Natureza Natural

terça-feira, 11 de abril de 2017

Reforma trabalhista trará mudanças em 100 pontos da CLT, diz relator



Estadão
Estadão
Murilo Rodrigues Alves e Igor Gadelha 

  • Slide 1 de 6: As relações trabalhistas foram postas na mesa pelo novo governo Michel Temer. A nova gestão tenta correr para aprovar mudanças e sinalizar aos aliados e ao mercado uma ação para acelerar o crescimento da economia.
  • Slide 2 de 6: Segundo especialistas, a reforma visa a melhora na economia através do aumento da produtividade e redução das despesas trabalhistas. Por outro lado, essa atualização pode representar alguns retrocessos para o empregado, por causa da prevalência de acordos coeltivos que pode desmobiliza o trabalhador.
  • Slide 3 de 6: Além do argumento de modernizar a CLT, Carlos Costa, do Peixoto & Cury, explica que a flexibilização torna o processo mais ágil e fácil para as empresas contratarem, o que teria reflexos no desemprego e diminuiria a informalidade. “Somos um país de muitos direitos e poucos empregos.”
  • Slide 4 de 6: Segundo Graça Costa, secretária da CUT, com a terceirização irrestrita, muitos empregados podem ser demitidos e recontratados como terceirizados e ter direitos e salários menores.
  • Slide 5 de 6: Os trabalhadores também seriam colocados dentro de outra categoria sindical, geralmente mais fraca, e que não teria tanta força para pleitear acordos e melhorias. “O trabalhador vai ficar refém da empresa. Só existe negociação quando temos a mesma força”, explica Graça Costa.
  • Slide 6 de 6: Com privilégio do negociado sobre o legislado, podem ser alterados: a jornada de trabalho, hora de almoço, participação nos lucros, parcelamento do 13º, adicional noturno, auxílio-creche, licença-paternidade e remuneração de um salário mínimo.
 As relações trabalhistas foram postas na mesa pelo novo governo Michel Temer. A nova gestão tenta correr para aprovar mudanças e sinalizar aos aliados e ao mercado uma ação para acelerar o crescimento da economia.
  © André Dusek/Estadão

O que pode mudar com a reforma Trabalhista proposta por Temer

As relações trabalhistas foram postas na mesa pelo novo governo Michel Temer. A nova gestão tenta correr para aprovar mudanças e sinalizar aos aliados e ao mercado uma ação para acelerar o crescimento da economia.
O relatório da reforma trabalhista, do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que deve ser apresentado amanhã, mexerá em 100 pontos da septuagenária Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “É uma modernização da legislação trabalhista que estamos fazendo”, disse o deputado.

O projeto dá força de lei aos acordos coletivos negociados entre empresas e trabalhadores em vários pontos. Entre eles, permite que sindicatos e empresas negociem jornadas de até 12 horas diárias, desde que respeitado o limite de até 48 horas por semana (contabilizando horas extras). O projeto propõe ainda que patrões e empregados negociem o trabalho remoto (fora do ambiente da empresa), remuneração por produtividade e registro de ponto.

O relator afirmou também que vai manter no relatório a regulamentação do trabalho intermitente – que permite jornadas inferiores a 44 horas semanais – e o fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.

Marinho disse que o relatório também vai contemplar ao menos duas salvaguardas ao trabalho terceirizado que não constavam do projeto aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente Michel Temer.

Uma das proteções que serão colocadas é restringir que empresas demitam seus funcionários e os recontratem na sequência como terceirizados. A proibição valerá por 18 meses. “Isso afasta qualquer acusação de que a terceirização poderia servir para uma mera troca de modelos de contratação”, diz Marinho.


A outra salvaguarda deve garantir aos terceirizados os mesmos serviços de alimentação, transporte, segurança e atendimento médico dos contratados diretamente.

Em seu parecer, Marinho pretende incluir uma série de mudanças na CLT relacionadas aos direitos das mulheres. Uma delas é permitir que grávidas e lactantes possam trabalhar em locais insalubres, desde que apresentem um atestado médico. Hoje, isso é proibido hoje pela legislação trabalhista. “Se não fizermos isso, não vai ter mais mulher trabalhando nos hospitais”, exemplificou.

Marinho também vai propor a exclusão do artigo da CLT que diz que mulheres não podem entrar com ações trabalhistas sem autorização do marido e o que proíbe mulheres acima de 50 anos de parcelar as férias.

Críticas

Para a oposição, as mudanças que serão propostas por Marinho poderão prejudicar o trabalhador. “Mexer em 100 pontos da CLT é simplesmente propor a revogação da CLT. Isso é inaceitável em uma conjuntura como essa, em um momento de forte desemprego, quando o trabalhador está em fragilidade maior”, criticou o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).
DE TUDO UM POUCO às 16:07:00
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