terça-feira, 26 de julho de 2016

Australiano ironiza Vila 'estilo favela': 'Chance de atletas saberem como os brasileiros vivem'



Vila Olimpica Rio 2016 25/07/2016© Matthew Stockman/Getty Images Vila Olimpica Rio 2016 25/07/2016 

O jornalista australiano Richard Hinds, do jornal The Daily Telegraph, pegou pesado nas críticas à Vila Olímpica dos Jogos do Rio 2016. Em artigo publicado nesta terça-feira, no qual escreve uma mensagem irônica se passando pelo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, Hinds detonou a Vila Olímpica construída em "estilo favela" para o evento.

"Nossos amigos australianos não apreciaram a tentativa do Comitê Organizador Local de substituir a tradicional Vila Olímpica por uma Favela Olímpica, estilo Rio. Isso vai dar aos atletas a chance de experimentar as condições de vida de boa parte dos brasileiros, para quem água encanada, esgoto e paredes são opcionais extras - e assim será até que a conta de R$ 100 bilhões da Copa do Mundo e da Olimpíada seja paga", escreveu o colunista.

A delegação da Austrália é uma das que mais criticou a Vila Olímpica do Rio até agora, reclamando da falta de acabamento dos prédios e de problemas como sujeira, banheiros entupidos e fiação exposta.

Na carta irônica, o jornalista tirou sarro do próprio Thomas Bach.

"Iremos agir prontamente sobre qualquer problema com as acomodações. Neste semana, por exemplo, me serviram (vinho) Riesling em uma taça de vinho tinto no meu hotel seis estrelas! Vocês ficarão aliviados ao saberem que já ordenei a vinda das taças corretas diretamente de Paris", brincou.

"Minha agenda apertada até o momento só me permitiu inspecionar as quadras de vôlei de praia da varanda do meu hotel. Mas asseguro que tudo vai estar pronto a tempo", completou.

Hinds ainda detonou as condições do Velódromo, que está com a pista suja, fazendo os ciclistas escorregarem, e da poluída Baía da Guanabara, onde serão realizadas as competições de vela.

"Alguns ciclistas já estão conseguindo parar de pé no velódromo, e o cheiro do mar teve a classificação diminuída de 'corpo apodrecendo' para 'saco de peixes esquecido no sol'", disparou.

Também sobraram críticas à segurança pública no Rio de Janeiro e o vírus Zika.

"Há preocupação quanto à segurança dos atletas e dirigentes. No entanto, eu e meus seis guarda-costas armados andamos tranquilamente pelos lounges dos hoteis e pelas piscinas sem nenhuma ameaça significativa até agora", ironizou.

"O Comitê Organizador me garantiu que, após aplicação de repelente de mosquitos, é perfeitamente seguro apreciar tudo o que esta bela cidade tem a oferecer. Também me garantiram que todos os atletas roubados e sequestrados por bandidos armados serão soltos a tempo de disputarem suas competições", acrescentou.
A Rio 2016 começa em 5 de agosto e vai até o dia 21 do mesmo mês.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cunha diz que entrará na história por "derrubar dois presidentes do Brasil"


© Fornecido por Notícias ao Minuto
 
O ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha tenta manter a mesma postura diante de seus opositores. Segundo a coluna Radar On-line, da revista Veja, deste sábado (23), Cunha teria dito que ficará "conhecido por derrubar dois presidentes do Brasil".

O diálogo teria acontecido com um de seus interlocutores, que ficou "apavorado", afirma o texto. Às vésperas da decisão do Senado sobre o impeachment da presidente afastada Dilma ROusseff, o próprio presidente interino Michel Temer tem receio de ter sido gravado pelo deputado afastado.

As relações entre ambos são antigas, como comentou o presidenciável Ciro Gomes à revista Carta Capital. Ciro afirma que quando foi deputado na mesma legislatura que os peemedebistas, de 2007 a 2010, a dupla atuava em conjunto. Cunha comercializaria leis sob os auspícios de Temer, presidente da Casa de 2009 a 2010.

Andropausa e Menopausa, têm relação?

Sintomas da Andropausa

Os sintomas da Andropausa geralmente passam despercebidos pelos homens e acabam se confundindo com sintomas do estresse diário. Isso porque, na maioria das vezes, os sintomas são os mesmos: cansaço, falta de libido, aumento da gordura corporal e até mesmo problemas de memória.

Na maioria das vezes, a menopausa masculina se inicia com sintomas bem leves, o que faz com que dificilmente os homens consigam identificá-los e caracterizá-los. Além disso, os níveis hormonais diminuem drasticamente. Assim como a menopausa, a andropausa causa indisposição, calor excessivo e bastante cansaço.

Diagnóstico da “menopausa masculina”

A melhor maneira de diagnosticar a andropausa é através de exames de sangue associados ao histórico clínico do paciente. No exame é possível calcular a dosagem do hormônio testosterona no sangue, fator que aponta se a pessoa está ou não na andropausa.

Além disso, problemas como disfunção erétil e a ejaculação precoce podem surgir neste período. Por isso que a melhor maneira de contornar essa situação é buscar auxílio de um andrologista, que indicará o melhor tratamento.

Tratamento 

O tratamento, desde que conduzido por profissionais especializados, é simples e objetivo. Geralmente aplicam-se doses de testosterona no paciente e, se necessários, outros hormônios através de injeções, géis ou até mesmo adesivos. Entretanto, existem alguns casos em que essa aplicação torna-se dificultada, por exemplo, quando o paciente tem apneia do sono, câncer de próstata, insuficiência cardíaca ou epilepsia.
É importante salientar que a reposição de hormônios não irá aliviar por si só os sintomas, sendo necessário também uma mudança de hábitos. Caminhadas, alimentação saudável e busca pela perda de peso são extremamente importantes nesta situação. Além de melhorarem a qualidade de vida do homem, estas medidas também trazem mais disposição e auxiliam na melhora do condicionamento físico do paciente.

Compreensão e paciência são grandes aliados para homens que estão passando pela Andropausa. Acompanhar e entender as mudanças físicas e psicológicas do envelhecimento auxiliam muito neste momento e traz um melhor entendimento do que se passa. É importante também o apoio das companheiras do paciente, evitando cobranças e expectativas referente as disfunções e possível falta do desejo sexual de seu parceiro.

A um mês do julgamento, Dilma não consegue mostrar força


A contagem regressiva para o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff começou nesta segunda-feira (25/07). Segundo cálculos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os trâmites para a fase final do processo devem começar no dia 25 de agosto e durar cerca de três a cinco dias.

Até lá, o termômetro para verificar se Dilma conseguiu reunir mais apoio será a votação da pronúncia, prevista para 9 de agosto. Em maio, a presidente afastada conseguiu 22 votos a favor entre os 81 senadores. No julgamento decisivo, precisará de 28 votos ou ausências para voltar ao cargo. Aliados da presidente avaliam que, se durante a pronúncia, o número de votos a favor não aumentar significativamente, a defesa vai ter passado um atestado de fracasso.

Numa matemática simples, Dilma parece ter um cenário favorável: basta ela conseguir mais seis votos ou ausências entre os senadores. Levantamentos da imprensa brasileira indicam apenas 38 senadores favoráveis ao afastamento definitivo. Vinte e cinco não indicaram posição ou declararam estar indecisos. Já o grupo do presidente interino Michel Temer precisa de 54 votos para permanecer de vez no poder.
© Fornecido por Deutsche Welle
 
Nos argumentos para o julgamento, a defesa de Dilma marcou alguns pontos nas últimas semanas. No início de julho, o Ministério Público Federal concluiu que não houve crime comum nas chamadas "pedaladas fiscais" envolvendo empréstimos do BNDES – embora tenha atestado que elas configuram delito de improbidade administrativa. Já uma perícia realizada pela comissão do impeachment não detectou ação direta de Dilma nas pedaladas.

Sem reversões de voto

Ainda que a defesa tenha ganhado argumentos mais robustos, alguns senadores avaliam que, nos quase dois meses de afastamento, Dilma não criou fatos políticos que demonstrassem força. Ao contrário do que ocorreu pouco antes da votação na Câmara, seu grupo político ainda não reverteu nenhum voto de peso e anunciou o fato publicamente. Apenas Cristovam Buarque (PPS-DF), que havia votado a favor do afastamento temporário, tem aparecido entre os senadores que podem mudar de lado. 

O grupo da presidente também se mostra na defensiva. Neste domingo, Dilma divulgou nota afirmando "que não pretende jogar a toalha" e negou mais uma vez que pretende renunciar. A nota foi uma resposta a reportagens que citaram aliados não identificados que teriam dito que um clima de desânimo tomou conta do núcleo da presidente afastada.

Nos últimos dias, Dilma também se viu obrigada a comentar as declarações de João Santana, seu ex-marqueteiro, que admitiu ter recebido pagamento por meio de caixa 2 durante a campanha da petista à Presidência em 2010.

Analista afirma que ainda é cedo

Já o grupo de Temer trabalha no momento para reunir pelo menos 54 votos na pronúncia com o objetivo de antecipar uma tendência para o julgamento. Para atrair os senadores ainda indecisos, o Planalto tem usado a força da caneta. O senador Romário (PSB-RJ), por exemplo, que vinha se declarando indeciso, emplacou no fim de semana um aliado em uma diretoria de Furnas, e agora é computado pelo grupo de Temer como voto certo pelo impeachment. Já o senador Otto Alencar (PSD-BA), que votou contra a admissibilidade do impeachment, agora aparece entre os que não declaram voto. Nas projeções otimistas do grupo de Temer, o impeachment deve passar com pelo menos 60 votos.

O analista Gaspard Estrada, da Sciences Po, de Paris. afirma que "do jeito que as coisas caminham, a tendência é que Temer seja mesmo confirmado de vez na Presidência". Ele concorda que Dilma não tem conseguido criar fatos favoráveis, mas adverte que ainda é cedo para uma afirmação definitiva. "Temer ainda tem fissuras em sua base e é um presidente mais popular em Brasília do que no Brasil. E existe sempre a possibilidade de que surjam novas revelações e escândalos que podem tornar o cenário novamente imprevisível."

Autor: Jean-Philip Struck

Dilma diz que não irá aos Jogos em posição secundária



© Ueslei Marcelino / Reuters
 
A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) afirmou que não participará da Olímpiada em uma posição secundária. Segundo ela, os “jogos são fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula” e de seu governo. 

À Rádio França Internacional (RFI), Dilma falou nesta segunda-feira (25) que o Rio está preparado para receber o evento e acredita o país tem a melhor segurança possível para controlar possíveis ataques terroristas. 

“No caso da Olimpíada, o Brasil manteve contato com todas as unidades de inteligência dos principais países do mundo com experiência nessa questão. Temos a melhor segurança possível”, disse Dilma Rousseff à RFI. “Não temos conflitos étnicos aqui, não temos conflitos religiosos, o clima é melhor”.

Questionada sobre o surto de Zika no país, a presidente afastada diz que essa questão não deve criar constrangimentos no que tange o comparecimento das pessoas. Ela recorda que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que há um risco muito baixo de uma proliferação do vírus devido aos Jogos. 

Impeachment

Faltando cerca de um mês para decisão final sobre o impeachment ou não da presidente afastada, a RFI questionou a petista sobre quais seriam suas primeiras medidas se voltasse ao exercício da Presidência. Em crítica, ela diz que o governo interino está definindo projetos radicalmente opostos ao programa pelo qual foi eleita. 

“Há muita coisa a ser feita”, afirma. “A crise econômica dentro do Brasil só tomou essa proporção por causa da crise política”. 

Mesmo atacando Temer, Lula aceitará diálogo pós-impeachment



© Fornecido por Notícias ao Minuto
 
A postura do ex-presidente Lula tem se mantido a mesma com relação ao presidente interino Michel Temer.
Em discursos, Lula ataca o 'opositor', mas ao que parece, nos bastidores, sobretudo após o impeachment, ele voltará a abrir espaço para diálogo com Temer.

De acordo com a coluna painel, da Folha de S. Paulo, seguindo a mesma postura de Lula, o presidente interino voltou a mencionar a necessidade de procurar a oposição para dialogar, mas repetiu que ainda não é o momento. Vai esperar o desfecho do impeachment.

A avaliação é que o Planalto precisa de uma interlocução mínima com organizações sociais, historicamente lideradas pelo PT, para conseguir votar pautas delicadas no Congresso Nacional.

Sob Temer, repasses priorizam aliados



Ministros aproveitaram liberações de R$ 2 bi para reforçar caixa de bases eleitorais. © Foto: Marcos Correa/Presidência da República Ministros aproveitaram liberações de R$ 2 bi para reforçar caixa de bases eleitorais. 
  No primeiro ano em que a legislação eleitoral instituiu um teto de gastos para as campanhas, o presidente em exercício Michel Temer abasteceu o caixa das prefeituras com cerca de R$ 2 bilhões em convênios liberados em pouco menos de dois meses. Levantamento do Estado, com base em dados da Controladoria-Geral da União, mostra que os valores foram transferidos a 2.448 municípios e se destinaram a 5.213 obras.

Alguns ministros aproveitaram a liberação para fazer agrados às bases políticas. Pastas como Transportes, Esporte, Desenvolvimento Social Agrário e Ciência e Tecnologia concentraram repasses nos Estados dos respectivos titulares.

O valor das liberações é equivalente a dois terços do que a presidente afastada Dilma Rousseff transferiu para administrações municipais entre janeiro e o início de maio: R$ 2,9 bilhões. Nos 133 dias em que foi a titular do cargo neste ano, a petista repassou R$ 21,8 mil, em média, diariamente, a 2.413 municípios. Temer, em 51 dias, transferiu, em média, R$ 38,1 mil por dia. Os dados se referem a até 2 de julho, quando a legislação eleitoral impõe restrições aos repasses.

O reforço no caixa ajuda a acelerar obras que podem ser vitrines para prefeitos que disputarão a reeleição ou seus candidatos em um ano em que as campanhas tendem a receber menos recursos. O Supremo Tribunal Federal vedou o financiamento de empresas às campanhas, e a reforma eleitoral aprovada no Congresso no ano passado instituiu, pela primeira vez, um teto de gastos.

Expectativa

Com 1.024 prefeitos eleitos em 2012, o PMDB, partido de Temer, tem o maior número de prefeituras do País e espera crescer neste ano. Como a base de Temer engloba a maior parte dos partidos, os convênios acabam por beneficiar prefeitos da coalizão nacional. Depois do PMDB, a legenda que mais elegeu prefeitos em 2012 foi o principal aliado, o PSDB, com 702 eleitos. O PT, maior partido da oposição, foi o terceiro, com 635. Depois vêm outros aliados no plano nacional: PSD (497), PP (469) e PSB (442).

Os dados apontam que ministros do governo aproveitaram o aumento das liberações para fazer agrados às suas bases. O ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) repassou 37,4% das verbas ao Estado de São Paulo, por onde pretende se eleger senador em 2018. Ele é presidente licenciado do PSD.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintela Lessa (PR), transferiu 36,8% para Alagoas. Ele é presidente do partido no Estado. Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) liberou 16,5% para o Rio Grande do Sul, onde é primeiro-vice-presidente do diretório regional do PMDB.

Leonardo Picciani (Esporte) repassou 12% para o Rio. Seu pai, Jorge Picciani, é presidente do PMDB fluminense e também da Assembleia Legislativa.

Secretarias

O levantamento dos repasses a municípios mostra que em alguns ministérios o colégio eleitoral do titular da pasta não é determinante para as liberações, mas, sim, a influência política de lideranças regionais.

No Ministério da Integração Nacional, por exemplo, o maior repasse vai para regiões de influência dos nomeados que comandam secretarias e órgãos vinculados à pasta. O Pará, Estado de origem do ministro Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), recebeu só R$ 1,1 milhão de um total de R$ 185,5 milhões do ministério.

Já o Rio Grande do Norte, Estado do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), recebeu quase 70% dos recursos do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Dos R$ 8,7 milhões, R$ 6 milhões foram para a barragem de Oiticica. Ex-ministro de Dilma e de Temer, Alves teve influência na indicação do comando do Dnocs nas duas gestões.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) teve seus repasses no governo Temer distribuídos predominantemente a dois Estados. Foram R$ 7,1 milhões (34,6%) para prefeituras do Piauí e R$ 6,1 milhões (29,7%) para o Maranhão. Sua área de atuação, contudo, também abrange Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. A concentração é explicada pelas influências do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do ex-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA).

A Secretaria de Infraestrutura Hídrica, vinculada à pasta, teve praticamente 80% de seus recursos na era Temer distribuídos entre três Estados. Dos R$ 98,2 milhões liberados, Alagoas ficou com 33,4% (R$ 32,8 milhões), Ceará com 30,5% (R$ 30 milhões) e Paraíba com 15,7% (R$ 15,5 milhões). De Alagoas e Ceará vêm duas das principais lideranças do PMDB nacional, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o líder da bancada na Casa, Eunício Oliveira (CE). A concentração de recursos advém, segundo fontes, da influência de ambos.

Outro caso é o Ministério do Turismo. Dos R$ 91,6 milhões liberados no período, Santa Catarina foi o Estado que mais recebeu recursos: R$ 11,2 milhões (12,2%). A justificativa é que o Estado controla a pasta desde a era petista e manteve o controle no governo Temer.