domingo, 11 de dezembro de 2016

Inter empata com o Flu no Rio e disputará a Série B pela primeira vez




A missão não era fácil e exigiria competência e depender ainda de resultados de outros adversários. E não deu. O Internacional disputará a Série B do Campeonato Brasileiro em 2017. Neste domingo, o time pouco agrediu o Fluminense, viu o goleiro Danilo Fernandes salvar no primeiro tempo e saiu com um empate em 1 a 1 no estádio Giulite Coutinho no último jogo da temporada.

Douglas, na segunda etapa, abriu o placar, enquanto Gustavo Ferrareis deixou tudo igual.

O clube gaúcho precisava vencer sua partida e torcer para tropeços ou de Sport ou de Vitória, além de tirar a diferença no saldo, se necessário. Os pernambucanos venceram o Figueirense, enquanto os baianos foram derrotados pela Palmeiras.

No fim, o Inter encerra o Brasileiro após 38 rodadas e quatro técnicos na 17ª posição, com 43 pontos, e se juntará a Figueirense, Santa Cruz e América-MG como um dos rebaixados para a segunda divisão. Já o Flu termina 2016 na 12ª posição, com 50 pontos.

O clube do Rio Grande do Sul começará o ano que vem com diferenças marcantes tanto dentro como fora de campo. Lisca, o bombeiro que aceitou a espinhosa missão de dirigir a equipe nas três rodadas finais, dará lugar a Antônio Carlos Zago no banco de reservas. Na política, Marcelo Medeiros venceu o candidato do atual presidente Giovanni Luigi nas eleições e será o novo mandatário.

A reconstrução da equipe, uma das seis a participar de todas as edições de pontos corridos do Brasileirão e uma das três a disputar todas as edições de 1971 para cá, já começou.
  • Primeiro tempo: Danilo salva o Inter
Se há um jogador no elenco do Internacional que merece aplausos, este é o goleiro Danilo Fernandes. No primeiro tempo, ele mais uma vez demonstrou como é fundamental na equipe colorada.

Depois de começar em um ritmo forte, o Inter foi sendo progressivamente acuado pelo Flu. O time carioca criou as duas melhores oportunidades para tirar o zero do placar. Primeiro, Scarpa, na entrada da área, chutou firme e viu Danilo fazer bela defesa e mandar para escanteio.

Depois, no fim da primeira etapa, o árbitro Heber Roberto Lopes marcou pênalti de Alex em Richarlison. O próprio atacante do Flu cobrou, mas foi parado pelo arqueiro, que encaixou a bola.
  • Segundo tempo: Flu marca
Na segunda etapa, o time colorado continuou sem ser efetivo no ataque. E viu a situação se complicar de vez aos 27 minutos, quando o Fluminense abriu o placar. Wellington Alves partiu pela esquerda e passou para a entrada da área. O volante Douglas dominou e chutou de esquerda. A bola desviou na zaga e morreu no fundo do gol de Danilo.

Aos 42 minutos, Gustavo Ferrareis, que havia entrado na segunda etapa, acertou um chute de fora da área e empatou a partida. Insuficiente, porém.

Delação atinge candidatos no Congresso e a ministério



Brasília - As primeiras informações sobre a delação da Odebrecht movimentaram o mundo político. Enquanto no governo os relatos do ex-diretor de Relações Institucionais da empresa Cláudio Melo Filho causaram preocupação, no Congresso eles atingiram parlamentares que estão na disputa para cargos estratégicos dentro das duas Casas e até para o ingresso no núcleo duro do Palácio do Planalto.

Na lista do ex-executivo estão nomes como do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que trabalha para a reeleição na Casa, e do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), cotado para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL). Também foi citado o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), indicado para substituir o ex-ministro Geddel Vieira Lima na Secretaria de Governo – com suas atribuições ampliadas.

Para alguns adversários, a citação de Maia deverá reforçar as reações contrárias à sua intenção de se manter no posto após o mandato-tampão que vai até fevereiro de 2017. “Já era difícil apoiar quem participou do golpe agora fica ainda mais”, afirmou o líder do PT na Câmara, Afonso Florense (BA). O partido possui a terceira maior bancada da Câmara

Maia já havia sido alvo de protestos no domingo passado, quando foram realizadas manifestações em várias capitais do País. Na delação, Melo Filho afirma que durante a fase final da aprovação da MP 613, Maia alegou que ainda havia pendências da campanha a prefeito do Rio em 2012 e solicitou ao ex-executivo uma contribuição. O valor pago foi de cerca de R$ 100 mil. A delação também atinge o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) que almeja a vaga de vice-presidente da Casa.

No caso do tucano Imbassahy, os relatos atingem o até então favorito para assumir a Secretaria de Governo, que integra o núcleo de decisão do Planalto. O nome do deputado aparece em um dos anexos da delação, informando que teria recebido R$ 299.700 em um doação eleitoral. Segundo Cláudio, Imbassahy não pediu apoio financeiro, sendo “contemplado com o pagamento por ser político influente da Bahia”.

Ainda em relação aos tucanos, o delator cita o nome de Jutahy Junior (BA), candidato à liderança da bancada. Conforme , deputado recebeu um pagamento e R$ 350 mil não declarado em 2010. Jutahy afirma, contudo, que apesar de ter sido oferecido o valor como Caixa 2, ele recusou e, por fim, recebeu um repasse menor, de 50 ou 150 mil, oficiais.

‘Índio’. Outro citado na delação de Melo Filho é o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). Até aqui ele é o único candidato à disputar a presidência da Casa em 2017. De acordo com o delator, o peemedebista que consta com o codinome “Índio” recebeu cerca de R$ 2.100.000,00. Os pagamentos foram realizados entre outubro de 2013 e janeiro de 2014.

Em nota Eunício diz que nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas. Procurado, Maia não quis se pronunciar ontem.

Jutahy criticou os vazamentos e ressaltou que caberá agora a cada dos citados se defenderem. “Existe um vazamento ilegal e todas as pessoas têm o direito de se pronunciar nos autos, sabendo que é uma questão de direito das pessoas. Cada um terá como se defender”, afirmou.

Votação. Líderes do governo nas duas Casa consideram que o episódio não vai contaminar as votações previstas para ocorrerem na última semana de atividades no Legislativo. No Senado está agendada para esta terça-feira a chamada PEC do Teto que estabelece limite de gastos públicos. A proposta é a principal aposta do governo Temer para tentar equilibra as contas da União no próximo ano. “A programação da última semana do Senado já está feita. O calendário está absolutamente consolidado e não altera em nada o surgimento da delação, até porque ( essas acusações ) estão sujeitas a toda uma série de procedimentos”, afirmou o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Já na Câmara, está prevista amanhã a votação da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça. Além disso, também haverá sessões no Congresso para discutir e votar vetos e o Orçamento da União de 2017. “A base está coesa”, disse o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE).

O anexo de Melo Filho foi entregue durante as tratativas para o acordo de delação. Na atual fase, o ex-executivo da Odebrecht se compromete a confirmar formalmente o que narrou e apresentar provas. Após os depoimentos, a delação deverá ser encaminhada para ser homologada ou não pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Somente após a homologação a contribuição premiada poderá embasar procedimentos formais de investigação e eventuais processos.

Contra a parede: Temer é citado 43 vezes em delação da Odebrecht




Brazil's President Michel Temer looks on during a news conference at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, November 27, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino © Ueslei Marcelino / Reuters Brazil's President Michel Temer looks on during a news conference at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, November 27, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino
O recordista é o senador Romero Jucá, com 105 citações. Geddel Vieira Lima, ex-ministro que caiu após suposta tentativa de burlar decisões de estado para que fosse construído um prédio em Salvador, aparece em 67 oportunidades.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi citado 45 vezes, Moreira Franco, considerado um braço direito do presidente, por 35. Caixa 2 milionárioCláudio Melo Filho disse ter entregue dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para a campanha de 2014 de Michel Temer no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente, de acordo com o BuzzFeed. Segundo relato do executivo Claudio Melo Filho a investigadores da Lava Jato, o dinheiro era parte dos R$ 10 milhões acertados por Temer e Marcelo Odebrecht em um jantar em maio de 2014, junto com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O encontro foi revelado em reportagem da Veja, em agosto. Segundo o delator, R$ 4 milhões ficariam com Padilha, responsável pela distribuição do dinheiro entre outras campanhas do partido. Os outros R$ 6 milhões seriam para a campanha de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014.Yunes foi tesoureiro do PMDB em São Paulo e, hoje, é assessor especial de Temer no Palácio do Planalto.

Governo Temer treme

O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho citou em delação recursos repassados a peemedebistas, como o presidenteMichel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o secretário do Programa de Parcerias de Investimento, Moreira Franco, o líder no Senado, Eunício Oliveira (CE), o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (RR), afirmou a TV Globo.

Durante o Jornal Nacional desta sexta-feira, a emissora informou que o ex-executivo da empreiteira disse que os recursos foram repassados em troca de vantagens para a Odebrecht, como o atendimento a pleitos da companhia no Congresso Nacional.A emissora citou que Melo Filho falou de repasses feitos a pedido de Temer, o que já havia sido relatado mais cedo também pela revista Veja.

O delator disse que a demanda por recursos feita pelos peemedebistas aumentava em períodos eleitorais e que os repasses eram feitos tanto por doações legais de campanha como por doações via caixa dois.Segundo a TV Globo, o ex-diretor também citou em sua delação políticos de outros partidos, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados,Rodrigo Maia(DEM-RJ).A emissora disse que o Palácio do Planalto afirmou que os fatos narrados por Melo Filho jamais aconteceram e que todas as doações da Odebrecht foram declaradas à Justiça Eleitoral.Todos os demais citados negaram à emissora que tenham cometido irregularidades.
Temer se defende

Em nota, a assessoria do presidente afirmou que todas as doações feitas pela empreiteira foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho”, informa a nota. “As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”

Aécio era 'mineirinho', e Kassab 'kafta', diz delator da Odebrecht



O cruzamento das informações da proposta de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho com as planilhas angariadas pela Operação Lava Jato na investigação contra a empresa sugere pagamento de R$ 15 milhões para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao menos R$ 2,5 milhões para o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD-SP).

De acordo com o anexo encaminhado pelo ex-executivo Claudio Melo Filho à Procuradoria-Geral da República, "segundo informado pela empresa", Aécio seria identificado no sistema interno de pagamentos indevidos como "Mineirinho" e Kassab como "Kafta".

No pedido de busca e apreensão da Polícia Federal da 26.ª fase da Lava Jato, a Xepa, Mineirinho é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, registradas nas planilhas da secretária Maria Lúcia Tavares, do Setor de Operações Estruturadas - conhecido como o "departamento de propina" da Odebrecht - teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A quantia foi solicitada pelo diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais, Espírito Santo e Região Norte, Sérgio Neves, a Maria Lúcia, que fez delação e admitiu operar a "contabilidade paralela" da empresa a mando de seus superiores.

O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça.Segundo Melo Filho, Aécio ainda teria intermediado um pagamento de R$ 1 milhão para o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que ganhou os apelidos de "gripado" e "pino".

Ministro

 O codinome "Kafta" consta em relatório da Polícia Federal referente à 23.ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé. Em planilha encontrada nesta fase, há registro de cinco pagamentos ao codinome "Kafta", de R$ 500 mil cada, dois registrados no mês de outubro de 2014 e três em novembro de 2014.A assessoria de imprensa do PSDB mineiro afirmou que R$ 15 milhões foi o total doado pela Odebrecht à campanha do PSDB em 2014, que o valor foi registrado no TSE e que Aécio "desconhece supostas citações em planilhas da empresa".

A assessoria de Kassab não se manifestou até a conclusão desta edição. Agripino Maia afirmou que a delação de Melo Filho não provoca efeitos negativos para ele ou para o partido e que a doação ocorreu de forma voluntária. / COLABOROU LÍGIA FORMENTI

Popularidade de Temer cai: 51% desaprovam o governo


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A popularidade do presidente Michel Temer despencou nos últimos meses. Segundo pesquisa da Datafolha, 51% dos brasileiros consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima. Em julho, o número era 31%. Os que consideram o governo regular caiu para 34% contra 42% em julho.

A população apontou que considera Temer falso (65%), inteligente (63%), defensor dos mais ricos (75%) e desonesto (58%). Metade dos ouvidos também apontam o presidente como autoritário.

O pessimismo em relação ao país também foi alto. Para os brasileiros, 66% acredita que a inflação vai aumentar, e 67% aposta no crescimento do desemprego – atualmente, 11,8% da população não tem emprego, porcentagem que representa 12 milhões de pessoas. Apenas 9% acredita que o quadro econômico apresentou uma melhora.

Assim como a última pesquisa, de julho, 63% pede pela renúncia do presidente para que um novo mandatário seja eleito pelo voto direto.

Na comparação com Dilma, a gestão Temer é considerada pior por 40% da população, igual para 34% e melhor para 21%.

A pesquisa foi feita entre 7 e 8 de dezembro, datas em que o presidente ainda não tinha sido citado nas delações da Odebrecht. Foram ouvidas 2.828 pessoas com mais de 16 anos.
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Delação da Odebrecht: presidente da Câmara recebeu propina



O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ)  
© image/jpeg O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ)
 
O atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também teria recebido propina no esquema de corrupção montado pela Odebrecht para aprovar Medidas Provisórias que a beneficiaram. Segundo a delação do lobista da empreiteira, Claudio Melo Filho, o deputado do PMDB do Rio recebeu 100 000 reais para a aprovação da MP 613, que tratava de questões tributárias da indústria petroquímica.

Após conseguir o apoio (remunerado em propinas de 7 milhões de reais) no Senado, contando sempre com a ajuda do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e de seu aliado Renan Calheiros (PMDB-AL), Melo Filho foi à Câmara e distribuiu novas comissões aos parlamentares. Segundo o executivo, Rodrigo Maia, o “Botafogo”, embolsou 100 000 reais. e Lúcio Vieira Lima, o “Bitelo”, que presidiu a comissão mista que analisou o texto, recebeu 1 milhão de reais.


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Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht, 180 têm foro privilegiado




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Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht durante as investigação da Lava Jato, 180 têm foro privilegiado. Ou seja, devem ser julgadas por tribunais superiores, diferentemente de um cidadão comum, julgado pela justiça comum. As informações são do colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

Neste caso, a investigação deve ser supervisionada pela Procuradoria-Geral da República, que, com base em dados levantados pela Polícia Federal, analisa os casos e decide apresentar uma denúncia formal ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Apresentada a denúncia, os ministros do STF decidem pela abertura de uma ação penal. 

Levando em conta que o Supremo julga cerca de 100 mil casos ao ano, de acordo com números da própria instituição, os resultados ainda devem demorar.