Natureza Natural

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Uma coisa é Lava Jato no governo PT, outra é no governo Temer, diz Jucá


Estadão
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Rachel Gamarski e Eduardo Rodrigues 

  • Nesta segunda-feira, 23, uma conversa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, se transformou na primeira grande crise do governo Temer. No áudio, Jucá sugere que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria parte de uma estratégia para frear a Operação Lava Jato. Essa, no entanto, não é a primeira vez que ex-senador é citado em tramoias políticas; confira o histórico de investigações envolvendo o ministro
  • Um dos homens fortes do presidente interino Michel Temer também aparece como alvo na Operação Zelotes, que investiga a atuação de políticos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Romero Jucá e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também do PMDB, teriam negociado pagamentos de R$ 45 milhões com lobistas em troca da aprovação de emenda parlamentar de interesse de montadoras de veículos
  • A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu o nome do atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, no inquérito que apura um esquema de pagamento de propina na obra da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A investigação se trata de um desdobramento da Operação Lava Jato. Jucá foi citado nas delações do ex-senador Delcídio do Amaral (sem pertido-MS) e do ex-executivo da Camargo Correa, Luiz Carlos Martins
  • Vale lembrar também que, na última sexta-feira, 20, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Fderal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Romero Jucá. O atual ministro do Planejamento é investigado por assinar emendas parlamentares no Senado para transferir recursos federais para obras no município de Cantá, em Roraima. Em troca, Jucá teria recebido parte das verbas provenientes de licitações superfaturadas, organizadas pelo então prefeito da cidade, Paulo Peixoto
  © Fornecido por Estadão

Pé no freio

Nesta segunda-feira, 23, uma conversa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, se transformou na primeira grande crise do governo Temer. No áudio, Jucá sugere que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria parte de uma estratégia para frear a Operação Lava Jato. Essa, no entanto, não é a primeira vez que ex-senador é citado em tramoias políticas; confira o histórico de investigações envolvendo o ministro
Brasília - Investigado na Lava Jato e flagrado em uma conversa com outro investigado, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que sugere 'estancar' a operação, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, tentou fazer um contraponto entre a operação Lava Jato no governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, e no governo do presidente em exercício, Michel Temer.
Exaltado durante a entrevista, ele avaliou que o governo do PT estava paralisado pela operação e tinha perdido condições de governar. Por outro lado, o ministro disse que o governo Temer é de "salvação nacional" e que, para retomar o crescimento, é preciso base parlamentar sólida e medidas. "O governo está funcionando e estamos tomando providências. Amanhã existem algumas medidas econômicas que serão anunciadas para melhorar a economia e reduzir o endividamento. Estamos trabalhando nesse governo de salvação”, frisou.
O ministro tentou distanciar a operação Lava Jato do governo Temer e afirmou que permanece no Planejamento enquanto o presidente em exercício assim desejar. “O governo Michel Temer não tem nenhum indicador de corrupção, é o governo de mudança que está sendo e vai ser sentida pela sociedade”, destacou.
Romero Jucá: O Ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB) © Fornecido por Estadão O Ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB)
Por diversas vezes durante a coletiva de hoje, Jucá criticou a gestão da presidente afastada. Ele avaliou que Dilma cometeu crime fiscal, financeiro e de responsabilidade e que a “sangria” que teria citado durante conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado é resultado desse governo. "O Senado vai poder comparar os governos Dilma e Temer até o julgamento. Entendo que, para o Brasil, é melhor a opção Michel Temer”, disse.
DE TUDO UM POUCO às 16:02:00
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