, que envolveu pagamento de suborno de 6 milhões de reais. Nesta terça, quando a PF prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai por operações financeiras suspeitas, tornou-se público um empréstimo de 104 milhões de reais a empresa São Fernando Energia, de Bumlai, feito pelo BTG e o Banco do Brasil. Na época, contava com sete funcionários, como informa o jornal O Globo
Esteves também foi citado, em junho, em um bilhete apreendido pela PF, escrito na prisão pelo presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. No manuscrito, o presidente da empreiteira também sugeria aos advogados que recuperassem a "história de iniciativa André Esteves".
Em seguida, Marcelo Odebrecht cita a "Sete", referindo-se à empresa de sondas Sete Brasil, fornecedora da Petrobras que enfrenta grave crise financeira e que tem a unidade de participações do BTG Pactual e clientes da gestora de recursos do banco como sócias.
Em nota, o banco afirmou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e que vai colaborar com as investigações.
Hoje com 46 anos, Esteves começou a fazer sucesso cedo. Começou a carreira no Banco Pactual, em 1989, quando tinha 21 anos. Quatro anos depois, tornou-se sócio da instituição. No fim de 2008, deixou o banco para fundar outra instituição, o BTG que, logo depois, comprou o Pactual. Foi assim que Esteves fundou o BTG Pactual, que se tornou hoje um dos maiores bancos de investimentos do Brasil e da América Latina. A entidade financeira gerencia hoje 302 bilhões de reais e, neste ano, o banco faturou 6,5 bilhões de reais até o mês de setembro. O grupo tem participação em mais de 20 empresas em setores diferentes.
Com graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Esteves é membro do Conselho da BM&FBovespa e da Federação Brasileira de Bancos. Em 2012, foi considerado o 13º brasileiro mais rico, segundo levantamento da Forbes. A fortuna do bilionário estava avaliada em 3 bilhões de dólares. O valor de suas empresas, no entanto, caiu diante do escândalo da Petrobras.
O banqueiro era habitué de capas de revistas de negócio como empreendedor bem-sucedido que se destacou pela ousadia em investir em setores que vão de petróleo a área farmacêutica. Em sua equipe do banco está o prestigiado economista Pérsio Arida, que já ocupou vários cargos públicos e privados e foi um dos pais do Plano Real. Arida que é Partner do BTG Pactual foi presidente do Banco Central em 1995 e do BNDES em 1993 e 1994. Com a prisão de Esteves, a grande dúvida é o quanto a confiança do banco vai ser afetada e como a notícia vai balançar todo o mercado financeiro.

'Senado poderá autodestruir-se', alertou Joaquim Barbosa antes da votação que manteve Delcídio preso



O ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), postou em seu perfil no Twitter duas mensagens nesta quarta-feira, 25, antes de o Senado tomar a decisão de manter na prisão do líder do Governo Delcídio do Amaral (PT-MS). "Estão em jogo no Senado esta noite duas cruciais instituições da democracia moderna:  rule of law (Estado de Direito) 2) political accountability (responsabilidade política)."Em seguida, Joaquim Barbosa escreveu: "A depender do que venha a decidir, o Senado poderá: 1) autodestruir-se institucionalmente 2) jogar uma pá de cal na nossa jovem democracia." Por 59 votos a 13, o Senado manteve Delcídio do Amaral na prisão. Ele foi preso por ordem do Supremo após ser flagrado em reuniões negociando com o advogado do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró e seu filho Edson Ribeiro para que o executivo não fizesse delação premiada e revelasse o envolvimento dele e do banqueiro André Esteves no esquema de corrupção na estatal.

Delcídio do Amaral presta depoimento na Polícia Federal



© Fornecido por Notícias ao MinutoO senador Delcídio do Amaral (PT-MS) presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. O depoimento começou por volta das 15h30, de acordo com a polícia. O senador está acompanhado de advogados. Delcídio foi preso ontem (25) na capital federal. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o senador estaria obstruindo as investigações da Operação Lava Jato ao tentar dissuadir o ex-diretor da Àrea Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de firmar um acordo de delação premiada.
Delcídio do Amaral passou a noite em uma sala administrativa adaptada, na superintendência. De acordo com o assessor do senador, Eduardo Marzagão, Delcídio amanheceu “menos assustado” do que estava ontem (25), após ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhã, ele conversou com seu advogado Maurício Leite por quase duas horas. O advogado saiu sem falar com a imprensa.
Em um trecho do processo, a PGR afirma que Delcídio ofereceu dinheiro à família de Cerveró para evitar a citação de seu nome nas investigações. “O senador Delcídio Amaral ofereceu a Bernardo Cerveró auxílio financeiro, no importe mínimo de R$ 50 mil reais mensais, destinado à família de Nestor Cerveró, bem como prometeu intercessão política junto ao Poder Judiciário em favor de sua liberdade, para que ele não entabulasse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal”, diz a PGR. Com informações da Agência Brasil.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Delcídio ofereceu rota de fuga para Cerveró

A prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, foi motivada pela tentativa de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional) mencionasse ambos em sua delação premiada. Uma conversa do petista foi interceptada pela Polícia Federal. Delcídio do Amaral e André Esteves foram presos nesta quarta-feira, 25.
No áudio, ele faria propostas para pessoa do entorno de Cerveró com o objetivo de que seu nome e o de Esteves não aparecessem na delação premiada. No áudio, Delcídio oferece rotas de fuga para Cerveró. O ex-diretor está preso em Curitiba, base da Lava Jato.
Delcídio do Amaral foi levado para a Superintêndencia da PF, no Distrito Federal. Ele chegou às 8h15 em um carro da PF.
Cerveró já foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

PF prende senador Delcídio do Amaral (PT), suspeito de atrapalhar Lava Jato


Esta é a 1ª vez que um senador é preso no exercício do mandato.© Foto: Agência Senado Esta é a 1ª vez que um senador é preso no exercício do mandato.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a deflagrar uma operação nesta quarta-feira, 25, que levou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, investigado pela Operação Lava Jato. O parlamentar teria sido flagrado na tentativa de prejudicar as investigações contra ele, em uma tentativa de destruir provas contra ele.
Também foram presos o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, e Diogo Ferreira, chefe de gabinete do Delcidio do Amaral.

Esta é a primeira vez que um senador com mandato em exercício é preso. A PF também fez busca e apreensão no gabinete do petista, no Senado, em Brasília, e nos estados do Rio, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.
A prisão de Delcídio é resultado de uma operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que também tem como alvo empresários. As ações foram autorizadas pelo Supremo. Não se trata de uma fase da Lava Jato tocada em Curitiba, na 1ª instância.
O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, mesmo local onde na terça-feira, 24, a PF prende o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Delcídio do Amaral foi citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano disse que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
O Estado apurou que pela amanhã que o ministro Teori Zavascki convocou uma reunião extraordinária da Turma dedicada à Lava Jato. A reunião da Corte será reservada, que é algo raro.
De acordo com fonte no tribunal, a sessão foi marcada pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a pedido do ministro Teori Zavascki, relator dos casos relativos ao esquema de corrupção na Petrobrás.
Zavascki informou nesta terça, 24, o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, de que seria realizada sessão na quarta, 25, para debater uma decisão importante. O informe a Lewandowski foi feito pessoalmente pelo relator dos processos da Lava Jato na Corte e não pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a quem cabe usualmente fazer os comunicados institucionais.
O advogado Mauricio Silva Leite, que defende o senador petista, disse que vai primeiro tomar ciência dos motivos da prisão de Delcídio, para depois se manifestar.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO BTG PACTUAL: “O BTG Pactual esclarece que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.”


Selic fica nos 14,25%; veja quanto R$ 5 mil rendem hoje



São Paulo - A taxa básica de juros da economia, Selic, foi novamente mantida aos 14,25%, segundo anunciou o Comitê de Política Monetária (Copom) na noite desta quarta-feira (25). Sem mudanças, o retorno da poupança continua bem inferior ao rendimento de outras aplicações de renda fixa do mercado, que são beneficiadas pelo alto patamar da taxa básica.
Esta é a terceira vez seguida que o Copom anuncia a manutenção dos juros, que subiram pela última vez em julho deste ano, quando a Selic foi elevada de 13,75% para os atuais 14,25% ao ano.
Entre as aplicações conservadoras que se aproveitam do alto patamar da taxa podem ser citados os Certificados de Depósitos Bancários(CDBs) com taxas pós-fixadas, os fundos DI e o Tesouro Selic (antiga LFT), título público negociado pelo Tesouro Direto. Os três investimentos têm seu rendimento atrelado à taxa Selic ou à taxa DI, que segue comportamento semelhante ao da taxa Selic.
Já o retorno da caderneta só fica em linha com a taxa Selic quando ela é menor ou igual a 8,5% ao ano. Pela regra atual, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR) quando a taxa básica é inferior ou igual a 8,5% ao ano e quando a taxa é maior do que 8,5%, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês mais a TR.
A manutenção da taxa Selic nos 14,25% já era esperada pelo mercado, segundo as previsões de economistas consultados pelo Banco Central
Para mostrar como a poupança está desvantajosa em relação a outros investimentos que acompanham a taxa Selic, EXAME.com simulou quanto renderiam 5 mil reais na caderneta e em três investimentos que seguem o comportamento dos juros básicos: os CDBs pós-fixados, os fundos DI e o Tesouro Selic, título público, negociado pelo Tesouro Direto, que paga ao investidor a variação da taxa Selic.
Veja na tabela abaixo os resultados:

PeríodoPoupança*CDB 90% do CDIFundo DI com taxa de 1% a.a.Tesouro Selic
 
6 mesesR$ 5.195,10R$ 5.239,54R$ 5.247,49R$ 5.260,76
12 mesesR$ 5.397,81R$ 5.509,82R$ 5.529,82R$ 5.556,46
18 mesesR$ 5.608,43R$ 5.813,25R$ 5.850,11R$ 5.890,05
24 mesesR$ 5.827,27R$ 6.152,41R$ 6.211,73R$ 6.264,73
30 mesesR$ 6.054,65R$ 6.486,37R$ 6.572,11R$ 6.635,83
(*) Para o cálculo da poupança, foi considerada uma Taxa Referencial (TR) de 0,14% ao mês, que foi a TR mensal verificada a partir da TR média dos últimos 12 meses (de 1,64%), de acordo com a Calculadora do Cidado Banco Central.
(**) Rendimentos válidos para investimentos em corretoras que não cobram taxas de administração para aplicações no Tesouro Direto.
Os valores apresentados na tabela já são líquidos de Imposto de Renda (IR), que é cobrado em todas as aplicações, à exceção da poupança, que é isenta de IR.
Dinheiro: Investimentos que acompanham a Selic batem a poupança com facilidade© Thinkstock/Liv Friis-Larsen Dinheiro: Investimentos que acompanham a Selic batem a poupança com facilidade
Ainda que a poupança seja livre de imposto, a tabela mostra que as rentabilidades dos CDBs, fundos DI e Tesouro Selic são maiores do que a da caderneta, mesmo no prazo de até seis meses, quando esses investimentos sofrem o desconto da alíquota máxima do IR, de 22,5%. 
Ao considerar prazos superiores a seis meses, os retornos dos outros investimentos se distanciam ainda mais do rendimento da poupança, já que as alíquotas do IR vão diminuindo conforme aumenta o prazo do investimento.
De acordo com a tabela regressiva do IR, aplicações feitas em até 180 dias são tributadas à alíquita de 22,5%; de 181 dias a 360 dias o imposto cai para 20%; de 361 a 720 dias vai para 17,5%; e acima de 721 dias é aplicada a menor alíquota, de 15%. 
Para facilitar a simulação, foi considerara uma taxa DI igual à taxa Selic. Ambas são usadas como referência para o rendimento das aplicações de renda fixa e seguem comportamento parecido. Nos últimos 12 meses, por exemplo, a taxa DI acumulada foi de 12,94%, enquanto a Selic acumulada no mesmo período foi de 12,98%.
Por causa dessa leve diferença entre as taxas, os rendimentos de aplicações em CDBs e fundos DI, que acompanham a taxa DI, podem ser um pouco menores do que os apontados na simulação, que utiliza como parâmetro a taxa Selic. A diferença pode ser maior no caso de investimentos realizados em prazos maiores.
Já a rentabilidade do Tesouro Selic, título negociado no Tesouro Direto, é a mesma apontada na tabela, pois sua remuneração varia exatamente conforme a Selic.
As condições para bater a poupança
A simulação considerou taxas de administração e de remuneração normalmente praticadas no mercado, mas vale ressaltar que se as taxas forem superiores às usadas na tabela e as remunerações forem menores, alguns investimentos podem perder da poupança, ainda que com a alta da Selic essa hipótese tenha ficado menos provável.
Para ser mais rentável do que a poupança, independentemente do prazo de investimento, os CDBs devem pagar, ao menos, 68% da taxa DI. Caso a instituição financeira ofereça uma remuneração menor, pode valer mais a pena deixar o dinheiro aplicado na poupança (calcule o rendimento da caderneta).
Fundos DI que tenham rendimento de 100% do CDI são mais vantajosos do que a poupança se as taxas de administração cobradas pela instituição financeira não passarem de 3,4% ao ano. Ainda que essa taxa já seja considerada alta, existem fundos que cobram taxas ainda maiores e conseguem render menos do que a poupança.
Já o Tesouro Selic só perderia da poupança se o valor da taxa de administração cobrada fosse de 3,1% ao ano ou maior. No entanto, o porcentual máximo que pode ser cobrado por corretoras na compra de títulos públicos pelo Tesouro Direto é de 2% ao ano. 
Atualmente, a maioria das instituições financeiras cobra até 0,3% pelo investimento. Algumas até isentam investidores da taxa (veja o ranking das taxas cobradas para a compra e venda de títulos).
Além da taxa de administração, que varia conforme a corretora escolhida, vale lembrar o investidor paga uma taxa fixa de 0,3% ao ano para custódia dos títulos na BM&FBovespa.

Veja, no vídeo a seguir, qual é a relação entre a taxa Selic e os investimentos:

Citado em gravações que levaram senador à prisão, Romário rebate: 'advogado de bandido'



Romário postou foto em Genebra, na Suíça© Reprodução Romário postou foto em Genebra, na Suíça
Com o nome citado nas gravações que levaram Delcídio Amaral, líder do governo no senado, e o banqueiro André Esteves, dono do BTG, para a prisão, o senador Romário Faria usou sua página no Facebook para fazer sua defesa.
Romário garante que no dia 4 de novembro se reuniu com Delcídio apenas para tratar da votação de um Projeto de Resolução do Senado (PRS 50/2015), do senador José Serra, do qual foi coautor. 
"No áudio, meu nome é citado. E uma história diferente da relatada acima é contada. O advogado levanta suspeita sobre um assunto que já foi esclarecido por mim e pelas autoridades brasileiras e suíças", defende-se Romário.
"Aqueles que novamente fazem acusações inverídicas claro que responderão à Justiça. Qual a credibilidade do advogado de um bandido, corrupto e responsável por roubar uma das principais empresas do país?", completou.
No áudio gravado de conversa com Delcídio Amaral, o advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, afirma que Romário possuía conta na Suíça, e que o ex-atacante foi avisado para retirar seu dinheiro do banco BSI.
Em julho deste ano, a revista Veja publicou que o senador pelo PSB-RJ tinha uma conta no país europeu não-declarada à Receita Federal brasileira e apresentou extratos para comprová-la.
Romário negou, viajou até a Suíça para desmentir a publicação; o banco BSI afirmou que o extrato apresentado pela revista era falso e mostrou um documento no qual diz que a conta não existe.
O BSI foi adquirido em 2014 pelo BTG Pactual, que tem André Esteves — preso também nesta quarta-feira na Operação Lava Jato — como um de seus sócios.

Confira a declaração de Romário na íntegra:

"Galera, sobrou de novo para mim. Está brabo o negócio.
Encontrei o senador Delcídio Amaral no dia 4 de novembro, quarta-feira, para tratar da votação de um Projeto de Resolução do Senado (PRS 50/2015), do senador José Serra, do qual fui coautor.
Na ocasião, foi feito um pedido ao senador Delcídio Amaral, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos, para agilizar a tramitação do projeto, que tinha o senador Ricardo Ferraço como relator.
Participaram da reunião o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário de Governo, Pedro Paulo, e o senador Ricardo Ferraço. Todos diretamente interessados na aprovação dessa resolução, que propôs o fim de barreiras à cessão de dívida ativa de estados e municípios. Esse foi o teor da reunião.
Hoje chegou à imprensa o áudio de uma conversa do senador Delcídio Amaral e do seu chefe de gabinete com o advogado e o filho do investigado na Operação Lava Jato, ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
No áudio, meu nome é citado. E uma história diferente da relatada acima é contada. O advogado levanta suspeita sobre um assunto que já foi esclarecido por mim e pelas autoridades brasileiras e suíças. Aqueles que novamente fazem acusações inverídicas claro que responderão à Justiça. Qual a credibilidade do advogado de um bandido, corrupto e responsável por roubar uma das principais empresas do país?
Não é novidade para ninguém que o prefeito Eduardo Paes tem interesse que eu apoie o seu candidato à sucessão. Não sou responsável pelo que terceiros falam, apenas pelos meus atos. Assim sendo, deixo claro que não tenho nenhum acordo com ninguém e, infelizmente, o dinheiro não é meu. Digo infelizmente porque, com certeza, se fosse meu, seria fruto de muito trabalho honesto.
Descrição da Imagem #PraCegoVer: sobre um fundo amarelo, está escrito "Só pra esclarecer..."