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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sarney ajudou a livrar prefeito acusado de estupro de prisão, diz delator



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     © Montagem/Grasielle Castro/Brasil Post

    O posto que não tem lava jato


    A Operação Lava Jato começou com uma investigação sobre lavagem de dinheiro em um posto de gasolina no Distrito Federal. Segundo a Folha de S. Paulo, o posto pertence a Carlos Habib Chater, um dos doleiros envolvidos investigados na operação. Curiosamente, o posto não tem lava jato.
    O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) prometeu ajudar o prefeito de Santa Inês (MA) Ribamar Alves, preso por estupro de uma jovem de 18 anos. O conteúdo foi revelado na delação do ex-presidente da TranspetroSérgio Machado, de acordo com a Folha de São Paulo.

    Em 25 de fevereiro, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) concedeu a soltura de Ribamar. Os desembargadores José Luiz Almeida e João Santana votaram a favor e Vicente de Castro contra.

    Na gravação de Machado, Sarney conversava com o delator quando foi interrompido pelo deputado Chiquinho Escórcio (PMDB-MA). O parlamentar pede ajuda do ex-presidente diante dos desembargadores. 

    Ele argumenta que seria interessante politicamente pois eles teriam, com isso, a prefeitura "na mão". Chiquinho diz que foi até Sarney a pedido da família Alves.
    "Ribamar Alves está preso. Mandou (...) lhe procurar. Quer sentar no seu colo, pedir perdão, fez tanta injustiça com o senhor, o senhor foi amigo do pai dele, é, inclusive, padrinho do irmão dele. Está numa situação... A mulher dele quer vir aqui", afirmou o ex-deputado, de acordo com trecho do diálogo divulgado pela Folha.
    "Eu já tenho a saída toda pontilhada. Quem são os nossos amigos e tal. Temos um voto (a favor) e um voto contra. Está faltando um voto. Vou almoçar agora com o desembargador que pode ser esse desembargador", continua Chiquinho.

    Sarney responde "Posso fazer aceno... Uma hora que você vier aí, você vem com ele." O deputado deixa acertado que após o almoço retornaria com o desembargador para que Sarney o convencesse.
    Em março, Ribamar reassumiu a prefeitura após o juiz Alessandro Figueiredo, responsável pelo Juizado Especial Cível e Criminal da comarca de Santa Inês, determinar o retorno imediato.

    O TJ-MA definiu como pena alternativa medidas como proibição de mudar de endereço ou ausentar-se de Santa Inês sem autorização judicial, proibição de manter contato com a vítima ou testemunhas apontadas no processo e proibição de acessar ou frequentar locais como bares, casas de shows, prostíbulos e similares a partir das 22h.

    Estupro

    Ribamar Alves ficou preso preventivamente durante 27 dias no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Ele foi preso em flagrante no dia 29 de janeiro pelo estupro de uma jovem paranaense missionária da Igreja Adventista, de 18 anos.

    Após a prisão em flagrante, Alves teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Maranhão. O Ministério Público do Estado ofereceu denúncia contra o prefeito em 15 de fevereiro. 

    De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido na noite anterior, em um motel de Santa Inês. O exame de corpo de delito indicou que a relação foi forçada, assim como a inspeção feita no vestuário dela.

    Defesa

    O advogado de Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse à Folha que não identificou nos trechos relatados nenhum indício de conduta criminosa.
    Chiquinho negou ao jornal que teria se encontrado com o desembargador.
    DE TUDO UM POUCO às 15:11:00
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