terça-feira, 22 de setembro de 2015

O que estudar para o Enem 2015


Enem Virtual

Estudante© Fornecido por Enem Virtual Estudante O Enem avalia todo o conteúdo dos três anos do ensino médio. É bastante coisa para estudar! São pelo menos 15 disciplinas, sem contar os inúmeros temas possíveis de cair na redação.
As datas de realização do Enem estão cada vez mais próximas e muitos estudantes já deram a largada na luta contra o relógio.
É claro que você não vai revisar tudo de uma vez, mas até o dia do exame ainda é possível estudar bastante coisa. O segredo é focar nos conteúdos mais importantes ou que você ainda tem dificuldades, saber distribuir bem o tempo e reforçar o ritmo daqui para a frente.
Para ajudar você a sair bem em todas as provas, listamos o que estudar nessa reta final e o que fazer para aproveitar melhor o seu tempo!

O que estudar nas revisões do Enem 2015

Além de ser a principal ferramenta de acesso às universidades brasileiras, o  Enem tem o objetivo de avaliar os conteúdos vistos nos três anos do ensino médio e testar o nível de conhecimentos gerais dos candidatos.
É bastante conteúdo se considerarmos que todo esse tempo estará condensado em dois dias, com quatro provas que totalizam 180 questões objetivas e uma redação.
As questões objetivas se distribuem em quatro áreas do conhecimento:

1. Ciências Humanas e suas Tecnologias

-História
-Geografia
-Filosofia
-Sociologia

2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias

-Química
-Física
-Biologia

3. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

-Língua Portuguesa
-Literatura
-Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol)
-Artes
-Educação Física
-Tecnologias da Informação e Comunicação

4. Matemática e suas Tecnologias

-Matemática
Agora vamos entender o que cai em cada uma dessas provas:

1. Ciências Humanas e suas Tecnologias

-Brasil imperial e formação da nação
-Causa indígena
-Configurações urbanas brasileiras
-Conflitos históricos
-Conquista da América e Colonialismo
-Cultura brasileira
-Direitos civis, humanos e sociais
-Ditaduras políticas na América Latina
-Economia rural, relação campo-cidade e lutas sociais
-Escravidão e a luta dos negros no Brasil
-Formação territorial brasileira
-Geografia geral e tecnologias associadas
-Guerras mundiais e Guerra Fria
-Migração, emigração e imigração
-Modelos econômicos históricos e atuais
-Pensamento liberal
-Política geral
-Questões  e políticas ambientais contemporâneas
-Recursos naturais - aspectos ecológicos, políticos e econômicos
-Revoluções Russa, Chinesa e Cubana
-Revoluções sociais e políticas
-Vetores econômicos históricos e atuais da economia brasileira

2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias

-Biologia e qualidade de vida das populações humanas
-Calor e fenômenos térmicos
-Compostos de carbono
-Conhecimentos básicos de Física: grandezas físicas, vetores, operações básicas
-Ecologia
-Eletricidade e Magnetismo
-Energia química
-Energia, Trabalho e Potência
-Força
-Gravidade e leis do universo
-Hereditariedade e diversidade da vida
-Lei de Newton
-Mecânica
-Moléculas, células e tecidos
-Origem e evolução da vida
-Propriedade dos materiais
-Propriedades químicas da água
-Química e sua relação com a sociedade e o meio ambiente
-Seres vivos
-Transformações química
-Transformações químicas, energia e equilíbrio 

3. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

-Artes corporais
-Artes visuais
-Exercício físico e saúde
-Impacto e função das tecnologias de informação e comunicação
-Interpretação de texto
-Literatura
-Movimentos do corpo
-Normas cultas da língua portuguesa e variações linguísticas
-Semântica e estrutura textual
-Texto argumentativo 

4. Matemática e suas Tecnologias

-Álgebra
-Estatística e Probabilidade
-Geometria
-Operações numéricas 

5. Redação

O tema da redação trata de alguma atualidade política, social ou econômica. O edital do Enem não informa o que estudar, apenas o que será avaliado. Por isso, o jeito é investir nos temas que estão gerando mais debate na mídia ou que têm grande potencial de serem abordados.
Conheça os temas da Redação do Enem nos últimos anos:
-2009: O indivíduo frente à ética nacional
-2010: O trabalho na construção da dignidade humana
-2011: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
-2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
-2013: Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
-2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Dicas para melhorar seus estudos

O Enem avalia todo o conteúdo visto durante o ensino médio. Como é bastante material para revisar e o tempo parece que está passando ainda mais rápido, o ideal é otimizar sua sistemática de estudos seguindo essas dicas:
-Não vire sua cabeça do avesso tentando revisar absolutamente tudo de uma só vez. O ideal é centrar nos temas que você tem mais dificuldade e que têm mais probabilidade de cair na prova.
-Se esse é o seu primeiro Enem, uma boa dica é fazer as provas anteriores para sentir o grau de dificuldade das questões.
-Nessa reta final, concentração é uma palavra que vale ouro. Estude em ambiente silencioso, bem longe de celulares, tablets e computadores que ficam enviando notificação o tempo todo.
-Resista à tentação de checar o tempo todo o Facebook, Instagram e Twitter. Estabeleça horários para isso.
-Leia bastante, principalmente se você tem dificuldades com redação. Ler ajuda a escrever melhor, encadear ideias, estruturar o pensamento. Além disso, prepara o cérebro pra interpretar melhor as questões do Exame.
-Também é importante praticar bastante a redação.
-Sempre que a cabeça pesar, lembre-se que daqui a pouco, depois do Enem, você terá umas merecidas férias desse volume todo de estudos!

Tudo foi originado na Casa Civil do governo Lula'

Tudo foi originado na Casa Civil do governo Lula', afirma procurador



© Fornecido por Notícias ao MinutoO procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira, 21, que 'não tem dúvida nenhuma' de que os maiores escândalos de corrupção da história recente do País - Mensalão, Petrolão e Eletronuclear - tiveram origem na Casa Civil do Governo Lula.
Durante entrevista em que foram revelados dados da nova fase da Operação Lava Jato, a 19ª etapa, com onze mandados judiciais cumpridos, o procurador foi taxativo ao ser indagado se os novos alvos têm ligações com o ex-ministro-chefe da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu, preso na Operação Pixuleco 2, em agosto.
"Quando falamos que estamos investigando esquema de compra de apoio político para o governo federal através de corrupção, estamos dizendo que os casos Mensalão, Petrolão e Eletronuclar são todos conexos porque dentro deles está a mesma organização criminosa e as pessoas ligadas aos partidos políticos. Não tenho dúvida nenhuma de que todos ligados à Casa Civil do governo Lula, tudo foi originado dentro da Casa Civil."
Nesta segunda-feira, na 19ª fase da Lava Jato, a Nessun Dorma (Ninguém Durma), o executivo José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, foi preso preventivamente em Santa Catarina. O lobista João Henriques, ligado ao PMDB, também é alvo.
José Antunes Sobrinho é suspeito de ter pago propinas em cima de contratos da empreiteira com a Eletronuclear que somavam R$ 140 milhões, entre 2011 e 2013. Os valores teriam sido pagos para a Aratec, empresa controlada pelo ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. José Antunes será levado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Othon Luiz foi preso em 28 de julho na Operação Radioatividade. Nome de grande prestígio na área, o almirante, no fim dos anos 1970 (governo general Ernesto Geisel) participou diretamente do projeto do submarino nuclear brasileiro.
O alvo desta nova fase são propinas que teriam sido pagas envolvendo a Eletronuclear e a diretoria internacional da Petrobrás. Trinta e cinco policiais cumprem 11 mandados judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e dois mandados de condução coercitiva em Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Com informações do Estadão Conteúdo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mais Médicos: 820 profissionais já desistiram do programa


Agência O Globo

Faz mais de 45 anos que Iara Nazareno de Lima se formou em Medicina. Já William Hastenreiter terminou o curso há pouco mais de dois anos, em junho de 2013. Além da carreira, ambos têm outro ponto em comum: são alguns dos 820 profissionais que acreditaram no Mais Médicos, lançado em julho de 2013, mas que saíram do programa. Os motivos vão da aprovação em residência médica até problemas pessoais e de saúde, mas há também críticas às condições de trabalho.
Assim como eles, quase 90% dos desistentes são médicos que já tinham registro profissional no Brasil. É o caso de quem se forma no país ou consegue revalidar o diploma obtido no exterior. Os desligamentos ocorrem em todos os estados e na maioria das capitais, mas se concentram no Nordeste e nas cidades pequenas.
Segundo o Ministério da Saúde, existiam 17.790 médicos ativos no programa no começo de agosto. Ou seja, para cada desistente, 21,7 médicos estavam trabalhando. Os dados foram obtidos pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação.
O Ministério da Saúde identificou nove razões para o abandono do programa. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Hêider Aurélio Pinto, o médico não precisa informar o motivo na hora de solicitar o desligamento. Assim, as saídas a pedido, sem maiores detalhes, responderam por mais da metade das desistências: 470.
Há um número significativo de profissionais que foram aprovados em residência médica e, por isso, não podem mais participar do programa: 181. Ausência injustificada é o terceiro motivo mais comum, com 56 afastamentos, todos de cubanos, o que indica que desertaram da missão oficial de seu país. Completam a lista: motivos pessoais (46 casos), mudança de cidade (22), aprovação em concurso público (16), motivos de saúde (12), dificuldade de deslocamento ao local de trabalho (9) e incompatibilidade de carga horária (8).
Iara Nazareno, de 74 anos, mora no Recife e já estava aposentada quando se inscreveu no programa, em 2013. Foi alocada em Olinda, que integra a região metropolitana da capital pernambucana. Em dezembro de 2014, ela resolveu se desligar por questões de saúde. Iara Nazareno apoia o programa, mas aponta alguns problemas.
— A gente fica com medo do lugar onde há muitos pontos de venda de droga. Os agentes de saúde também tinham medo — descreve: — A estrutura do posto foi reformada. Quando saí de lá, precisava de reparos de novo. Acho que a reforma que fazem não tem fiscalização. Era horrível. Pingando água no posto quando chovia.
Problemas semelhantes são relatados por William. Formado no Rio, ele escolheu trabalhar em Itaboraí. Começou em setembro de 2013, mas deixou o programa quando foi chamado para fazer residência médica em otorrinolaringologia, em Belo Horizonte. Segundo ele, a área onde trabalhava também era controlada por traficantes, embora eles não criassem problemas com os profissionais de saúde.
— As condições de trabalho são precárias. Falta material para atendimento — disse.

PF rastreia 'movimentações financeiras suspeitas' de Palocci e alvos da Lava Jato



A Polícia Federal rastreia contas de alvos da Operação Lava Jato que teriam elo com o ex-ministro Antonio Palocci Filho, coordenador-geral da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff em 2010.
Por meio do memorando 9260/15, de 3 de setembro,o delegado da PF Luciano Flores de Lima pede ao Grupo de Análise da Lava Jato que apresente os resultados de pesquisas sobre 'todas as informações que possam auxiliar na presente investigação que versa sobre possíveis movimentações financeiras suspeitas envolvendo Antônio Palocci Filho e as pessoas físicas e jurídicas relacionadas a ele, no âmbito da Operação Lava Jato'.
O inquérito sobre o ex-ministro (Fazenda no primeiro Governo Lula, 2003/2006, e Casa Civil, janeiro a junho de 2011, Governo Dilma) foi aberto em abril pela PF em Curitiba, base da missão Lava Jato. A investigação foi requisitada pela Procuradoria-Geral da República, mas não no âmbito do Supremo Tribunal Federal porque o petista não tem foro privilegiado. Por isso a investigação ficou a cargo da PF no Paraná.
Neste inquérito foi promovida uma acareação entre o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa (Abastecimento). Os dois são delatores, mas citaram pontos divergentes, o principal deles relativo a Palocci.
O ex-diretor disse que, em 2010, Youssef o procurou dizendo que Palocci lhe pediu R$ 2 milhões para a campanha de Dilma. O doleiro, no entanto, negou que o ex-ministro tivesse pedido a ele a quantia.
Youssef revelou um dado considerado muito importante pelos investigadores. Ele confirmou que entregou R$ 2 milhões em espécie, em 2010, no Hotel Blue Tree da Avenida Faria Lima, em São Paulo, 'a uma pessoa que desconhece' - insistiu na versão de que 'em nenhum momento foi mencionado que o valor se destinava a Palocci ou a campanha eleitoral de Dila Rousseff'.
O que chama a atenção dos investigadores é que o endereço na capital paulista mencionado por Youssef é o mesmo citado pelo novo delator da Lava Jato, o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, como o local onde teria sido repassado aquele valor para a campanha presidencial.
A acareação entre Youssef e o ex-diretor da Petrobrás ocorreu no dia 14 de julho na PF em Curitiba, sob presidência do delegado Luciano Flores de Lima.
A delação de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de propinas na estatal petrolífera, começou em setembro.
Segundo a revista Veja, em sua edição desta semana, Baiano declarou que participou de uma reunião no comitê de campanha da petista em 2010 com Palocci e Paulo Roberto Costa. Ele disse que, ao final do encontro, o coordenador geral da campanha de Dilma o teria orientado a procurar o 'dr. Charles', assessor de Palocci no comitê petista, para 'acertar a logística' do repasse milionário. Veja revelou que Charles Capella fazia parte da equipe de Palocci.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ ROBERTO BATOCHIO, QUE DEFENDE ANTONIO PALOCCI FILHO

O criminalista José Roberto Batochio, que defende Antonio Palocci Flho, rechaçou as suspeitas sobre o ex-ministro. "Em abril a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar Palocci. Até hoje, apesar da eficiência altamente reconhecida da força-tarefa, apesar do empenho nessa direção, apesar do garimpo microscópico que se tem feito, um único grão que incrimine Antonio Palocci foi encontrado. Até hoje, absolutamente nada, se apurou, porque nada existe. Jamais Palocci teve qualquer contato com Fernando Baiano."

Fernando Henrique diz a jornal Les Echos o Brasil está praticamente falido.

Fernando Henrique diz a jornal Les Echos que Brasil embarcou em projeto megalomaníaco



<p>Fernando Henrique descreve a situação do Brasil como "calamitosa".</p>© Fornecido por…
Em sua edição impressa desta segunda-feira (21), o diário econômico francês Les Echos descreve a situação no Brasil como uma crise confusa e de final imprevisível. "A tensão política cresce com os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff num contexto de verdadeiro desastre econômico", afirma em manchete interna o jornal francês.
O Les Echos afirma que a recessão no Brasil vai durar provavelmente mais do que dois anos. O endividamento vai aumentar porque o governo, sem credibilidade alguma perante a opinião pública, não consegue aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso, aprofundando os déficits.
"O real está em queda livre, tendo perdido 50% de seu valor diante do dólar desde o início do ano", uma crise que é explicada pela falta de confiança nas políticas do governo, segundo André Perfeito, chefe-economista da corretora Gradual, entrevistado pela reportagem.

FHC diz que Brasil está falido

O Les Echos também entrevistou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em busca de respostas para entender como a situação no país se degradou em um intervalo tão curto de tempo.
Fernando Henrique descreve a situação do Brasil como "calamitosa". O peessedebista diz estar preocupado com a desorganização do sistema institucional brasileiro, "por falta de orientação clara do governo". Ele afirma que o "zigue-zague de opiniões e propostas nas últimas semanas desorganizaram não só o governo, mas também a oposição".
FHC descreve o retrato de uma sociedade confusa, perdida e sem esperança. Questionado pelo jornal se os brasileiros vão retomar os protestos do ano passado, ele diz não ter a menor ideia. A entrevista transmite uma ideia de desânimo, caos, como se nenhuma força política no país fosse capaz de oferecer uma alternativa ao quadro atual.
FHC declara que os três maiores partidos do Brasil detêm menos da metade das cadeiras na Câmara, o que torna praticamente impossível governar nessas condições. O ex-presidente encerra a entrevista dizendo que o Brasil está praticamente falido. "A sociedade embarcou num projeto megalomaníaco que, todos veem hoje, é inviável", principalmente no caso das aposentadorias.

Dilma encaminha ao Congresso nova CPMF com duração de 4 anos



A presidente Dilma Rousseff deve encaminhar hoje aos parlamentares a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que recria a antiga CPMF, contribuição que incide sobre a movimentação financeira.
Apesar das resistências, o texto irá propor um novo tributo com alíquota de 0,20% e duração de quatro anos destinado à Previdência Social, conforme anunciado pela equipe econômica.
A negociação de Dilma e dos ministros com o Congresso começará imediatamente: o governo precisa urgentemente dos R$ 32 bilhões que a CPMF despejará nos cofres federais ao longo de um ano.
Os dois pontos principais da proposta – a alíquota e a duração – podem mudar no Congresso.
O imposto pode ser elevado a 0,38%, repetindo a alíquota que vigorou até dezembro de 2007 quando foi extinta pelos parlamentares.
Governadores aliados ao Planalto decidiram apoiar a elevação da alíquota para que o tributo seja dividido com Estados e municípios, mas o governo decidiu enviar uma proposta própria, deixando as alterações nas mãos dos parlamentares. Além disso, deputados e senadores podem modificar a proposta para reduzir o prazo de duração para dois ou três anos, de forma que a CPMF termine até 2018. 
ctv-zya-dilma-rousseffalvorada: Retorno. Dilma desembarca em Brasília depois de viajar a Porto Alegre em razão do aniversário de 5 anos do neto Gabriel© Fornecido por Estadão Retorno. Dilma desembarca em Brasília depois de viajar a Porto Alegre em razão do aniversário de 5 anos do neto Gabriel
O governo vai iniciar as negociações com as lideranças do Congresso ainda hoje.
A presidente sabe que o quadro não será fácil, diante do quórum elevado para aprovação de uma PEC – 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a dizer, na semana passada, ser “impossível” votar o retorno da CPMF ainda neste ano.
Governadores do PSDB, como o de São Paulo, Geraldo Alckmin, também avisaram que não apoiam o retorno do tributo, criado em 1997, em caráter também temporário, para custear a Saúde, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A recriação da CPMF faz parte de um pacote de elevação de impostos e cortes em despesas destinado a cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões do Orçamento de 2016.
Para cobrir o rombo, o governo também anunciou o adiamento do reajuste a servidores públicos e cortes em verbas do Sistema S, mas enfrenta a resistências de sua base social às medidas. 
PIS
Outro item do pacote tributário que pode sair do Planalto em direção ao Congresso ainda nesta semana é a reforma do PIS, um tributo que incide sobre o faturamento das empresas.
Este será o primeiro passo para a unificação e simplificação do PIS/Cofins, que, juntos, são considerados os impostos mais complexos do Brasil.
O último passo para conclusão da medida do PIS era um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que deve ser concluído hoje.
Com isso, caberá ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, decidir o momento de enviar a proposta ao Congresso. A simplificação do PIS deverá ser “neutra” do ponto de vista fiscal, isto é, sem aumento da carga tributária. O objetivo é eliminar o efeito “cascata” a partir de 2016.

Justiça condena Duque a 28 anos de prisão e Vaccari a 15 anos



A Justiça Federal condenou nesta segunda-feira, 21, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque a 28 anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
É a mais alta pena já imposta pela Operação Lava Jato contra envolvidos no esquema de propina que se instalou na estatal entre 2004 e 2014.
Na mesma sentença, o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também por corrupção, a 15 anos e 4 meses de prisão pelos crimes atribuídos a Duque.
É a primeira condenação aplicada ao ex-diretor de Serviços, apontado como elo do PT no esquema Petrobrás, e também do ex-tesoureiro na Lava Jato.
Também foram condenados outros envolvidos no esquema. Os operadores Adir Assad, Sônia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Junior foram condenados a 9 anos e 10 meses, cada um, por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O juiz federal Sérgio Moro afirma que Duque recebeu propina de R$ 36 milhões. "A prática dos crimes corrupção envolveu o recebimento de pelo menos R$ 36.346.200,00, US$ 956.045,00 e 765.802,00 euros à Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás (Consórcio Interpar, Consórcio CMMS, Consórcio Gasam e contrato do Gasoduto PilarIpojuca). Um único crime de corrupção envolveu pagamento de mais de vinte milhões em propinas", sentenciou Moro.
Sobre Vaccari, o magistrado afirmou. "A prática dos crimes corrupção envolveu o recebimento pelo Partido dos Trabalhadores, com intermediação do acusado, de pelo menos R$ 4.26 milhões de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás pelo contrato do Consórcio Interpar, o que representa um montante expressivo."