sábado, 21 de janeiro de 2017

POTIRAGUÁ: Folia de Reis


Folia de Reis, Reisado, ou Festa de Santos Reis é uma manifestação cultural religiosa festiva e classificada, no Brasil, como folclore; praticada pelos adeptos e simpatizantes do catolicismo, no intuito de rememorar a atitude dos Três Reis Magos — que partiram em uma jornada à procura do esconderijo do Prometido Messias (O Menino Jesus Cristo) — para prestar-lhe homenagens e dar-lhe presentes. Essa história é relatada na Bíblia Sagrada, no capítulo 2 do Livro de São Mateus (ou O Evangelho, Segundo Mateus). Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Três Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro.
 Em Potiraguá a festa de reis é tradicional há muito anos foi comandada por João V, de Carvalho (JOÃO VIRISSO), também conhecido em toda cidade pelo seu quebra-queixo, que comercializava para tira sustento da familia e juntava alguns trocado para uniformizar o grupo dos reis.
Após falecimento do patriarca João Virisso, o seu filho ADALBERTO passou a assumir a responsabilidade para não deixar desaparecer essa festa tradicional, o mesmo esta passando dificuldades, principalmente financeiras para manter a festa. E impressionante como os governantes da nossa CIDADE são insensíveis e sem compromisso com o nosso povo, nunca em toda essa trajetória da história dessa festa eles tenham recebido algum apoio, por este motivo acredito que o futuro desta festa esta comprometido "EXTINÇÃO".

 
 















 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Perícia vê ‘quebra-cabeça difícil’ na queda de avião com Teori




Teori Zavascki, ministro do STF, morre em acidente de avião em Paraty © image/jpeg Teori Zavascki, ministro do STF, morre em acidente de avião em Paraty 
 
Os investigadores do Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável pela apuração de acidentes aéreos, passaram a sexta-feira entre a água e o aeroporto. Da perícia que será feita nos destroços do avião virá um relatório que poderá apontar ou descartar eventuais falhas mecânicas de uma aeronave moderna, fabricada em 2007 e com todos os documentos em dia. Das entrevistas com testemunhas que viram ou ouviram qualquer detalhe, virá outro relatório. Este, tentando reproduzir em detalhes os últimos minutos do voo antes do choque no mar de Paraty. 

Com a caixa preta (já encontrada), todo esse material será juntado para se chegar a uma conclusão sobre a causa do acidente que matou o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) e outras quatro pessoas, na tarde de quinta-feira. “Um quebra-cabeça difícil de ser montado, porque muita gente diz que viu muita coisa. Precisamos analisar tudo em detalhes”, diz um investigador do Cenipa na condição do anonimato. 

Tudo isso fará parte dos inquéritos que estão sendo tocados, paralelamente, pelas polícias Civil e Federal. Há, de fato, controvérsias nos relatos obtidos até aqui. Uma delas em relação às condições climáticas. Outra sobre a manobra que o avião teria tentado antes de cair na água.

João Paulo Vilella, operador do aeroporto, disse aos investigadores que o experiente piloto Osmar Rodrigues – de 56 anos e 30 de profissão, mais de 20 pousando em Paraty – telefonou por volta das 11h15 informando que sairia do Campo de Marte e desceria na pista entre 13h30 e 13h40. Disse também que perto deste horário pode ouvir Mazinho (como o piloto era conhecido) se comunicando normalmente com pilotos de outras aeronaves. 
 
Esta, aliás, é a única forma de comunicação, já que o aeroporto não tem torre de comando e nem controladores de voo. “Os pilotos se organizam nesse sobe e desce”, diz o gerente do aeroporto, Elber Emanuel Dedini: “Esse aqui era o caminho da roça para o Mazinho. É um lugar onde ele pousava há quase 20 anos”, completa. 

João Paulo conta que, logo depois que a aeronave passou pela Serra de Paraty, levantou-se para buscar um guarda-chuva. “Na mesma hora em que ele se aproximou, começou a chover forte. Fui esperar ele fazer o retorno na baía, mas comecei a achar estranho que ele não voltava”. Inicialmente, achou que a aeronave havia arremetido em virtude da chuva forte que acabara de começar e seguido até cidades próximas como Angra dos Reis ou Ubatuba. O rádio pelo qual conseguia ouvir os pilotos, mas não falar, já não falava mais nada. Logo começaram as ligações indicando a queda de um avião.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novo relator da Lava Jato será nomeado por Michel Temer



Teori Zavascki, ministro do STF – 05/11/2014 © image/jpeg Teori Zavascki, ministro do STF – 05/11/2014 
 
Com a morte do ministro Teori Zavascki em um acidente aéreo nesta quinta-feira em Paraty, no Rio de Janeiro, a relatoria da Operação Lava Jato e dos outros processos relatados por Teori caberá ao ministro que o presidente Michel Temer nomear para sua vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o regimento interno do STF, em caso de aposentadoria, renúncia ou morte do relator, sua substituição se dá “pelo ministro nomeado para a sua vaga”.

Conforme o trâmite da indicação dos magistrados da Suprema Corte, o indicado por Temer passará por sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e nova votação no plenário da Casa.

No retorno do recesso do Judiciário, caberia a Teori Zavascki homologar as delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht.

'Discreto' e 'técnico', Teori ficou no centro do fogo cruzado com a Lava Jato




Teori Zavascki © STF Teori Zavascki 
 
Relator dos processos ligados à operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Albino Zavascki, de 68 anos, era conhecido como "discreto" e "independente". 

Zavascki foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2012, assumindo a vaga do ex-ministro Cezar Peluso em meio ao julgamento do "mensalão".

Em 2015 e 2016, foi responsável por alguns dos desdobramentos mais importantes da operação Lava Jato.

Elogiado por seus pares, que destacam seu perfil "técnico", o catarinense de Faxinal dos Guedes fez carreira pública no Estado vizinho, o Rio Grande do Sul, e chegou a ser advogado do Banco Central.

"Zavascki é um ministro de reconhecida competência e independência. Sempre teve uma atuação muito segura e costuma ser sensível às manifestações tanto da acusação quanto da defesa. Muitas vezes é duro, mas sempre prezando pela imparcialidade, pressuposto indispensável à atividade jurisdicional", afirmou à BBC em 2015 o advogado Nabor Bulhões, um dos que desfrutam de melhor trânsito no STF.

O ministro também era conhecido por ser minucioso em questões processuais. ''Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas'', brincou, ao se despedir da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça e tomar posse no STF, há cinco anos. 

Um dia antes do acidente em Paraty, o ministro e sua equipe haviam dado início à análise dos acordos de delação premiada dos executivos da Odebrecht, em meio ao recesso da Suprema Corte.

Até dezembro, ele havia julgado 102 ações cautelares ajuizadas pelo Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato, entre pedidos de prisões preventivas, buscas e apreensões, além de quebras de sigilo bancário, fiscal ou telefônico.

Decisões

Católico não praticante, descendente de poloneses e italianos, Zavascki, que sempre primou pela discrição, precisou a aprender a lidar, a duras penas, com a repercussão de suas decisões junto à opinião pública.

Joaquim Falcão, professor de Direito da FGV-RJ, chegou a definir o catarinense comoum "contraponto a outros ministros da casa, que preferem os holofotes". 

No entanto, os holofotes o perseguiram durante o trabalho no STF.

Zavascki foi nomeado ao cargo na mais alta corte do país em pleno julgamento da ação penal 470, mais conhecida como "mensalão", da qual não participou, mas deu voto favorável aos réus quando o plenário do STF discutiu os chamados "embargos infringentes" - recurso exclusivo da defesa interposto quando não há unanimidade na decisão colegiada.

A decisão de Zavascki, que optou por absolvê-los do crime de formação de quadrilha, acabou por reduzir a pena de alguns dos envolvidos, como o ex-ministro José Dirceu, que se livrou do regime fechado.

Desde então, suas decisões foram comemoradas, alternadamente, por grupos favoráveis e contrários ao governo Dilma e ao PT.

Em março de 2015, ele autorizou a abertura de inquérito para investigar 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras, a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot. 

Meses depois, Zavascki autorizou a prisão do senador Delcídio do Amaral, o primeiro político a ser preso no âmbito da Lava Jato durante o mandato, e homologou sua delação premiada. 

Em 2016, o ministro determinou que todas as investigações da Lava Jato envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e outros políticos com foro privilegiado deveriam ser remetidas ao STF - em meio à polêmica da divulgação de ligações telefônicas interceptadas entre Lula e outros membros do alto escalão do PT, incluindo a ex-presidente.

Zavascki também acatou ao pedido de Janot para a suspensão do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara dos Deputados, e negou o pedido do governo para anular o processo de impeachment de Dilma, o que permitiu que o Senado votasse pelo afastamento da presidente.

Em junho de 2016 ele determinou que a investigação envolvendo Lula fosse devolvida ao juiz Sergio Moro, mas que as interceptações telefônicas divulgadas pelo juiz do Paraná deveriam ser anuladas enquanto provas, por considerá-las ilegais.

No mesmo mês, ele negou os pedidos de prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney, feitos por Janot.

"Desde que meu pai se tornou ministro do STF, a carga de trabalho aumentou e cresceu também a preocupação com a segurança. Por essa razão, ele vem cada vez mais restringindo suas saídas", disse à BBC Brasil seu filho Francisco Zavascki, em 2015.

"Nunca passamos por nenhum constrangimento público juntos, mas toda vez que meu pai toma uma decisão polêmica, vez ou outra, sou alvo de xingamentos em minha página no Facebook."
Bandeira do Grêmio © Ascom Gremio Bandeira do Grêmio

Família e futebol

Doutor em Direito Processual Civil, Zavascki veio de uma família de sete irmãos. 

Estudou em um internato em Chapecó (SC) e formou-se em Direito em 1972, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde fez mestrado e doutorado. Também foi professor da Universidade de Brasília (UnB).

Pai de três filhos ─ o infectologista Alexandre e os advogados Liliana e Francisco ─ e avô de cinco netos, Zavascki costuma despachar ao som de música clássica. 

Ele era viúvo da segunda mulher, a juíza federal Maria Helena Marques de Castro Zavascki, que morreu de câncer em 2013.

Segundo Francisco Zavascki, seu gosto pelo trabalho só não era maior do que o fanatismo pelo Grêmio, clube do qual era membro conselheiro.

Delegado da Lava Jato questiona 'acidente' e pede investigação



 
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Um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, o delegado federal Marcio Adriano Anselmo pediu a investigação "a fundo" da morte do ministro Teori Zavascki, "na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht".

"Esse 'acidente' deve ser investigado a fundo", escreveu em sua página no Facebook, destacando a palavra "acidente" entre aspas.

Anselmo afirmou que a morte de Teori é "o prenúncio do fim de uma era" e disse que ele "lavou a alma do STF à frente da Lava Jato"."Surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado", afirmou.

Teori Zavascki, 68, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, morreu na tarde desta quinta-feira (19) em um acidente de avião na costa de Paraty (RJ).

O Corpo de Bombeiros do Rio confirmou que ao menos três pessoas morreram na queda. De acordo com os bombeiros, o avião permanece submerso e três pessoas estão presas nas ferragens. Não há informações até o momento sobre demais ocupantes. A capacidade da aeronave é de sete pessoas, incluindo tripulantes.

Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro privilegiado, como congressistas e ministros. Com informações da Folhapress.

Morre Teori Zavascki



Confirmado pelo Corpo de Bombeiros: o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu vítima do acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio, na tarde desta quinta (19). Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina.

Teori estava a bordo do avião modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM pertencente a Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano em São Paulo e no Rio. Os dois eram muito amigos e se aproximaram após a morte da esposa de Teori.

A aeronave, que tem capacidade para oito pessoas, deixou o Campo de Marte, em São Paulo, às 13h. O acidente aconteceu por volta das 13h.

Abalada, a presidente do Tribunal, Cármen Lúcia, voltou a Brasília ao saber do acidente. Gilmar Mendes, por sua vez, tentou falar com Teori por uma hora, sem sucesso.
Aeronave cai em Paraty (RJ). O ministro do STF, Teori Zavascki, estava na lista de passageiros  
© Foto: Reprodução Aeronave cai em Paraty (RJ). O ministro do STF, Teori Zavascki, estava na lista de passageiros 
 
Teori Albino Zavascki nasceu em Faxinal dos Guedes, em Santa Catarina. Ele formou-se em direito em 1972, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Chegou ao STF em novembro de 2012, nomeado por Dilma Rousseff. Também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça entre 2003 e 2012.