sábado, 8 de agosto de 2015

44ª AULA = CLAREZA TEXTUAL





A escolha adequada do vocabulário, uma boa pontuação e construções sintáticas bem ordenadas são alguns dos elementos que colaboram para a clareza textual.

Escrever nem sempre é tarefa fácil, mas existem algumas dicas que podem ajudar os menos hábeis com as palavras
Escrever um texto pode ser uma tarefa muito complicada para a maioria dos falantes. A arte de ajeitar palavras requer uma habilidade linguística que infelizmente nem todos têm, sobretudo aqueles que, por diversos motivos, não cultivam o hábito da leitura. Apesar dessa dificuldade, existem algumas técnicas que fazem da escrita uma missão possível, e conhecê-las é fundamental para quem quer escrever – ou precisa escrever –, mas sempre fica com milhares de dúvidas na cabeça.
A intenção dos atos de escrita e fala é estabelecer comunicação e, para que ela aconteça, é indispensável que a mensagem seja elaborada de forma compreensível. É nessa hora que lançamos mão de um recurso importantíssimo, a clareza textual. Mas será que você sabe o que ela é?
A clareza textual está relacionada à coerência e à coesão, dois recursos que não devem faltar em um bom texto. Ela diz respeito à maneira como as ideias são organizadas a fim de que o objetivo final seja alcançado: a compreensão textual. O Mundo Educação elaborou dicas sobre clareza textual que vão ajudá-lo na transmissão de seus argumentos e ideias de maneira eficiente e objetiva. Siga nosso passo a passo e elimine possíveis erros que prejudiquem a compreensão de seu texto. Bons estudos!

Escolha um vocabulário acessível e lembre-se do leitor: Seu texto deve ser escrito para que ele entenda a mensagem.

Dicas para a clareza textual:

1 – Fique por dentro do tema: Para ficar preparado para discorrer sobre qualquer assunto, você deve manter-se informado; revistas, jornais impressos e conteúdos virtuais de fontes confiáveis são indispensáveis. O domínio sobre o tema influi diretamente na clareza da escrita.

2- Períodos longos X Períodos curtos: Para construir períodos curtos, pontue mais. Frases longas, cheias de períodos, tendem a confundir o leitor e até mesmo quem está escrevendo. A sequenciação lógica depende da organização sintática das frases, por isso, fique atento para não errar e assim prejudicar a coerência de seus argumentos.

3- Cuidado com a pontuação: Um texto que abre mão da boa pontuação fica vulnerável a diversos problemas textuais, entre eles a ambiguidade. A construção de sentidos de um texto depende dos sinais de pontuação, como vírgulas e pontos-finais. Sem eles o leitor certamente encontrará dificuldades para a compreensão.

4- Ordem direta X Inversões sintáticas: Nos textos não literários, prefira a ordem direta, cuja construção sintática obedece à regra sujeito + verbo + complemento. Ao privilegiar a ordem direta, você estará contribuindo para a clareza textual. Nos textos literários, inversões estão liberadas, já que nesse tipo de linguagem há um compromisso com aspectos estilísticos da escrita.

5- Evite abreviaturas e siglas: Recursos muito utilizados quando precisamos redigir de maneira dinâmica, as abreviaturas e as siglas devem ser evitadas na linguagem escrita, pois devemos considerar a possibilidade de que nem todos os leitores conheçam determinado termo em sua forma reduzida.

6- Subjetividade X objetividade: A subjetividade é um recurso expressivo da linguagem que deve ficar restrito aos textos literários. Subjetivismos geralmente revelam estados emocionais, característica que prejudica a objetividade e a clareza textual.

7- Uso do vocabulário: Usar termos obsoletos e obscuros prejudicam a clareza textual, principalmente quando empregados fora do contexto. Uma palavra fora do lugar já é o suficiente para confundir o leitor, portanto, escolha cuidadosamente cada palavra e evite aquelas cujo significado você não tenha muita certeza.


Publicado por: Luana Castro Alves Perez

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Os preços médios dos planos de saúde particulares no Brasil


Calculadora e estetoscópio: escassos no mercado, valores de planos individuais e familiares podem atingir, em média, até R$ 1.813.© BrianAJackson/Thinkstock Calculadora e estetoscópio: escassos no mercado, valores de planos individuais e familiares podem atingir, em média, até R$ 1.813.
São Paulo - Os preços dos planos de saúde individuais e familiares podem variar entre 60 reais e 1.813 reais por mês nas operadoras de grande porte, com mais de 100 mil beneficiários. É o que apontam dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 
O plano individual é o único tipo de plano que pode ser contratado pelo consumidor particularmente. Já os planos coletivos por adesão só aceitam clientes vinculados a uma associação profissional, sindicato ou órgão equivalente e os planos coletivos empresariais só podem ser contratados por empregados de empresas que ofereçam o benefício.
O tíquete médio dos planos individuais oferecidos por cada operadora de planos de saúde passou a ser divulgado pela ANS no último boletim de Dados Integrados de Qualidade Setorial, disponível no site da agência reguladora.
A entidade não divulga o tíquete médio de planos individuais de todas as operadoras, mas as empresas que tiveram a informação listada são responsáveis por 72% dos beneficiários de planos de saúde no país, o que torna a amostra representativa. A ANS opta por não incluir os dados das operadoras cujos dados são considerados inconsistentes e daquelas que estão em fiscalização. 
Comparar os preços de planos de saúde pode ajudar o consumidor a economizar e planejar o orçamento para acomodar a despesa, que aumenta conforme a idade do beneficiário.
No entanto, o custo não deve ser o único fator analisado pelo consumidor na hora de contratar um plano. Extensão da cobertura, qualidade da rede credenciada e atendimento da operadora também devem fazer parte da decisão.
Veja a seguir quanto custam, em média, os planos individuais oferecidos por operadoras com mais de 100 mil beneficiários no país.  As Unimeds de diferentes regiões aparecem separadas na lista porque, mesmo fazendo parte de uma cooperativa, suas unidades são autônomas:
Operadora de saúdePreço médio de plano individual por mêsQuantidade de planos individuais em comercialização
Omint R$ 1.813,8412
Vitallis R$ 603,6611
Prevent Senior PrivateR$ 367,594
Central Nacional Unimed R$ 354,8415
Unimed Natal R$ 341,2914
Unimed de SantosR$ 323,235
Unimed de João PessoaR$ 316,486
Unimed de FortalezaR$ 315,2220
Unimed de Juiz de Fora R$ 310,8713
Centro Clínico GaúchoR$ 307,4716
Unimed Vitória R$ 306,652
Unimed CuritibaR$ 300,3110
Unimed Norte/Nordeste R$ 296,055
Amil R$ 288,989
Unimed de Ribeirão PretoR$ 288,779
Unimed MaceióR$ 286,4019
Unimed Campo GrandeR$ 284,4815
Unimed UberlândiaR$ 279,349
Unimed de Santa CatarinaR$ 274,3626
Unimed do ParanáR$ 271,213
Unimed Grande FlorianópolisR$ 269,3225
Unimed São GonçaloR$ 268,3116
Unimed CuiabáR$ 264,8310
Grupo Hospitalar do Rio de JaneiroR$ 262,4956
Unimed Nordeste RSR$ 257,3415
Unimed de BlumenauR$ 252,8318
Unimed GoiâniaR$ 244,4311
Unimed CampinasR$ 239,1816
SeisaR$ 234,993
Santa Helena R$ 232,265
Associação do plano de saúde da Santa Casa de SantosR$ 219,898
Unimed Belo HorizonteR$ 209,0111
Unimed de LondrinaR$ 207,6119
Unimed Vale do Taquari e Rio PradoR$ 205,3611
SobamR$ 201,8810
Unimed de PiracicabaR$ 196,925
Unimed JundiaíR$ 193,018
Unimed São José do Rio PretoR$ 191,586
Samp Espírito SantoR$ 184,228
Unimed MaringáR$ 181,0112
São FranciscoR$ 172,4234
Fundação São Francisco XavierR$ 162,288
MedisanitasR$ 158,604
Biovida R$ 152,4516
Unimed DivinópolisR$ 146,1113
Clinipam Clínica ParanaenseR$ 132,1011
Hapvida Assistência MédicaR$ 61,0576
Fonte: ANS
A lista considera apenas as operadoras de saúde de maior porte, com atuação nacional ou regional, e que atualmente comercializam planos de saúde individuais - razão pela qual a SulAmérica e a  Bradesco Saúde não foram incluídas.
Entre as operadoras de planos de saúde com mais de 1 milhão de beneficiários, apenas a Amil, a Central Nacional Unimed e a Hapvida comercializam planos individuais. 
Apesar de prever duas formas de contratação de planos de saúde: individual e coletivo, a lei não obriga as operadoras a comercializarem os dois tipos de produtos. 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), as opções de planos individuais disponíveis no mercado podem ser ainda menores.
Pesquisa recentemente divulgada pela associação aponta que 50% dos planos de saúde individuais e familiares com cobertura completa (ambulatorial, hospitalar e obstetrícia) que são oferecidos pelas dez maiores operadoras de cada estado não são comercializados pelas operadoras de saúde, apesar de estarem registrados na ANS.
O IDEC também verificou no levantamento que, entre as 26 capitais estaduais e Brasília, em cinco delas não há qualquer opção de plano individual dentro das características pesquisadas (Belo Horizonte, Macapá, Salvador, São Luís e Vitória). Em outras 11 capitais, somente uma operadora – a Unimed – comercializa planos de saúde individuais com essas características. 
O levantamento foi feito entre os dias 18 de maio e 2 de junho. O IDEC consultou os dados do Guia ANS e, posteriormente, os confrontou com as informações fornecidas pelo atendimento telefônico das operadoras. 
A ANS contesta o resultado da pesquisa do IDEC, ao apontar que, das 1.199 operadoras de planos de saúde com registro ativo no país, 78% possuem planos individuais registrados para comercialização. 
Caso um beneficiário tente contratar um plano de saúde incluído no Guia da ANS e a operadora informar que ele não é mais comercializado, a ANS orienta que o problema seja relatado à agência pois a prática pode ser considerada um indício de infração. 
Escassez de planos individuais prejudica o consumidor
A escassez de planos de saúde individuais é prejudicial ao consumidor, já que esse tipo de plano é o único que tem percentual máximo de reajuste de preço definido pela ANS. Esse tipo de plano também é o único que impede que a operadora rescinda o contrato por vontade própria - salvo em caso de fraude ou falta de pagamento.
Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) aponta que, como nos contratos coletivos por adesão esses pontos não são regulados, há maior liberdade para impor aumentos na mensalidade e dispensar o consumidor quando ele está doente ou idoso, o que traz insegurança financeira aos beneficiários.
Outra desvantagem é que, quanto menor a oferta de planos individuais no mercado, menor é a concorrência entre as empresas, o que pode elevar os preços cobrados pelos serviços.
A ANS afirma, em nota, que a disponibilidade de planos de saúde para comercialização no mercado, inclusive por faixas de preço, extrapola o seu poder de atuação e regulação. Os tipos de planos à venda podem ser definidos livremente por cada operadora, desde que sejam respeitadas as leis que regulamentam cada categoria de plano.
Mesmo que os reajustes de preços em planos coletivos por adesão dependam de negociações entre associações com as operadoras de saúde, a ANS aponta que monitora esses reajustes. Caso a operadora não informe o reajuste praticado, ou haja denúncia de aplicação de reajuste diferentes do informado à ANS ou previsto em contrato, as operadoras podem ser penalizadas, diz a agência.  
Respostas
EXAME.com entrou em contato com as operadoras que apresentaram os tíquetes médios mais altos da lista.
A Omint, especializada em planos de saúde voltados para famílias das classes A e B+, aponta algumas características dos planos que fazem com que seu tíquete médio seja o mais elevado da lista: rede de 700 de médicos renomados credenciados, muitos exclusivos da operadora; rede hospitalar composta por hospitais de primeira linha como o Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês; emissão de autorização para internação e realização de procedimentos cirúrgicos em até seis horas e reembolso de consultas feitas fora da rede credenciada em 24 horas.
Já a Vitallis informa que cobra de 85,96 reais a 732,59 reais por mês por seus planos individuais, de acordo com a faixa etária do beneficiário. A operadora contesta o valor divulgado pela ANS, afirmando que o preço médio real de sua carteira individual é de 140 reais.

Silvio Santos e Edir Macedo tem sociedade em empresa de TV paga


<p>A Newco seria responsável por negociar a venda de seus sinais e, no futuro, criar canais exclusivos para assinantes.</p>© Fornecido por Notícias ao…
Pode parecer inusitado, mas Silvio Santos e Edir Macedo serão sócios. De acordo com informações do colunista Daniel Castro, do site Notícias da TV, as emissoras Record, SBT e RedeTV! estão se unindo para a criação de uma empresa para negociar a venda de seus sinais para a TV por assinatura.
A ideia é que, no começo, essa empresa cobre das operadoras pelo carregamento dos canais digitais das três redes. Posteriormente, poderiam ser lançados canais exclusivos para assinantes - algo que já acontece a Globosat, a Turner e a Discovery Communications.
A empresa se chama Newco e ainda não saiu do papel. Em julho, Record, SBT e RedeTV! comunicaram ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a criação da joint venture (associação entre diferentes empresas em uma nova empresa). As três redes terão partes iguais, porém, a remuneração será de acordo com o valor de cada uma delas estipulado pelas operadoras.
Segundo o site, as três redes pediram a aprovação da sociedade em rito sumário, mais rápida, sem a análise aprofundada de impacto no mercado. Entretanto, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e a Sky apresentaram contestações e querem que o processo siga em rito ordinário. Caso isso aconteça, a joint venture pode levar anos para ser aprovada. Como argumento para fundamentar o pedido, a ABTA e da Sky dizem que a junção das três redes pode acarretar no aumento dos preços das mensalidades de TV por assinatura.
Essa argumentação se deve ao fato de que, como explica a reportagem do site, Record, SBT e RedeTV! avaliam que, juntas, terão mais força para cobrar das operadoras de TV paga. Hoje, elas cedem de graça seus canais e consideram que isso não é justo, uma vez que são responsáveis por cerca de 20% da audiência no cabo e no DTH (TV paga via satélite).
No Cade, as redes argumentaram que a nova empresa não acarretará uma "sobreposição horizontal" no mercado, já que atuam em um mercado distinto do da Newco. São empresas de radiodifusão, que vivem de publicidade, enquanto a nova empresa atuará no segmento de TV paga.
Por questões legais, as três emissoras não podem se manifestar oficialmente à imprensa durante a tramitação do processo.

Panelaços e buzinaços são registrados durante inserção do PT na TV


Manifestações contra o programa partidário exibido nesta noite ocorreram em várias capitais do País.© Foto: Marcio Fernandes/Estadão Manifestações contra o programa partidário exibido nesta noite ocorreram em várias capitais do País.
Pessoas bateram panelas, buzinaram e fizeram gritos de protesto durante os 10 minutos de propaganda do PT em vários bairros da capital paulista e também em outras capitais do País. Enquanto protestavam, manifestantes gritavam "fora PT", "fora Dilma" e "acorda Brasil".
Houve protestos no Itaim, zona nobre de São Paulo, e também no bairro de Santa Cecilia. Em Pinheiros, no quadrilátero entre a Cardeal Arcoverde e os bares da Vila Madalena, ao longo da Mourato Coelho, houve buzinaço e apitaço nas ruas  e panelaço nos prédios. Moradores apagavam e acendiam a luz dos apartamentos enquanto motoristas gritavam Fora Dilma quando passavam perto dos frequentadores dos bares.
Houve princípio de bate boca em um bar na Mourato Coelho, esquina com Cardeal, onde um grupo de frequentadores saiu em defesa da presidente Dilma enquanto outro gritava palavra de ordens pelo impeachment.
Os protestos, porém, foram menos intensos do que os ocorridos no último pronunciamento da presidente. Na Barra Funda, algumas pessoas xingaram Dilma. "Vai lavar louça", gritou um morador do bairro. "Bandidagem", gritaram outros. Carros que passavam na redondezas do bairro buzinaram. 
Rio. Intensos panelaços foram promovidos na Região Metropolitana do Rio durante os dez minutos em que o PT veiculou sua propaganda eleitoral, em cadeia nacional de rádio e TV, das 20h30 às 20h40 desta quinta.
O bater de panelas, o soar de buzinas e gritos de "Fora, Dilma" foram registrados em praticamente todos os bairros da zona sul, como Ipanema, Lagoa, Jardim Botânico, Copacabana, Leme, Botafogo, Flamengo, Largo do Machado e Catete, e alguns da zona norte, como Tijuca, Vila Isabel, Grajaú e Pilares. Em Niterói também se ouviram panelas, no bairro de Icaraí.
O protesto se intensificou durante o breve pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (PT). Nas imediações da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa, o coro era de "ladrão" e "vagabundo". Na maioria dos bairros as manifestações continuaram por mais alguns minutos após o fim do programa.
Belo Horizonte. Assim como nos dois protestos anteriores, o panelaço contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na capital mineira se concentrou em bairros de classe média e alta da cidade. Além do som dos utensílios de cozinha, manifestantes também pediram a saída da presidente com gritos de "fora Dilma'. O protesto aconteceu durante o horário eleitoral do PT em cadeia nacional. Houve ainda buzinaço. Carros piscavam os faróis. Em pontos da cidade, como no bairro Gutierrez, de classe média alta, simpatizantes da presidente retrucaram gritando "estão com fome"? enquanto as panelas eram batidas.
Os protestos realizados anteriormente, em 8 de março, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) falou em cadeia nacional pelas comemorações do Dia Internacional da Mulher, e em 5 de maio, durante programa do partido, também se concentraram em bairros das classes média e alta da cidade, como Belvedere, Serra e Gutierrez. Em regiões com população com poder aquisitivo mais baixo, como Salgado Filho, Betânia, Havaí e Palmeiras, não houve registro de manifestações. Nesta quinta, também nesses bairros, não houve protesto.
Ao longo do dia, lideranças sobretudo do PSDB foram para as redes sociais convocar a população para o protesto. O ex-presidente do partido no Estado, deputado federal Marcus Pestana, compartilhou foto de uma panela publicada pelo colega de Câmara Bruno Araújo (PSDB-PE) no Facebook. Um texto dizia: "Você está satisfeito com a crise? Feliz com a corrupção? Contente com mentiras? Não? Hoje, às 20h30, tem PT, Dilma e Lula na tv. Apitos e panelas, ação"!.
Bahia. O panelaço ecoou por diversos bairros de Salvador nesta noite. Mesmo antes do início do programa político do PT em cadeia de TV já era possível ouvir nas janelas e varandas de apartamentos o som inconfundível das panelas, que se tornou uma constante a cada fala de líderes petistas em rede nacional. Foram dez minutos de protestos.
Mas o panelaço ganhou corpo mesmo a partir do início da inserção política e não somente em bairros nobres da capital baiana. A exemplo do que ocorreu no dia 5 de maio, o som das panelas veio acompanhado de buzinaço, além do acender e apagar das luzes nas residências. 
Também era possível ouvir gritos de "fora PT", "fora Dilma", apitaço e vuvuzelas em bairros como Pituba e Costa Azul, na orla da cidade. Deu para ouvir as manifestações de forma clara até mesmo no boêmio bairro do Rio Vermelho, conhecido reduto do PT, além de localidades como Cidade Jardim, Graça, Itaigara, Brotas, Santo Agostinho entre outras regiões da capital baiana.    
Pernambuco. No Estado, as manifestações de repúdio ao programa eleitoral do PT foram registradas no Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e algumas cidades do interior, a exemplo de Petrolina, no Sertão, e Caruaru, no Agreste. Na capital, o panelaço foi ouvido em pelo menos 10 bairros, especialmente nas áreas mais nobres da cidade. Em Casa Forte, um dos mais tradicionais do Recife, o movimento começou antes mesmo da exibição do programa. Por volta das 20h alguns pequenos grupos de moradores circulavam pela Praça de Casa Forte (cujo jardins foram projetados por Burle Max), carregando panelas e cartazes com frases contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. 
Em Boa Viagem, na Zona Sul, os prédios da beira-mar, se transformaram em palco contra o PT e o Governo Federal. Além de bater panelas nas varandas e janelas, alguns moradores realizaram um buzinaço. Na Ilha do Leite, bairro onde está localizada a sede do Diretório Estadual do PSDB, houve um tumulto envolvendo manifestantes contrários e a favor do PT. O episódio aconteceu na calçada em frente a um restaurante. Cinco pessoas acenavam para os transeuntes, segurando bandeiras vermelhas, quando foi atacado com pedras por três rapazes que passavam pelo local. Uma viatura da Polícia Militar que passava pela região foi acionada, mas não conseguiu identificar os agressores. 
Nas Graças, o comerciante Marcelo Silva aproveitou para "faturar" durante o panelaço alugando por R$ 5,00 panelas e colheres de pau para quem quisesse se manifestar. "Quinta-feira é um dia de muito movimento. Nos últimos tempos as conversas dos meus clientes sempre envolviam política e a crise. A televisão aqui está sempre ligada, então, decidi que quem quisesse poderia alugar umas panelas para bater", revelou. E teve que quis.  Marcelo alugou sete panelas e faturou R$ 35,00. 
Também houve panelaço no Espinheiro, Encruzilhada, Pina, Tamarineira, Jaqueira, Madalena, Torre e Boa Vista. / RICARDO CHAPOLA, PEDRO VENCESLAU, FÁBIO GRELLET, LEONARDO AUGUSTO , MÔNICA BERNARDES, E HELIANA FRAZÃO

Nestor Cerveró negocia acordo de delação

Nestor Cerveró negocia acordo de delação e diz que falará sobre compra de Pasadena

Agência O Globo

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e o lobista Fernando Soares, conhecido por Baiano, começaram a negociar na quinta-feira acordos de delação premiada para falar sobre o envolvimento deles no esquema de corrupção na Petrobras. Na Polícia Federal, Cerveró disse que está disposto a revelar detalhes da compra da usina de Pasadena, nos Estados Unidos, na qual a Petrobras teve prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão. Ele não deve citar o nome da presidente Dilma Rousseff, que na época da compra de Pasadena era presidente do Conselho de Administração da estatal.
Cerveró vai depor também sobre a compra das sondas na Samsung, da Coreia, e deve dar nomes de quem se beneficiou com propinas no negócio.
O Ministério Público Federal denunciou na quinta-feira o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, e mais cinco pessoas por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Zelada, ex-funcionário da estatal e o PMDB teriam dividido cerca de US$ 31 milhões em propina no contrato de locação do navio-sonda Titanium Explorer, destinado a perfurar poços de petróleo para a Petrobras no Golfo do México. Além de Zelada, foram denunciados Eduardo Vaz da Costa Musa, ex-diretor da área internacional da estatal; o executivo Hsin Chi Su, conhecido como Nobu Su, e os lobistas Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior e João Augusto Rezende Henriques.
Segundo depoimento de Padilha, que se tornou delator da Operação Lava-Jato, Henriques foi o responsável por receber e distribuir a parcela destinada ao PMDB e negociou os detalhes com Nobu Su, representante da empresa dona do navio, a chinesa TMT. Todos os depósitos teriam ocorrido no exterior.

PRISÃO PREVENTIVA DE EX-PRESIDENTE DA ELETRONUCLEAR

O juiz Sérgio Moro converteu em preventiva a prisão temporária do ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Na prática, Othon não tem prazo para ser solto. A prisão temporária dele expirava hoje.
O juiz justificou sua decisão ao escrever, no despacho, que “são robustas as provas do pagamento de propina a Othon Luiz em decorrência do cargo exercido na Eletronuclear e mediante a simulação de contratos de consultoria fraudulentos”.

FOTOS:IGREJA CATÓLICA SANTA TEREZINHA=POTIRAGUÁ





FOTOS; FABRICIO.

43ª AULA = CASOS DE AMBIGUIDADE



Casos pontuais revelam que a ambiguidade prejudica a clareza da mensagem 

A condição de nos colocarmos como seres eminentemente sociais resulta do fato de a todo  momento estarmos inseridos em situações de comunicação. Assim, cabe afirmar que essa interação somente se tornará efetivada se houver clareza e objetividade por parte de quem profere algo, pois caso contrário, seja por um motivo ou outro, haverá uma quebra de entendimento, fazendo com que as intenções definidas pela enunciação não sejam concretizadas. Assim afirmando, tais pressupostos se aplicam à modalidade oral, mas se aplicam ainda com mais efetividade em se tratando da modalidade escrita de linguagem, haja vista que esta caracteriza aquelas situações considerada formais.

Dessa forma, caro(a) usuário(a), pretendemos levar até você algumas considerações inerentes a um fator que, quando materializado, faz com que a mensagem não se apresente de forma assim tão clara, objetiva como deveria, haja vista que dá margens para o interlocutor se sentir questionado acerca das reais intenções a que se propôs o emissor ao proferir uma determinada expressão. Tal fator se demarca pela ambiguidade, aquela característica (concebida de forma negativa, obviamente) que confere ao discurso uma múltipla interpretação, materializada por alguns casos considerados pontuais. Por essa razão, vejamos alguns deles:

* Colocação inadequada de algumas palavras:

O vizinho espantado resolveu ver o que estava acontecendo àquela hora da noite.

Tal colocação nos dá margens para nos sentirmos questionados se o vizinho estar “espantado” é realmente uma característica do vizinho sempre, ou se ele se mostrou espantado num dado momento apenas. Dessa forma, retificando o enunciado, temos:

O vizinho, espantado, resolveu ver o que estava acontencendo àquela hora da noite.

* Uso de forma indistinta entre a conjunção integrante  e o pronome relativo:

O turista disse ao guia que era pernambucano.

Daí nos perguntamos acerca de quem era pernambucano: o guia ou o turista? De modo a retificar o enunciado, obtemos:
O turista disse que era pernambucano ao guia.

* Uso inadequado das formas nominais:

O supervisor de turma pegou o aluno correndo no pátio da escola.

Quem realmente estava correndo? O supervisor de turma ou o aluno? Dessa forma, de modo a retirar a dupla interpretação, temos:

O supervisor de turma pegou o aluno que corria no pátio da escola.

 * Uso indevido dos elementos coordenativos:

Beatriz e Paulo desejam noivar-se.

A má interpretação reside no fato de não conseguirmos identificar muito bem se Paulo deseja noivar-se com Beatriz ou se ambos desejam ficar noivos de pessoas distintas.  De modo a desfazermos esse mal entendido, obtemos:

Beatriz deseja noivar-se com Pedro,  e Paulo com Cristina.

* Inadequação relacionada  ao uso dos pronomes relativos:

Durante a viagem, saboreamos alimentos e bebidas cuja qualidade é inigualável.

Infere-se perguntar acerca de qual qualidade se apresenta  inigualável: das bebidas ou dos alimentos? Tornemos o discurso mais claro, portanto:
Durante a viagem, saboreamos  alimentos e bebidas, os quais possuem qualidade inigualável.

Todas as aulas postadas fazem parte do assunto preparatório das provas do ENEM.

Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte