terça-feira, 21 de junho de 2016

Sou diabético. Qual bebida alcoólica posso consumir?



Vinho © Getty Vinho A maioria das pessoas com diabetes pode, sim, desfrutar de algumas bebidas com álcool. As regras são claras: um drinque por dia para as mulheres; dois para os homens. Entretanto, você deve saber que, como o teor alcoólico afeta com os níveis de açúcar do sangue, é preciso ficar atento: além de ouvir o que seu médico tem a dizer sobre isso, não deve consumir esse tipo de iguaria de estômago vazio.
Abaixo, algumas opções:

Cerveja

Hoje em dia, é possível encontrar algumas cervejas em versões "light" e "low carb", que têm baixos níveis de carboidratos. Tenha cuidado com opções artesanais, pois costumam ter o dobro de álcool e calorias.

Vinho

Algumas pesquisas dizem que o vinho, tanto o tinto quanto o branco, ajuda o organismo a usar melhor a insulina e diminuir os riscos de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Além disso, seus antioxidantes também são um banquete para o bom funcionamento do coração. Um cálice é suficiente e tem cerca de 120 calorias.

Drinques doces

Bebidas doces, como margaritas e mojitos, não estão proibidos. Use complementos, sem açúcar como sucos ou frutas frescas em vez de usar xarope industrializado. Para adoçar, tente algo natural, como stévia ou ágave.

Avião de Eduardo Campos leva PF a caixa 2 de empreiteiras




A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 20, a Operação Turbulência contra um grupo especializado em lavagem de dinheiro, em Pernambuco e Goiás, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010. Foram presos os empresários Apolo Santana e João Carlos Lyra.

A investigação começou, segundo a PF, a partir da análise de movimentações financeiras suspeitas detectadas nas contas de algumas empresas envolvidas na aquisição da aeronave Cessna Citation PR-AFA. Esse avião transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos pelo PSB, em seu acidente fatal. O avião se acidentou em Santos, em agosto de 2014.Apolo Santana e João Carlos Lyra são empresários em Pernambuco e compraram o jato Cessna.
A PF constatou que essas empresas eram de fachada, constituídas em nome de "laranjas", e que realizavam diversas transações entre si e com outras empresas fantasmas, inclusive com algumas empresas investigadas na Operação Lava Jato.Há suspeita de que parte dos recursos que transitaram nas contas examinadas servia para pagamento de propina a políticos e formação de "caixa dois" de empreiteiras. Segundo a PF, o esquema sob apuração encontrava-se ativo, no mínimo, desde o ano de 2010.

Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva. Também estão sendo cumpridos mandados de indisponibilidade de contas e sequestro de embarcações, aeronaves e helicópteros dos principais membros da organização criminosa. Há três mandados de buscas e dois de conduções coercitivas em Goiás.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos no Aeroporto de Guararapes - PE-, nas cidades pernambucanas do Recife, de Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Moreno e Lagoa de Itaenga e nas cidades goianas de Goiânia e Aparecida de Goiânia.Os presos e os conduzidos coercitivamente serão levados para a sede da Polícia Federal no Recife. Os envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação no esquema criminoso, nos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Cunha nega renúncia e diz que não cometeu nenhum crime e não tem o que delatar




Reuters

Cunha participa de entrevista em Brasília © REUTERS/Adriano Machado Cunha participa de entrevista em Brasília 
 
O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a negar nesta terça-feira que vá renunciar a seu mandato ou ao comando da Casa, e também rejeitou que esteja considerando a possibilidade de fechar uma delação premiada com a Justiça.

Aliados têm sugerido a Cunha que renuncie à presidência da Câmara, ao mesmo tempo em que surgiram especulações sobre uma eventual colaboração do parlamentar, investigado pela Lava Jato e réu em uma ação penal, com a Justiça. 

"Não cometi qualquer crime, eu não tenho o que delatar", disse a jornalistas nesta terça-feira.
Cunha convocou uma entrevista coletiva nesta terça-feira, após um período sem falar com a imprensa, alegando que queria dar a sua versão dos fatos. 

Com o cerco se fechando cada vez mais, Cunha não poupou críticas a adversários, ao processo de cassação aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara, e ao pedido de prisão oferecido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
"Chega a ser ridículo", disse.

Alvo de processo de cassação do mandato no Conselho de Ética da Câmara, que se arrastava há cerca de sete meses, Cunha sofreu uma importante derrota na semana passada quando os integrantes do colegiado acataram um parecer contra ele. O presidente afastado da Casa é acusado de quebra de decoro parlamentar sob argumento de que teria mentido em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado ao negar ter contas bancárias no exterior. 

O parlamentar aproveitou a entrevista nesta terça-feira para anunciar que irá apresentar recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa contra a decisão do conselho e não descartou que outros deputados recorram à CCJ questionando a decisão do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que na segunda-feira retirou um pedido de consulta sobre o rito do processo de cassação cuja interpretação poderia beneficiar Cunha.

Também rejeitou as acusações de que teria aceitado o pedido de impeachment de Dilma Rousseff a partir de um desvio de finalidade, como alega a defesa da petista, argumentando que sua decisão já estava assinada e trancada no cofre antes do dia de sua divulgação. 

Aproveitou para acusar o então chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, de ter prometido, em três encontros, votos do PT a favor de Cunha no Conselho de Ética, além de garantir que poderia ter o "controle" do presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), para evitar que Cunha aceitasse o pedido de impeachment contra Dilma. 

Nessas conversas, segundo o deputado, o então ministro teria ainda sugerido que poderia interferir no STF para evitar que seu caso fosse desmembrado, o que resultaria no envio dos processos contra a sua esposa e filha para a primeira instância. 

Cunha está afastado de suas funções desde o início de maio, quando o STF suspendeu seu mandato. Já é réu em uma ação penal e corre o risco de tornar-se réu pela segunda vez na quarta-feira, quando o Supremo deve analisar nova denúncia.

O pedido de prisão formulado por Janot permanece pendente no STF. Cunha tem um prazo para apresentar informações e alegações sobre o pedido, e só então será analisado no Supremo.

Ainda este mês, a Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio dos bens do presidente afastado, e da mulher dele, a jornalista Cláudia Cruz, em resposta a uma ação de improbidade administrativa movida pela força-tarefa da operação Lava Jato.

A ação do Ministério Público Federal acusa o parlamentar de ter recebido propina na compra pela Petrobras de 50 por cento de um bloco petrolífero em Benin, na África.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

10 sintomas que os homens jamais devem ignorar



© image/jpeg Os homens relutam muito para ir ao médico e só vão mesmo quando precisam. Em comparação com as mulheres, eles vão muito menos, mas isso não quer dizer que tenham mais saúde, pode apenas espelhar a tendência em fugir a sete pés do consultório.
Contudo, não dá para escapar a determinados sintomas que, quando intensos e/ou recorrentes, devem ser alvo de análise médica e especializada, sob a pena de ser tarde de mais.
De acordo com o Mirror, existem alguns sintomas que os homens jamais devem ignorar. São eles:

Estresse

Os homens são responsáveis por quatro em cada cinco suicídios, defendem os responsáveis do Men’s Health Forum, que alertam para o fato do sexo masculino tender a ignorar o estresse e as suas consequências.

Problemas debaixo dos lençóis

Seja no antes, no durante e no depois do ato, se há algum problema, o homem deve procurar a ajuda de um médico. Mesmo que não exista qualquer causa a física, a má performance pode ser altamente nociva para a saúde mental e emocional do homem.

Caroço nos testículos

Este é outro sintoma que os homens jamais devem ignorar. Só no Reino Unido, por exemplo, o câncer testicular afeta 2.300 homens todos os anos, sendo mais comum a partir dos 45 anos.

Problemas urinários

Seja a cor, odor, frequência ou presença de sangue, quando um homem tem problemas de urina, estes devem ser reportados o quanto antes a um médico, uma vez que existe o risco de próstata inflamada ou até mesmo de câncer.

Constipação contínua

Este é outro sintoma que os homens não devem ignorar, pois as gripes que não passam podem esconder problemas pulmonares, como a bronquite.

Mudanças na evacuação

Dor de barriga, diarreia, obstipação ou outra condição fora da rotina intestinal do homem devem ser avaliada por um médico. A síndrome do intestino irritável ou uma alimentação pobre podem ser as causas.

Roncar

A semana dedicada à saúde masculina coloca ainda o ronco constante como um dos sintomas que os homens devem ter especial atenção. Apneia do sono, problemas respiratórios ou algum tipo de deficiência cardiovascular podem ser as causas para o ronco masculino.

Sangue nas gengivas

Se ir ao médico já é uma dor de cabeça, ir ao dentista pode ser um verdadeiro desafio para os homens, que acabam por ignorar erradamente problemas bocais como as gengivas inflamadas.

Mudanças ou nascimento de sinais

Tal como acontece com as mulheres, também os homens devem olhar para a própria pele com atenção, avaliando os sinais que existem e os novos que surgem.

Deformação do pênis

Quando o pênis fica deformado no seu estado ereto ou a própria ereção é um momento penoso para o homem, é preciso visitar um médico. Embora a doença de Peyronie seja rara, pode ser grave e bastante dolorosa.

Collor xinga Janot e oferece solidariedade' a Heráclito em festa junina



A delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado esquentou a temporada de festas juninas políticas de Brasília. Na fria noite deste sábado, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos acusados de pedir propina por Machado, recebeu cerca de quatrocentas pessoas na casa da filha no Lago Sul, em uma festa de proporções maiúsculas. O presidente da República interino, Michel Temer (PMDB), esperado no arraial, desmarcou de última hora e ficou em São Paulo com o filho Michelzinho. O centro das atenções, então, virou o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), alvo da Operação Lava Jato.

Vestido com uma camisa xadrez, ora escondida por um pulover azul claro, jeans Levis e tênis preto, Collor papeou, trocou sorrisos e cumprimentos com os convidados e ficou na festa até a madrugada com a atual mulher, a arquiteta Caroline Medeiros, e as filhas gêmeas. Passou horas de pé enfileirando charutos cubanos Montecristo e contou que, logo depois de sofrer o impeachment, viajou para duas semanas na ilha caribenha do comunista Fidel Castro, a convite do ditador.

Ao se despedir de Heráclito, Collor voltou a ofender o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com o mesmo palavrão que já havia disparado da tribuna do Senado e afirmou que gostaria sair em defesa do parlamentar. "Deixe-me fazer sua defesa, você tem minha absoluta solidariedade, toda solidariedade, contra esse filho da p#%@ do Janot", disse abraçado ao anfitrião para surpresa de jornalistas, deputados e convidados. "Filho da p#%@ porque a mãe dele é uma p#%@. Falo isso aqui porque já falei no Senado", justificou.

Deputados debatiam o cenário da política - os temas mais recorrentes da noite eram as ameaças da Operação Lava Jato ao governo interino e o desempenho de Temer e os sinais da economia e os próximos passos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara, que podem precipitar uma eleição. Estavam na festa os ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e o da Defesa, Raul Jungmann (PPS), além dos deputados Antonio Imbassahy (BA), líder do PSDB, Rogério Rosso (DF), líder do PSD, Benito Gama (PTB-BA), Danilo Forte (PSB-CE), Nilson Leitão (PSDB-MT) e Hugo Leal (PSB-RJ), entre outros. Do Palácio do Planalto, foram apenas assessores diretos dos ministros peemedebitas da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. "Fiquei catorze anos sem pisar lá, mas fui essa semana conversar com Michel depois da delação", disse Heráclito. Ele defendeu o presidente interino, também acusado por Machado de pedir 1,5 milhão de reais propina como doação eleitoral a um aliado, em 2012. "Essa conversa não faz o estilo dele."

Heráclito estava vestido de camisa social e um colete verde xadrez, para entrar no clima da festa, mas logo colocou um casaco bege por cima, para aplacar o frio. As rodas de conversa eram regadas a goles do vinho português Confidencial, regional de Lisboa, chope artesanal Colorado servido em um food truck, quentão e whisky Red Label. Três grupos se revezaram num palco ao som de ritmos nordestinos, como forró e axé, e do sertanejo, uma das preferências nas baladas da capital federal. Para comer, não faltou opção: espetinhos de carne, frango, queijos coalho ou provolone e salsichão, arroz de capote ou carreteiro, paçoca nordestina, cachorro quente, pastel e batata frita, doces de milho, como pamonha e cural, churros de doce de leite ou chocolate, canjica, diversos bolos de chocolate, bolo de rolo e docinhos feitos com paçoca - parte deles encomendados do Piauí e de Pernambuco.

O Arraiá dos Fortes só não teve quadrilha, mas Heráclito montou um parque de diversões para os dois netinhos. A criançada circulava pelo gramado em pôneis, em charretes, descia num escorrega gigante inflável, brincava de pescaria, chute a gol e tiro ao alvo, e ainda podia levar para casa, além de brinquedos e bichos de pelúcia, animais de verdade como patinhos, coelhos e peixes, expostos ao lado de cabritos e passarinhos numa mini fazenda montada no jardim da mansão. Inconformado com as denúncias de Machado, a quem chamou de "irresponsável", Heráclito ironizou: "Isso tudo eu paguei com o que sobrou da propina do Sérgio Machado". Ele desafiou o delator a provar que tenha cobrado propina quando era da Comissão de Infraestrutura do Senado, entre 2006 e 2007, para aprovar o limite de endividamenteo da Transpetro. Machado diz que ele teria entregado 500.000 reais ao parlamentar e que na campanha de 2014, Heráclito fez vários telefonemas cobrando mais 500.0000 reias como doação eleitoral. "Ele nunca esteve na comissão. A Dilma foi, quando ainda era ministra. Quero que ele prove uma só ligação que eu tenha feito. Vou abrir meu sigilo telefônico."

Waldir Maranhão retira da CCJ consulta que poderia beneficiar Cunha




BRASÍLIA - O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), retirou nesta segunda-feira, 20, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a consulta que poderia ajudar o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a reverter em plenário seu pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética na semana passada. A intenção do parlamentar maranhense de retirar a consulta foi adiantada pelo Broadcast Político na última sexta-feira, 17. 

Em sua decisão, o parlamentar maranhense determinou o arquivamento da consulta. A consulta arquivada se baseava em quatro perguntas: se deve ser votado em plenário um projeto de resolução (sujeito a receber emendas e assim sofrer alteração no plenário) ou parecer (do relator no Conselho de Ética, sem possibilidade de mudanças); se é possível fazer emendas em plenário (alterando o que veio do conselho); se essas emendas podem prejudicar o representado; e se, no caso de rejeição pelo plenário do projeto de resolução, é preciso deliberar sobre a proposta original da representação ou se ela é considerada prejudicada.

Em sua decisão desta segunda-feira, Maranhão justificou a retirada sob o argumento de que a CCJ já tinha se pronunciado sobre o mérito da consulta em pelo menos duas ocasiões, sobretudo, segundo ele, em relação ao que deve ser submetido à deliberação do plenário: se o parecer ou projeto de Resolução. Com base nessa jurisprudência, o presidente interino decidiu que o que deverá ser submetido ao plenário da Câmara será o parecer, e não o projeto de Resolução e que, por esse motivo, "não há de se cogitar da possibilidade de admissão de emendas".
O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) © Fornecido por Estadão O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) Como mostrou o Broadcast Político na última sexta-feira, 17, Maranhão também decidiu retirar a consulta por motivos políticos. Ele disse a deputados adversários de Cunha que perdeu a confiança até nos interlocutores de seu partido e no chamado "Centrão" - grupo de 13 partidos liderados por PP, PSD, PR e PTB -, que quer voltar a ser um vice-presidente da Casa e ficar longe dos holofotes. As conversas se intensificaram após a aprovação do pedido de cassação no Conselho de Ética e seu indicado para presidir a CPI do DPVAT, Luís Tibet (PTdoB-MG), perder a vaga para o deputado Marcos Vicente (PP-ES), patrocinado pelos aliados de Cunha.

A consulta que pode livrar Cunha da perda do mandato estava na pauta desta segunda-feira, 20, das discussões da CCJ. O deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado de Cunha, tinha produzido um parecer por meio do qual sugeria que fosse votado em plenário um projeto de Resolução, sujeito a emendas (desde que elas não prejudiquem o representado). O parecer do relator previa ainda que, caso a pena prevista no projeto votado fosse rejeitada pelo plenário, o deputado seria absolvido, não podendo ser votada a representação inicial. No caso de Cunha, a representação do PSOL e Rede pede a perda do mandato. / COLABOROU DAIENE CARDOSO.

Jader ofereceu banco para gerir propinas




BRASÍLIA - No acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contou que o pagamento de propinas ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) envolveu, além de doações oficiais de campanha, repasses em espécie feitos por um empresário que pretendia fechar contrato com a subsidiária da Petrobras e até a oferta de apoio "logístico" de um banco.

Nos depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR), o delator disse que o peemedebista o "pressionava muito" por recursos ilícitos. Machado revelou ter dado, entre 2004 e 2007, R$ 4,25 milhões para Jader, sendo R$ 1,25 milhão em contribuições eleitorais e outros R$ 3 milhões em espécie. As entregas, segundo ele, eram feitas por um funcionário da empresa de seu filho, Daniel.
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) © Fornecido por Estadão O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) Parte do dinheiro referia-se a uma dívida de US$ 100 mil (R$ 348,9 mil, ao câmbio desta quinta-feira) de Jader com um advogado. Conforme a versão do delator, a quantia foi rateada e paga pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA), também citados como beneficiários do esquema na Transpetro.

Machado afirmou que, como havia muita pressão, também cobrou suborno do empresário Miguel Iskin, que estaria tentando direcionar uma licitação na subsidiária da Petrobrás para obter contrato de tratamento de resíduos sólidos. O pagamento, cujo valor não foi informado, teria sido feito. Apesar disso, Machado disse que Iskin não fechou o negócio, que beneficiaria uma empresa francesa. "Miguel reclamou muito."

Desgaste. O delator contou ainda ter tido mais um problema depois disso, quando Barbalho pediu que o executivo pagasse uma dívida sua com o Banco BVA ou seu presidente, José Augusto Ferreira do Santos. Ele contou que Santos o procurou "diversas vezes" para cobrar o valor (não detalhado), mas que não fez repasse de propina para "essa finalidade". O presidente do banco teria ainda oferecido, sem sucesso, "apoio logístico" para o pagamento de propinas a Barbalho e a outros políticos.

Machado relatou que, como o pleito de Barbalho não foi atendido, houve um "desgaste" e, a partir daí, Renan passou a solicitar pagamentos para Jader na forma de doações eleitorais, feitas por empreiteiras.
Santos também foi citado em outro esquema investigado pela Lava Jato. Em sua delação, o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse que, entre 2009 e 2010, houve uma ordem de Edison Lobão, então ministro de Minas e Energia, para que o BVA fosse atendido na Petrobras. Lobão teria feito pressão para que o Petros, fundo de pensões da estatal, investisse na instituição financeira.

O BVA faliu em 2014, o que gerou perdas para o fundo. A defesa de Lobão alega que ele "não se lembra" de conhecer Santos. A Petros investiu em títulos estruturados pelo banco e recorreu à Justiça para recuperar parte dos recursos investidos.

Jader reiterou que não recebeu favores de Machado. "Machado é um canalha e roubou a Transpetro de todas as formas." Iskin disse que as afirmações de Machado "não são verdadeiras". Santos não foi localizado. Os administradores da massa falida do BVA não se manifestaram.