O juiz Sergio Moro condenou 83 pessoas na operação Lava Jato,
sendo que 23 delas recorreram da decisão ao Tribunal Regional Federal 4ª
Região (TRF-4).
Desses, de acordo com informações da Folha de S.
Paulo, 8 tiveram as penas mantidas e outros 8 endurecidas (70%). Quatro
conseguiram a absolvição pelo tribunal (17%), enquanto 3 (13%) tiveram
suas penas diminuídas.
O levantamento foi feito com o apoio da
assessoria da Justiça Federal do Paraná e levou em conta apenas casos em
que já houve condenação e análise da apelação.
De acordo com
entidades que defendem a atuação do juiz Sergio Moro, o índice de
confirmação das decisões na segunda instância revela a "isenção e
capacidade" do juiz que conduz a Lava Jato, como afirma a Associação dos
Juízes Federais do Brasil.
Já os advogados de réus apontam para
um Judiciário receoso de contrariar a opinião pública, que tende a
clamar por mais punições, mesmo que à revelia das leis.
SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de
ato em um evento para servidores da educação em Brasília e aproveitou
para voltar a falar sobre ser candidato nas eleições de 2018. Em tom de
campanha, ele questionou: "quem é que vai tirar o país da lama que ele
ficou?", ouvindo a plateia gritar "Lula!". Ele participou do 33º
congresso da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
Em
outro momento, pela segunda vez na semana, ele usou a expressão "se
preparar": "quem acha que pode me proibir de algo pode se preparar",
criticando o que ele chama de perseguição para que sua candidatura à
presidência não ocorra. Na véspera, o ex-presidente defendeu o "direito
de candidatura" durante o 29º Encontro Estadual do MST (Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Salvador.
"Se o [presidente
Michel] Temer quer ser, ótimo, se o [ministro José] Serra quer ser,
ótimo, se o [juiz Sérgio] Moro quer ser, ótimo, se os delegados [da
Polícia Federal] querem ser... Todo mudo que quer ser candidato tem
direito, entre num partido e vá para as ruas", afirmou.
Rumores
recentes apontam que o PT pretende adiantar e lançar até maio a
candidatura oficial de Lula. A tática seria aproveitar a baixa
popularidade do governo Temer e reforçar a defesa jurídica do
ex-presidente, réu em cinco ações penais, duas delas no âmbito da Lava
Jato. Com isso, ele poderia reforçar a tese de que qualquer denúncia
contra ele é perseguição e tentativa de evitar que ele concorra para
presidente.
O deputado cassado Eduardo Cunha está devendo pelo menos R$ 550 mil a seus advogados.
As informações são da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja, deste sábado (14).
O
ex-presidente da Câmara teria acordado pagamento de R$ 900 mil aos
defensores. De acordo com a revista, está devendo R$ 300 mil para um
deles, e R$ 250 mil a outro.
Cunha está preso preventivamente desde outubro, por decisão do juiz federal Sérgio Moro.
A operação que a Polícia Federal deflagrou hoje (13), no Distrito
Federal, Bahia, Paraná e São Paulo para investigar um suposto esquema de
fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, entre 2011
e 2013, teve origem na obtenção de informações extraídas de um aparelho
celular apreendido em 2015, do ex-presidente da Câmara, o deputado
cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Ao pedir à Justiça Federal
autorização para a PF cumprir sete mandados de busca e apreensão em
endereços residenciais e comerciais das quatro unidades da federação, o
Ministério Público Federal (MPF) citou Cunha e o ex-ministro Geddel
Vieira Lima como suspeitos de possíveis crimes de corrupção, formação de
quadrilha e lavagem de dinheiro, praticados entre 2011 e 2013. Para o
procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Geddel
“valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar
empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e
fornecer informações privilegiadas para outros membros da quadrilha
composta, ainda, por Eduardo Cunha” e outros.
Também são
representados o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da
Caixa, Fábio Ferreira Cleto; o ex-vice-presidente de Gestão de Ativos
Marcos Roberto Vasconcelos, exonerado do cargo a pedido em setembro de
2016; o servidor da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, que chegou a
ocupar a vice-presidência de Varejo e Atendimento do banco, além do
fundador da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina, e do doleiro Lúcio
Bolonha Funaro.
Segundo o MPF, o ex-deputado Eduardo Cunha
manipulava a liberação de créditos na Caixa com o envolvimento de Cleto
e, possivelmente, do então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa,
Geddel Vieira, mencionado em diversas mensagens eletrônicas como
beneficiários de valores desviados por meio do esquema.
Geddel
ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa entre março de
2011 e dezembro de 2013. Entre 2007 e 2010, período do segundo governo
Lula, Geddel chefiou o Ministério da Integração Nacional. Em maio de
2016, voltou ao Palácio do Planalto como ministro-chefe da secretaria de
governo do presidente Michel Temer, deixando o cargo em novembro do
mesmo ano, alvo de suspeitas de ter atuado para beneficiar uma
construtora na Bahia.
De acordo com o MPF, foi o
ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto
quem, ao prestar depoimentos à Procuradoria-Geral da República, acusou
Eduardo Cunha de ter recebido propina de empresas em troca da liberação
de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FI-FGTS ). A gestão do fundo estava sob a responsabilidade da
vice-presidência de Gestão de Ativos, então ocupada por Marcos Roberto
Vasconcelos, que foi exonerado do cargo a pedido, em setembro de 2016.
Para
o procurador Cordeiro Lopes, os indícios de irregularidades já reunidos
apontam que os investigados operaram para fraudar a liberação de
créditos da Caixa empregando técnicas semelhantes às usadas para desviar
recursos da Petrobras e já reveladas pela Operação Lava Jato. Entre
outras acusações, o procurador sustenta que Cunha obtinha empréstimos
fraudulentos para empresas participantes do esquema junto à diretoria
comandada por Geddel.
Dentre as empresas citadas como
beneficiárias do esquema estão o grupo J&F, a BR Vias (pertencente
ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul
Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre
outras.
“A BR Vias beneficiava-se de sistemática ilícita para
obtenção de recursos junto à CEF, contando com a participação ativa do
então vice-presidente de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, bem como
do ex-deputado federal Eduardo Cunha e de Fábio Cleto e Lúcio Bolonha”,
afirma o procurador. Em uma mensagem extraída do telefone apreendido de
Cunha, Geddel informa o ex-presidente da Câmara de que há problemas na
liberação de créditos para a Oeste Sul.
“Outras mensagens dão
testemunho de que, assim como a BR Vias, outras empresas vinculadas à
família Constantino negociavam a obtenção de recursos na
vice-presidência de Pessoas Jurídicas da CEF”, relata Cordeiro Lopes,
mencionando o grupo Marfrig e Seara como beneficiários do esquema.
Diante
dos argumentos e elementos apresentados pelo MPF, o juiz federal
Allisney de Souza Oliveira autorizou a PF a fazer buscas e apreender
documentos em endereços residenciais e comerciais ligados aos
investigados e na própria Caixa. Também a pedido do MPF, o magistrado
suspendeu o sigilo de todo o processo, inicialmente enviado ao STF,
devido ao foro privilegiado de que Geddel e Cunha dispunham no início
das investigações e, posteriormente, remetidos para o Tribunal Regional
Federal do Distrito Federal.
Procurada, a assessoria do PMDB
informou que Geddel ainda não se pronunciou sobre as suspeitas. A
reportagem ainda não conseguiu contato com o ex-ministro, com os
advogados de Eduardo Cunha e com os demais alvos dos mandados de busca e
apreensão.
A Caixa informou que o banco está em contato
permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as
investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela
instituição.
SÃO PAULO - O Brasil alcançou pela primeira vez o topo de um
ranking de países em que multinacionais pagam propinas, segundo a Folha
de S.Paulo. A lista é elaborada com base em investigações do
Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da SEC (Securities and
Exchange Comission), que regula o mercado financeiro norte-americano.
O
levantamento referente a 2017 aponta que o Brasil foi citado 19 vezes
como o país onde as empresas globais disseram ter pagado propina. A
quantidade de menções é praticamente o dobro da registrada em 2015,
quando foram 10.
Em segundo lugar aparece a China, citada 17
vezes, seguida pelo Iraque, com 8 menções. Esta é a terceira vez que o
levantamento é elaborado. Nos dois primeiros anos, o primeiro lugar
ficou com a China e o Brasil ocupava a segunda colocação, seguido pela
Rússia.
A lista é elaborada com base na Lei Anticorrupção no
Exterior (ou FCPA, Foreign Corruption Practices Act, em inglês), de
1977. O entendimento das autoridades dos Estados Unidos é que o
pagamento de propina em outros países mina a concorrência e prejudica
investidores norte-americanos.
Em uma reunião feita hoje, (12/01) pelo vereador Jean Paulo e a
vereadora Idene na câmara municipal de Potiraguá, ganhadores dos
terrenos dado pelo ex prefeito Luiz Soares, rejeitaram acordo do
Prefeito Jorge Cheles.
Segundo o
Vereador Jean Paulo, o então prefeito Jorge, que não se fez presente nem
mandou seu representante, quer fazer um acordo com todos que estiverem
com seus alvarás em mãos e que não possuem casa própria, à fazer um
acordo, que seria mais o menos assim. As pessoas que obtiveram terrenos
na área do campo, que fica localizado atrás da empresa Renata Melo,
trocar por outro terreno que segundo cada ganhador é em áreas já
invadidas por populares e sendo também área de risco, pelo fato de serem
próximo ao córrego da Mijada. Segundo o vereador Jean, outra
reunião acontecerá na próxima segunda (16). Onde estará presente o
Prefeito e seus representantes para mais esclarecimento.
Este córrego recebe os esgotos de tres ou quatro bairros e o mal cheiro é insuportável. A proposta é uma falta de compromisso com a saúde e o bem estar desses cidadãos.
SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
protocolou nesta quinta-feira (12), por meio de seus advogados, uma ação
de reparação por danos morais contra o promotor de Justiça Cassio
Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo. No ano
passado, por conta da investigação sobre o triplex no Guarujá, o
promotor chegou a pedir a prisão do petista.
Segundo o jornal O
Estado de S. Paulo, a ação será distribuída a uma Vara Cível de São
Bernardo do Campo e pede que Conserino seja condenado a pagar R$ 1
milhão "a título de indenização ao ex-presidente, levando-se em
consideração a extensão dos danos causados e, ainda, a capacidade
econômico-financeira do citado agente público".
Vale lembrar que
Lula já entrou com ações contra alguns dos principais nomes conhecidos
na Operação Lava Jato, como o delegado da Polícia Federal Filipe Pace, o
procurador da República Deltan Dellagnol e o juiz federal Sérgio Moro.
Segundo
os advogados de Lula, a ação demonstra "a utilização das prerrogativas e
do cargo de Promotor de Justiça pelo réu (Conserino) para causar danos à
imagem, à honra e à reputação de Lula". A defesa ainda lembrou que no
fim do ano passado, o Conselho Nacional do Ministério Público instaurou
Reclamação Disciplinar contra Conserino, "em atenção a requerimento que
fizemos levando em consideração parte dos mesmos fatos tratados na ação
judicial hoje proposta".