Natureza Natural

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Caderneta de poupança perde R$ 38,5 bilhões no 1º semestre, o maior volume em 20 anos

Caderneta de poupança perde R$ 38,5 bilhões no 1º semestre, o maior volume em 20 anos

Estadão
Célia Froufe s

  • Pressionada pelos alimentos e pela energia elétrica, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar em maio e registrou alta de 0,74%. Em abril, a taxa havia sido de 0,71%. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,34% no ano e de 8,47% em 12 meses - ambos os maiores índices desde 2003: http://oesta.do/1BfPM4J
  • A produção industrial caiu 1,2% em abril ante março e mostrou mais uma vez a dificuldade que o setor tem passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria brasileira intensificou o ritmo de perda em 12 meses, acumulando queda de 4,8% - o pior resultado neste tipo de confronto desde dezembro de 2009, quando a perda era de 7,1%. No período, o setor automotivo teve retração de 20,2%: http://oesta.do/1dI1AkX
  • As vendas do comércio varejista registaram novos resultados negativos em abril. O volume caiu 3,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda mais intensa neste tipo de confronto desde agosto de 2003: http://oesta.do/1KVNN7s
  • O número de consumidores inadimplentes aumentou 4,79% em maio de 2015 em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil): http://oesta.do/1FZYYqf
  • Após um rombo de US$ 6,9 bilhões em abril, o déficit das transações correntes foi menor em maio e somou US$ 3,4 bilhões: http://oesta.do/1RpoLxl
  • Em meio ao esforço do ajuste fiscal conduzido pelo ministro Joaquim Levy, a arrecadação de impostos foi a menor para meses de maio em um período de 5 anos: http://oesta.do/1BOEiWb
  • As contas do governo central acumularam superávit primário de R$ 14,592 bilhões de janeiro a abril, o que representa uma queda de 50,9% ante o mesmo período de 2014. O valor corresponde a 0,78% do PIB e é o menor para o período desde 2001: http://oesta.do/1ekigA1
  • O setor público consolidado - que reúne contas do governo central, Estados, municípios e estatais (com exceção da Petrobrás e Eletrobrás) - apresentou déficit primário de R$ 6,9 bilhões em maio, o pior resultado do ano http://oesta.do/1Nsl7SU
  • O índice de atividade do Banco Central, que é considerado uma prévia do PIB, registrou queda de 0,84% em abril e atingiu o menor nível em quase três anos: http://oesta.do/1Svj7MN

Inflação

Pressionada pelos alimentos e pela energia elétrica, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar em maio e registrou alta de 0,74%. Em abril, a taxa havia sido de 0,71%. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,34% no ano e de 8,47% em 12 meses - ambos os maiores índices desde 2003: http://oesta.do/1BfPM4J
BRASÍLIA - A quantia de saques da poupança superou a de depósitos em junho em R$ 6,26 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central. Na primeira metade de 2015, o total resgatado dessa aplicação foi de R$ 38,54 bilhões. Nos dois casos, tratam-se dos maiores volumes dos últimos 20 anos para os períodos (mês de junho e primeira metade do ano), desde quando a instituição começou a compilar as informações disponíveis até hoje, em 1995.
Até então, o pior junho para a caderneta havia sido em 1999. Na ocasião, o resultado ficou negativo em R$ 1,4 bilhão. O resultado do primeiro semestre também é significativo, já que há dez anos, desde 2005, não se via um volume de resgates maior do que o de aplicações em todos os meses da primeira metade de um ano. Em janeiro, o resultado ficou negativo em R$ 5,5 bilhões e, em fevereiro, em R$ 6,3 bilhões.
Em março, os resgates superaram os depósitos em R$ 11,4 bilhões e, em abril, em R$ 5,8 bilhões. Em maio, o saldo ficou no vermelho em R$ 3,2 bilhões. O resultado de março foi, portanto, o pior da série histórica do BC para um mês e o de junho, o terceiro pior, atrás também do de fevereiro.
Com o resultado de junho, o saldo total da poupança ficou em R$ 646,561 bilhões, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 4,049 bilhões. Os depósitos na caderneta somaram R$ 162,853 bilhões no mês passado, enquanto as retiradas foram de R$ 169,114 bilhões.
A situação de junho só não foi pior porque, no último dia do mês, a quantidade de aplicações foi R$ 3,844 bilhões maior do que o das retiradas. Até o dia 29, o saldo da caderneta estava no vermelho em R$ 10,105 bilhões em junho. É comum ocorrer um aumento dos depósitos no último dia de cada mês por conta de aplicações automáticas e de sobras de salários.
Remuneração. O que tem ocorrido nos últimos meses, no entanto, é que essa sobra tem sido cada vez menor. Além disso, com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar tornando outros investimentos mais atrativos, a caderneta de poupança perde o brilho.
Até porque, há três anos a forma de remuneração da aplicação mudou. Pela regra de maio de 2012, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 13,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR. 
Compulsório. Por conta dessa sangria na poupança vista desde o início do ano, o setor imobiliário passou a reclamar de falta de recursos para financiamentos de casas e apartamentos.
Para minimizar esse quadro, o BC decidiu liberar os bancos para usar R$ 22,5 bilhões dos depósitos da poupança que são obrigados a manter na instituição para desembolsos nas operações de financiamento habitacional e rural. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que reúne o BC e os ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Foi reduzida a obrigatoriedade de guardar uma parte dos depósitos da caderneta no BC desde que os recursos fossem usados para financiamento habitacional (até R$ 22,5 bilhões) e empréstimos a produtores rurais (outros R$ 2,5 bilhões).
DE TUDO UM POUCO às 15:41:00
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