segunda-feira, 16 de maio de 2016

Entrevista de Temer é acompanhada de panelaços em SP, Rio, Brasília e Porto Alegre



 
© Reprodução/Reality Social/Twitter/TV GLOBO A entrevista do presidente em exercício Michel Temer ao Fantástico na noite deste domingo (15) foi sonorizada por panelaços em São Paulo, Rio e Brasília, informa a Folha de S.Paulo.

Previsões para o mandato de Michel Temer



Previsões para o mandato de Michel Temer © Istockphoto Previsões para o mandato de Michel Temer
Michel Temer é o novo presidente interino da república e deve governar o Brasil até 2018, caso Dilma Roussef não volte ao cargo. De acordo com a Numerologia, ele se encontra, em 2016, em um período repleto de surpresas e situações inéditas, simbolizadas pelo seu Ano Pessoal 5. Como se não bastasse, neste 2º Trimestre (de abril a junho), Temer vive o Trimestre Pessoal 1. Além disso, em maio também está no Mês Pessoal simbolizado pelo 1. Isso reforça ainda mais o que está acontecendo na vida do ex-vice, já que as simbologias do 1 e do 5 são as mais fortes em termos de mudanças. E quando atuam em conjunto, como é o caso, promovem transformações radicais, intensas e inéditas.
Em outras palavras, imagine uma situação em que se unem as surpresas e as incomuns experiências do Ano Pessoal 5, com as novidades e os novos desafios de liderança do 1 deste seu Trimestre Pessoal e Mês Pessoal. Não precisamos mais imaginar. Sabemos o que aconteceu: Temer - de "vice decorativo" no primeiro mandato - se torna, no segundo mandato de Dilma, o presidente do país, em função do afastamento de Dilma.

O que podemos esperar do governo Temer?

Com base em seu Ano Pessoal 5, é provável que esteja com muita disposição em gerar mudanças. E até junho, em função do seu Trimestre Pessoal 1, Temer deve fazer isto por meio de novos projetos e decisões dinâmicas, ousadas e corajosas.
Mais especificamente em junho, quando estará no Mês Pessoal 2, talvez o novo presidente interino enfrente a sua maior oposição. Surpresas (5 e 1) que podem fazer o governo dele parar ou mesmo retroceder (2). Os outros meses mais desafiantes serão novembro e dezembro, pois estará no Mês Pessoal 7 e 8, respectivamente. E novamente no Trimestre Pessoal 5, no fim do ano. Isso indica que questões judiciais ou mesmo no âmbito financeiro poderão gerar uma grande crise para Temer.

O mandato em 2017

Depois de começar a todo vapor em 2016, aproveitando a velocidade das simbologias dos números 5 e 1 a seu favor, Temer se deparará com muito mais dificuldades em 2017 - caso ainda esteja governando o país. Ele precisará atuar de forma bastante diplomática e conciliadora para lidar com tantos conflitos, divergências e possíveis brigas internas (de sua equipe ministerial e também de seu partido com aliados).
O lado comunitário e idealista do Ano Pessoal 6 pede uma ênfase em programas sociais e benefícios às camadas mais populares da sociedade. Porque se não há esse direcionamento humanitário na condução de sua política, o risco é de revoltas, brigas e rompimentos. De ver a população reivindicar de forma incisiva os seus direitos.

2018 será o ano de maior dificuldade para Temer

É em 2018 que Temer se deparará com as maiores dificuldades, se compararmos estes três anos de seu exercício como presidente. Como estará em um Ano Pessoal 7, ele tende a se envolver em uma fase de muitos enganos, traições e situações incomuns, estranhas - as quais geram mal-entendidos.
Tendo em vista que o número 7 é associado ao estrangeiro, será essencial Temer buscar na política externa e no comércio exterior as melhores saídas para os problemas do Brasil nesta época.
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Sobre o autor
Yubertson Miranda  

© Personare Yubertson Miranda 
 Yubertson Miranda é numerólogo, astrólogo e tarólogo. Formado em Filosofia. Ama encontrar significado nos eventos do dia-a-dia. É autor das análises numerológicas do Personare.

Dólar cai 0,55% com investidores à espera de anúncio de equipe econômica


VEJA.COM/ECONOMIA

Divulgação estava prevista para esta segunda, mas ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda não conseguiu fechar todos os cargos e adiou anúncio em um dia

- Atualizado em
Dólar
No fim da sessão, o dólar recuou 0,55%, a 3,5042 reais na venda(Antonio G. Cuesta/Getty Images)
O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, mas ainda permaneceu no patamar de 3,50 reais, com investidores à espera de novidades sobre a equipe econômica. No fim da sessão, o dólar recuou 0,55%, a 3,50 reais. Com a moeda americana próxima ao patamar de 3,50 reais, o Banco Central não anunciou intervenção no mercado de câmbio nesta sessão.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que faria nesta segunda-feira o anúncio de sua equipe econômica, incluindo o comandante do BC, mas sua assessoria de imprensa informou pela manhã que o anúncio ficaria para esta terça. Entre os nomes que têm circulado para presidir a autoridade monetária, o que encabeça as apostas é o do o economista-chefe do banco Itaú, Ilan Goldfajn, ex-diretor do BC.
"Enquanto não tiver o anúncio do presidente do BC, e na ausência de notícias, o dólar deve se manter perto dos 3,50 reais", disse o operador da B&T Corretora de Câmbio Marcos Trabbold. "Esse adiamento não é boa notícia mas, de forma geral, o investidor ainda está dando um voto de confiança (ao novo governo)", avaliou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
Nesta sessão, o governo interino de Michel Temer começou a tratar de um dos temas mais espinhosos, a reforma da Previdência, com uma reunião com as centrais sindicais em que pretende demonstrar a necessidade das alterações.
No exterior, o dólar operava com leve baixa frente a uma cesta de moedas, enquanto subia em relação a moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno. Dados divulgados no fim de semana mostraram que os investimentos, a produção industrial e as vendas no varejo da China cresceram menos que o esperado em abril, aumentando as dúvidas sobre a força da segunda maior economia do mundo.

Bovespa - Com os investidores em compasso de espera, um dia antes do anúncio da equipe econômica, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou nesta sem variação percentual, aos 51.802,92 pontos.
(Com Reuters)

Temer diz que manterá lista tríplice para escolha do procurador-geral da República



O presidente interino Michel Temer (PMDB) disse nesta segunda-feira que vai manter a tradição de escolher o primeiro nome da lista tríplice da categoria para a Procuradoria-Geral da República. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, lembrou que a Constituição libera o presidente para nomear aquele que preferir, não necessariamente o mais votado pelos membros do Ministério Público Federal - prática adotada nos governos do PT.
O ministro da Justiça também afirmou que há garantias de autonomia do MP, já que o procurador-geral da República só pode ser destituído a pedido do presidente com aprovação de maioria absoluta do Senado - e que o poder da instituição não pode ser absoluto.
Temer informou, por meio de sua assessoria, que só escolherá o procurador-geral da República caso a presidente Dilma Rousseff (PT) seja definitivamente afastada do cargo pelo Senado. O mandato do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, termina em 2017 e o processo de impeachment de Dilma no Senado acaba em até 180 dias.

domingo, 15 de maio de 2016

Empresas da Lava Jato doaram a 12 ministros de Temer



Dinheiro de empresas envolvidas no esquema revelado pela Operação Lava Jato irrigou as campanhas de 12 dos 13 ministros nomeados pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), que se candidataram a algum cargo eletivo em 2014. Os recursos foram repassados de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral.
Os que declararam doações de empresas que estão na mira da operação foram José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Ricardo Barros (Saúde).
Odebrecht Felipe Rau: Sede da Odebrecht, em São Paulo (SP) © Fornecido por Estadão Sede da Odebrecht, em São Paulo (SP) A exceção é Ronaldo Nogueira (Trabalho). Quando concorreu a uma vaga de deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul, o ministro recebeu R$ 393 mil em doações. Na sua prestação de contas não há registro de empresas alvo da Lava Jato.
Do grupo contemplado com doações, o maior beneficiado é Henrique Alves (PMDB). Na campanha para governador do Rio Grande do Norte, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 7,8 milhões das empresas investigadas por envolvimento no esquema de desvios na Petrobrás.
O valor representa 34% dos R$ 23 milhões declarados como doações na prestação de contas de 2014 do peemedebista. As doações foram feitas principalmente pela Odebrecht (R$ 5,5 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 2,1 milhões). Galvão Engenharia (R$ 200 mil) e Andrade Gutierrez (R$ 100 mil) também doaram. Alves foi derrotado por Robinson Faria (PSD) no 2.º turno.
Geddel Vieira Lima declarou ter recebido R$ 7,1 milhões em doações eleitorais na campanha de 2014 ao Senado pelo PMDB da Bahia. Deste valor, R$ 2,3 milhões foram repassados por empresas que tiveram seus presidentes presos na Lava Jato – as empreiteiras Odebrecht (R$ 1,7 milhão) e UTC (R$ 75 mil) e o Banco BTG Pactual. Geddel não se elegeu.
Serra também ultrapassou a casa dos milhões em doações de empresas citadas na Lava Jato. Na campanha para o Senado, o tucano declarou ter recebido R$ 1,2 milhão da OAS e R$ 856 mil da Andrade Gutierrez. Serra declarou R$ 10 milhões em doações naquele ano.
Romero Jucá é alvo de investigações na Lava Jato; Alves é alvo de um pedido de investigação e Geddel foi citado na operação. O ministro do Turismo é suspeito de receber dinheiro do dono da OAS, Léo Pinheiro, em troca de favores no Legislativo e em tribunais. Em dezembro, sua casa foi alvo de busca e apreensão feita pela Polícia Federal.
Geddel aparece nas mensagens captadas pela PF com Léo Pinheiro em que tratam de interesses da OAS em órgãos do governo, entre eles a Caixa Econômica Federal – da qual o ministro era vice-presidente.

‘Turma’

Ao monitorar as mensagens de Pinheiro, investigadores da Lava Jato identificaram mensagens em que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), menciona o pagamento de R$ 5 milhões a Temer e reclama de compromissos adiados com a “turma”, que incluiria Geddel e Alves. Os peemedebistas têm alegado que o valor se refere a doação oficial.
Os nomes de sete ministros de Temer – Serra, Alves, Raul Jungmann, Mendonça Filho, Osmar Terra, Bruno Araújo e Romero Jucá – aparecem na “superplanilha” da Odebrecht”. A lista contém a indicação de pagamentos feitos pela empreiteira a políticos.
O Estado comparou os valores da planilha com as prestações de contas entregues à Justiça Eleitoral. Em vários casos os números da planilha são superiores aos declarados. A Lava Jato apura a suspeita de que doações declaradas de campanha tenham sido usadas como parte de pagamento de propina.

‘Legais’

Tanto os políticos quanto as empresas afirmam que as doações são legais. O Estado não conseguiu contato ontem com os ministros. Quando foram divulgadas as gravações da OAS, Henrique Alves refutou “qualquer ilação baseada em premissas equivocadas”. “Todas as doações para a campanha de Henrique Eduardo Alves foram legais”, informou.
Quando divulgada a “superplanilha”, Bruno Araújo disse que as citações a seu nome na lista são referentes às campanhas eleitorais de 2010 e 2012. Ele afirmou que o próprio juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, ressaltou que a lista também traz doações eleitorais registradas. “É preciso separar o joio do trigo”, disse. Os demais ministros já afirmaram que as doações foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Governo Temer quer abrir capital de Correios e Casa da Moeda


Agência O Globo

BRASÍLIA - Após assumir, na última quinta-feira, com a promessa de redução da presença do Estado na economia brasileira, o presidente interino, Michel Temer, já começa a se preparar para vender participações da União em estatais e em várias empresas privadas. Para fazer caixa e incrementar o ajuste fiscal, a equipe de Temer trabalha com uma lista na qual se destacam, entre outros, a abertura de capital dos Correios e da Casa da Moeda e a venda de fatias do governo federal em até 230 empresas do setor elétrico, sendo 179 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) nas mãos da Eletrobras. São dezenas de empreendimentos nas áreas de geração, distribuição e transmissão de energia e em parques eólicos. Também fazem parte do rol de ativos a Infraero, as companhias Docas, a Caixa Seguros e o IRB Brasil. Estes dois últimos tiveram a ofertas públicas de ações suspensas, devido à piora nas condições do mercado.
Segundo uma fonte da equipe econômica, além de aumentar a arrecadação federal, como consequência da alienação de participações da União nas empresas, o governo quer resolver problemas de algumas estatais que estão praticamente quebradas e necessitam de investimentos. Algumas das ações, no entanto, levarão algum tempo para gerar resultados, como é o caso das instituições que precisam ser reestruturadas — os Correios, por exemplo.
A lista já vinha sendo preparada em segredo na gestão do PT e será encampada pelo novo governo, podendo ser até ampliada. Também fazem parte da relação a venda de participações da União na BNDESPar (sociedade de ações, braço do BNDES) e em companhias como Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas), Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg), Novacap e Terracap (companhia de urbanização e agência de desenvolvimento do Distrito Federal), entre outras.
No caso dos Correios, será necessária a aprovação do Congresso. O primeiro passo é reestruturar o plano de negócios da empresa, que teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015. Uma das ideias é dividir as áreas em unidades, como logística e encomendas, por exemplo, que poderão ser transferidas integralmente ao setor privado.
Os Correios ainda detêm o monopólio das cartas, prerrogativa que não faz sentido em um mundo cada vez mais digital. Desde 2011, a empresa vem sendo preparada para a abertura de capital, disse um ex-dirigente, citando a mudança no estatuto, com obrigatoriedade de seguir a Lei das S.A., publicar balanços e realizar assembleias de acionistas.
— A situação financeira dos Correios está muito complicada, mas a empresa tem bons ativos e poderá vir a ser valiosa. Primeiro, vamos ter que reestruturar o modelo de negócios — disse um técnico da equipe econômica.
Conforme essa fonte, com a mudança no governo já é possível perceber uma melhora no mercado, o que abre novamente as perspectivas para a oferta pública de ações da Caixa Seguros e da venda da participação da União no IRB. 

PARTICIPAÇÕES DO BNDESPAR SOMAM R$ 44 BI

A venda da fatia da Infraero nos cinco aeroportos privatizados (Guarulhos, Viracopos/Campinas, Brasília, Galeão e Confins/Belo Horizonte) também tem chance de sair do papel. Com a entrega dos aeroportos ao setor privado, a Infraero perdeu receitas e, deficitária, passou a depender do Tesouro Nacional. Para reverter o quadro, além de um amplo plano de demissão voluntária (PDV), o governo estuda fatiar a empresa, criando uma nova, que se tornaria concessionária de Congonhas e Santos Dumont. Essa companhia, pelos planos do governo, seria aberta ao capital privado.
No caso do setor elétrico, o êxito dos leilões da hidrelétricas antigas em dezembro, que geraram R$ 17 bilhões para os cofres do governo apesar da situação adversa de um mercado dominado pela incerteza política, serve de estímulo ao plano, segundo interlocutores. Neste caso, a ideia é se desfazer de ativos, como linhas de transmissão já prontas e com contratos assinados.
— Não faz sentido a União permanecer com esses ativos quando precisa fazer caixa —explicou a fonte.
Já as companhias Docas dão dor de cabeça para a União, com prejuízos e problemas de gestão. A ideia é reestruturar as federais e repassá-las ao setor privado, diante da avaliação de que o setor de portos é um bom negócio.
De acordo com levantamento da consultoria GO Associados, feito a pedido do GLOBO, considerando apenas um grupo de oito empresas — Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Caixa, Correios, Infraero, IRB e Banco da Amazônia —, o potencial de arrecadação chega a R$ 127,8 bilhões. O valor considera a venda da participação total da União nessas companhias.
Além disso, só a BNDESPar (100% estatal) tem ações em 116 empresas de vários setores, avaliadas em R$ 44,5 bilhões. A ideia é que a União se desfaça, em uma segunda etapa, de participações em empresas de setores que não são estratégicos.
Para Gesner de Oliveira, sócio da GO Associados, a venda de ativos deve ser um componente do ajuste fiscal e uma alternativa à elevação de impostos, que sacrifica toda a economia. Ele ressalta que a atual crise exige medidas urgentes para estabilizar a relação da dívida em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB).
— Daí a necessidade de ampliar o leque de ações para promover o ajuste fiscal. Uma das opções é a venda de ativos que pertencem à União, visando ao abatimento da dívida e à consequente redução das despesas com juros — disse Oliveira, sugerindo que o governo faça um planejamento para realizar as operações em etapas, de acordo com o melhor momento do mercado.
Segundo Oliveira, a União poderia se desfazer de participações que detém na BNDESPar, como em frigoríficos, por exemplo, e manter outras companhias, como Petrobras e Banco do Brasil. Neste caso, devido ao papel do BB como principal agente financeiro do plano safra.
Além da venda de ativos, Temer criou uma secretaria, ocupada por Moreira Franco, que vai desenvolver o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com foco nas concessões, privatizações e Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de infraestrutura. O programa terá um conselho, presidido pelo próprio presidente, que vai fiscalizar, comandar e “animar” todas as ações com os empresários.

Contra Temer, Dilma cria "bunker da resistência" dentro do Alvorada



© Fornecido por Notícias ao Minuto
Após 14 anos de gestão petista, a presidente afastada Dilma Rousseff estruturou um "bunker de resistência", dentro do Palácio do Alvorada, para preparar uma contraofensiva de esquerda à gestão interina de Michel Temer.
Na quinta-feira (12), após a abertura do processo de impeachment contra a Dilma no Senado, o peemedebista Michel Temer assumiu a presidência interina.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Dilma montou um arquivo detalhado com números e estatísticas de iniciativas e programas das gestões petistas, concentrado na evolução ano a ano e no número de beneficiários das principais vitrines eleitorais da gestão da presidente, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Pronatec e Bolsa Família.
A intenção da presidente é formular um discurso unificado para atacar o governo interino sobre eventuais retrocessos em relação às administrações de Dilma e Lula e para rebater eventuais críticas feitas pela gestão Temer em relação ao legado do PT no país.
De acordo com a publicação, a assessora presidencial Sandra Brandão, apelidada de "Google do Planalto", é a responsável pela administração do arquivo. Durante a gestão petista, ela era responsável por fornecer rapidamente dados governamentais para Dilma durante os debates televisivos na campanha de 2014.
No campo digital, Dilma também montou uma equipe para cuidar do compartilhamento de conteúdo nas redes sociais e reforçará a divulgação do portal Informa Brasil. Criado no ano passado pelo governo federal, mas que até o momento não havia sido divulgado, o site reúne informações sobre as iniciativas da gestão petista na Presidência.
A estratégia, como explicou um assessor da presidente afastada, é "ocupar o máximo de espaço possível", fazendo, assim, um contraponto a Temer no período de afastamento.
A equipe dela é formada por nomes como o assessor especial Giles Azevedo, o fotógrafo Ricardo Stuckert e o ex-subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil Jorge Rodrigo Messias, o "Bessias", citado em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal entre a presidente e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, em março.