segunda-feira, 22 de agosto de 2016

8 multas de trânsito que você nem sabe que existem



Buzinar © Fornecido por QuinStreet, Inc. Buzinar 
 
Que existem coisas bastante incomuns descobrimos a cada dia, mas quando se trata de trânsito também ocorrem coisas bem improváveis. Essas não estão ligadas apenas as atrocidades que os motoristas cometam ou a veículos estranhos circulando, mas também a multas que você nem sabe que existem.

As leis de trânsito, às vezes, podem criar multas que parecem bastante esquisitas, mas que, se pararmos para pensar, nem sempre são sem fundamento. O problema é que muita gente desconhece sobre elas e isso pode pesar no bolso depois, caso pegue um guarda mais atento em cumprir a lei.

Conheça abaixo oito multas que você talvez desconheça:

1 - Molhar pessoas no ponto de ônibus

Quem anda de ônibus já deve estar acostumado a, nos dias de chuva, ficar bem longe da guia para não tomar um banho, afinal, quando os carros passam, vai água para todos os lados. Porém, esse ato pode ocasionar multa aos motoristas, então quem está ao volante deve diminuir a velocidade, se não quiser ser multado e levar pontos na carteira por cometer uma infração leve.

2 - Não usar os limpadores do para-brisa

Isso mesmo: não usar os limpadores do para-brisa gera uma multa considerada infração grave. Mas calma: não é preciso sair por aí com eles ligados o tempo todo, porém, ao começar a chover, é preciso ligá-los, até porque dirigir na chuva sem eles é quase que algo impossível.

3 - Buzinar

Usar a buzina de forma errada gera uma multa leve, por isso para os esquentadinhos que enfiam a mão na buzina para reclamar que foram fechados ou simplesmente para incomodar estão sujeitos à multa. Parar na frente da casa do amigo e buzinar para que ele saia no portão também gera multa.

A buzina só pode ser usada para alertar ao redor e precisa estar relacionada ao trânsito.

4 - Não usar as setas

Quando observamos alguns motoristas no trânsito é até possível pensar que a seta é um item opcional no veículo, pois muitos não fazem uso delas e assim não usam a sinalização adequada. Por isso, se não quiser ter uma infração grave em sua carteira, sempre dê seta ao virar e estacionar.

5 - Colocar o braço para fora

Os que acham que podem dirigir como se estivessem no sofá de casa estão enganados: nada de dirigir com o braço para fora do veículo e ainda pegar um bronzeado. Esse fato, além de colocar em risco a integridade do motorista, faz com que ele não dirija com as duas mãos no volante, o que não é permitido. Por isso, se não quiser uma multa média, mantenha os dois braços dentro do veículo.

6 - Atirar objetos na via

Jogar objetos em via pública, além de ser porco, acaba gerando multa ao motorista. O ideal é sempre ter um lixo dentro do carro para juntar as coisas e depois jogar no local adequado, a menos que queria levar 4 pontos na carteira e desembolsar alguns reais.

7 - Parar longe da guia

Saber fazer baliza não é só uma questão de mostrar que sabe dirigir. Não saber estacionar o carro corretamente, deixando a mais de 50 cm da guia, gera multa, além de atrapalhar o trânsito.

Dá ainda para levar em conta que, deixando o veículo muito no meio da rua, corre-se o risco de alguém passar e ralar todo o carro, indo embora e te deixando no prejuízo, se não tiver um bom seguro de carro.

Agora, saber estacionar vai ser mais que uma questão de simples honra, vai evitar também multas.


8 - Cobrar tarifa com o veículo em movimento

Essa vai para os motoristas de ônibus, Uber ou táxis, que querem fazer tudo ao mesmo tempo, dar o troco para o passageiro e ainda dirigir o ônibus. Nesse caso, ser multitarefa rende uma multa, por isso é bom dar o troco antes de sair do lugar.

Você já conhecia essas multas? O que acha delas? E tem alguma multa estranha que já levou e não esteja na lista? Compartilhe nos comentários para que outros motoristas não saiam no prejuízo.

Primeira convocação de Tite tem campeões olímpicos, Fagner e volta de Paulinho

 



Com alguns sete campeões olímpicos, como Neymar, Weverton, Renato Augusto e Rodrigo Caio, novidades como Fagner e Giuliano e o retorno de Paulinho, o técnico Tite anunciou os 23 convocados para defender a seleção contra o Equador e a Colômbia pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, no auditório da CBF, no Rio de Janeiro. Nomes que figuravam com frequência nas convocações do ex-técnico Dunga, como Luiz Gustavo, Douglas Costa, Ricardo Oliveira e Hulk, não foram chamados.

Ganso, que participou da Copa América Centenário após quase quatro anos sem ser chamado para a seleção brasileira, também ficou fora da lista de Tite.

"Alguns atletas europeus, por estarem retornando agora às suas atividades, ficam prejudicados na avaliação, alguns sem ritmo, outros por lesão. Em relação a convocação, é para os próximos dois jogos, não posso nem quero ser otimista e responsável nem o pessimista que só olha o fato negativo, só olho fato real. Estamos no momento não classificados para a Copa e buscando crescimento. A partir daí, surge nova etapa. Essa convocação é para estes dois jogos, melhor momento de cada atleta", disse Tite.

"Tem jogadores fora ainda da convocação por razão de problema clínico, não posso dizer quais são", completou, negando-se a citar nomes como exemplos.

As partidas estão marcadas para setembro. Primeiro o Equador, em Quito, no dia 1°, às 18h, e depois a Colômbia, em Manaus, no dia 6, às 21h45 (ambos horários de Brasília).

Tite chegou adiar em uma semana a convocação por causa da campanha da seleção sub-23 nos Jogos Olímpicos - a seleção foi campeã no último sábado ao derrotar a Alemanha nos pênaltis por 5 a 4, após empate por 1 a 1, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Tite durante coletiva da seleção brasileira © Getty Tite durante coletiva da seleção brasileira 
 
A convocação deve desfalcar Atlético-PR, Atlético-MG, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, Santos e São Paulo por até duas partidas. Isso porque as rodadas 22 e 23 do Campeonato Brasileiro ocorrem nos dias 27/28 de agosto e 7/8 de setembro.

Na estreia pela seleção canarinho, Tite terá que reverter uma situação complicada. A equipe ocupa apenas a sexta colocação na eliminatória sul-americana, com apenas nove pontos e, pela primeira vez, fora da zona de classificação para a Copa do Mundo.
Primeira convocação de Tite teve Fagner, Paulinho e Giuliano © ESPN.com.br Primeira convocação de Tite teve Fagner, Paulinho e Giuliano 
 
CONFIRA OS 23 CONVOCADOS PELO TÉCNICO TITE:
GOLEIROS: Alisson (Roma-ITA), Marcelo Grohe (Grêmio), Weverton (Atlético-PR)

ZAGUEIROS: Gil (Shandong Luneng-CHN), Marquinhos (PSG-FRA), Miranda (Inter de Milão-ITA), Rodrigo Caio (São Paulo)

LATERAIS: Daniel Alves (Juventus-ITA), Fagner (Corinthians) Filipe Luís (Atlético de Madri-ESP), Marcelo (Real Madrid-ESP)

MEIO-CAMPISTAS: Casemiro (Real Madrid-ESP), Giuliano (Zenit-RUS), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHN), Philippe Coutinho (Liverpool-ING), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN), Willian (Chelsea-ING)

ATACANTES: Gabigol (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona-ESP), Taison (Shakhtar Donetsk-UCR)

Ryan Lochte perde três patrocinadores após assalto forjado



© Fornecido por New adVentures, Lda.

O nadador americano Ryan Lochte, envolvido no caso de falsa declaração de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, perdeu dois patrocinadores nesta segunda-feira (22).

A primeira empresa a anunciar que não apoiará mais o atleta foi a Speedo USA. Em seguida, a Ralph Lauren, grife de roupas, também divulgou que não irá renovar o contrato com o americano.

Além das marcas, Lochte também conta com patrocínio da marca de colchões Airweave.

"Como parte da decisão, a Speedo USA doará US$ 50 mil dólares do valor pago a Lochte à Save The Children, uma instituição global de caridade parceira da matriz da Speedo, para crianças do Brasil", declarou a companhia em comunicado divulgado em seu Twitter.

"Embora tenhamos usufruído de um relacionamento vitorioso com Ryan [Lochte] por mais de uma década e ele tenha sido um membro importante do time Speedo, nós não podemos perdoar comportamento que vai contra os valores que esta marca defende há tanto tempo", afirmou a empresa.

A Speedo agradeceu os feitos de Lochte, e disse ainda que "espera que ele siga adiante e aprenda com essa experiência".

De acordo com o programa Good Morning America, da rede americana ABC, a grife de roupas divulgou o seguinte comunicado: "A Ralph Lauren continua a apoiar o time americano com orgulho. E valoriza os atletas que vestem a nossa marca. O contrato específico com Ryan Lochte, feito especificamente para a Rio 2016, não.

A Folha de S. Paulo destaca ainda que a empresa do produtos estéticos Syneron Candela, que havia escolhido Lochte como embaixador global da marca para um de seus produtos em abril, disse que vai esperar a conclusão da investigação dos fatos ocorridos no Rio com o nadador.

"A situação atual no Brasil em relação a Ryan Lochte é uma investigação em andamento. Assim sendo, iremos suspender nossas decisões até termos um entendimento mais completo da situação", disse a empresa à agência de notícias Reuters.

ENTENDA O CASO 

A polêmica envolvendo quatro nadadores dos EUA começou durante a Olimpíada do Rio, quando Ryan Lochte, 32, afirmou ter sido assaltado na madrugada, quando voltava à Vila Olímpica depois de sair de uma casa temática da França na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ele estava acompanhado por outros três nadadores: Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen.Três dias depois, a Justiça do Rio entendeu que havia divergências nos relatos dos atletas e determinou a apreensão dos passaportes dos nadadores norte-americanos Ryan Lochte e Jimmy Feigen.

Com a medida, eles estariam impedidos de sair do Brasil. Lochte, porém, já havia deixado o país 24h antes do impedimento da Justiça.

A Polícia Federal, então, impediu o embarque de dois nadadores americanos, Gunnar Bentz e Jack Conger, em um voo com destino aos Estados Unidos. Eles foram impedidos de deixar o Brasil até prestarem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o suposto assalto, na quinta (18).

A Folha de S.Paulo esteve no posto de gasolina em que os atletas disseram ter sido assaltados e entrevistou o dono do estabelecimento, que pediu para não ser identificado.

Ele afirma que os americanos "não entraram no banheiro. Começaram a urinar no jardim e na parede na lateral da loja".Câmeras de segurança do posto gravaram o ocorrido. As imagens foram exibidas pela TV Globo.

Os policiais concluíram que os atletas se envolveram em uma briga quando retornavam à Vila Olímpica e que não houve um assalto.O comitê olímpico dos EUA e Ryan Lochte pediram desculpas ao Brasil.

Além de possíveis perdas com patrocinadores, Lochte pode sofrer punições também no âmbito esportivo. O diretor-geral do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, prometeu neste domingo (21) que os quatro atletas americanos da equipe de natação devem receber sanções em breve. Com informações da Folhapress.

Lava Jato bloqueia até casa de R$ 8,6 mi de Odebrecht



 
  © Foto: Reprodução/PF
  Durante o primeiro semestre deste ano, enquanto negociava sua delação premiada com a Operação Lava Jato, o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, acumulou reveses na Justiça Federal do Paraná. Ao longo dos últimos meses, por ordem do juiz federal Sérgio Moro e a pedido da força-tarefa da Lava Jato, Odebrecht teve ao menos R$ 23.925.818,16 bloqueados em bens, entre eles a casa de R$ 8,6 milhões em São Paulo.

Odebrecht foi preso na Operação Erga Omnes, fase da Lava Jato, em 19 de junho de 2015. Condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa ele negocia delação premiada com o Ministério Público Federal.

O pedido de confisco de bens de Odebrecht foi feito pelo Ministério Público Federal em 6 de novembro de 2015. A decisão de Moro saiu em 14 de abril deste ano, semanas após o empreiteiro ser condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa em uma das ações penais que responde na Lava Jato.

Ao despachar sobre o confisco de bens de Odebrecht, o juiz Moro classificou o empreiteiro como ‘o principal responsável pelo pagamento das propinas’ na empresa. O magistrado afirmou, naquela ocasião, que ‘o patrimônio do condenado Marcelo Bahia Odebrecht, como um dos responsáveis pelos crimes, está sujeito à constrição para reparação do dano’.

Os confiscos estão sendo executados desde então. Em 1.º de agosto, o bloqueio da casa de Odebrecht foi anexado aos autos da Lava Jato. A Procuradoria da República, no pedido de novembro do ano passado, tinha avaliado a casa de Odebrecht em R$ 6.061.599,97. Em junho, a Justiça de São Paulo avaliou o imóvel em R$ 8.699.402,00.

Além da casa de Odebrecht, foram confiscados sete carros da família avaliados em R$ 688.658,26. Moro bloqueou ainda R$ 14.537.757,90 em saldo de conta, ações e aplicações bancárias.

Quando pediu o confisco dos bens de Odebrecht, em novembro do ano passado, a força-tarefa da Lava Jato estimou ‘o dano mínimo gerado pela conduta criminosa de Marcelo Bahia Odebrecht em R$ 7.038.887.166,74 e o valor relativo ao produto e proveito do crime em R$ 93.140.148.515,70’.

O documento indicou ser ‘necessário garantir também o pagamento das penas de multa’ e atribuiu ‘adequado e proporcional o pagamento de R$ 1.303.200,00, por conduta criminosa’.

“O valor (R$ 1.303.200,00), todavia, é referente à prática de cada conduta criminosa. Portanto, como Marcelo Odebrecht foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo incurso, em concurso material, do delito de lavagem de capitais por 136 vezes, o que fez por organização criminosa e mediante a prática de corrupção em sua modalidade ativa, além de 64 condutas de corrupção ativa – em concurso material, o montante total a ser pago por Marcelo Odebrecht ao fundo penitenciário a título de multa é de R$ 260.640.000,00”, apontou.

A Procuradoria pediu a Moro que indisponibilizasse ‘todos os ativos financeiros, quaisquer bens ou valores sob a guarda de Marcelo Bahia Odebrecht, bem como daqueles não abarcados pelo sistema BacenJud’.

Moro, em abril deste ano, pontuou que o ‘esquema criminoso’ gerou ‘ganhos ilícitos às empreiteiras e aos investigados, justificando-se a medida para privá-los do produto de suas atividades criminosas’. O magistrado decretou confiscos de bens e o ‘o bloqueio dos ativos mantidos em contas e investimentos bancários de Marcelo Bahia Odebrecht, até o montante de R$ 200 milhões’.

A reportagem procurou a Odebrecht. O espaço está aberto.

Dilma diz que Temer quer antecipar impeachment por medo de denúncias



Na semana do julgamento final de seu processo de impeachment, a presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou, em entrevista ao SBT, que a intenção do presidente em exercício, Michel Temer, e de aliados em antecipar a votação definitiva do afastamento é para evitar denúncias contra o governo interino.
"Por que eles têm tanto interesse em antecipar, em dias, o impeachment? Para mim, eles têm medo de uma delação que mostre claramente qual é o grau de comprometimento de quem meu julgamento beneficia: o governo interino, provisório e ilegítimo", afirmou ao programa Conexão Repórter, exibido na madrugada deste domingo (21).
As declarações são parte do documentário Crepúsculo no Alvorada, que acompanhou por três dias a rotina de Dilma no Palácio da Alvorada. Segundo o apresentador do SBT, Roberto Caprini, a entrevista exibida neste fim de semana foi gravada em 4 de agosto.

O Senado inicia nesta quinta-feira (25) a etapa final do julgamento da petista, que pode se estender por cinco dias. Na segunda-feira (29), a presidente afastada fará sua defesa pessoalmente. São necessários 54 votos dos 81 senadores para que Temer assuma o Planalto definitivamente até o fim deste mandato, em 2018.

Dilma é acusada de crime de responsabilidade pela edição de decretos sem autorização do Congresso e pelas pedaladas fiscais, atrasos de repasses do Tesouro Nacional para o Banco do Brasil no Plano Safra.
A pestista afirmou que tem conversado com senadores e vê a possibilidade de conseguir os 28 votos para se salvar. “Realisticamente, lutarei até o fim”, disse. "Jamais eu jogo a toalha".

Dilma voltou a dizer que não cometeu nenhum crime que justifique seu afastamento, mas reconheceu que cometeu “vários erros”. “Inclusive o de não perceber que iria ser traída do jeito que fui”, disse.

Lava Jato

Citada em delações no âmbito da Operação Lava Jato, a presidente afastada afirmou que não teme ser condenada e que não sabia do esquema de corrupção na Petrobras.

Sobre a confissão do publicitário João Santana, marqueteiro de suas campanhas, que admitiu ter recebido dinheiro de caixa 2, Dilma disse que não assumiria essa responsabilidade. "Não controlo e não sei como foi feito."

Dilma disse ainda achar uma "temeridade" a Justiça determinar uma eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acho uma temeridade prenderem o presidente Lula, principalmente porque tenho certeza de que ele é absolutamente inocente das coisas de que é acusado. Acho que não será preso, acho que eles não cometerão esse equívoco."

domingo, 21 de agosto de 2016

Executivos da Odebrecht dizem ter pagado R$ 100 milhões a Guido Mantega


Agência O Globo

© Foto: Agência Brasil
 
SÃO PAULO — Executivos da Odebrecht disseram em tentativa de delação premiada que a empresa pagou pelo menos R$ 100 milhões em propina para o PT em negociações intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Os repasses teriam sido realizados por meio do Setor de Operações Estruturadas da holding, chamado pelo Ministério Público Federal (MPF) de “escritório de lavagem e pagamento de propina”. De acordo com o relato dos executivos, a maior parte dos pagamentos teria sido feita em troca de benefícios obtidos nos últimos anos graças a projetos como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de imposto de renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.

Na negociação de delação, os funcionários detalharam os valores astronômicos que abasteceram o Setor de Operações Estruturadas, comandado pelo diretor Hilberto Silva no 16º andar da sede da Odebrecht em São Paulo, o mesmo onde funciona a presidência da empresa. O superior hierárquico de Silva era Marcelo Odebrecht, preso há um ano e uma das delações mais esperadas da Lava-Jato. As contas usadas para ocultar e viabilizar pagamentos no Brasil e no exterior eram abastecidas pelas diversas firmas do grupo. Apenas a Braskem teria bancado entre R$ 450 milhões e R$ 550 milhões para o setor no período em que o departamento funcionou, segundo levantamento prévio da empresa.

E-MAILS REVELAM ATUAÇÃO DA EMPRESA

E-mails que já estavam em poder dos investigadores da Lava-Jato mostram que a Odebrecht atuava fortemente junto ao governo pela aprovação de medidas que, de fato, favoreceram seus negócios, principalmente junto a Guido Mantega. Um exemplo foi o debate sobre a Medida Provisória 647/2013, convertida em lei em maio de 2014. Em março de 2014, Odebrecht encaminhou a um dos assessores de Mantega, Sérgio Eugênio de Risios Bath, as ponderações da empresa sobre o projeto que tratava das regras para redução da alíquota do imposto de renda sobre lucros no exterior de empresas brasileiras. “Acho que conseguimos trazer praticamente todas as empresas para um acordo”, escreveu Odebrecht ao assessor do ministro. 

Dias depois, o diretor jurídico da Odebrecht, Maurício Ferro, reforçaria, em e-mail a Marcelo Odebrecht, a importância de ele atuar para que o projeto saísse como desejavam. “Será importante você ter a reunião com GM (Guido Mantega) amanhã depois da PR (presidente Dilma Rousseff). Receita continua criando dificuldades e Dyogo precisará do apoio do ministro”, escreveu. Mensagens no celular do ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez Otávio Azevedo mostram que, de fato, a Odebrecht falava em nome do setor junto ao governo. “Otávio, CNO (Construtora Noberto Odebrecht) vai trabalhar via CNI o destaque do parágrafo 2 do art. 83 no plenário. Segundo eles a ação será alinhada com o relator”, escreveu um diretor da Andrade ao executivo.

Em mensagens no celular de Azevedo, o relator do projeto, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negocia diretamente pontos da medida com o executivo. O debate sobre o projeto foi acompanhado de perto pelo líder do PMDB no Senado, Eduardo Braga (AM), pelo então vice-presidente Michel Temer (PMDB) e por Guido Mantega, o mais longevo ministro da Fazenda da história (2006-2015). Com operação em 27 países, a Odebrecht foi uma das principais beneficiadas pelo projeto, que resultou em redução de 34% para 25% da alíquota de imposto de renda a ser pago sobre lucros obtidos fora do país.

SUPERFATURAMENTO IA PARA OFFSHORES

A declaração dos executivos da Odebrecht sobre os R$ 100 milhões repassados ao PT com a intermediação de Mantega complementa informação prestada por Monica Moura, mulher do ex-marqueteiro petista João Santana, em tentativa de delação premiada. Como O GLOBO mostrou em abril deste ano, ela disse ter sido orientada a procurar o então ministro da Fazenda para receber a indicação de executivos dispostos a dar contribuições em dinheiro, que não passaram por contas oficiais do PT e, por isso, não foram declaradas à Justiça Eleitoral. O que não se sabia, na época, era o motivo dos pagamentos feitos pela Odebrecht, agora revelado pelos executivos na tentativa de delação.

Para enviar recursos de suas empresas a contas geridas pelo Setor de Operações Estruturadas, a Odebrecht usava diferentes mecanismos envolvendo fornecedores, que também deverão ser investigados pela Lava-Jato, se as informações forem aceitas pela força tarefa. De acordo com o relato, empresas especializadas em importação e exportação de produtos ajudavam a Odebrecht a “superfaturar” a avaliação em laudo e para fins de tributação de itens adquiridos fora do Brasil. Com isso, a empresa enviava ao exterior mais recursos do que efetivamente pagava pelos produtos. A diferença dessa conta era transferida para offshores ligadas à empresa, geridas pelo Setor de Operações Estruturadas, de onde saiu a maior parte dos R$ 100 milhões intermediados por Mantega.

Depois de apresentar por escrito os temas que estariam dispostos a detalhar à força-tarefa, os executivos passaram nos últimos dias pelos chamados “testes de sinceridade”, nos quais foram questionados sobre os documentos apresentados.

Para organizar a delação, a empresa separa as menções a políticos em duas categorias: aqueles a quem a empresa considera ter pago caixa 2 para campanha e os que receberam propina referente a obras públicas. A força tarefa tem rejeitado versões em que a empresa trata pagamentos como caixa 2 — crime para o qual a legislação prevê punição mais branda. Ainda assim, o lugar de cada um nas listas da Odebrecht deixa em suspense políticos e advogados que acompanham as negociações.

Ao GLOBO, o advogado de Mantega, José Roberto Batochio, disse que ele “repele e rechaça com veemência a imputação” feita a seu cliente. Para ele, “delatores de plantão que buscam trazer pessoas de visibilidade para o centro da investigação, quando não há motivo justo, estarão implicados em outras obrigações”:

— Eles vão ter que explicar de que forma, como, onde, quem entregou, quem recebeu, com quem tratou e que documentos provam o que estão dizendo. Se não fazem isso, perdem a delação e vão para a cadeia — afirmou. 

Batochio argumentou que o debate sobre desoneração tributária dentro do governo passava por diversos setores, como a Procuradoria da Fazenda Nacional, o Ministério do Planejamento e a Advocacia Geral da União. 

— Essa é uma decisão multidisciplinar de governo, não é assim uma decisão de um ministro. 

Por meio de nota, a Braskem informou que desde quando foram tornadas públicas alegações de “supostos pagamentos indevidos citando a Braskem”, a empresa “contratou escritórios de advocacia com experiência em casos similares nos Estados Unidos e no Brasil para a realização de uma investigação independente”.

“A Braskem segue empenhada em elucidar eventuais fatos ilícitos e continuará cooperando com as autoridades”. informou a empresa. A Odebrecht não comentou o assunto.

O país do vôlei: Brasil se torna o 1º a ter ouro olímpico por quatro vezes seguidas



Brasil ganhou o ouro no vôlei masculino contra a Itália© Getty Brasil ganhou o ouro no vôlei masculino contra a Itália 

O Brasil se tornou mesmo o país do vôlei. E, neste domingo, transformou-se no primeiro em toda a história em ter uma medalha de ouro na modalidade por quatro Olimpíadas consecutivas.

O feito foi completado por quem o começou, o time masculino. Os homens ganharam em 2004, viram as mulheres levarem os ouros de 2008 e 2012 e voltaram a subir ao posto mais alto do pódio no Rio de Janeiro.
E vale lembrar que a seleção já tinha feito história ao ser a primeira a fazer quatro finais consecutivas no torneio masculino - o Brasil foi prata em Pequim e em Londres.

Até hoje, só haviam dois países que haviam conseguido levar três ouros consecutivos. A União Soviética fez logo nas três primeiras competições (homens em 64 e 68 e mulheres em 72 e também em 68) e depois Cuba repetiu o feito ao ganhar o torneio feminino três vezes seguidas entre 1992 e 2000.

Outra curiosidade é que esse ciclo chega aos quatro títulos exatamente da mesma forma que começou: com um triunfo diante da Itália.